30.6.10


Eu não abandonei o blog,mas também estou tentando não abandonar a mim mesma. Não é tristeza, mas apenas um daqueles momentos cruciantes da vida. Já já voltamos à programação normal.


Quem quer um abraço?
- EEEEEU!


28.6.10

Um alarme me desperta da prostração



Mesmo sob o peso de um fantasma terrível, a vida nos empurra para a continuação da própria vida. Viver é mais que existir, embora existir muitas vezes seja apenas resistir (bravamente) aos acontecimentos. E nesse jogo cuja a meta é prevalecer, certas surpresas selam o destino do dia. Quer ver?

Era noite. A cama já feita (ou desfeita). As atividades do dia já findas. A energia baixando para o encontro com o tal do sono reparador. Eu, de pijama, já estava confortavelmente encaixada entre tantos travesseiros e o meu edredon fofinho. O quarto já estava quase completamente escuro, não fosse pela luz do abajur à cabeceira, quebrando a penumbra. As linhas do livro já tinham sido alcançadas e largadas sem grande entusiasmo. Dormir era preciso, mas a vontade era outra. Pensamento viaja e não vai à um bom lugar. Dias difíceis. E quando a necessidade já estava vencendo a vontade, eis que ouço um barulhinho. Um alarme me desperta da prostração. Era o celular apitando ao lado da pequena luz. Não era chamada, mas sim um chamado. Estico a mão para pegar o aparelho. Eis a mensagem contida - uma forma de oração - que me ensina que na simplicidade encontramos os maiores tesouros de uma vida:

"Senhor, a Bibi é muito especial. Obrigado por me presentear com a amizade dela. Diga que a amo e que mandei um beijão" WBMB

Quem não quer dormir assim? Fiquei aconchegada em tanto amor. Uma surpresa bela e singela. Um ato voluntário de consequencia involuntariamente gigantesca. O amor partilhado quer ser descomplicado em sua pureza de existir, a gente é que inventa um monte de senões e talvez.

27.6.10

98




Fim do dia
Eu brindo
A mais um Ciclista
Poeta
Intimista
Esteta
Artista
Poesia


E foi para o Hall da Fama Ciclista sob o número 98, o Glauber, que vê a vida assim como eu: como um oceano de oportunidades, com poesia, com vontade. Não sei como me encontrou, mas sei de onde veio: de um lugar que tem letras e rimas, como essa estrofe que me encantou:


"E a vida, quê é?
Um sonho do não-ser?
Um sopro sem porquê?
Vivo sem saber..."

O tempo é inexorável



O dia lindo, a vida chamando lá fora e ela só pensa em deitar na cama fofa e quentinha - ainda por fazer da noite anterior -, ler ou ver algo que acalme os pensamentos. Ou os faça estacionar. 

- Há mal nisso, eu te pergunto?

E respondo:

- depende!

Tudo na vida é uma questão de variáveis.
E elas são tamanhas!

O dia de amanhã há de ser só o dia de amanhã.
E assim vai...
O tempo é *inexorável...

# # #

* i.ne.xo.rá.vel

 1 Que não cede. 2 Que não se move à compaixão. 3 Austero, imparcial, reto. 4 Implacável. 5 Rígido. 6 Cruel.
Depois do advento do Google, eu adoro buscar o significado das palavras :)

26.6.10


I am the captain of my soul


O que era uma palavra tomou novas proporções inteligíveis e novas dimensões internas. Nunca senti tanto medo na vida. E acho que é só o começo, que ainda virão dias num futuro onde essa palavra ganhará novo senso de realidade.

24.6.10

Matéria Marcelo Torres

Foto: Dario Zalis para o site Delas

Mais uma matéria no ar (aqui).
A reportagem é da Luisa e o texto, meu.
Trata-se de um perfil do restaurateur Marcelo Torres (Best Fork), partindo de sua cozinha incrível.
Gosto dessas propostas inusitadas do iG: a chance de escrever sobre pessoas partindo de novas perspectivas (pelo menos novas para mim).
Obrigada aos que acompanham o meu trabalho e que sabem separar a escritora da jornalista (porque dentro de mim elas são pessoas distintas e eu gosto de frisar essa questão). 

:)
;)

23.6.10

97



Eu acho que o leitor 97 é estrangeiro. O blog dele é de uma língua que eu não compreendo. Se ele se tornou o Ciclista de número 97, eu espero que de alguma forma ele esteja entendendo o meu... Vai entender?! :)

***

Hoje eu liguei para o Jorge Brasil. Um personagem querido que anda sumidinho daqui, mas nunca do meu pensamento e coração. Falamos bobagem, mesmo os dois estando super cansados. Você já ligou para alguém querido hoje? Pois o faça, porque o resultado é revigorante!

