31.5.10

30.5.10

Todos os dias


Muitas conversar; algumas conclusões.
Silêncio cortante: por dentro e por fora.
Caminhadas sem fim entre uma sala e outra de desfile.
Senti que o tempo passa...
E ele me brinda com a experiência de fazer bem certas coisas e a falta de energia e paciência para outras.
A insatisfação não é passageira.
E nem é só minha. Existe um banzo coletivo.
O vício sempre parece maior, mais dotado do gene da necessidade de um pouco mais.
Hoje assisti ao desfile da TNG da primeira fila, que trouxe Marcello Antony e Carolina Dieckamann na passarela. 
Estava ao lado da Lilian Pacce do GNT Fashion com os meus sapatos de onça.
Odeio fãs que atrapalham os jornalistas.
Odeio quem faz tudo por um brinde cacareco.
Odeio segurança que se acha maior que a grife.
Adoro assessores de imprensa que são excelentes em suas funções.
Adoro estar em meio aos colegas e passar em dia a vida de cada um.
Sempre tenho um conselho na manga para quem quer ouvir.
Ouvir, pelo menos. A ação é de cada um.
Estou cansada e isso me faz chorar.
Fazia muito tempo que eu não chorava. Assim...
Tenho chorado todos os dias.
Até sem perceber.
Vendo televisão. 
Falando comigo mesma.
Falando com Deus.
Pensando na vida.
Tenho chorado de cansaço...
E lá se foi o quarto dia de Fashion Rio.

29.5.10

O beijo by Matthew Allan




Houve tarde e noite o terceiro dia de Fashion Rio

Ecow

Serinho: ontem cheguei meio mal do Fashion Rio. A comida da sala de imprensa estava com cheiro de azeda, já viu. né?! O dia inteiro sem comer nada e sofrendo as agruras do sonho, que virou pesadelo, comido no dia anterior. Só tinha isso no fim da tarde até o começo da noite. Podia ter mandado para dentro um cachorro quente da Genial, mas estava R$ 6,00 !! Sério: um pão com salsicha apenas. Claro que, graças a Deus, eu tinha grana para comprar. Mas por um desses golpes de "sorte" o único acompanhamento possível era aquela coco light plus, que para mim é como beber detergente com gás. Ecow!

Então hoje eu acordei exausta (de corpo e alma). E esse é apenas o terceiro dia... Até terça-feira rola essa mesma maratona sem tempo para descansar. Isso não é fashion, vai!?

28.5.10


Já lembrou de dar a sua votadinha hoje?

Fashion Rio 1



Primeiro dia de Fashion Rio:
  • Me diverti vendo a fauna e a flora da estação.
  • Me assustei: em um backstage, dei de cara com o Paulo Borges apressando o início de um desfile. Ainda acho esse moço a cara da SPFW.
  • Me estrepei para tentar entender o inglês com sotaque eslavo da namorada do Guy Ritchie, tendo o organizador do desfile no pé do meu ouvindo gritando para eu sair do camarim. Oi? (cara de paisagem nórdica)
  • Me encontrei com um monte de coleguinhas de profissão bacanas.
  • Me diverti ao ouvir do D2 que ele fumou um baseado enorme quando teve a ideia para fazer sua produtora de conteúdo e...
  • Me constrangi, quando respondi para ele: "porra, fala sério". Saiu sem querer e ele adorou (uia!)
  • Me escondi de gente chata
  • Me exibi pouco
  • Me cansei muito ao final do dia
  • Me alegrei por chegar em casa agora e escrever essa nota, enquanto a minha Mãe faz algo para eu comer.







"Houve tarde e noite no primeiro dia"


26.5.10

Clica com Carinho

GALERAAAAAAAAAAAAAA!


Agora é oficial!

O BibideBicicleta está concorrendo ao Top Blog 2010!

Um anjo terrestre achou que esse espaço valia a pena e o indicou para participar do concurso e nós agora estamos no páreo! Categoria variedades/pessoal. E essa categoria tem milhares de blogs maravilhosos concorrendo. Para mim já é uma alegria fazer parte desse pan universo virtual de gente que participa. De verdade e principalmente porque foi uma indicação anônima, não partiu de mim ou dos meus (porque eu sou exibida só aqui, que não apareço em pele e osso, mas em essência).

Fico aqui na torcida para ficar entre os 100 melhores! É muito difícil... Mas, cara?! Fala sério: o que é a vida sem um senso justo de disputa? Sem desafios? Sem ganhar e também perder para poder voltar a concorrer no ano seguinte!? Esse espaço é meu e é seu que vem aqui rotineiramente. Se você tiver a grandeza e a generosidade de tirar uns minutinhos para votar, me fará muito feliz :) Obrigada!

Para votar é bem simples: tem um selo do Top Blog de todo tamanho, aquela meleca verde ali na parte superior direita do BibideBicicleta (você pode até ser daltônico, mas cego não dá para ser nesse espaço (ainda)!). Então, clica lá e siga as orientações da tia internet! Depois vá até o email que você cadastrou para validar a votação.

Depois de votar, você chama todo mundo da casa para dar uma votadinha também (clica com carinho!). E não satisfeito, você ainda pede voto para todos os seus contatos do email, vizinhos, conhecidos, gente que tá passando pela rua e usa até seus contatos imediatos em terceiro grau!! Já que estamos em ano eleitoral, vamos começar a campanha pelo BibideBicicleta.

Um beijo e vamos que vamos!
Bibi

25.5.10

Hum

Hum
Passamos dos 45 mil acessos e eu nem senti.
Lembro do post que perguntei se a gente chegaria primeiro aos 45 mil acessos ou aos 100 Ciclistas no Hall da Fama.
Deu o que eu desconfiava.
E ainda creio que chegaremos antes aos 50 mil acessos.


Desculpem: dias vazios.
Melhor: dias muito cheios, lotados, confusos.
Vamos que vamos... 


