28.2.09

O curioso do dia


O curioso do dia:

* Hoje descobri que depois do feriado apareceu uma pinta (sarda) bem no meu "bigode". Gosto de sardas pelo corpo... E as tenho nas coxas e ombros. Não sei se me acostumarei com o seu brotar no meu rosto. Me sinto levemente descaracteriazada. Não sei o que farei com a dita!

* Hoje comecei o dia empregada. Feliz pela semana de dois dias, já que não trabalhei na quarta. Terminei o dia de forma diferente. Não exatamente desempregada, mas dispensada das minhas funções com a promessa de repensar uma nova posição sem vínculos empregatícios. Ai.

Com pinta e sem emprego... hum... Será que vou ter que dar pinta para ter emprego? Drama!

Escrever liberta. Viver liberta. Ser espontânea liberta. Sou o que sou. Sou quem pode ser ainda melhor. Sou livre de rótulos, porque não quero criar expectativas. Fui criada da matéria informe da qual são feitos os sonhos. Se sonho, logo existe. Beijo, logo, não resisto. E que os sonhos me beijem até que novos beijos se materializem!

Estou em paz; tal como quem sonha. E corre atrás das ferramentas certas para transformar virtudes oníricas em verdades inequívocas e utilizáveis. Mesmo que seja só para o meu prazer. E o seu deleite.

Fluxo e Refluxo

( by antufev )

Acredito muito na frase que diz que "tudo tem o seu tempo determinado". Vivemos o fluxo e o refluxo da vida e precisamos saber acompanhar a maré dos acontecimentos. A onda que te empurra, também é a que te traga. A luz que te ilumina, também é a que te cega.

Não há ressentimentos, quando se vive o curso perfeito da história. Os minutos dos dias são encadeados como em uma única sinfonia. Então, não erre o andamento e nem os acordes. Treine, como se a execução fosse para valer. E faça valer, quando a execução for à vera - seja qual for a platéia.
O silêncio fala muito, mas é preciso saber ouvir. A mão que machuca, também pode ser a que educa. Oportunidade. O resultado da ação é que faz a diferença entre o aprender para ser melhor e o sofrer com cicatrizes invisíveis. Retroceder. Aprendi a sentir as oscilações e a me manter firme nas poucas posições que conquistei [maturidade]. Nenhuma dessas posições têm relação social ou até pessoal [interpessoal, talvez]; mas são valores internos.
Minha Mãe conta que ainda em tenra idade eu gostava de dizer: “tudo é vaidade, é correr atrás do vento”. Eu não me lembro de dizer isso, mas não duvido de ter dito. Sempre fui dada a frases fortes, de efeito. Daí você percebe que a inocente repetição infantil encerra em si grande sabedoria. Para à época, um som de boa embocadura. Destaque. Para hoje, um grande ensinamento. Lição.
Vejo em todas as coisas uma boa oportunidade. Quando se age com uma visão de conquista, os sobressaltos são avisos do tempo, dizendo que é hora de deixar de lado aquilo que te parece cômodo [ou que está mesmo na área de conforto]. Estou atenta aos clamores da vida, mas nem sempre sei como interpretá-los [e sou pega de surpresa, desprevenida]. São gritos que me chamam à existência de um plano maior. E eu tenho a necessidade da liberdade vigiada [liberdade organizada, para melhor me fazer entender].
A vida anda me chamando à aventura dos tempos. Não consigo perceber onde vou chegar, mas sigo caminhando. Não levada pela maré, mas pela força dos acontecimentos. Sabendo que o mar é grande, mas meu farol está apontado para a direção certa [meu porto seguro, que não fica na Bahia]. E tenho tanto ainda a desbravar... Quantas vontades, tamanhas idéias. Muitos sonhos, máximas expectativas. Aceito os bons e os maus presentes, mas quero, de tudo, o melhor. Dou de mim o que há de melhor, mesmo que não seja o suficiente, mas o necessário [o que é possível].
Não posso ser o que esperam de mim. Expectativas geram ansiedade. E esse tal vício da ansiedade tenho tentado deixar para trás. E todos os dias eu sou tentada nesse mesmo caminho. Crio cascas, tenho as feridas saradas, invento proteções e boas histórias. Escrever liberta. Viver positivamente, liberta. Esperar sempre pelo que é perfeito, escraviza. Oferecer além ou aquém, deseduca. Vivo o fluxo e o refluxo da vida... Sempre à espera do que a de vir. Um renascer. Nasço e renasço nos instantes em que a existência cala. E a vida fala ao meu coração.

27.2.09

Livros

Reprodução/ Foto by Piero D'Avila


Meu aniversário está chegando. Sabe como é, nessa época duas perguntas me perturbam mais que a clássica: quantos anos?! [geralmente os meninos é que a fazem sem muito querer saber. Para mim, a idade é um dado relativo. Amo gente e não números. Amo vida e não a quantidade de tempo que nela permanecerei. Resposta no fim do post] - são elas:



1) Onde será a festa? [e suas variações, como: onde vamos bombar? Vai comemorar onde? Para onde vamos? O que você vai fazer? Vamos beber em que lugar? Onde será o bolo? Partiu?]. Não gosto de perguntas assim, que me obriguem a programar coisas em volta de minha pessoa. Gosto de estar em eventos alheios.



2) O que você quer de presente? [Essa pergunta me atormenta mais de uma vez por ano! É aniversário, Natal, Dia dos Namorados até na Páscoa eu não sei o que responder!]. Esse ano, para evitar caos e constrangimento com valor de objetos [uma vez que o valor sentimental é mais importante para mim], resolvi fazer uma lista de livros que estou louca para ler e não os tenho na estante. Assim, fica a dica para quem quer ir além do telefone/post/e-mail [e ai daquele que pode escolher as opções e não fizer pelo menos duas! Não tem perdão! Gosto de letras e sussurro no ouvido!].


Não me preocupei com grafia e autores. Sorry. Fui escrevendo num rompante para não esquecer...
* Ensina-me a Viver
* Olhai Os Lírios do Campo de Erico Veríssimo
* Biografia da Jane Fonda [acho que é A Life So Far...]
* The Joy of Sex – se e quando tiver a versão em português
* Guia dos Curiosos – qualquer versão
* O Príncipe Maquiavel
* A Arte da Guerra
* Qualquer um da Martha Medeiros [coletânia mais recente me agradaria mais]
* Amar Pode Dar Certo - Roberto Shinyashiki
* Comer, rezar, amar
* O Mundo de Sofia
* Perdas e Ganhos ou O Silêncio dos Amantes de Lya Luft
* Quem Ama, Educa Içami Tiba
* Vida Modelo Jonh Casablancas
* Inteligência Social - Karl Albrecht
* O Livro de Ouro da Psicanálise
* We - A Chave da Psicologia do Amor Romântico - Robert A. Johnson
* A coleção juvenil de Pedro Bandeira - começando pela Droga da Obediência até o último da série...
* Diga-me seu nome e direi quem você é

Sim, eu sei que sou eclética. Sou todas e sou uma.

Obviamente não está na ordem nem de prestígio e nem de preferência. Não gosto da versão de bolso, porque prefiro as letras GRANDES. Mas gosto de um achado de sebo, não preciso estrear as letras da obra.

E para quem veio até aqui: no próximo dia 7 de março eu faço 31 anos. Entrei com pé na porta na "Favorita" de Balzac. E como disse o Rei Roberto Carlos nos desfiles das Escolas da Samba: "Eu tô que tô!"...

26.2.09

Bayern

Foto: Daniella Sarahyba By Christian Gaul / Reprodução da Revista Maxim



Novidade:

Hoje estava olhando o tal do mapinha que eu coloquei no Bibidebicicleta. Comecei a fazer um documento chamado de Pelo Mundo, para celebrar o post Número 400, com os lugares nos quais eu tive um HIT (acesso). Já estou chocada com a diversidade de nomes dos quais nunca ouvi falar, imagina quando chegarmos ao 400?! [vamos divulgar o Bibidebicicleta, minha gente!]

Lógico que não foram apenas os nomes das cidades internacionais que me surpreenderam. Existe um ranking de HITs, sabia? Os lugares fora do Brasil que mais me acessam são:

1) EUA

2) Portugal - Ô terra boa! Além da facilidade da língua portuguesa, já ouvi maravilhas do lugar. Fiz uma matéria na chácara da cantora Joanna, uma vez. Ela de lá, o fotógrafo de lá e eu daqui, querendo visitar lá... Também tenho um amigo que fez mestrado lá. Acho o máximo falar que o L fez mestrado em Portugal! Como acho muito bonitinho ter um amigo ruivinho, que não é o SRuivinho, praticamente made in Portugal.