***

Por dois dias seguidos eu pego o ônibus e encontro a mesma passageira. E nem foi o rosto dela que me chamou atenção, para eu decorar a sua presença. O elemento marcante é a voz. Ela coloca o i-pod nas alturas e "sem perceber" começa a emitir grunhidos em forma de canção. Adoro essas pessoas que fazem do ônibus a extensão do seu universo particular... Qualquer dia vou levar as minhas pantufas de tigrão e vou me sentar ao lado dela. Tipo: tô em casa, não tá vendo?!

Mesma coisa de quem faz da rua o seu banheiro. Acho que gente assim pensa que o mundo é uma grande latrina a seu serviço. Voltando do almoço com o Moratelli, ele disse que queria comprar um pacotinho daqueles cocos caramelados, sabe? (comum no Rio). No que a gente vai se aproximando da banca, o vendedor, que também é o cozinheiro, dá a maior cusparada no chão. Adivinha se alguém comprou o pacotinho de cuspe?!

Bia Bug diz que os alunos dela pedem para ir até a lixeira cuspir. Heim!? Ela manda engolir. Mas vem cá: cuspir pra que?

***

Li que a Sandy disse que suas melhores composições acontecem quando ela está melancólica e que se alguém lesse seu caderno de poesias corria o risco de entrar em depressão. Idem. Me policio para não ser monotemática aqui.

***

Viciada: em queijo branco e ice tea leão de pêssego diet. Falar o nome da bebida já é quase uma malhação.

Enjoada: do "cantar" do grilo que mora na árvore em frente à janela da minha sala. À noite ele tem feito serenatas em dó maior.

Esperando: alguém ficar bom logo e me devolver o livro da Marilyn Monroe, que há mais de um mês vive no escuro de uma mochila.

Matutando: um jeito de organizar melhor o meu tempo e cuidar da minha saúde, que não anda lá essas coisas.

***

Se você fosse um bicho, qual deles seria e por que? Me fizeram mais ou menos essa pergunta e eu tô aqui quebrando a cabeça para saber a minha resposta. É uma pergunta complicada, porque por baixo da aparente superficialidade do questionamento, existe toda uma teoria complexa sobre quem você é. Ou não?

***

Uma palavra feia: urina

... Me arranca os espaços vazios ...

22.6.10

96

O nome artístico dela é Tati Vitorelli, mas me deixou chamá-la de Calô, o apelido que para mim continua secreto. Essa é a nossa charmosa leitora número 96, doutrinada na arte da propaganda. Acho esse meio mais nervoso, porém mais divertido. Maybe. Deixa eu sonhar com um mundo ideal além das fronteiras de uma redação. Calô veio de um lugar muito bom: da parte da menina de sorriso bonito e do moço bonito que escreve ainda mais bonito. Que beleza...

Ela disse que eu posso chamá-la como quiser, basta não deixar de chamar. Eis ai o post de apresentação. Agora e com você e as suas pedaladas! Rodemos juntas!

* postes scriptuns est - Já temos praticamente 48 mil acessos e 96 leitores. Quem chega primeiro: 50 mil acessos ou 100 Ciclistas? A sorte está lançada!

Marina Ruy Barbosa e a gatinha Ruth

Foto: George Magaraia para o iGirl


Fiz uma matéria muito divertida com a atriz Marina Ruy Barbosa. Eu e o fotógrafo passamos a tarde na casa dela fazendo um trabalho muito divertido e agradável - família linda e 3 gatinhas adotadas, recolhidas na rua do condomínio. Sabe aquele dia que você fica exausta, mas não consegue tirar o sorriso do rosto? Foi assim: tudo deu certo. Conheci a Marina quando ela estreou, aos 9 aninhos. Era uma coisa de louco, uma fofura ferrugem correndo pela ilha da revista que eu trabalhei. E hoje, testemunho o seu crescimento - de estatura e profissional - e fico feliz da mudança não ter acontecido em seu jeitinho acolhedor :)


95

Oba!
Voltamos a ter 95 "rostinhos" no Hall da Fama Ciclista!
Quem gosta de perder?!
Eu gosto muito de ganhar leitores nesse espaço!
PehMarinho: OOOOOOOOi!

Eu continuo a ser uma looping-girl!