AGONIA



24.5.10

A Copa em Casa



Estamos totalmente mergulhados na fase Copa do Mundo. A TV só fala nisso (fazer o que, né!?). Minha Mãe gosta muito de ver TV à noite. Vê futebol sempre de passagem, só para ficar ali perto do meu Pai (até que enjoa e sai. Uns cinco minutos hehehe)... Hoje eles estavam vendo uma reportagem sobre a Copa e eu sentada a uma distância segura. Quem lê o BibideBicicleta sabe que ela encasquetou com a mesma pergunta e a repete com muita frequência:

Mãe: Meu bem, o zagueiro é quem mesmo, heim!?
Bibi: Mãe, até hoje você ainda não aprendeu?
Mãe: hummmmm
Pai: O zagueiro é o cara que fica na defesa.
Mãe: hummmmm
Bibi: Daqui a pouco ela pergunta outra vez.
Mãe: Eu tenho que aprender, né?
Pai: Mas ela sabe! Aquele cara que fica no gol?
Mãe: É, esse eu sei! Aquele cara que fica no gol como chama mesmo heim!?
Bibi e Pai: hahahahahahahahaaha
Pai: Goleiro!
Mãe: Isso! Ah... É que no meu tempo era Goalkeeper...

A minha Mãe é que é uma peça!
Desce o pano rápido!

Uma arte


Como é difícil aprender a exercitar a arte da dúvida...
Como é importante aprender a exercitar essa arte com eloquência, inteligência e sabedoria.

A arte de pensar
A arte de perguntar
A arte de argumentar
A arte de se colocar no lugar do outro, mas não como você mesmo
A arte de sorrir
A arte de amar
A arte de ser amado
A arte de ouvir
A arte de se arguir
A arte de lançar fora o medo
A arte de aquietar o coração
A arte de evoluir
A arte de buscar
A arte de lançar fora
A arte de dizer não
A arte de aceitar o que não se pode mudar
A arte de não aceitar imposições impensadas
A arte de abstrair
A arte de agregar
A arte de começar a terminar
A arte de se ter e se saber
A arte da real valorização
A arte de respirar
A arte de ver passar o tempo
A arte de ser humilde
A arte de não humilhar
A arte de encontrar o prazer nas circunstâncias
A arte de viver...

23.5.10

Hiperativo



Olha só!

Tá de bobeira em casa? Uma dica muito legal para quem mora no Rio de Janeiro e adjacências: junta um "migué" e vá ao Teatro do Leblon assistir à "Hiperativo" com Paulo Gustavo. Não é teatro, mas um stand-up comedy da melhor qualidade. Para quem não sabe, ele é o mesmo ator que está há quatro anos em cartaz com "Minha Mãe é Uma Peça" (que fica só até a semana que vem ali pelo Leblon). Paulo Gustavo é simplesmente sensacional nas duas situações.

Na noite de sábado, calcei as minhas já inseparáveis botas pretas e coloquei um vestidinho de litras (já virou praticamente o uniforme da estação e eu aderia com essa única peça, porque tenho medo das listras que engordam - mais hehehe) e fui para o teatro com a musa. Ela, aliás, estava arrasando num tubinho de couro vegetal (MW é uma grande protetora dos animais). Rimos muito do PG contando situações cômicas do cotidiano - com aquela lente de aumento básica que toda comédia exige.

Olha só... Eu, que sou praticamente hiperativa e que tenho dificuldade de ficar muito tempo sentada na mesma posição (bicho carpinteiro), não vi o tempo passar. Dei boas risadas e quando ele começa a dizer que está chegando ao fim, levei um susto. "Mas já?!". Muitas cenas já vivi, muitos casos me lembraram pessoas que conheço. Parecia aquela reunião na sala de estar da casa do amigo.

Esse papo solto e gostoso que pareceu rolar na peça - que é um monólogo!!!! - continuou na mesa do bar. Outra dica é o "Bar do Adão". Chopinho gelado, todo tipo de gordura que se come numa ocasião como essa (eu queria ter comido o pastel deles que é bem famoso, mas não me ocorreu na hora essa informação) e eu e ela dando gargalhadas das histórias mais óbvias (outras nem tanto) de nossa vida de quase-celebridade.

Anotem esse nome: Paulo Gustavo. He rules!

89 quase 90



Ontem nós chegamos ao cabalístico número de 90 Ciclistas no Google Friends Connect. Com a entrada do Cristian, chegamos aos 89 oficiais. Só que eu não tenho a menor referência de quem Cristian é... Assim sendo, resolvi tentar descobrir, como sempre faço com a galera que chega junto.

Pois bem. Ao notar que Cristian não tem um blog como referência, fiquei rendida. Foi quando descobri que para cada usuário que se torna um seguidor não-oculto é disponibilizado um e-mail. Só que para eu A DONA DO BLOG ter acesso a esse e-mail, não basta estar oficialmente logada... Resultado? Tive eu mesma que me tornar seguidora do meu próprio blog! hahahahahahaha

Assim, pude ter acesso ao e-mail do Cristian e assim mandei uma mensagem de "blogas-vindas", a qual ainda espero por resposta. Sem pressa(ão) :)

Eu sou uma baby-bite nesses mistérios internéticos. Gosto de fazer as descobertas e ir contando, porque até o "Ovo de Colombo" pode ser novidade para alguém. Não há mistério em desvendar mistérios. Na verdade é até um tipo de diversão. E a fila vai andando, o Hall dos Ciclistas vai aumentando e a galera que lê e comenta também dá uma variada. Acho que essa deve mesmo ser a história dos circuitos dos blogs. Não posso querer "prender" todos vocês comigo, embora tenha me afeiçoado muito com vários...

O grande truque sempre foi prender sem correntes, atar por escolha, por vontade de voltar... E sumir faz parte de um processo importante de saudade também, embora isso me perturbe - de certa forma. Não vivo pelo BibideBicicleta, nem para ele, nem sobrevivo através dele. Não nego que esse espaço faz parte de mim, faz parte de nós. E por nós eu reconheço a cada um daqueles que já riu ou se emocionou com o conteúdo dessa vida escrita, nada inventada. 