3) Alemanha... WOW! Um beijo enorme para o pessoal de Bayern [falando dessa forma, estou me sentindo a Hebe da internet: gracinha!]

Meu pai do céu, como eu poderia imaginar que tenho leitores na Alemanha? Tem umas cidades que possuem letras que não existem no nosso alfabeto. Muito incrível isso...

Só pode ser por influência do blog da Nat Xícaras no Armário. Virei seguidora agora!

O post de Carnaval e as muitas referências sobre o clima sempre levam em conta o fato de que quem está fora do Brasil sempre quer saber como anda a temperatura por aqui. Clima quente, chapa quente idem: mataram um fotógrafo do jornal O Dia, que passava de moto pela Avenida Brasil... Lamentável de verdade, mas ainda assim, realidade.

A Nat contou que se trancou por fora do apartamento e não teve a quem recorrer. Saiu às ruas com a roupa que estava e com a neve cobrindo-lhe os joelhos. Não posso nem pensar nisso. É como se fosse convidada a uma excursão ao freezer com a roupa de dormir, ou seja, uma camiseta! Dói os nós da alma! Aí... Bem, aí contei uns causos para ela, os quais reproduzo:

"Meu Deus, eu estou morrendo de frio só de ler isso! E olha que o Rio está meio Saara hj!

Já passei vários apertos como esse! Já estava craque em abrir a porta da minha casa com duas lapiseiras e alguma coisa que me ajudasse a rodar o parafuso, como a parte de ferro da pulseira do relógio [teve uma casa que abri com um cartão de crédito, apenas. Como nos filmes americanos. E foi lá mesmo e só). Truques adolescentes, sem futuro para o crime. Depois passei a deixar a chave com alguém de confiança. No seu caso, os de confiança estavam fora da área de cobertura ou desligados.

Já passei muito frio também.

O maior deles foi em New Jersey. Abaixo de zero. Eu operando um brinquedo que ventava muito. Mão congelando no sereno, sem nada que me protegesse [além dos 20 casacos, gorro e luvas]. Surtei. Disse que se não me rendessem, ia sair e deixar tudo largado ali. Não sentia mais os meus dedos da mão [e eu preciso de cada um deles!].

Contando, ninguém acredita no quanto é ruim.

E, sim, várias vezes estava em casa e olhava pela janela aquele dia espetacular. Céu muito azul, sem nuvens, sol brilhando e eu pensando: ai, hoje está quentinho. Era colocar o nariz na rua e voltar para pegar mais um casaquinho. Medo!"

Salve Salgueiro!


GALERA, EU VOLTEI!

Só que tive que vir direto para o escritório, onde uma "penca" de e-mails me aguardava com imensa ansiedade... Coisas de gente crescida [quem tem 1, 59 e meio não pode falar coisa de gente grande].

Foram quatro dia e meio de pouco sono, muito sol, risadas, danças, amigos, amigos, amigos, papos sem censura, palavras de emocionar, fotos, fotos, fotos, fantasia, sorvete, música, confidências, surpresas, queijinhos coloridos [me cobrem, mais tarde, a definição]...


A pessoa aqui chega em casa como? Estragada! Mas a empolgação era tamanha, que ainda tive coragem de tomar um banho e me refazer no meu pretinho básico [o café forte], antes de postar as fotos e fazer comentários maliciosos sobre cada uma delas. Afinal, é Carnaval!

E depois dessa tarefa árdua, a mente dando pinote, o suor incontrolável [mesmo com o corpo ainda molhado do banho, que não tive coragem de secar], o clima quente e escaldante da cidade me fez querer uma dupla imbatível: cama & ar de montanha [refrigerado ou condicionado, como preferir]. Nada mais olhei ou fiz, além das fotos no computador e do banho, desde que pisei em casa. Tal qual um bebê que clama pelo conforto do colo da mãe, eu desejava uma caminha sem o estrado a me marcar as costas. Tem vezes em que uma fofura é o suficiente para acabar com uma complicada tentativa de revolução, não é verdade?


Dormi [sozinha, infelizmente] o sono dos justos. Acordei e fui atrás de quem tinha saudade. Foi só então que soube que o Salgueiro era campeão do Carnaval carioca [onde eu estava não tinha TV, nem rádio, nem jornal e nem área de cobertura. Ainda assim a temporada mais animada que já curti. Como bem canta Barbra Streisand: "People / People who need people / Are the luckiest people in the world"]. Soube "Pelo Telefone", tal qual Donga no primeiro samba. Queria comemorar a vitória da vermelho e branco da Tijuca, mas não pelo celular... Não rolou! Ainda...


Cara, já dei minha opinião sobre Carnaval e "tals". Não é uma festa que eu curta [não sou o pirata da perna de pau, como uma vez me disse Fernanda Montenegro], mas a quadra do Salgueiro... Hum... É mais que Carnaval! É evento, é festa, é o quintal de casa com churrasco entre os best friends. Fui algumas vezes durante o ano; não para o Carnaval, mas pelo samba, pela bateria, pela Flavitcha [a amiga que representa a alma da escola e que realiza ali um trabalho impecável] e pelos amigos da Flavitcha, que são os meus amigos também! Todos devem estar sorrindo agora... O Salgueiro já me fez sorrir mais de uma vez! hohoho

Flavitcha é a negra superlativa da foto: samba no pé e tambor no coração

Parabéns!

Só fiquei triste pela "queda" da Império Serrano. Fiz uma "aparente" crítica à Quitéria Chagas no Sobretudo, rainha de bateria da escola, mas gosto muito dela. Tem swing e samba no pé. Dá gosto de ver passar no sorriso. Acho que a avenida perde com sua ausência. Também fiquei triste pelo SRuivinho. Se não me engano, ele destilou seu veneno na bateria da agremiação. Queria que ele desfilasse nas campeãs. Mesmo que fosse só para eu saber que ele estaria lá, feliz! O consolo é que ano que vem tem mais! E lá vou eu para a quadra do Salgueiro!

Deixo você com minha parte favorita da letra do samba enredo campeão e o coro, que [executado pela bateria chamada de Furiosa com razão] é "de arrepiar"...


O som do meu tambor ecoa... // Ecoa pelo ar! // E faz o meu coração com emoção... // Pulsar! // Invade a alma...// Alucina // É vida,e força e vibração! // Vai meu Salgueiro... Salgueiro // Esquenta o couro da paixão!


REFRÃO:

Vem no tambor da academia // Que a furiosa bateria... // Vai te arrepiar! // Repique, tamborim, surdo, caixa e pandeiro, // Salves os mestres do Salgueiro!

21.2.09

Carnaval

Como pode uma pessoa gostar e não gostar de Carnaval? Não sei direito como explicar, mas é isso o que sinto. Queria pular a parte do NÃO GOSTO, porque os motivos são peculiares e cansativos [assim como dizem que religião é o ópio do povo, o mesmo eu penso sobre uma vertente do Carnaval].
Assim como toda a moeda tem as suas duas faces, para mim a maior festa popular brasileira também tem. Não torço por nenhuma agremiação, mas AMO ir aos ensaios do Salgueiro. Ver gente, estar com amigos, ouvir uma bateria executando a música com muita dignidade, alegria e destreza e ouvir bons sambas. Gosto de bons sambas, com ritmo e letra morrendo de amores um pelo outro. Não gosto quando rola aquela homenagem a um monte de santo dos quais não sei o nome ou a que se destinam. Não gosto de samba atravessado, massante, repetitivo. Gosto muito das marchinhas. São melodias gostosas em letras que quase sempre te levam a uma boa historinha, à graça e graciosidade da vida.
Quando era pequena, a gente nunca "pulava" Carnaval. Mas, quando a viagem passava por Curitiba, a nossa turma batia ponto em uma daquelas cantinas que tem bandinha executando marchinhas. Eu me acabava de dançar com as "velhas", as companheiras de viagem. Minha tia Norma, que já morreu, tinha problemas no joelho, não tinha lá seu remelexo, mas ficava parada sacudindo os braços como uma galinha que tenta voar. Era bonito de se ver [juro!]. Outras coroas mais enxutas, cruzavam o salão ora estendendo a mão para o alto [tal qual comercial de desodorante], ora só andando de lá para cá, com a urgência que a música te impõe para entrar no ritmo. Todo mundo feliz. Todo mundo igual. Todo mundo suado de vinho e dança.
A bandinha tocava coisas boas e bem antigas, como:

"Domingo é dia de pescaria
Lá vou eu de caniço e samburá
Maré tá cheia, fico na areia
Por que na areia tem mais peixe que no mar..."
OU
"Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do Ribeirão..."
OU

"Oh, Jardineira por que estais tão triste?
Mas o que foi que lhe aconteceu?
Foi a Camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu"
OU
"Chiquita bacana lá da Martinica,
Se veste com uma casca de banana nanica".
Eram tantos...
Um dia, anos mais tarde, escutei um samba em plena avenida, que arrebatou o meu coração junto com a escola. Estava à trabalho no Camarote da Brahma e larguei a cobertura do evento, hipnotizada pelo que o samba da época fazia com a escola e seus componentes. O Ano era 2003 e a agremiação era Imperatriz Leopoldinense. Não era apenas um cantar com alegria. Era um teatro dos sentidos. Pode não ser o melhor samba de todos os tempos, mas é o que me desperta sensações. E que sensações deliciosas...