Sheikra by Onça
Eu e Formigão estamos na primeira fila


Esses são os números, nomes e parques das montanhas russas que eu já andei na vida. E tenho certeza de que estou deixando algumas de fora, que não consigo lembrar nome ou localização exata (como uma que andei em um píer de uma praia que não lembro se é Sea Sides ou Point Pleasand).

Se eu tivesse que precisar quantas voltas eu já dei em cada MR, talvez já tivesse girado o planeta Terra. Algumas vezes, sem exagero. Só na Chiller Blue, em um fim de tarde, eu dei 14 voltas seguidas (era o tipo de MR que ia e voltava no mesmo trilho partindo de zero e indo a 70 milhas por hora em três segundos).


Lisa na Nitro - Entre as preferidas

Eu também pilotei Montanhas Russas (gosto de usar a palavra pilotar ao invés de operar). E em todo esse tempo, graças a Deus, nunca me aconteceu NADA. Uma náusea talvez. Nada que esfrie em mim a sensação incrível de vento no rosto. A sensação da bicicleta elevada à décima potência.

É claro que sou solidária à família da mulher que perdeu a vida na Monte Aurora, aqui no Rio, essa semana. Mas acredito na palavra fatalidade, tempo determinado, caminhos cumpridos. Estatisticamente estamos mais sujeitos à perder a vida em locais que são aparentemente mais seguros. A vida não é segura. Eu não perco esse ar de looping-girl!


Batman & Robin: The Chiller
Minha MR que agora vive apenas na lembrança

1) Montanha Espacial / Super Tornado (Tivoli Park / Mirabilandia)
2) Montanha Russa (Tivoli Park)
3) Monte Makaya (Terra Encantada)
4) Monte Aurora (Terra Encantada)
5) Piuí (Terra Encantada)
6) Happy Mountain (Terra Encantada)
7) Montezum (Hopi Hari)
8) Vurang (Hopi Hari)
9) Katapul (Hopi Hari)
10) Billi Billi (Hopi Hari)
11) Tornado (Playcenter
12) Boomerang (Playcenter)
13) Looping star (Playcenter)
14) Windstorm (Playcenter)
15) Montanha russa (Simba Safari)
16) Montanha Russa / Tigor Mountain (Beto Carrero World)
17) Kumba (Busch Gardens)
18) Sheikra (Busch Gardens)
19) Cheetah Chase (Busch Gardens)
20) Gwazi (Busch Gardens)
21) Kumba (Busch Gardens)
22) Air Grover (Busch Gardens)
23) Montu (Busch Gardens)
24) Scorpion (Busch Gardens)
25) Python (Busch Gardens)
26) Chiller Blue (Six Flags Great Adventure)
27) Chiller Red (Six Flags Great Adventure)
28) Batman: The Ride (Six Flags Great Adventure)
29) Dark Night (Six Flags Great Adventure)
30) El Toro (Six Flags Great Adventure)
31) Kingda Ka (Six Flags Great Adventure)
32) Superman: the Ultimate Flight (Six Flags Great Adventure)
33) Skull Mountain (Six Flags Great Adventure)
34) Nitro (Six Flags Great Adventure)
35) Blackbeard's lost treasure train (Six Flags Great Adventure)
36) Medusa (Six Flags Great Adventure)
37) Bizarro (Six Flags Great Adventure)
38) Great American Scream Machine (Six Flags Great Adventure)
39) Viper (Six Flags Great Adventure)
40) Rolling Thunder 1 (Six Flags Great Adventure)
41) Rolling Thunder 2 (Six Flags Great Adventure)
42) Runnaway Mine Train (Six Flags Great Adventure)
43) Lightnin' Racer Green (Hershey Park)
44) Lightnin' Racer Red (Hershey Park)
45) Wildcat (Hershey Park)
46) Wildmouse (Hershey Park)
47) Great Bear (Hershey Park)
48) Roller Soaker (Hershey Park)
49) Sooperdooperlooper (Hershey Park)
50) Comet (Hershey Park)
51) Sidewinder (Hershey Park)
52) Dueling Dragon – Ice (Islands of Adventure)
53) Dueling Dragon – Fire (Islands of Adventure)
54) Flying Unicorn (Islands of Adventure)
55) Incredible Hulk (Islands of Adventure)
56) Pteranodon Flyers (Islands of Adventure)
57) Revenge of the Mummy (Universal Studios)
58) Woody Woodpecker's Nuthouse Coaster (Universal Studios)
59) Journey to Atlantis (Sea World)
60) Kraken (Sea World)
61) Shamu Express (Sea World)
62) Space Mountain (Magic Kingdom)
63) Big Thunder Mountain Railroad Big (Magic Kingdom)
64) Dragon Coater (Dorney Park)
65) Steel Force (Dorney Park)
66) Talon (Dorney Park)
67) ThunderHawk (Dorney Park)
68) Wild Mouse (Dorney Park)
69) Woodstock's Express (Dorney Park)
70) Hercules (Dorney Park)
71) Boomerang (Parque de La Costa)
72) Desafio (Parque de La Costa)
73) Vigia (Parque de La Costa)
74) Minhocão (Cidade das Crianças)
75) Montanha Russa (Cidade das Crianças)