22.5.10

Frase



encanto
sobremaneira
sobremodo
tanto

O futuro nos espera, mas só até amanhã


Quero desnudar-me diante da vida e cobrir-me de palavras
Cada uma delas a seu tempo, em seu momento exato
Sem fingir a intenção, sem fugir à tentação
Que me espera.
Declamo confusões internas, serena, intensa, sincera
Busco lá no fundo a inspiração mais terna
Interna e inteiramente só
E mergulho fundo nas impressões de sensações cabíveis
Invisíveis à superfície democrática
São palavras amáveis, mas que também contundem
Confundem, revelam a prática.
Contundente, diferente, diáfana, difusa
Impressões de expressões possíveis, palpáveis, palatáveis qual o que!?
Dentro de mim moram muitas, mas poucas sobrevivem ao ocaso
O ocaso da ocasião
O tempo da paixão escorre e morre em confusão
Essa é a lei da criação prescrita
Descrita em cada transformação
Transmuta-se em tanto querer, em tanta tentação
O que sobra é o que há de ser e o que se há de fazer
Palavras tantas, tontas, formadas de possibilidades
Frases soltas em busca de apenas uma verdade
Intangível, desconfiada, mergulhada em tamanhas intenções
Dispo-me de conceitos, arquétipos da boa convivência social
Criações padronizadas que buscam apenas um aval
Condições de existir: palavras
Nada se cria em cima do que do ainda não foi formado
Segue calado, colado na face oculta da lua que me espreita
E espera
O futuro nos espera sempre, mas só até amanhã
E espera...

Cadê o Glam?



Indo dormir depois de 2 da manhã. Fui cobrir um desfile incrível no Copa Palace. Era um desfile show e todo mundo foi dançar no salão anexo. Eu não, né? Estava trabalhando e voltei correndo para publicar as matérias. O mais bizarro é que saio daquela festa elegante, maneira, moderninha até e entro num táxi cujo motorista estava resfriado... E absolutamente entupido, porque não sentia o chulé que estava concentrado ali - abre a janela correndo contra os ácaros em ON e o futum em OFF! Vou te dizer que é duro manter o glamour assim! hehehe

21.5.10

Kissing


Pena que não é um romance de verdade... É só Passione...

Fabiana Karla


Fui ao Fashion Business e encontrei Fabiana Karla. Um amor de pessoa. Já viajamos juntas para Salvador, quando eu não estava exercitando meu lado jornalista. Na época fui como assessora... O encontro rendeu uma minientrevista gostosinha de se ler...

Eva é "Tudor" de Bom

"Ao entrar no Teatro Villa-Lobos no último domingo para assistir ao musical ‘Gypsy’, Eva Todor foi ovacionada por dez minutos — contados no relógio. O teatro estava lotado e Eva não conteve as lágrimas. “Nunca vivi isso na minha vida. Estava em casa quietinha, não queria ver o Faustão, resolvi prestigiar meus colegas e acabei recebendo uma das maiores homenagens da minha vida”, disse ela a PG3" - coluna de Bruno Astuto no jornal carioca O Dia.

Fiz questão de copiar esse notinha da coluna e trazer para cá. Todo mundo deve saber quem é a Eva Todor, né? Uma senhorinha, super atriz, que sempre faz o papel de maluquinha, rebelde, prafrentex nas novelas. Uma dama do teatro também. E que faz um trabalho lindo de incentivo aos seus colegas da classe, mas faz por amor ao teatro também.

Praticamente TODA  estreia de peça que eu fui cobrir, isso há anos já - lá estava ela dando o seu apoio. E uma curiosidade? Sempre com sorriso no rosto, SEMPRE, mesmo quando já foi ficando difícil de entrevistar, pela dificuldade dela em escutar. Nada mais natural, uma vez que ela nasceu em 1920 (em Budapeste, mas tem nacionalidade brasileira)! Em novembro desse ano ela completa 90 anos e ainda está na ativa! Sensacional, né?

Outra curiosidade. Quando ela veio de Budapeste para o Brasil, aos 9 anos, chama-se Éva Fodor. Aos 10 anos, quando foi estudar dança clássica no Theatro Municipal, foi que mudou o sobrenome artístico para "Todor" (fala-se Tudor) no lugar do original, obviamente indecente para a época e hoje teria sido motivo de muita piada. Quando visitou a Ilha de Caras, chamavam-na de "dona Eva", o que sempre me soou engraçado, já que é uma querida tão grande, que parece aquela colega que você gosta de ter por perto. E entre colegas, não há formalismos, certo?  Ela te deixa muito à vontade...


19.5.10

Novidades Digitais


Estou empolgadíssima com as novas aquisições do BibideBicicleta.

Agora tenho um novo tipo de publicador (mais moderno, é claro), que não sei se vou conseguir me entender com ele tão rápido quanto eu desejo. E dai?! Mas estou adorando poder ter essa novidade em forma de brinquedinho para desvendar. A palavra é: "possibilidades".

A segunda aquisição foi um "hominho" vermelho que me diz quantas pessoas estão acessando o blog junto comigo. Enquanto eu escrevo essa mensagem, por exemplo, sei que somos três online. Isso é assustador e absolutamente excitante. O programa deve me fornecer também um novo tipo de "contabilidade", dados de acessos, essas curiosidades bestas que eu adoro ver e contar para vocês depois.




♫♫♫ As coisas não precisam de você / Quem disse que eu tinha que precisar? / As luzes brilham no Vidigal e não precisam de você / Os dois irmãos também não precisam...



Que Pimenta



Hoje eu fiz uma matéria com o Paulo Zulu. O mais legal é que o texto que elaborei é totalmente no mesmo estilo do que faço aqui, o que me agrada muito. Não é sempre que eu tenho essa oportunidade de imprimir personalidade e quase conversar com o leitor. Dessa vez consegui.

Esse moço é muito bonito. Não é só um corpo perfeito, mas tem uma presença com magnetismo, boa praça. Acho um exagero gritar quando ele entra na passarela, mas faz parte do show. E, só para vocês saberem (informação exclusiva para os leitores do BibideBicicleta), quando ele sai de sunga da salinha onde se veste (backstage), a gritaria é a mesma entre os profissionais de moda, limpeza, imprensa e curiosos com acesso (fotos, fotos, fotos). E eu rindo daquela situação toda... Porque estar de fora também é muito bom, muito divertido! hehehe

PS: e teve essa matéria aqui sobre o desfile

Nós no TopBlog

Olha que legal!?
Hoje chegou um email dizendo que o BibideBicicleta foi indicado ao TopBlog!

Foi uma tremenda surpresa, porque eu nunca usei nenhuma ferramenta de divulgação para o blog (acho até que deveria, mas prefiro ir crescendo lentamente e com pés no chão - mesmo que virtual. Talvez esteja chegando a hora de mudar, quem sabe?!).

As pessoas que gostam aparecem e ficam ou não. Simples assim. O plus foi que um Ciclista que gostou indicou o BibideBicicleta para concorrer ao prêmio, o que na minha opinião é um honraria danada, porque parte do outro e não de mim. Sinal de que teve relevância.