Nem todo pirata tem a perna de pau,
o olho de vidro e a cara de mau
Cobiça de ouro
Madeira, pedra e animais
São faces do primórdio da história
Que a imperatriz refaz

Foi-se o tempo, longe está
Pirataria de além mar
Vejam só a covardia
Parte dessa tirania
Era destinada aos Reis (aos Reis)

Os corsários portugueses
Franceses, ingleses, holandeses
Tudo que era saqueado
Protegido era levado
Ao domínio da nação

Nem todo pirata tem a perna de pau
Olho de vidro e a cara de mau!
Nem todo pirata tem a perna de pau
Olho de vidro e a cara de mau!

Hoje, a coisa ficou preta
Muito preta e com razão
Pirata se queixando de pirata
De terno e gravata na televisão
Pirateando CD, até a fé
O comércio e a nação

Mas hoje eu quero ser
Pirata do prazer
Dançando um baile com você
Mas hoje eu quero ser
Pirata do prazer
Dançando um baile com você

Vem meu amor, vem me beijar
Hoje eu tô que tô e você tá que tá
Vem meu amor, vem me beijar
Beijo escondido pra ninguém clonar


E HOJE eu tô que tô mesmo. Voltando do trabalho às três da manhã. Morta de cansaço do evento que fiz, mas cheia de vontade de dizer até daqui há alguns dias.

Um Carnaval cheio de esperanças reais em sentimentos que passam além da fantasia. Para os que brincam, tenham compaixão. Para os que ficam, busquem alegria no coração. Para os que partem, lembrem-se que o sorriso pode ser a melhor fantasia da ida e da volta. Para os que gostam de excessos, a lembrança das coisas de criança é um referencial que dá barato melhor que qualquer substância. Para os que me beijam, um beijo. Para os que me abraçam, um bem apertado. Para os que me lêem, um cheiro. Para o que espera pela minha volta... Eu vou voltar.

20.2.09

Wave

Foto: AT


Como ainda não haviam pensado em juntar Roberto Carlos e Caetano Veloso? Não vi o show, mas a cada música que escuto dois dois na rádio, meu coração fica molinho. E se isso já não fosse o suficiente, eles ainda estão cantando Tom Jobim!
Hoje eu vou deixar essa canção com vocês - Wave, um clássico da Bossa Nova; que fala muito ao meu coração. Na voz desses dois é o verdadeiro grito do silêncio... O mar e a ansiedade, o cais e a eternidade [Cara, Roberto depois que deixou de cantar 'as mulheres com certas características', voltou a ser fundamental. Como Sinatra, ele podia fazer um disco só de Duets. Até cantando com Neguinho da Beija-Flor no especial de fim de ano foi sensacional. O Rei não samba bem com a voz, mas dá um jeitinho de encaixar o seu 'molejo' no veneno do sambista da azul e branco!].
Ainda quero comentar os versos da canção. Por hora, tenho que vestir a mortalha do trabalho, porque não era um dia para se ir trabalhar tanto. Coisas de gente grande...
Queria horas de almoço sem tempo para terminar!
Boas Ondas Para Todos - Wave


Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração
Pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho

O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho à brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho

Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
Espera eu voltar!

19.2.09

Sobre Vocês

Mais um pouco de Adriana Lima

Novos afagos aos comentários:


Em Um Só Espaço:
* Recebi uma visita tão gostosa da Nat! De longe, mas que sinto tão perto. Nunca a vi, mas seu outro primeiro post já me deixou cheia de dengos [Ok, escreve ai, eu sou uma escritora dengosa].


Ei-la:


Oi Bibi, passei um tempo sem comentar, mas como vi meu pontinho no mapa, cá estou de novo [Eu também vi o seu pontinho no mapa! O pontinho de um lugar bem bacana - Kempten - Bayern. Tô ligada nele!].

Uma vez falei da "árvore fraternológica" [ adorei o termo. Para conferir o 'caminho das pedras', podem checar o comentário dela nas pedaladas] . Comecei a ler e não é que virou parte da minha rotina cibernética. Gosto do seu estilo de escrever e da sua hospitalidade virtual [A casa agradece, o colchão é confortável, o café está sempre quente e as almofadas estrategicamente espalhadas pelo chão para um gostoso bate-papo. O J25 faz o pão de queijo com goiabada e o toca o violão]. Gosto das letras, apesar de viver da matemática, mas é isso aí, soma-se daqui, subtrai-se o que não é do agrado dali, multiplica-se idéias e experiências acolá e divide-se aqui. E se achar pouco joga numa derivada e integra-se tendendo ao infinito.:-) [Menina, já li três vezes e me sinto perdida. Toda vez que tiver que trabalhar com números, te chamo. Até se um dia eu resolvesse consultar uma numeróloga, ia preferir te ter ao meu lado! hohoho]

Desejo a você uma boa escrita [Gracías, siempre! Bons números, principalmente os da loteria! Ai tem?] e agradeço pelo espaço [Volta sempre, você é uma InterFriend que cunhou um termo adorável: "árvore fraternalógica"]. Abraço,


Natália [Nat, ninguém pode tirar o seu acento! Lembre-se disso!]

* Val, como a Gleiciani disse que te lia? Em que momento? E quando vocês realmente se encontraram? E como o Léo foi parar nisso tudo?

* J25, "tu tá aqui do ladim, fio!"

* Saulo, é melhor rir que chorar; é melhor ter uma boa história, que um acontecimento banal. É melhor ir para Buenos Aires de ônibus na maior alegria e tomando vinho, que voltar no mesmo pé duro cantando Meu Brasil Brasileiro aos prantos!

Em Outra Notas:
* Val, O Moratelli, menino perguntadeiro, pirata de tapa-olho e óculos de grau, sambista e gato deixou a seguinte pedalada:

Eu escrevo assuntos 'modernos'? [Sim, você é um cronista da vida de um servo jornalista que consegue manter a malemolência carioca nos parcos períodos de folga, ou seja, entre um abrir e fechar de olhos. Até me pergunto: como é que jornalista se reproduz?!]


O que é moderno? [É todo o meu olhar sobre a vida, tirando a parte mela cueca e acrescentando um pouco da sua fina ironia crítica. Mas, justiça seja feita: você sabe defender uma dama em perigo. Ok, o modo de me adjetivar foi tosco, mas é por ai]

Devo assinar 'moratelli' nos comentários que faço aqui? É vc me chama assim, como vários amigos meus... [Eu te chamo de Val quando vou me referir a você. E de Moratelli, quando é sobre algo que você fez ou escreveu. Seria um caso de dupla personalidade? Você é um dos Mutantes de Caminhos do Coração?]

O que faço? [Ah, não levanta essa bola dessa forma "guri"]

Sou um personagem do Bibi tb? [Com certeza. Personagem do tipo que me estimula com várias idéias e piadas prontas. Personagem que me apresenta a novos personagens! UHU!]

* , você não pode faltar! E nem passas em off!

* O texto do J25 também merece uma versão quase integral:

Não gosto de injustiça, ainda mais com os amigos... E não fui "tomar partido". Aqui neste espaço aprendi a conhecer você e seu amor pelas palavras. Me senti na obrigação de defender o que gosto (reação natural). [Fofo demais, obrigada! Mas vamos manter o foco aqui e nas coisas boas. Não fiquei com raiva. Estava bravinha e maternal até na forma de xingar o sujeito que escreveu besteira no outro blog, tipo: seu bobo! hahaha. Essas coisas passam, o que é bom sempre permanece. E há a lição de que você tem que estar pronta para ser repudiada; ma também tem que deixar claro que até para fazer uma crítica o outro tem que ser elegante. Senão vira briga de foices e não debate no campo das idéias. Passou, né? Hoje estou até rindo...]