21.6.10

Frase



Queria estar apaixonada
Para fazer poesia rasgada



19.6.10

MR





Ele me disse: 


"Eu sei como é essa sensação quanto a escrever e não ver resultado. 
Eu me sinto assim. 
Você é escritora, mas eu não. 
Volta e meia eu me sinto com vontade de escrever alguma coisa. 
Escrevo, mas não é o que eu queria. 
Nunca consigo expressar exatamente o que eu gostaria...
Mas enfim, um dia vou fazer uma montanha russa que traduza meus sentimentos".

Eu digo a ele:

"Eu sei como é essa sensação quanto a escrever e não ver resultado.
E também sei qual a sensação de escrever e ver você nos resultados.
Quando você diz que eu sou escritora, sinto um combustível para a realização de sonhos, sinto que tem embocadura.
Consigo expressar o que gostaria muitas vezes, mas em tantas outras não sou quem eu gostaria.
Parte do show de todo dia, de cada um.
Mas de uma coisa tenho certeza: 
um dia vou andar nessa montanha russa que traduza meus sentimentos".








"EstrelO"



Eu sempre gostei de caras mais velhos.
Não é uma novidade no meu CV de vida curta.
Estava aqui navegando na internet, quando me deparei com histórias de uma paixãozinha platônica do começo da idade "adulta" (entre aspas, porque a minha cronologia real é confusa).
Um clássico: um professor.
Pra vocês verem que eu só fui me apaixonar por um professor na época do pré-vestibular (e conheço histórias de gente que tem esse tipo de coisa no jardim de infância hehehe)... E por ele eu acabei indo fazer Ciências Sociais, um desvio curto (infelizmente) antes de me lançar na estrada do Jornalismo.
Voltando hoje às histórias antigas, ao registro do que se seguiu depois da minha época (um rastro perpétuo de outras apaixonadas, já que até hoje o fã clube é ativo), encontro sua poesia, que me encanta muito mais agora - madura, vivida - que na época em que já curtia e aspirava/ansiava de longe (o poeta e a poesia).

ESTRELA

Foi apenas por olhá-la
que personalizei meu sonho,
suponho, mais belo,
como sinceros foram os caminhos
onde a imaginei chegando colorida,
pois lhe aguardei toda vida
para entregá-la,
ao fôlego do meu envolvimento,
meu momento exato
de transbordá-la pelos olhos,
pelas lágrimas dos olhos,
de coroá-la nas florestas
pelas alegrias ou festas,
de levá-la às ilusões infindas
onde abrando sua vinda amiga
com a fórmula do tempo,
dos anos que passaremos eternos,
à emoção,
à sensação de calma,
como pessoas,
que restaremos sadias e boas
quando nos notarmos cálidos,
ávidos por nos entendermos amando
e eu atentando a vaidade
por ter essa luz
que tardia me iluminou,
mas não decepcionou a espera,
pois, pudera,
você é minha natureza,
minha certeza de retornar
para encontrá-la
com sorriso profundo,
ao sabê-la,
sem igual identidade no mundo,
minha...
estrela.

- por Dinaldo Medeiros - Extraído do livro "Primeiros Passos", 1993.

Meus Passos

Livro que acabei de ler: Um sobre bipolaridade que não direi o nome (não gostei)


Livro que comecei a ler: O Labirinto da Felicidade*


Filme que acabei de ver: Faces da Verdade ("Nothing But The Truth")**


Filme que começarei a ver: Bons Costumes


O que podia ter feito: Ido à Petrópolis fazer compras com a Bia Bug e a Onça


O que efetivamente fiz: Falei com um amigo que mora fora e do qual não tinha notícias concretas há sete anos. Entre outras coisas, soube que ele está bem e muito feliz e isso me preenche tanto...


* Comecei a ler ontem e já estou no meio para o fim. Achei esse livro em cima da mesa do colega ao lado e peguei emprestado para o fim de semana (sem pedir, mas ele vai ler aqui e vai entender). Caiu como uma luva em forma de oportunidade - e o texto é até sobre isso mesmo. Quando acho que estou fraquejando nas letras, recorro às palavras dos outros.