O que tem que fazer então? Não sei! hahaha Estou no meio das semanas de moda carioca e sem tempo para ir lá e ler o regulamento... Minha cara isso! Espero que antes do fim do concurso eu descubra!

Ah! Muito, MUITO obrigada ao Ciclista que indicou o BibideBicicleta !!! Fofurice pura!

18.5.10

Hoje

Desfile de Carlos Miele por André Durão (fonte: iG Moda)
Trabalhinhos de hoje...

Força na peruca de grife

Essa foto foi tirada pelo fotógrafo Léo Ramos - meu antigo parceiro na "outra vida" - em um Fashion Rio de 2007, se eu não me engano (datas, como registrá-las nessa cabeça que gosta de contar números, mas não de guardá-los!?)... Eu estava muito empolgada nessa época (o fato de querer tirar uma foto no trabalho revela). Pegando onda no tubo da moda carioca. E como as marés são cíclicas, os eventos de moda também o são. Hoje começam os desfiles de primavera/verão na Cidade Maravilhosa. Ainda não é o Fashion Rio (que começa a rolar na semana que vem), mas sim o Fashion Business. Força na peruca de grife! E lá vamos nós...

17.5.10

Acho a Juliette Binoche uma mulher lindíssima em sua simplicidade única

Clica lá

Eu jogo nas onze... Essa semana começa a temporada de moda carioca. Ainda não é o Fashion Rio (o grande e esperado evento, vedete das fashionistas e entendidas que passam, pousam ou vivem por aqui), mas o Fashion Business, que é uma bolsa de negócios de moda, que também tem desfiles. Semana passada eu fiz uma matéria com a Eloysa Simão, o nome do business da moda carioca e mentora da semana que começa.

16.5.10

Eu Sou o Mar


"De todo modo, se a vida for mesmo um movimento de marés, vou logo avisando: eu sou o mar."



Achei a frase acima muito especial. Coisa arrebatadora. O autor o é e eu nem havia me dado conta... Mera distração. Suas palavras me ganharam instantaneamente, na certeza do acaso. E talvez justamente por isso. Gosto dos acasos. Polaróides da vida. Instantâneos da ocasião. E só para contextualizar tanta linguagem poética, vai a informação:


Essa frase é do Arnaldo Bloch. Ele é colunista do jornal "O Globo", jornalista como eu (sem trocadilhos, por favor) e amigo de um monte de amigos meus. Nunca o tinha visto. Dava pouca bola para a sua coluna.

Os colunistas, muitas vezes, funcionam para mim como um monte de livros na estante. Se você conhece ou tem identificação com o autor, você acaba lendo, porque já tem interesse pela sua visão de vida (ponto de vista). Noutras vezes é o título da obra que te arrebata. E você toma gosto pela coisa. Vou seguir "com fé" agora...

Hoje eu entrei no Facebook - que para mim é como aquela casa de praia que você nunca tem muito tempo ou interesse de ir e acaba dando uma passada por necessidade - e havia um pedido de amizade do Arnaldo. Surpresa (além de ver que temos 34 amigos em comum. By the way: não aceito ninguém que eu não conheça e outro dia fiz uma faxina que causou estresse). E mais surpresa ainda fiquei ao buscar suas letras e encontrar tanta coisa genial.


A frase que abre o post é um exemplo. Ela está descontextualizada, porque vai parecer que ele é extremamente poético, o que não é necessariamente verdade. É um cara do nosso tempo, com cultura por vocação (literária e pessoal também) e um despudor para dizer o que pensa sobre si, que me causa inveja. Melhor que a palavra inveja até... Que me causa simplesmente.


Por causa do Arnaldo Bloch escrevi sobre bunda e depilação no post anterior. (Ins)piração. Correndo o risco de falarem a respeito (que o digam, oras), mas exercendo meu direito à liberdade de pensamento e ação dentro daquele código de conduta natural que me rege. Todos temos bunda e muitos têm vergonha de falar sobre ela. Bobagem. Melhor falar sobre a bunda que ficar me sentindo bundona por não falar dela. E tenho dito!
***
PS: Depois que escrevi, fiquei achando que começar elogiando o Arnaldo e terminar falando em bunda não seria lá uma coisa muito interessante no sentido de exaltar uma pessoa, né? Mas a bunda é do outro post. Nesse aqui faço só referência ao despudor e, obviamente, à coragem que encontrei em suas palavras para escrever sobre qualquer assunto.
Ele me escreveu de volta: "Lisonjeadíssimo". Sinal de que o assunto "bunda" não deu uma caída no (con)texto. hehehe

Mesmo Que Seja Aos Gritinhos


Sábado. Por volta da hora do almoço. Interior/dia

Duas mulheres (uma delas era eu) se trancam em uma salinha à meia luz, sem janelas. Em volta há barulho de gente conversando, pessoas passam pelo corredor em frente à sala.


- Aiiiiiii. Uiiiii. Grrrr

- Calma, já vai passar.

- Dói. Arrrrrrrr

Silêncio no recinto menor. Nada mais se ouve por alguns segundos. A moça "mais calma" então dá a sentença:


- Pronto! São 52 reais.

- Hum, hum

- Mas a bunda eu não vou te cobrar não, porque você é muito legal.


Cuma? Pára tudo. Quem passasse nesse momento pelo corredor (e até você, ai do seu lugar) poderia ficar encafifado com esse diálogo. E foi justamente nisso que pensei antes de rolar de rir, tentando descer da maca... Esse foi o diálogo final da minha sessão de tortura consentida: dia de depilação.

Uma vez já falei sobre o assunto aqui, mas na minha pobre opinião, ele não se esgota nunca. Dia de depilação é o caos na minha vida. Homens não fazem ideia do sufoco que é (e ainda cobram uma pele lisinha. Tá bom!). Sim, podem me chamar de frouxa... Para mim é algo que beira à loucura, apesar de ser um fato do qual não posso (muito) fugir.

Segundo a minha depiladora M, muitos homens já foram até lá e bateram no peito dizendo que depilariam a barba: falharam miseravelmente após um simples teste. Um amigo meu tentou depilar as axilas em casa, com a ajuda da mãe e da irmã. O fez sim, mas sofreu tanto, que teve até febre noturna. Assim sendo, sou a frouxa que pelo menos enfrenta o fato – mesmo que seja aos gritinhos.

E fui tão legal, que a bunda passou batida, viram só!? O melhor veio depois de sair da maca:

- Sua bunda não celulite!