Aqui eu consigo comentar e sinto-me acolhido e aceito; as vezes vejo um bom texto, uma boa historia em outro blog que o Bibidebicicleta me apresentou, mas não comento, exceto em casos de intervenção (rss) e como o Moratelli foi bem legal, vou dar as caras por lá algumas vezes mais - sem ciúmes - sou fiel ao Bibidebicicleta [A parte de ter ciúmes foi totalmente gozação! Sabe quando a gente prende alguém? Quando a deixa deixa a pessoa livre para fazer as suas escolhas, para voar e conhecer o mundo, mesmo que o virtual. Se você volta, é sinal de que gosta. E se gosta, vai sempre acrescentar e trazer novos amigos e novas idéias. A filosofia é essa. Estamos porque gostamos, ficamos porque queremos e voltamos, porque do contrário, ela fica "bravinha" hahahahaha].

[Não tenha abstinência de Carnaval! Sai desse computador e vai para a rua ver gente. Toma café da manhã em uma padaria diferente. Rode até cair ao chão, ria, faça uma colagem com papel, leia um livro, dê um presente para alguém que você sempre vê, mas não conhece, diga o maior número de Bom Dia que puder, colecione pétalas de flores diferentes. Sei lá... a vida tem mil possibilidades. Toma banho de balde! É bom! De roupa e tudo! Depois volta aqui para contar!]

18.2.09

Jardim das Delícias

Foto da festa do Finde. Porque já é Carnaval...


AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Eu preciso afagar os meus Ciclistas!

Quantos comentários bons essa semana! É pá daqui e pá de lá! Sem deixar a 'gorduchinha' cair ao chão! Quem está ao nível do solo sou eu, numa grande reverência a quem escolhe se expor no meu espaço, pelo simples prazer de trocar uma idéia, com quem gosta de ouvir idéias e contar 'causos'...

Sem dúvida, são momentos que merecem narração além daquela janelinha pequena de boas pedaladas. Quero exibi-los na janela grande, na página principal do meu mundo virtual. Aqui, quem tem vez, tem voz. E a gente vai juntando experiências para fazer a tal da grande colcha de retalhos tão falada por mim. Eu me sinto no Jardim das Delícias!

Vamos voltar no tempo!
Em Mundo Grande:

* O [do SlowDown] falou que "o amor é muito breve e que quando acaba, você diz: pena que durou tão pouco". Nunca vi o [ver é uma parte importante na questão do conhecer; mas não fundamental], mas ele já mostrou através de palavras que o tempo trouxe consigo sabedoria. Mas insisto em crer que amar sempre vale a pena [e não estou dizendo que ele disse ao contrário], mesmo que ao final você experimente esse gosto amargo que o 'durou pouco' te proporciona. Já sofri horrores e fui fundo na dor da minha alma e coração partido [e tem gente que nunca amou!!!]; porém, ao voltar ao passado de cicatrizes fechadas, o gosto amargo virou a doce história de se viver. Existe uma cicatriz, uma lembrança, mas ela não te fere mais. Sarou e ficou ali para te mostrar o óbvio: você está viva (o)!

* Depois do apareceu a Jana [oi Jana!!!!] do Para Todos. Jana é minha amiga dos tempos de escola. Pelo menos uma vez por ano a gente pensa uma na outra: fazemos aniversário no mesmo dia, além de termos a mesma profissão. Louco, né? Bom, a Jana pintou no pedaço para dar a sua contribuição musica e disse que os versos do Drummond, que tanto me encantaram, são cantados por Maria Bethânia. Wow!

Nunca comentei aqui, mas, quando era adolescente [ixi, frase denúncia. Perigo, perigo!] eu gostava da Gal e não da Bethânia. Era a minha fase, digamos, tropicalista rock'n'roll. Voz metálica desafiando a guitarra. Aí veio a fase do amor e a voz e as escolhas de letra e música da filha de Dona Canô me fizeram mais sentido. Intensa! Adoro essa posição de mulher amada e dominada pelo fruto da sua paixão. Mas nem sempre... [hehehe].

Em Finde:
* Suspiro foi comigo à festa e achou a noite tensa. Suspiro não gosta de se revelar, mas adora ser personagem do Bibidebicicleta. A primeira frase que ele soltou, ao ser apresentado aos meus amigos do mundo real [porque tenho os do mundo virtual] foi: "Oi, eu sou o Suspiro do Bibidebicicleta" [hahahaha vai entender?].

Essa história de ser personagem está rendendo! É como ser parte de uma grande trama, tal qual os personagens de Histórias em Quadrinho que a gente acompanha (va) com certa urgência a cada semana. Ou então personagem de filme, seriado ou novela [que não acho, de maneira alguma, uma obra menor. Pelo contrário. A TV faz da novela o maior espaço para a expressão das letras. Até apoio o levante para a candidatura de Gilberto Braga à Academia Brasileira de Letras. Meu Deus! Vale Tudo parou o Brasil e nos fez pensar em muitas questões pertinentes. O cara é O cara!]. Os personagens dos Bibidebicicletas são os 'InterFriends' [hihihi].

Suspiro foi tão solidário na festa, que até encaminhou gentilmente um bêbado à porta do banheiro [e apresentou-lhe ao dito bocão]. O cidadão planejava 'desaguar' no meio da pista de dança. Suspiro altruísta.

* Lilica queria que eu contasse sobre a festa à fantasia do Finde. Mais não digo! Resolvi que esses são momentos que só quem esteve lá vai compreender. Já entrou para a ala dos instantes oníricos. Amigos Unidos e Fantasiados - Amunifan!

* Saulo e Sah celebraram o contador. O J25 reclamou [com razão] que a cidade dele não aparece na lista de plugados. Nada é perfeito. Contudo, não posso negar que é uma delícia saber quem vem e quem vai nessa estação.

Amanhã eu falo sobre os comentários de Um Só Espaço e de Outras Notas, porque Morfeu está gritando por mim. Ele não sai da minha cama! hehehe Já estou trocando letras.

Preciso de pensamento ótimos para amanhã!
Preciso de vocês sempre!
Um beijo com sabor de coisa boa!

17.2.09

Outras Notas

    Foto da modelo Adriana Lima


  • J25 foi me defender de um cara que fez um comentário bobo lá no Sobretudo. Moratelli, o dono do site, foi quem me contou. Eu me senti protegida [mas não precisa tomar partido, tá?] e ele ficou feliz de ver que os nossos blogs também fazem intercâmbio de leitores. [Eu fico com um segundo de ciúmes. Mas... Já passou!]

  • Elton [o John brasileiro] me contou domingo, que depois de tomar coragem para comentar aqui, resolveu também fazer o seu blog. Um EEEEEE bem grande. Fica firme e inspire-se na vida. Há beleza onde menos se espera encontrar. Basta olhar com os olhos do bem querer.

  • Carnaval chegando... A cidade lotando... E eu partindo para o interior. Vou ver galinha D'Angola comedora de cobra, pato suicida que curte se jogar em frente aos carros, cachorro que posa para fotos, mosquitos viciados em OFF, cavalinhos tão magros que parecem passar a temporada em um spa. Vou ver gente. Estar com gente. Fotografar gente. Jogar conversa fora e dentro. O mais engraçado é perceber que essa se trata da segunda viagem que vou, querendo ficar. Mas vou seguindo o destino escrito para mim, acreditando estar em mim a melhor companhia.

  • Em alguns dias o blog entrará em recesso. Mas espero voltar com muitas histórias.

  • Outra vez fui exposta a uma situação que mistura sensações sem exatidão. E me lembrei que para crescer é preciso se lançar e correr riscos. Business. A vida é feita desses riscos calculados. Eu não quero ser mais do que posso, nem menos do que sou capacitada [porque no fundo acho que a gente não merece nada. Não acredito na cerimônia do beija-mão para o ganha-pão]. A oportunidade anda batendo à porta e tenho percebido que ultimamente as armas necessárias estão sempre ao alcance da minha mão, graças a Deus. A questão é perceber o tempo de amadurecimento necessário. Tudo na vida, sempre, é uma questão de tempo.

  • Jorge Brasil não fala mais comigo! Nosso amor era editorial! Agora temos um caso. Sempre que eu apareço, ele se dispõe a almoçar comigo. Um caso executivo estritamente amistoso e afável. No mais, só a indiferença aos meus e-mails! hahahaha
  • Aliás, o coro do Jorge ganhou mais um adepto. O LeoV também diz que eu escrevo muito. Confesso que não tenho poder de síntese. Mas acho que, até agora, eu estou agradando. Ou não estarei? O Moratelli escreve bem menos que eu. Seus assuntos são bem mais modernos que os meus [acho o cara uma coisa, mas não falo para ele não, porque detesto inflar ego!]. Porém, fui fazer a linha trendy, recebi reclamações da mudança do estilo dos textos. Ai, difícil ser eu mesma! rs

  • Mestre Honey entrou em contato comigo. Ele está em sua peregrinação pelos cantos mais estranhos da Grã-Bretanha. Achei que fosse me contar algo interessante. Não, era apenas para checar o Orkut dele, porque de lá estava impossível. Eu posso com isso? hahahaha Vou cobrar meus honorários de secretária. Só não coloco na justiça, porque ele tem um trunfo nas mãos: um filme caseiro que a gente fez para interpretar um dos textos que ele escreveu. Foi Teatro do Cinema. Eu fazia o papel de uma mulher de 50 anos... É melhor a gente ficar por aqui! Abafa e BEIJOS...