** Vi esse filme antes de dormir e não consegui pegar no sono. Muito bom, mas fiquei tão louca e confusa nos meus pensamentos, que estou doida para encontrar alguém que já o tenha visto para eu poder trocar uma ideia. Principalmente alguém que tenho o jornalismo na veia.Surpreendente! 

Chão de Estrelas

Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações
Nosso barracão no morro do salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje, quando do sol, a claridade
Forra o meu barracão, sinto saudade
Da mulher pomba-rola que voou
Nossas roupas comuns dependuradas
Na janela qual bandeiras agitadas
Pareciam um estranho festival
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional
A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua furando nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
Tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão.

- "Chão de Estrelas" de Nelson Gonçalves

Uso a poesia alheia para sufocar a minha. Preciso ficar quieta por um momento indefinido, porque estou achando que ando perdendo a mão nas letras. Elas não me seduzem mais, me confundem demais. Minhas pobres letras tristes, jogadas sozinhas no papel...

PS: Que bom que tenho leitores atentos e cultos. Em tempo, um anônimo me escreveu - "Ele cantava Chão de Estrelas. Os compositores são Silvio Caldas e Orestes Barbosa".
Assim, fica então o registro de que Nelson Gonçalves era apenas o veículo da poesia e melodia de Silvio e Orestes. E saibam todos que aprender no BibideBicicleta é muito gostoso. Obrigada ao anônimo!

18.6.10

Esse é o minuto do recomeço - PARTE UM

Esse é o minuto do recomeço - PARTE UM


Lucy* me escreveu há pouco tempo e contou uma história. Em suas linhas, ele me falou de um acontecimento recente que abalou suas estruturas. E não era para menos. Em uma carta cheia de carinho e doçura, apesar de tudo, ela se revela por inteiro e me elege depositária de sua confiança, sem que nunca tenhamos nos visto pessoalmente. O BibideBicicleta tem me dado provas irrefutáveis de que é possível formar teias de carinho em postes invisíveis. Laços dos sentimentos não nos amarram, mas nos juntam em tramas desejáveis.


Lucy me contou que tinha acabado de falar com o marido, quando ele se sentiu mal. Estava enfartando. Ainda assim, pegou o carro e foi dirigindo até o hospital a toda velocidade. Nessa situação, o tempo é o mandatário das possibilidades. Sete minutos. Uma equipe avisada e preparada. Uma cirurgia bem-sucedida. Uma vida salva.

E eu só estou contando isso, porque gostaria muito de dividir com vocês o que eu escrevi para ela. Totalmente despida de vaidade na intenção, quero crer que posso seguir o feeling que me leva a isso: outras pessoas precisam e merecem ler as mesmas palavras – quem assim o desejar. E meu palpite é que essa semente tem terra certa. Amor só é válido quando é repartido; se guardado, ele murcha em solidão como em sequidão de estio.

(CONTNUA)*****

Esse é o minuto do recomeço - PARTE DOIS

Esse é o minuto do recomeço - PARTE DOIS


Olá querida!

O que dizer nessa hora? Queria ter as melhores palavras nesse momento e talvez eu tenha muitas dentro de mim, mas sinto que elas estão escondidas hoje, bem ali atrás do meu egoísmo. Estou sem forças essa noite, mas sabe de uma coisa? Meu coração está bem junto ao seu!

Eu já passei pela mesma situação em que você se encontra e o que eu melhor tenho para te dizer é: "Tudo passa. E isso também passa!"

Meu Pai tem uma condição cardíaca muito difícil. Já enfartou cinco vezes pelo menos. Já operou N vezes o coração. Já me deu muito mais sustos do que eu possa contar nos dedos das mãos. Situação alheia à minha vontade, ao meu desejo, ao meu controle.


Uma vez, a minha Mãe estava viajando e ele enfartou de madrugada. Eu estava dormindo e ele só entrou no quarto para dizer que estava indo para o hospital. Foi a despedida mais assustadora da minha vida. Porque foi uma despedida, né? Um baita susto, um aviso que é quase uma sentença. Ele foi sozinho e dirigindo para o hospital.

Loucura ou única opção? Seja qual for a escolha, eu entendi apenas que Deus guarda. Fato. E eu acredito nisso não como palavras, frases feitas de efeito daquele tipo que as pessoas gostam de soltar em reprodução pelo ar, soltas no vento das circunstâncias... Mas acredito na experiência viva dos acontecimentos. Está na alma e na carne.