- Jura? Fala a verdade, porque é um lugar que os meus olhos têm difícil acesso! (Uia!)

- Verdade. Fiquei impressionada e até apertei para dar aquela conferida. Isso é raro...

Hahahahaha. Você sofre, mas sai com o ego lá em cima (e a bunda também). E o desavisado do corredor deve pensar: “wow, quanta promiscuidade!”. Isso porque, ele não frequenta o corredor do ginecologista... Tá boa?!

Manifestações do cotidiano da vida


Tem um monte de pequenas coisas acontecendo à minha volta – não necessariamente para a minha vida, mas nela de certa forma – que estou com dificuldade de organizar os pensamentos (ou em pensamentos, para ser mais exata). Já passou por isso? Não é algo tão particular de um grupo seleto de pessoas. Você vai tirando tarefas da sua frente à medida que elas aparecem no sentido de acabar com uma lista invisível de ações necessárias.

Eu tenho esse pequeno “defeito”, que na verdade é uma característica pessoal e não própria ou única (claro!): gostar de pensar a vida, as coisas, os momentos e os acontecimentos (xiiii)... Daí a minha mente vira aquela réplica (mal ajambrada) da antiga repartição pública com gavetas cheias e pilhas de papel emaranhado soltos por todo o escritório. Só que um arquivo morto dá lugar ao arquivo vivo dos fatos cotidianos (metaforicamente)... E tantas vezes a vida é só viver. Não há a necessidade de pensar tanto.

Nos últimos dias:

1) A Fer, minha leitora querida, disse que Preta Gil esteve de visita (business) em sua cidade e que fez questão de encomendar seus docinhos (em especial o “brownie da perdição”) para fazer parte do menu do camarim. O fato foi até notícia no jornal local! Parabéns garota! Ela veio me contar aqui e eu nem consegui falar sobre isso direito. Estou mega feliz de poder dividir com você essa alegria...

2) Isabela Campoi está deixando Berlim... E eu espero, do fundo do coração, que a gente não se perca. Nossa comunicação é blog-to-blog... O blog dela é sobre o tempo que passou à trabalho/estudo naquele lugar. Medo, medo... Some não fofura!

3) Eu não costumo dar esmolas. A minha contribuição solidária se manifesta de outra forma. Faço a minha parte, mas não dando dinheiro. Porém, certas vezes na vida a oferta é mais forte que a sua filosofia.

Sexta-feira eu estava no metrô, já meio tarde da noite (esse dado é só para dar a dimensão da lotação do vagão, ou seja, um horário tranquilo). Eu estava lendo, portanto, absorta, sem me ater aos detalhes. Entra um senhor de terno cinza e camisa branca trazendo uma agenda nas mãos. Do nada ele começa a “pedir uma esmola”. Vai de um em um repetindo a mesma frase: “você me dá uma esmola? Aceito a partir de 5 centavos”.

A cena me tirou da leitura. Vão aí algumas observações. Ele foi de pessoa em pessoa, o pedido de esmola não era geral, mas particular e específico. Mesmo que estivéssemos sentados um ao lado do outro (como era o caso), ele ia diretamente à pessoa, sem olhar nos olhos, mas sem se mover do lugar e repetia o pedido até que você respondesse que sim - fazendo a oferta - ou que não. O fato dele estar de terno era algo surpreendente até: não chamava atenção dos seguranças do metrô, não assustava as pessoas, mas também o layout evitava que alguém enxotasse o pobre homem com desdém, como geralmente acontece com mendigos, maltrapilhos e crianças remelentas (não vou dourar a pílula, porque é isso o que geralmente ocorre). E se você olhasse a sua roupa com mais cuidado, ia ver que era velha, rota, desgrenhada, mas nem a roupa e nem o sujeito estavam sujos ou fediam.

Abri a bolsa como quem abre o coração. Fiz a minha contribuição. Nem sei se deveria, mas alguma coisa foi movida dentro de mim. Talvez o ato de dar o dinheiro tenha feito mais bem a mim que a ele. Não pensei sobre isso e nem quero ficar teorizando a respeito, como se as minhas atitudes de coração tivessem que ser também racionais e não emocionais como sou. Mas na hora me veio uma coisa de pensar na dignidade de alguém. E também em pensar que muitas vezes a gente fica fechado em dogmas e práxis e vem a vida nos oferecendo a chance de ser mais pelo outro que pelas nossas próprias “leis”. O ato de abrir o coração, mostra que podemos estar sensíveis às coisas de nosso tempo. Não posso fazer tudo, sempre e nem por todos e nem ainda pela minoria. Contudo, posso ter o coração aberto às manifestações do cotidiano da vida.

15.5.10

Palavra nova que aprendi hoje: JEGGING
* é uma legging jeans.
** Mas até outro dia jeans justo e apertadinho não era skinny?
hummmmmm

13.5.10

Considerações acerca de...




Fui procurar uma entrevista que o Caco Barcellos - que adoro - teria dado para a Fernanda Young no programa dela no GNT. Não achei... Mas tinha lá uma entrevista com o Marcelo Tas, que sempre me atrai no sentido de que gosto muito de ouvir o que ele tem a dizer, mesmo que não concorde.

O número de pessoas que odeia a FY é enorme. Não as culpo, porque o número de pessoas que têm dificuldade de lidar com gente que se acha - e ela se acha - é enorme, mas eu curto muito essa moça. Acho a estética dela diferenciada em vários sentidos. Nesse dia ela estava diferente, mas lenta no processo de raciocínio e acho que instigou pouco o Tas. Ainda assim, certas frases me marcaram... Olha que beleza!

TAS: O volume do axé não deixa você ser alguém que não quer ouvir aquela música.

FY: Não ouvir é algo impossível, porque o ouvido não tem pálpebras. Ouvir é um sentido de merda, porque você é estuprado pelos ouvidos sem poder fazer nada.

TAS: Esse é o assunto desse milênio. O silêncio está acabando. Você já viu quanto custa para você estar em um lugar completamente silencioso? Custa muito caro. A gente tem que se blindar não é por causa dos ladrões, mas por causa do silêncio. É um roubo.