Um Só Espaço

Foto: reprodução do site EGO


Sabe o que é mais divertido em se ter um mapa mundial no Bibidebicicleta? É poder perceber que a internet pode espalhar as minhas letras para todo o canto. Quando se está protegida por uma tela, a gente não tem a dimensão de até onde as suas idéias podem ser levadas. E não falo só no caso de um blog...
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Exemplos práticos de vida [lá vem a história]:
Essa semana eu fiquei trocando vários e-mails com uma menina supersimpática que vou chamar de Kika. A gente estava resolvendo as questões necessárias para ter o chefe dela, o artista plástico Vik Muniz, em uma das festas que a minha empresa foi contratada para convidar. Que o Vik é um artista de fama internacional, eu estava ligada. Só não me apercebi de que desde o começo eu estava trocando idéia com a Kika de computadores mais distantes que eu podia supor: eu do Rio e ela, de Nova York. Só hoje, quando ela me disse que estava no estúdio ouvindo samba enredo e que só faltava uma cervejinha, é que me dei conta [na verdade ela falou] da distância. E eu podia senti-la tão de perto. Foi uma fantástica epifanía.
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O Caso Dois é mais antigo. Não vou conseguir me lembrar a data exata, mas acho que o ano era de 2003. E assim, lá se foi uma jornalista iniciante para a sua primeira grande viagem atrás de uma reportagem. O destino? Bahia. O local, mais especificamente, era a Praia de Santo André. Você chega a Porto Seguro [sem crase] e ainda tem que pegar um barco para chegar até a ilhazinha que serve de 'locação' para o resort, cenário do fato [essa viagem toda, porque eu ainda não falei que a gente teve que ir primeiro a Salvador (sem crase também), em uma conexão nada básica/lógica para voltar para Porto Seguro em uma aeronave menor]. Bem, bem...
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Eu e o fotógrafo chegamos ao hotel. Eu, mareada como sempre fico com qualquer balancê do mar [tenho justificativa para tal, vivi uma história estranha, mas é papo para outro post]. O hotel era lindo. Era também uma espécie de volta no tempo. Um design meio espanhol antigo, saído dos filmes de Zorro, talvez. Contudo, absolutamente moderno. Cabanas na lateral direita, davam a outra área um estilo vila de pescador. Eram os quartos mais caros.

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Fui muito bem recebida. Tudo me deslumbrava. Lembro de estar preocupada, porque teria muito trabalho pela frente [Agora, que tudo me volta à mente, fico me perguntando: porque eu focava no resultado e não desfrutava do caminho que leva até ele? Coisas de iniciante; cascas que trazem a pseudo-tranquilidade de hoje]. Mas a visão era um desbunde, tenho que confessar. Uma camareira foi destaca para me acompanhar até o quarto. Mulher sorridente e hospitaleira [daquelas que gostam de agradar alguém que faz alguma coisa que ela conhece]. Não lembro o seu nome, mas lembro de sua frase e expressão:
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- Ah, você é que trabalha na Revista TAL?
- Sim, sou eu.
- Ah, deve ser muito legal. Eu leio a Revista sempre.
- É bom sim. Trabalha-se muito. Mas sem dúvida é legal.
- Ah... Eu leio sempre, porque a minha filha assina. Ela gosta muito das reportagens da XXXX XXXX.
- É? [risos nervosos]. Sou eu.
- Nossa? Sério? É você?
- Sou eu. [E a cabeça rodando: 'meu Deus, alguém nessa ilha de pescadores lê o que eu escrevo. Não estou protegida pela tela do computador. Agora ela viu a minha cara! Estou perdida! O nome tem um rosto! O que eu faço? O que eu faço?']
- Ah, mas menina! É um prazer te conhecer! Todo mundo lá em casa é seu fã. A gente adora o que você escreve.
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E nisso fui chegando ao meu quarto, querendo arrombar a porta e me esconder ali [sem falar que durante toda a temporada topava com adeuzinhos e sorrisos todos os dias, em vários corredores, na hora do café, do almoço, de arrumar o quarto. A moça parecia do quadro 'câmera escondida'. Era o meu doce chulé baiano]. Bobagem, né? Mas era o que eu estava sentindo na época. Talvez aquele fosse o instante de realizar a diferença entre escrever para os amigos, quando na escola, ou para o Esmê, meu editor, ler e corrigir. No fundo, no fundo, a sensação era a de que ele lia e pronto. Porque nem a minha família comentava muito. Minha mãe, por exemplo, só via as fotos [hahahaha pobre de mim]. Ali era real. Uma mulher que recebia a Revista TAL de barco, minha gente!
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Tudo bem. O Caso Dois não é relacionado à internet; mas tem relação com a viagem que a palavra faz e a gente perde o controle.
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Nesse mapa que eu consegui colocar [sabe Deus como!], cada pontinho vermelho representa uma região acessada por um leitor. Isso me estimula e me assusta. E dito isto, confesso que tenho mais vontade ainda de escrever sobre as coisas do Brasil. Sobre o ritmo ditado pelo Rio de Janeiro aos seus iguais [e aos nem tanto]. Quando conto sobre o meu finde [fim de semana], por exemplo, não quero apelar para o estilo diário de uma adolescente grande, mas narrar as atividades que me são oferecidas e escolhidas e que podem dar um panorama diferente para quem está lá fora, com saudade do que temos aqui dentro. Como a Sah [seguidora, ciclista oficial], por exemplo, que se atualiza de alguns esqueminhas por aqui.
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E que esse vento high-tech leve a minha semente para bons lugares. Solos férteis que reproduzam paz, longanimidade, amor, união, vontade de viver o que é certo e de se assumir com alguém que tem muito a oferecer a a aprender. Assim eu sou. Assim me proponho a me doar. O próximo estágio é com quem consegue enxergar a humanidade que existe do outro lado da tela.
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Um dia de paz para todos!

Sentença


ATENÇÃO, ATENÇÃO:
NÃO É CASO DE SE PARAR MÁQUINAS.
REPITO: NÃO É CASO DE SE PARAR ROTATIVAS!
MAS...

ACABO DE RECEBER UMA SENTENÇA POR E-MAIL [Enviada pelo LUKE, o cara que já me viu literalmente de cabeça para baixo, com a vassoura na mão e correndo pela "rua" de pijama e com o colchão na mão depois de um disparo acidental do alarme de incêndio. Não necessariamente tudo ao mesmo tempo]. GOSTARIA DE SABER, APÓS BREVE APRECIAÇÃO DE VOSSA SENHORIA, SE HÁ APOIO AO CONTEÚDO DO TEXTO ENVIADO:

Beatriz: Significa aquela que faz os outros felizes e indica uma pessoa bem disposta, capaz de fazer piada com tudo, para alegrar a si própria e para dar nova luz aos ambientes que frequenta. Mas isso não impede que ela tenha um espírito crítico, capaz de distinguir com muita clareza o certo e o errado.

SE EXISTE ALGUM COMENTÁRIO À RESPEITO, POR FAVOR, ESSA É A HORA DE SE MANIFESTAR!
PELA ATENÇÃO, GRATA.
A GERÊNCIA!

16.2.09

Finde


Ufa!
Existem alguns instantes na vida que me sobram entusiasmo, mas me faltam palavras.
Palavras apenas não, AS palavras certas.
Quando tenho tanto a dizer; não digo.
Detesto criar expectativas.
Fico nervosa comigo mesma.
Mas não tem jeito: eis as letras que querem correr para a tela.

Resumo: o badalado fim de semana começou com fôlego na sexta e só termina agora, exalando o ar que me esgota minutos depois da meia-noite de domingo; ou seja, no raiar da segunda-feira.


Sexta encontrei um grupo de mais de 20 pessoas. Porém, sai para jantar só com duas: meus afilhados. Já falei aqui que a Bia Bug e o Franitos vão se casar? Pois é... É o primeiro casamento de personagens do Bibidebicicleta. Vou ser madrinha. Muito provavelmente de vestido vermelho, modelo da Gucci! hohoho Doce fim de sexta!