Eu era novinha e estava sozinha em casa. Era madrugada. Só consegui me ajoelhar e chorar com Deus. Uma ausência louca preenchida pela fé. E uma falta de notícias pela madrugada... Dormi de exaustão de tanto chorar. E quando fui procurá-lo no hospital, no dia seguinte, ele tinha sido transferido de unidade coronariana e no lugar que ele deveria estar, havia morrido um cara com o mesmo nome. Sabe Deus como encontrei o meu Pai no hospital...

Convivo com essa correria, com esse coração em compasso de espera desde que nasci. A cada evento só cresce em mim a certeza de que a gente tem que enfrentar os riscos da vida, porque isso é parte dela. "Tudo passa. E isso também passa!". Compreendi que não há proteção que não seja a de Deus – o que a gente controla? Não há nada maior que a gente possa ofertar que não seja carinho, amor, companhia, presença e percebi que não adianta a gente se desesperar, porque isso não traz alivio à questão. Quando tudo passa, o que fica é o que fortalece. Mas só passa depois que a gente enfrenta – etapa complicada.

A gente perde o chão, mas ganha dimensão do teto. Quando falta o chão, nossa mente ganha asas e você tem que conduzi-la para o bom caminho. Talvez por isso você tenha vindo parar aqui?! Pretensão?! Que nada! A certeza de que mesmo de longe, a gente pode estar juntas!

A vida da gente pode mesmo mudar em um minuto, mas não só naquele minuto de desespero - atrás de todos os minutos pode residir um acontecimento. E tudo muda. E tudo passa. Isso dá muito medo, mas também tem que dar esperanças, porque não há mal que nunca termine e nem bem que sempre dure, entende?

Valorize o que deve ser valorizado e aproveite esse tempo como um novo começo. Esse é o minuto do recomeço. Faça bom uso!


Força ai!

Let it be the "Letter B"



When I find myself in times of trouble 
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be.

And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be. Yeah
There will be an answer, let it be.

And when the night is cloudy,
There is still a light that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it be

- "Let it be" by John & Paul 
 *****

Um clássico dos Beatles que fala muito ao meu coração. Vi a referência dessa canção no blog da moça de sorriso bonito e lembrei de uma história...

Quando eu estava aprendendo inglês, já num nível intermediário em que conseguia entender certas coisas e associar outras, gostava de ouvir canções e identificar palavras. Foi quando ouvi no rádio "Let it be"...  Nunca fui fã das músicas da minha geração, mas isso é fruto de uma criação das antigas. fato.

 A canção dos Beatles me pegou. E essa era uma fase pré-internet (ou pré-histórica hehehe) e eu não tinha um lugar para ir e checar a letra da canção (meu Deus, como a gente vivia sem o senhor Google?!). Por pura preguiça só uma vez escrevi para a rádio pedindo a tradução da canção. Era assim que a gente consegui as letras das músicas - algo que parece tosco e impensável nos dias de hoje, né não? Coisa mesmo de outro mundo eu pedir pelo correio a tradução de "Sacriface" do Elton John e ficar dias esperando por uma resposta. Eu já me amarrava na tia velha! hohoho

Acontece que na minha "viagem" auditiva eu achava que ele cantava "letter B", numa clara referência à letra do meu nome (que também era a letra do nome da banda, o que para mim fazia ainda mais sentido a homenagem). Totalmente me achando, certo?! hahahaha Até que um dia as trevas da ignorância foram dissipadas e percebi a sutileza da coisa toda: me dei conta de que a "letra" não era a minha, mas que a letra da canção era totalmente para mim.


"And when the night is cloudy,
There is stilllight that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be"

17.6.10

mimimi

Estava aqui pensando no meu egoísmo. 
Nem vejo as vezes...
Mas está lá. 
A vida mostra.
E by the way, acho que perdi um seguidor...
Ganhar, perder, manter, ser...
Parte da vida.

16.6.10

Futebol-arte

Tem muito tempo que eu não solto um atalho aqui para as minhas matéria de lá, não é? Dei esse 'gap', porque tento evitar a mistura de estações. Esse aqui é meu universo paralelo - irônicamente é o paralelo que me deixa mais livre. De vez em quando, no entanto, gosto de fazer essa ponte.

Quadro de Luiz Áquila


A categoria que falta nos gramados sobra nas telas da seleção de artistas plásticos que abre exposição sobre futebol no Rio

Nhé



Há pouco tempo eu coloquei um novo tipo de contador no BibideBicicleta. Um "hominho" vermelho na coluna da direita que me diz quantas pessoas estão lendo simultaneamente o blog.