Comentário da autora:
Eu é que sei sobre o roubo do meu direito ao silêncio. É tanto barulho durante o meu processo de criação, que tem dia que até o meu pensamento grita. Isso me deixa doida. Dormir vai ficando mais difícil também, porque pela manhã tem um vovô que brinca com todas as crianças que saem para a escola, dois pombinhos que resolvem namorar ao lado da minha janela e à noite tem um vigia que faz karaokê de assobio numa serenata noturna sem letras. Isso porque eu estou fazendo graça, porque na real, o assunto é sério e me faz pensar em muitas coisas.


***

TAS: A internet não é uma rede de computadores. É uma rede de pessoas que usam computadores.

Comentário da autora:
Ele falava sobre a mania que as pessoas tem de achar que a internet é uma entidade por si só e não percebem que por trás da internet sempre houve e haverá pessoas. A internet, portanto, não teria afastado pessoas, mas ampliado a forma de relacionamento.


***

TAS: Quem está na internet tem que ter tolerância. Verbo para a internet: ouvir. Quem não tem capacidade de ouvir é melhor nem entrar nessa parada. Quem não souber ouvir está perdido. As pessoas agora podem falar, porque agora elas tem o seus meios de comunicação.

Comentário da autora:
Até para quem tem blog e, portanto, um amplo espaço para se manifestar, também encontra um enorme espaço para saber o que o outro pensa a respeito. E mesmo que alguém tente bloquear qualquer tipo de comentário, poderá ver-se avaliado por outro internauta, em outro espaço qualquer. Invariavelmente todos estamos na internet.

Outro dia, pesquisando o sobrenome de um amigo, acabei encontrando uma referência a um trabalho que a mãe dele havia feito ou publicado em 1976. Ele não sabia disso. Hoje ela não está mais entre nós, mas seu nome e de certa forma a sua obra vive na internet. Isso é algo sensacional.

Acordei com ela na cabeça


"Never meant to cause you no pain

I just wanna go back to being the same

Well I, only wanna make things right

Before you walk out of my life"



12.5.10

Historinhas de bichos

Foto: Dario Zalis para o iG

Ando fazendo umas matérias de decoração e arquitetura. Acho engraçado que em cada casa que fui até agora, existe pelo menos um bicho de estimação:


Regina Martelli - tem o cocker spaniel Big (que pode morder você se ele estiver recebendo atenção da dona e você se aproximar... dele) e os gatos Guga e Obama, que ela resgatou da rua. O Guga ficou ali na sala comigo e eventualmente se esticava para ele mesmo fazer carinho na minha perna. Só que eu estava de vestido preto, que saiu da casa da Regina malhado de pêlos brancos. Ah, Guuuga!


Marcella Virzi - a estilista tem duas cadelinhas Yorkshire, Sofia e Carolina. Se tremem toda por um carinho e sabem que são proibidas de subir no sofá. Acho engraçado elas ficarem perto da janela tomando conta da rua e de me cutucarem com a patinha para pedir um cafuné extra.


Nelson Freitas - tem um gato chamado João há dois meses morando na residência. Foi ele que me recebeu e ficou na sala tomando conta de mim até o dono aparecer. Sentou-se no meu colo e depois que o Nelson apareceu, esqueceu da minha existência. O bicho usa o vaso sanitário (eu vi!), mas bebe água da fonte zen. Gaiato feito o dono.


Claudia Simões - Entre os vários cachorros que protegem a casa, existe um que é o xodó, do tipo cachorro-paisagem (da gente ficar olhando e achando a maior graça). Chama-se Léo, maior coincidência, porque é o mesmo nome do fotógrafo que foi fazer a pauta. Léo, o cachorro, melhor, o canino, é um elefante de tão gordo. Fui fazer carinho nele agachada e foi básico ele me derrubar. Detalhe: com o rabo. Um fofão.


Yara Figueiredo - Ela tem três gatos de nomes muito estranhos. Tá, a mais fácil chama-se Angelina Jolie, mas tem um apelido que eu não consegui decifrar. Adorei os bichanos, porque eles são do tipo mega-carinhosos. Um dormiu na bolsa de fios do fotógrafo, o outro me deu uma leve mordida porque eu tive a petulância de parar de fazer carinho nele (a loka) e o outro, digamos assim, tinha um rabo-safado de vida própria.


Agora fico louca para ver se a próxima também terá um bichinho e qual será ele e a sua história comigo. Cenas dos próximos capítulos...

Sejas tu e assim serás tudo


Já é madrugada lá fora. A noite é fria e serena. Apesar do clima agradável, eu teimo em rolar pela cama, reorganizando travesseiros, tentando me abraçar na coberta, enrolada, amassada, desbeiçada pela minha inconstância... Quando a mente está cheia, mesmo tendo o corpo cansado, os olhos não se fecham, o pensamento fica tão veloz, que você mal consegue entender o que acontece.

É nessa angústia do nada - porque nada acontece, porque nada me acalma, porque nada me faz dormir – que eu decido me levantar. Existe muita tela para ser preenchida e existe muito pranto a ser enxugado. Não o meu, que não tem forma. Ando oca, vazia de acontecimentos significativos. Minha viagem ao introspectivo anda sem paisagem, portanto, a tela que me interessa pintar é feitas de tintas liquefeitas. Pusilânime.

Nessa busca por entendimento do que dá compreensão à vida dos que me cercam, encontro voz em quem mal consegue falar. E tudo diz. A Belle é uma pessoa que chegou aqui não sei bem como e ficou por aqui não sei bem por que. Mas tive sorte com isso, com efeito. Justamente nessa minha jornada sem rumo certo, encontro algo que me toca no blog dela. Aqui retransmito:




“Tô indo embora. Deixo aqui a quase certamente lúcida impressão de que fiz o melhor que pude com os recursos que tive. Procurei emendar meus defeitos com o último lançamento da super cola, mas há coisas irremediáveis, paciência. Tô seguindo outros rumos, arrumando outro prumo, inaugurando outro norte. Tô indo embora. Deixo as paredes vazias de mim, a cozinha das tardes de domingo sem cheiro de bolo de laranja, os dias sem as flores nos cantos da sala. Fica tudo certo: cada um com seus desejos, com seu futuro e com a própria cama pra arrumar. Estejamos certos, eu e o tempo, de que ir embora traz a doce oportunidade de reinventar”.



WOW!