Acordei sábado com vontade de dar um pulo no Saara para procurar por uma fantasia mais, digamos, glam, para a festa à fantasia da noite. Almocei com Genoud [minha irmã ruiva] e quando nos demos conta, já passava das duas da tarde. As barraquinhas do "Caminho das Índias Brasileiras" já haviam fechado. Sorte que liguei para a Beta Gorda para perguntar umas coisinhas. Podemos falar que o anjo do celular estava bem acordadinho e dentro da área de cobertura celeste. E mesmo frustrada de ter que ir com uma fantasia meia-boca; esse tempo com a Genoud foi tão legal! Meus amigos são os bens mais preciosos de uma existência. Mesmo que eu não seja a maior frequentadora de lugar nenhum, sempre guardo aquelas pessoas-chave que não vejo, mas de cuja amizade, apoio e conforto emocional não posso prescindir!


Voltei para casa animada, mas [bem típico] comecei a ficar desanimada para ir ao aniversário de duas queridas coleguinhas: Sara e Clarice. As festas de aniversário que essa dupla promove antes do Carnaval já são lendas vivas nas rodas dos jornalistas cariocas. A turma fica esperando o evento, tal qual final de campeonato. É o tipo de festa à fantasia que a turma compra a idéia mesmo. Se pelas fotos já ficava impressionada com a produção da galera. Ao vivo, sério, é de cair o queixo! E por enquanto nada mais vou falar, porque é o tipo de evento que não cabe em comentários: merece seu post. Fato é que me animei a cruzar a cidade - sem exagero - para pegar o Suspiro [o amigo de todas as horas - as melhores sempre - pelo menos para mim hehehe] e partir para o local.


Voltei para casa meio sem saber que horas cheguei. Estava vivendo a "desconstrução" do horário de verão. Acordei com um relógio novo medonho que a mommy colocou no meu quarto, com o despertador ativado. Acordei no susto, ouvindo aquela buzina nova, alarme de incêndio cerebral! Corro para o computer para checar as fotos de ontem! Muitos já estavam acordados postando. Como essa turma tem gás! Excelente! A Genoud, que tinha acordado com o som da banda dos fuzileiros navais aliada a um show do Nirvana com vocais da torcida do Mengão [o despertador], nem dormiu mais. Ficou me animando para a hora do almoço. Dois coelhos comendo mato.


Bem nutrida, fui parar no aniversário de uma ano da filha da BWood [também já citada aqui]. A fofíssima fazia um aninho e era a primeira vez que a via. Pelos hormônios ululantes! Uma graça de garotinha. E a festa? Eu parecia criança, menino! Fiz valer cada centavo que a doida investiu na casa de festas. Fiz caricatura, joguei basquete, aquela máquina de dança [mesmo com os meus dois pés esquerdos], cantei no karaoke, jogos eletrônicos, dei uma testada com a mão na "temperatura" da piscina de bolas, observei umas máquinas de torturar criança levada [uns simuladores bem radicais para os pequenos]... Só não fiz arvorismo, porque além de estar de saia e mesmo sendo baixinha, corria o risco de dar com a cabeça no teto da casa e, convenhamos, eu faço o que sinto vontade [dentro da lei], mas eu tenho uma reputação à zelar!


Terminei a noite ouvindo sobre o Amor e como devemos nos amar, porque só assim a gente será capaz de amar ao nosso semelhante. Coisa tão profundas e ao mesmo tempo tão óbvias. Fatos tão reais, mas tão complicados de serem colocados em prática, justamente por sua simplicidade... Li um texto sobre uma amiga que acabou de voltar da Índia, a Guarçoni. Sua necessidade de aprender a amar um povo tão diferente, cuja cultura causou estranheza e pavor... Sua palavras vivas e sinceras, de um desprendimento que talvez eu não tivesse me tocaram profundamente. Ela fez essa viagem só, até descobrir que a sua melhor companhia foi o amor que ela recolheu para dentro de seu coração. Coisas que os olhos destroem, o coração contrói.


PS: Já repararam que o Bibidebicicleta agora tem um contador; um quadro que mostra quem vem de onde e um mapa que registra a região de onde o leitor logou? Dicas de MMayo. Adoro uma novidade em forma de decifre o código e faça mesma! Vamos ver no que vai dar! Vamos que vamos, galera! De sábado à noite até agora passamos dos 108 acessos e contando... Festa post para o acesso 1000!

14.2.09

Mundo Grande

O mundo é grande

O mundo é grande e cabe
Nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
Na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
No breve espaço de beijar.

Carlos Drummond de Andrade

All!






AND LOVE IS ALL WE NEED...

Eu hoje

Eu hoje...
... Vi o porteiro do prédio ao lado lavando a calçada com aquela torneira que não fecha, minutos antes de chover! Já reparou que tara de porteiro é lavar calçada? Um desperdício em dias comuns, pior ainda quando está escrito na cara [ou melhor no céu. Ou melhor, não está escrito, mas não precisa ser meteorologista e nem ter bola de cristal para prever o óbvio] que São Pedro é que vai enxaguar as nuvens. O funcionário fica com aquele mangueirão na mão, espalhando água sem a menor necessidade...

... Resisti a tirar o meu sunglass ao sinal dos primeiros pingos de chuva. Não deu. Não tenho parabrisa. Tem gente que pensa que é só porque está nublado ou chuviscando, que você não pode continuar de óculos escuros. Ora, eu tenho sensibilidade à luz, dá licença?
... Caminhando pela rua eu vi quatro meninos estranhos [com cara de poucos amigos] perambulando pela calçada. Antes de ter medo, reparei que TODOS eles usavam camisas listradas. Diferentes, mas na mesma padronagem de listra e camisa estilo T-Shirt. As listras me enfeitiçaram por uns segundos, até perceber que uns estavam descalços e outros não. E que olhavam muito para todos os lados. Atravessei a rua e continuei a passos ligeiros para o meu destino. Voltando do almoço, soube que um rapaz tinha sido assaltado bem em frente ao prédio que trabalho. Adivinha? Foi a gangue da camisa listrada. Agora até trombadinha anda uniformizado. Estavam na moda, diga-se de passagem...

... Recebi dois elogios de estranhos [e não usava Impulse. Isso é uma gíria idosa, não reclamem, por favor]. Indo; quando passei por um grupo de imobiliários que atravancavam a calçada. O 'delícia' saiu da boca de um deles, como o barulho de um carro de Fórmula 1 ao passar em frente ao público. Eu ando rápido normalmente, mas escuto bem [A Bia Bug diz que sempre agradece. Eu não. Mas esses elogios sempre me fazem rir. Não na frente deles, claro]. O da volta, foi inédito. Um cara passeava com seu cachorro. Olhava para baixo, quando eu passei e ele exclamou: que pés lindos! [hahahaha]. Nem estavam feitos...

... Ganhei um post em minha defesa. Eu me senti protegida. Foi bom...

... Fui correndo fazer a sobrancelha. Muita gente tem horror àquela dorzinha fina que rola, quando os pêlos são puxados pela pinça. Eu adoro! Principalmente quando sai aquela lagriminha de canto de olho. Dessa vez não teve lágrima. Eu cochilei durante o processo [hehehe]...

... Almocei em um restaurante Mexicano. A_D_O_R_O! Era um trabalho que tinha que acompanhar. Dia de chuva, local arejado e coberto, vista para um canal. Foi praticamente uma volta ao mundo: o repórter era de família portuguesa; o ator interpreta um Indiano; o canal poderia ser em Veneza; a comida dos Hermanos del Mexico; o bairro é a cara de Miami. A ONU é aqui...

... Saí com uns amigos para o fim de noite: galetinho + chope. O estacionamento lotado. No fim da rua, bem em frente ao local, uma vaga! E tem gente que não acredita no "anjo da vaga". Na volta, aquele carro de som que presta "homenagem" estava parado bem em frente ao nosso [Bia Bug e eu]. Som altíssimo, bolas, bolas, bolas, bolo, chuva de prata e fogos. Uma doida aos berros em um microfone e os convidados achando tudo a maior graça. Já disse que se fizerem isso comigo, além de não descer, ainda jogo água para esfriar os ânimos. Isso lá é homenagem, gente? [se bem que se eu reclamei do porteiro tarado com a mangeuira na mão... Jogar água não seria a melhor opção. Vocês poderiam me achar meio ta... Oba!].

... Tentei recolocar o contador de visitas no Bibidebicicleta. A cada dia que passa, eu me sinto mais e mais uma semi-analfabeta tecnológica. Preciso aprender, porque do contrário, já já vou estar limitada ao básico: e-mail + Google + Orkut. Tenho ainda penado com esse Windows Vista...

... Me dei conta de que ontem foi aniversário de uma grande amiga minha e eu estava totalmente por fora da data. Não me manifestei de forma alguma. Sou péssima com qualquer coisa que tenha que lidar com números. Como resolver um pepino desse?...