E não é que quando estou me sentindo sozinha - como agora - e venho para cá buscar conforto nas palavras, acabo vendo que tem outras pessoas fazendo o mesmo - seja por qual motivação for? Isso é tão maravilhoso...

Estou pensando em quantas pessoas podem estar realizando a mesma tarefa no mundo sem nem se darem conta... O ato de rir, chorar, escrever, trepar, fazer um chá, estudar, escrever para alguém, preparar uma viagem, voltar para casa, ler, pensar em se matar, parir, ensinar, dormir, dar uma topada. Tanta coisa.

Eu tinha certeza que hoje era quinta-feira? Ando com a mente cansada e o sono não tem sido reparador. Graças a Deus estou tranquila e buscando meu perfume de novidades.

Refém dos Humores das Editoras

Olha... Papo de comadre. Vou falar uma coisa para vocês.

Não é a primeira vez que faço referência a esse livro não, mas preciso voltar ao assunto.

Há mais de um ano eu comprei o livro "Não Sou uma Só: Diário de uma Bipolar", o segundo da MarinaW. E foi uma leitura que mudou a minha vida em muitos sentidos - que até transcenderam a literatura pura e simples ou o conhecimento advindo dela. Um livro humano, educativo, divertido e gentil. Você passa a ter compreensão de você, do outro, das suas questões psicológicas, da fraqueza e da força que cada um carrega em si inevitavelmente - sendo ou não bipolar.

Pois bem. O assunto "virou moda". E as pessoas começaram a cunhar outros transtornos, sensações, como bipolaridade. Um equívoco até grosseiro. Mas fato é que a palavra bipolar trouxe o assunto para a roda e levantou questões importantes, bandeiras, discussões e, acima de tudo, trouxe conhecimento para o meio da comunidade. E vocês sabem que o conhecimento é a melhor arma contra preconceitos e ignorância.

Pois bem dois. Esse é um assunto que não se esgotou e que não tende a se esgotar tão cedo. As pessoas estão se percebendo mais e o mundo nos força a empurrar as questões da alma, da psique, da emoção para debaixo de um tapete que já está lotado. E quando olhamos, pum, nos perdemos dos nossos referenciais.

Pois bem três. Então, aparecem pessoas que escrevem coisas boas, como esse livro. E o que acontece? O livro se esgota rapidamente e a editora Nova Fronteira não faz uma nova edição. Simples assim. Dai vocês me perguntam: por que você está levantando essa questão agora? Por que ela é sua amiga?



1) Nos tornamos amigas também em função do livro;
2) O livro me abriu um leque muito legal para a vida e eu sempre o recomendo às pessoas - que não o encontram mais;
3) Ela recebe inúmeros pedidos e não pode atendê-los, porque o livro não existe nas prateleiras/estoque;
4) Depois desse livro, muitos outros surgiram sobre o tema, o que deixa claro que a questão está ai, quicando no imaginário coletivo;
5) Acabei de ler um livro de um bipolar que tenta explorar o tema e falha miseravelmente - dá até vergonha (veja bem, não comprei o livro, ele estava na mesa do colega e eu resolvi fazer a degustação);
6) Faço campanha e apelo à Nova Fronteira, cara... É injusto com quem escreve e também com quem busca porque aquela obra especificamente. A gente vira refém dos humores de quem controla a informação - não digo nem do mercado, porque o mercado espera pelo livro que foi vendido superapidamente, caramba!


Pronto#Desabafei#Editora boba!

15.6.10

Twitando na Copa

Dia de jogo do Brasil pela Copa do Mundo e eu presa na redação.
Twitando durante a estreia da seleção (e um pouco depois também):


(Zé)

  • Meu chefe quer animar a torcida do escritório soltando a vuvuzela pelo celular! "Vou mostrar que eu estou animado". hahahahaha Help! - difícil até de ouvir meus pensamentos...

  • A cornetada do chefe foi o chamariz para o gol :) - Pé quente ou dedo quente? Foi via celular! A tecnologia para o bem e para o mal.

  • Impressionante: Galvão Bueno deve ter repetido a palavra Kaká mais de um milhão de vezes! - Ainda não deu para sentir falta da Era RRRRRRRRRonaldo! RRRRRRRRRRRRRonaldinho! RRRRRRRRRRRRRivaldo! RRRRRRRRRRRRRRoberto Carlos. Mas algo me diz que em dois jogos eu mude de ideia.

  • Terminou o jogo e eu: já? Aquela partida que não empolga, que vc não dá bola. Aliás, nem eles deram bola... Foi um jogo sem bola praticamente.