A natureza dos blogs me encanta, porque me dá a oportunidade de conhecer gente que tece as letras como uma obra delicada. Não quero para mim a glória errante de me achar sozinha nessa caminhada de dar forma àquilo que sinto nesse espaço que chamo de meu, mas faço de nosso. Somos mesmo espíritos encantados pela arte de viver, que se juntam entorno daquilo que é belo e que edifica. E reconhecendo aquilo que é belo no texto da Belle, deixei um recado para ela (que trouxe para cá):



“Coisa mais linda de escrever para um fato tão difícil de viver. É a vida, é a estrada, é a madrugada, mais acima de tudo: é você! Seja você! São seus sonhos, são seus medos, são seus zelos e seus caprichos, são seus risos, são seus riscos, são suas escolhas, são seus espaços preenchidos pelo novo amanhã. É a gaivota que voa no alto, o mar que espuma na praia, é o pingo da chuva que chega de manso e molha tua saia... O escrito no papel encontrado, é o descanso esperado, a orelha do livro interrompido, o prospecto da viagem sonhada, é a paisagem registrada na memória, é a história, é a história... É o leite quente que deixa bigode branco, é o pé bem frio escondido em um canto, é o céu e o inferno, mas também é encanto, é a camisa furada pelo tempo (quem liga?) e o vestido bem curto naquele exato momento da vida. Sejas tu e assim serás tudo”.

11.5.10

A burka não me favorece...


Estou achando isso tudo muito desinteressante: o que há de tão formidável em se abrir a página de um blog e ler sobre a vida de uma completa desconhecida? Eta vidinha mais ou menos essa a nossa! Vou te contar...

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Hoje li que no Brasil o santo mais roubado é São José. Achei graça e até certa ironia na coisa...

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Sabiam que no mundo árabe existe um programa de televisão que se chama The Millions' Poet? É uma espécie de American Idol que premia... POETAS! O programa é transmitido pela Abu Dhaibi TV para 70 milhões de espectadores. Líder de audiência no Golfo Pérsico! 48 poetas de 12 países de língua árabe disputam um prêmio de US$ 1,3 milhão. Doletas, minha gente! As pessoas declamam seus trabalhos ao vivo e o povo vota em seu favorito. Mulheres também participam - de burka, é claro. SENSACIONAL! Pena que não falo árabe e também... A burka é um modelito que não me favorece: engorda!

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Senhoras e senhores: a vida lá fora é tão diversa! Preciso respirar com certa urgência :)

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Cof, cof, cof

10.5.10

Lustrando a chuteira, porque o tamanho do pé não muda, embora tudo mais possa mudar


Muita gente se pega suando frio. Nervosos roem as unhas. Rola uma ansiedade tamanha em outros, que pode até parecer sem justificativa para os que não entendem a paixão. Mas só os amantes do futebol sabem que o nervosismo gerado pela disputa da Copa do Mundo começa bem antes... E eu não estou falando dos jogos das eliminatórias, que, a meu ver, é um campeonato à parte, outra coisa - com suas agruras e vibrações únicas, próprias e particulares...


Amanhã a Copa do Mundo começa. Amanhã será anunciada a lista de jogadores convocados pelo técnico Dunga para a disputa da Copa 2010 na África do Sul. Todas as emissoras que se prezem estarão de olho nesse acontecimento. Torcedores fanáticos ligarão seus rádios, TVs ou acompanharão pela internet a lista nome por nome assim como quem fica vidrado em lance por lance de uma bela partida em campo. É Dunga de lá e a "nação canarinho" de cá, fazendo análises e projeções. Uns concordarão e outros praguejarão. Sim, torcedor amigo, haverá necessariamente choro, ranger de dentes e muito papo para mesas redondas oficiais ou mesas de bar em guetos com um quê underground. O dia de amanhã promete e o evento faz parte do mundo lúdico dos fanáticos pela bola.


Escalação de jogadores é muito mais animada que escalação de elenco de novela (dos quais a gente não pode participar tão ativamente), embora em ambos os casos, se o final for bom - fruto de uma boa campanha -, ninguém vai querer perder. E nisso eu concordo quando exageram no dito popular: "de médicos, técnicos de futebol e loucos, todos nós temos um pouco". O brasileiro gosta de dar pitaco e faz da chuteira o seu segundo calçado, mesmo que efetivamente seja "ruim da cabeça ou doente do pé". Quem nunca gritou com a tela da TV, incitando o pobre técnico a colocar seu jogador favorito? Quem nunca deu ordem - sentado confortavelmente em seu sofá, que sistematicamente leva murros de nervoso - para o time jogar mais aberto ou marcar melhor a lateral esquerda ou reverter o jogo ou ter mais raça, como se fosse um narrador oculto do universo do jogo? Acho mais divertido gritar com os jogadores que gritar com a personagem da novela: "Maria de Fátima, dá na cara dela!" ou "Juvenal ele está ali atrás, olha, olha..."



E por falar em diversão... Acho divertido quando dizem que somos "a pátria de chuteiras", mesmo que umas e outras sejam apenas Maria-Chuteiras. O futebol é mesmo um esporte democrático. Há espaço para todo tipo de desportista dentro de campo, de todos os cantos do país, de vários tipos de berço e história. Há
espaço para todos os nichos fora dele, de todos os guetos, de toda sorte de aspiração e inspiração. Mesmo que seja apenas para xingar aquele cara que fica ótimo de pretinho básico, mas parece sempre nervoso ou apenas para reunir os amigos e dar pulos de alegria quando a bola entra a rede. É nessa hora que você, garota, aproveita e agarra aquele gatinho que você paquera há tempos e não te dá a menor bola... Embora corra-se o risco dele só ter olhos para a bola que está em campo. Homens ficam hipnotizados em dia de bom jogo.


Amanhã temos um encontro marcado, amigo torcedor. Amanhã é o começo do fim da Copa de 2010 para o Brasil e para o resto do mundo, segundo as mais inflamadas projeções. Se vamos vencer ou perder, isso não vai alterar tanto a vida das pessoas comuns - embora posso mudar para sempre a história de um atleta. Em quatro anos teremos nova chance de soltar o grito da garganta, de escolher o jogador mais gatinho ou aquele que tem as coxas mais deliciosas (veja você que essa afirmação vai da pré-adolescente à mulher mais lasciva), de completar novo álbum de figurinhas da Copa, de gastar pequenas fortunas para ter no corpo a camisa amarela oficial da Seleção Brasileira. Se Deus quiser, com mais uma estrela no peito à brilhar...