... Escutei o seguinte diálogo:
- Ai que frio!
- Já vou desligar o ar...
- Pra que essa temperatura alta?
- Você não sabe que fulano tem fogo no rabo?
- Ah, então deve ser por isso que ele tem sempre aquele cheiro de enxofre na boca...

Desce o pano rápido!

13.2.09

No Blog Pode

No blog pode:

Tive um dia incrivelmente maravilhoso. Mesmo sendo obrigada a cruzar os "sete mares" da água da chuva que tomava toda a calçada usando uma sandalinha de dedo, fiz isso ululante...

Cheguei em casa seca e sorridente. Bastou ler um comentário desses que se fazem covardemente, sem deixar endereço de onde se possa encontrar o autor, para o meu humor "subir nas tamancas". Na verdade, vou "descer do salto" e mandar um certo cidadão chupar um cocô.

Não, o comentário não foi aqui. Não, o comentário não foi uma crítica construtiva, mas depreciativa e sem motivo algum. Coisa descabida e deselegante. Se eu estivesse em um dia ruim, nem ligaria [barulho de sovaco para quem me perturba]. Mas o dia foi perfeito e um Zé bosta veio deixar a sua marca cagada no fim de noite!

E antes que eu me esqueça: quer saber? Não vai chupar um cocô não! Vai chupar dois! Dos grandes e bem fedidos! Quem vive na lama não sabe aproveitar os lençóis de seda!

Ai, galera! Sorry pelo desabafo! Essa é a minha faceta bravinha. Também a tenho, mas já passou. Bola para frente e vamos deixar o fedido de lado!

Voltamos à programação normal...

12.2.09

Interessa?

Foto: Léo Ramos


A quem interessar possa:

1) Meu coração está vago e precisa ser preenchido por um cara bem legal ;])

2) Minha pele anda muito oleosa. Deve ser esse calor insuportável. Não dá para ser fashion com termômetro nas alturas;

3) Leopoldo, a barata que mora no banheiro da área de serviço do escritório, resolveu aparecer com a família. Já combinamos que cada um ocupa o seu espaço, sem invadir o do outro;

4) Vou viajar no carnaval e estou vislumbrando um tempo bem especial de descanso e troca. Festa do interior, sem pulgas e nem carrapatos;

5) Tenho gostado mais dos meus comentários no Sobretudo, que os que faço aqui. Resultado? Acho que vou parar de escrever lá! ;) hehehe Mentira!

6) Já disse aqui que o Kaêe é o rei das tesouras do salão que frequento; a rainha chama-se Maria Helena: unhas bem feitas e sem um bife tirado! Acho unhas vermelhas very Irresistible. Quero arranhar o mundo ou as costas de alguém!

7) Ler Friedrich Nietzsche no ônibus, na volta para casa, me dá muito sono [mas eu sou tinhosa]. E não, eu não trabalho com o Manoel Carlos, embora esse seja um sonho para lá de sedutor;

8) Todo mundo sendo brutalmente barrado na Espanha e tem um amigo querendo ir tentar a vida lá. É mais fácil dar um tiro no pé! Ou não? Ou então cuspir para cima e esperar para ver se cai mesmo na cabeça;

9) Li em O Globo que um cara cavou um buraco nas areias da praia e fez o número dois ali mesmo. Acho que voltamos ao tempo da chegada da Família Real ao Brasil [e ele estava bem no troninho à beira-mar]. Sujeito desse tinha que passar uma boa temporada na área de tratamento de esgoto, fazendo estágio.

10) Trocar e-mails com gente interessante me faz sorrir.
Visitar a quadra do Salgueiro também.
Saber que abriu um Bibi Sucos no Rio Sul também.
11) Havia 16 anos que não encontrava meu melhor amigo de infância. Nos esbarramos no shopping e foi um back to te pass da melhor qualidade. Agora, ora vejam, a gente vive se esbarrando. Que mundo mais maluco!
12) Quero tomar banho de chuva! Por escolha e não de surpresa. Quero deitar em uma canga e olhar as estrelas;
13) Alguém topa fazer um mochilão? Agora que conheci Niterói, sinto que posso fazer "qaulquer coisa". O mundo me espera!
Sinto falta de dar abraços. Quer um?!
Agora tanto faz.
Sem olhar para trás.
Amanhã tem mais.
Durmam em Paz
Acordem com vontade de... Acabou a rima!
Beijos!

10.2.09

Novas Respostas


Resposta aos comentários posteriores do post Eu Mesma:

Bia Bug disse: HOMEM FROUXO JAMAIS! E tenho dito!
Bibi responde: Frouxidão também é um conceito muito pessoal. Temos nossas fraquezas. Sou frouxa em um monte de coisas e não exijo que o outro seja "menos imperfeito" que a minha imperfeição. Agora, concordo que no seu conceito de frouxidão, homem assim não serve [uma loira de olhos azuis, esguia, tatuagem perto da virilha, diplomada, concursada, independente, cheia de idéias originais, boa motorista, riso solto, casa própria e ainda promete lavar a cueca do marido?]. E talvez a resposta para os relacionamentos “de sucesso” também se concentre em você saber com quais defeitos você tolera e os que não tolera conviver. Eu jamais me imaginaria com um homem que chupasse os dentes, por exemplo. Ia ser um socão na boca e outro no saco [para falar fino e deixar de ser besta] a cada vez que ele fizesse aquele barulhinho dos infernos! Coisa de gente pobre de espírito e sem a mínima dignidade e respeito ao próximo! Eu lá quero ouvir alguém tirando a “carninha” do dente que guardou para saborear mais tarde!?

Camila Ciberi disse: Acho que ainda está por vir a era em que os homens entenderão as mulheres por completo. Não é porque temos uma opinião sobre um assunto em num dia, que essa opinião será a mesma no dia seguinte. Claro que a confusão também é nossa, mas paciência, nós somos assim.
Bibi responde: Falou e disse Camila. A nossa essência é ser mutante. Um carinha com quem eu saía me disse uma vez que as mulheres são "stereo" e os homens são "mono". Tenho que concordar. Nós nos damos o direito de mudar de opinião sem aviso prévio e eles que nos sigam! RS Falando ainda mais sério: Só acho que tudo seria mais fácil se nós, homens e mulheres [serem opostos e complementares], tivéssemos coragem de expor os nossos sentimentos no momento em que eles aparecem [eu sou a maior covardona, diga-se de passagem. Sou tímida em relação a expor os meus sentimentos face to face]. Tipo: estou deixando de gostar de você por causa disso; sei quer éramos só amigos, mas estou me apaixonando por você; estou sentindo atração por outra pessoa, mas quero resolver essa questão com você; você me magoa porque diz isso ou faz aquilo ou deixa de me falar tais palavras; eu te amo, você não vê?; desculpa; eu não sei lidar com isso; não estou pronta para aquilo... Seria esse o tal do “lembra você um sonho a mais não faz mal? Eu perguntava Do You Wanna Dance”...

Valmir disse: Acho que estamos vivendo uma nova era, na verdade indo para essa nova era. É um passar de eras, uma entressafra, estamos nos adequando a novos signos de comportamento.
Bibi responde: Outro dia estava falando isso com amigos. Estava com um grupo em uma mesa de restaurante na Feira das Tradições Nordestinas e, entre uma macaxeira e outra, entramos no debate sobre a tal da mudança de era. É difícil estar no meio do processo. Nem no início e nem vislumbrando um fim. A gente está prestes a ver algo acontecer, mas aquele segundo imediato parece destinado à uma próxima geração. Estranho se sentir assim, porém é absolutamente interessante de observar.

Valmir disse: ... Essa exacerbada vigilância do século 21, de nós com nós mesmos, essa valorização discutível da beleza, do que vem de fora, do que parecemos ser e não no que realmente somos... Tudo isso características que nos fazem pensar o que ‘vamos ser’, e esquecemos ‘o que somos’.
Bibi responde: Bonito isso. Mas o quanto eu e você, identificando essa falha no sistema, nos propomos a fazer diferente? A exercer o que é ideal e deixar para trás a imposição massacrante de hábitos nocivos dos nossos dias? O que é realmente belo para você, Val?

Valmir disse: Não creio que seja um problema masculino, mas humano, da humanidade. E talvez seja normal, se encararmos que estamos nessa dita fase de transição. O que nos aguarda o futuro?

Bibi responde: A minha ponderação é pontual. As mulheres começaram a mudar desde a época da tal queima dos sutiãs em praça pública (sabemos que o ato é emblemático, mas decerto marcante). Hoje, temos condições de voltar no tempo a um certo momento da linha do tempo e fazer a análise comportamental baseada em fatos. E foram esses mesmo fatos, de mudança, que começaram a provocar a mudança no comportamento do homem. Essa transição do neomachismo está em processo. Claro, a mulher ainda não está em seu patamar legítimo e adequado, mas, olhando por cima, foi a ação feminina que desencadeou a reação masculina frente a esse novo posicionamento. Homens viris, mas afetuosos, sentimentais, que se depilam e esculpem os corpos, sem deixar de ter a tal pegada, de gostar do jogo da conquista, porque ainda evocam o grande caçador da época das cavernas... Mas, que também começa a não se importar com o papel de caça, contanto que pense que é uma submissão controlada, porque instinto é instinto. Ou não?

Arriba!


Tenho que confessar: adoro números redondos! Por isso vou celebrar a nossa décima Ciclista: Cristiane, do blog Ensaios da Cris. Um aêeeeee bem grande para a nossa nova companheira!

O encontro com a Cris foi embalado por uma grande curiosidade. Vou contar: a Bia Romero, do Som e Água Fresca foi a nossa nona Ciclista [contando apenas aqueles que podem ter a foto no quadradinho à direita do blogspot]. Perguntei a ela: "Bia, como foi que você encontrou o Bibidebicicleta?" Ela respondeu: "através da minha grande amiga Cris". E colocou o link do blog da amiga para eu saber de quem se tratava. Fui lá e chegando ao local - virtual - me deparo com uma cena “fofa”: a Cris tinha o link do Bibidebicicleta na “Minha Lista de Blogs”.

Depois de muitos ahhhhhs e ohhhhs de minha parte, entrei logo nos comentários para fazer a pergunta que não quer calar: "Cris, como foi que você me encontrou?" Ainda não obtive resposta...

Talvez seja apenas uma questão de equalizar a pergunta. “Mais grave! Mais agudo! Mais eco! Mais retorno! Mais tudo!”, como bem diria (e disse) Tim Maia:

CRIS COMO FOI QUE VOCÊ ME ENCONTROU? (não deixe uma jornalista curiosa! Tenha piedade!)

E aproveito o embalo para questionar outros leitores também:
J25 como foi que você me encontrou? E você Jose Luis? E você Camila Ciberi?
Definitivamente encontros marcados pelo acaso da vida. “Delícias” de encontros...

9.2.09

Para Andy - Âncora II

Para Andy - A Âncora (parte 2)...



(CONTINUAÇÃO)
Vivemos um tempo de falta de fé (não falo especificamente sobre religião). A falta de fé nos leva à falta de coragem. A falta de coragem nos leva a seguir os mesmos passos; que nos leva à tristeza da repetição robótica; que nos leva ao congelamento da alma e do coração... Para sobreviver. É o desligamento dos sentidos para que a respiração seja mantida. Inspirar e expirar.


Angústia é fruto do medo. Desamor é fruto da falta de coragem de ser espontâneo. Somos um bando de desacreditados, quando pensamos que não podemos fazer diferente. Somos chamados a ter confiança todos os dias e a abraçar o imponderável com muita frequência. Mas o conforto é o que confronta a fé. E o que é confortável sempre nos parece tão mais seguro e, portanto, tão sedutor.


Gosto muito dessa palavra: sedução. Cada um tem a sua interpretação sobre ela, embora o “Aurélio” nos deixe claro o seu significado. Sedução para mim é uma grande brincadeira. É tirar levemente do eixo, é chamar para o jogo, é vestir-se de você mesma com o que há de mais alegre e prazeroso. A gente seduz e é seduzido o tempo todo. Ou deveria. A brincadeira, no entanto, é perigosa, porque há os que não sabem se deixar seduzir e acabam saindo totalmente do eixo. A ideia da brincadeira é apenas balançar as estruturas. Há os que pensam que já não possuem mais as “pedras” certas desse tabuleiro. Aí... Aí a vida fica tão sem graça. A cada dia aprende-se novas regras desse jogo. Mas, pensa bem, a sua vida tem que estar plena desse elemento sedução. Você tem seduzido e se deixado seduzir? Você tem brincado com os joguinhos que a vida te dá ou fica no canto lamentando a falta de "oponentes" nesse game?


Quem te tirou do jogo, Andy? Foi o outro ou foi você que desistiu de tentar alcançar um número alto nesse dado? Quem é essa âncora que te prende em um instante de mágoa que não passa? Ou que finge passar? Atenção igual a que você dá, nunca terá de volta! Escreve ai: NUNCA VOU TER A MESMA ATENÇÃO QUE DOU. Não se trata de uma das Leis da Física. Atenção é igual ao amor que você dedica a alguém sem esperar o mesmo em troca. Não falo de relação. A relação compreende outros sentimentos tantos além do amor, embora ele seja a liga de todos os outros  (talvez até os ruins, quando são deturpados - como o "malmar" explicitado pelo poeta). Atenção você dispensa. Carinho você quer de volta. Somos seres que necessitam abundantemente de carinho. Ninguém quer ficar com alguém que maltrate; mas há também os que não sabem retribuir da maneira pela qual você especificamente espera. E ai? O que fazer?


A gente se afasta da âncora que nos prende, mas jamais podemos perder de vista a âncora que nos dá a estabilidade de um porto seguro.


O que eu espero de você com tudo isso, Andy? Eu só espero poder te ajudar de alguma forma e me tornar, de algum jeito, especial na sua vida (sempre há a troca, mesmo que seja de intensidade e/ou natureza diferente). Ponto. Mesmo que um dia a gente deixe de trocar essas linhas. Eu não espero a sua amizade, mesmo que a tenha, mas espero o seu sorriso sempre que a encontrar.




Com Amor,
Bibi

Para Andy - Âncora I

Para Andy - A Âncora (parte I)...


O jogo da vida fica mais interessante quando a gente começa perceber que à nossa volta tem tanta coisa boa que a gente nem prestava atenção... Eu tenho muito isso. Há o tempo em que nada me agrada, nada me consola e tudo parece apenas cinza e cinzas. Assim, do nada, as coisas deixam de me interessar. Mas existe o momento em estou “Kicking up the heels”*, agradecendo a Deus pelo ar que eu respiro, pelo colorido das plantas, pelo meu prédio ter um porteiro que não dorme à noite (pelo menos é isso que espero) para vigiar a nossa entrada e saída... A sutileza que mora nos detalhes é um segredo que se pode propalar aos ventos. Quando se está “batendo os calcanhares”*, tudo parece fácil e possível. O difícil é ter coragem para extirpar a âncora que nos prende ao fundo do mar. Cada um tem a sua e o seu jeito de resolver a questão. Se você só esperar pelos outros, vai morrer afogado, porque você nem se deu conta de que a chave para o tal cadeado que te prende à âncora está bem dentro do seu bolso... [A sutileza que mora nos detalhes].


Eu não sei o motivo de ter me lembrado da âncora para fazer a associação, mas é uma metáfora muito boa para uma série de situações que a gente experimenta ao longo do tempo. Muitas vezes, somos âncora no sentido de ser o porto-seguro de algo na tempestade. Noutras vezes, temos a âncora a “agarrar” nossa embarcação, impedindo que ela cumpra o seu destino, que é singrar os mares. Há também certos momentos em que somos nós que prendemos a vida de alguém, tornando-nos âncoras, pedras de tropeço, obstáculos ao fluir natural dos sentidos. Várias lições para um mesmo viés, não é mesmo?


Andy, eu aprendi, com certa dificuldade para falar a verdade, que Deus não faz o trabalho que nos cabe. Ele pode, mas não faz. Passei a semana com um trecho bíblico na cabeça: “ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos corações sábios”. Escrevi sobre o passar do tempo aqui no Bibidebicicleta muito recentemente, pensando em como contar os meus dias. O passar do tempo torna mais sábio àquele que se atém às sutilezas da vida; mas só torna mais maduro àquele que é capaz de ousar, experimentar, se entregar.


Criar um blog e me “derramar” nele foi a solução que encontrei de não achar que a minha vida era vazia e que havia uma maneira de me “saber história”. Mesmo que só tivesse que narrar os fatos referentes ao meu tempo e não sobre mim mesma. Escrever a minha história é reconstruir a linha da vida [passado e presente]. Vida chama vida. E fui me sentindo um pouco parte da história do mundo, olhando de dentro e não como expectadora da ocasião.


Mais tarde, descobri que escrever um blog, além de auto-ajuda, também era uma ferramenta terapêutica para outras pessoas. Porque vivemos dores e prazeres tão parecidos... Minha experiência podia fazer bem a alguém. A minha palavra sobre o que já foi vivido tem a capacidade de fazer a diferença na vida dos que não têm a força de se observar porque sofrem. E quando estamos em meio ao sofrimento, é complicadíssimo "olhar além". Muitas vezes nem codificamos qual a dor da nossa alma... Até que uma palavra nos desperte daquele limbo ruidoso rumo à solução.