Acho muito engraçado pensar que daqui a quatro anos eu posso não mais existir... E mesmo assim já temos um encontro marcado na agenda. Fato. Para nós brasileiros, na verdade, a lista de convocados que será revelada amanhã - assim como quem reúne os amigos para revelar o amigo-oculto que todo mundo já faz uma ideia, mas ninguém tem 100% de certeza - é só e apenas um indício. Na realidade, pra nós outra Copa do Mundo já começou: a de 2014 no Brasil, que já gera tantas expectativas... Obras, cronogramas, visitas de comitês internacionais mexem com os nossos dias e nos apontam uma direção. País-sede dá status sim, mas também um trabalho danado. Será que vai dar certo? Será que conseguiremos um ingresso para assistir a pelo menos uma partida? Será que o Brasil vai estar em Campo (uia!!!!)? Será que chega à final em sua própria casa? Já estou lustrando a minha chuteira, porque o tamanho do pé não muda, embora tudo mais possa mudar. E lá vamos nós...

9.5.10

Chuvas



Tem certas músicas que em certos dias chuvosos me divertem deveras:


"Deu mole pra caramba,
tremendo vacilão
Tá todo arrependido
Vai comer na minha mão
Pensou que fosse o cara
Mas não é bem assim
Agora baba baby
Vai correr atrás de mim..."


:)

Bati a nota sobre a funkeira carioca Perlla dançando o "rebolation" (baiano) em uma boate em Belém do Pará. Uia! Que mistura mais louca, não acham? Não vou ganhar o Pulitzer por causa disso, mas ganhei uma tarde inteira dessa música na minha cabeça (com ênfase no refrão). Cantei até no chuveiro... Pobres vizinhos! O repertório costuma ser melhor.

Links

Links do Plantão:

Essas Vovozices...


Que belo “Dia das Mães” é esse o que estou vivendo, minha gente dourada, bronzeada pela luz da tela do computador. 1) Resfriada até os últimos poros da alma (bagunçada, com olheiras, sem voz e com cof cof); 2) De plantão jornalístico, sem poder me ausentar da frente do computador por longas oito horas seguidas; 3) Sem a “Dona Bicicletona” em casa, sim, a Mãe da Bicicletinha que vos escreve foi almoçar fora com o Patinete, sua outra criação...

Ontem, antes de dormir, fui dar um beijinho na Mommy pelo dia de hoje. Entrei na saleta e ela cochilava em frente à TV. Situação, normal, mas que eu sempre acho muito engraçada. Ela acorda sorrindo, porque foi pega no flagra, como se cochilar fosse um ilícito sem grandes conseqüências. Não é. Mas ela sorri, enquanto tenta focar a vista em mim.

E voltando ao beijo... Nem pude dar uma beijoca estalada naquela bochecha. Estando mega resfriada, não quero passar meus vírus como presentes pelo “Dia D”. Acho que ela não tem escapatória, porque meu Pai também está bem resfriando e funga-funga no nariz dela já começou. Eu, enfim, dei um beijinho na cabeça. Ela estava sentada em sua cadeira, que é estrategicamente colocada em frente à TV – e só ela senta!

Ao começar a escrever sobre a cadeira, lembrei da minha Avó, Mãe da Minha Mãe. Era a mesma coisa: uma cadeira de balanço só dela, colocada estrategicamente em frente àquela televisão que funcionava à tapa – a imagem às vezes teimava em se ausentar, daí era preciso partir para violência, a única chance.

Se um dia eu for seguir essa verve das mulheres dessa família, provavelmente não será uma cadeira de balanço, como foi a da minha avó, e nem uma de madeira desconfortável, como é a da minha Mãe. Eu já não curto muito televisão, por mais irônico que isso possa parecer! Eu gosto de escrever TV e não de ficar horas ali refém de tantas outras coisas, como comerciais, por exemplo. A minha cadeira seria uma chase, fofinha, macia, daquelas que te abraçam para você ficar confortável, protegido e abraçado até.

Minha Mãe não deve saber o que é uma chase. Ela faz a ligação das palavras com a sonoridade que mais lhe parece inteligível. Assim chase viraria facilmente cheese, que é uma palavra da língua inglesa que ela “domina”. Foi assim também que quiche virou cheese e não há cristão que faça ela se lembrar de quiche antes de falar cheese. A explicação, para ela, é que todos devem ser feitos com queijo! Hahahahaha Fico imaginando qual seria a aplicabilidade de chase em cheese. E deve haver, meu povo, porque na cartilha da minha Mãe as possibilidades do queijo gringo são infinitas.

Eu fico encantada com a possibilidade de falar de coisas que para mim parecem simples, mas que não fazem necessariamente parte da rotina de gente que considero absurdamente inteligentes. Outro dia estava falando sobre escondidinho e a pessoa respondeu: “Ah, bolo de carne”. Eu ri e fico encantada em me encontrar na situação de poder ensinar alguma coisa, por mais boba que possa parecer (e essas são as melhores) para alguém com quem tenho tanto, tanto, tanto a aprender.

E voltando ao beijo de ontem à noite... Foi no topo da cabeça. Tinha uma toquinha – que já queria falar dela aqui há séculos – que é usada para segurar os cabelos para que eles não caiam nos olhos. Toquinha para mim sempre foi o atestado com firma reconhecida de "vovozice". E essa palavra já esteve intimamente ligada à fim dentro de mim. Foi quando percebi que todo fim é apenas e tão somente um novo começo. Seja qual for e seja como for, basta que sejamos inteiros, livres, maiores e tenhamos a lembrança da melhor lição como pauta para o novo caminhar.

PS: Minha Mãe tem "vovozices", mas vou te contar: a energia dela dá banho nessa minha resistência preguiçosa! “Feliz Dia das Mulheres Que Gestacionam e Concebem Amor”

8.5.10

Think


As a matter of fact to be exact: Talvez seja só uma questão de estar procurando no lugar errado e armada de ênfases vazias. Ampliar horizontes e cruzar fronteiras sempre esteve na pauta do dia, afinal de contas... Carrego as intenções nos bolsos e alguns sonhos na mochila. Talvez os sonhos estivessem programados para acordar mais tarde - semeei os pequeninos para adubar a terra para os maiores que virão no instante que se faz necessário - e a petulância fosse a peça que faltava nesse quebra-cabeças. A sedução é meu sândalo, quando meus pés pisam em nuvens serenas, terras molhadas ou peitos cabeludos. Piso as águas desse mar da vida, que me chama e me entorpece.