  • Será que a cidade volta ao normal pós-jogo? Sei não, que sono... - Depois que escrevi isso, duas amigas me disseram que cochilaram no primeiro tempo. Com tanto barulho pela cidade, a partida deve ter sido realmente hipnótica... Olhe fixamente para os palitinhos correndo. Você está dormindo... ZZZZZZZzzzzzz

  • Depois falam mal das mulheres que ficam vendo programas vespertinos sobre o capítulo da novela da noite anterior. E essas mesas redondas pós-jogo são o que?! - A versão masculina da coisa, oras...

  • Agora vão analisar até as minúcias do jogo! E isso inclui o branco dos olhos do lingling que fez o gol e o casaco do Dunga, que realmente parecia o modelito usado pelos cocheiros das charretes do Central Park - Ou um soldadinho de chumbo, também achei...

  • Ah, agora está explicado! Dunga, técnico 'try to style' da seleção brasileira, usava um trench-coat de Alexandre Herchcovitch. #Visão feminina do jogo :)

  • "jabulani na vuvuzela dos outros é refresco" - Essa foi a melhor definição de um joguinho mais ou menos da tão temida 'Seleção Canarinho' (que tá mais para 'Seleção Colibri') contra o time da Copa em pior colocação no ranking da Fifa.


 
A melhor de hoje:

"Vuvuzela é uma palavra africana que quer dizer: Galvão Bueno de plástico" via Rodrigo Lopes RT @Carla Steinberg

A Manta

"Eu percebo você em mim.
A todo momento, a cada minuto.
Uma ausência, uma falta.
Um emaranhado de saudade boa.
Então escrevo para desatar os nós...
Dos novelos de fios que carrego comigo.
Fios, linhas e lãs que irão tecer um manto...
Pra entoar um mantra,
Pra bordar uma manta que cubra você e eu...
Eu e você.
A sós.
Eu e você.
Enfim...
Assim...
NÓS"

- 'A Manta' por PJ


Veja bem: como gosto de coisa boa!
A poesia dele também me seduz...

UMA

VIDA

DESINTERESSANTE

ORAS!?

PRA

QUE

ESCREVO?

TALVEZ

PARA

ESVAZIAR

A

ALMA...

14.6.10

Dia dos Desnamorados


Dia dos Desnamorados

12 de junho na cabeça. Corações bombando pelas ruas. Pombos arrulham descontroladamente, as ruas se enchem de flores. Tá bom... Cortando os excessos... Bibi na pista e não na ciclovia de mão dupla. "Meu filho, o que se há de fazer?", já dizia o sábio Mario Lago na canção "Amélia", que fez com Ataulfo Alves no tempo que meu pai ficava bem de calça curta.

A Onça me acordou com um convite complicado: "vamos ao aniversário de um ano da Alice¹ em Caxias?" (para quem é de fora do Rio, trata-se de uma outra cidade, na Baixada Fluminense e nem eu e nem ela encaramos um volante). Eu amo a Alice², mas a Onça me acordou cedo em pleno sábado (leia-se as 10 horas da madrugada - meu grande defeito) e quem rugiu fui eu: arrrrrrg! Mais tarde, já desperta, de pijama e mau humor, porque era dia de faxina em casa, a Bia Bug me ligou e disse para eu ir para a festa da Alice sim, porque ela me daria carona. Ainda reticente, ouço o Franitos gritar do volante: "Sai da bat-caverna e vem me veeeeeeer!". Bem, eles moram em Niterói, que é outra cidade, para o lado oposto de Caxias, e viriam ao Rio para nos buscar. E na festchuca só teria gente amada: fui! O evento daria um post - que pretendo fazer depois.

Voltando da festa infantil, animada que só, concordei em ir ao jantar dos "Dia dos Desnamorados". Amigos solteiros que se "esquentariam" em um restaurante na noite fria carioca (calma, não foi suruba ou algo do gênero, mas uma boa amizade e caldinho de feijão - delicious). E estava um gelo mesmo essa cidade. Era um dia bem especial para quem tinha um cobertor de orelha. Buáaaaaaaaaa Vou ali cortar os pulsos no boxe para não sujar a sala...


HOJE

Bem, voltando à programação normal... Foi uma noite fofa. E nos ofereceram uma cortesia: fotos dos "casais", que seriam impressas e dadas como brinde. Tratei logo de separar o meu "par" para ganhar fotinho. E olha bem quem estava ao meu lado?! Will! Claro que vocês não sabem quem é o Will, mas fato é que o Will já foi meu "bandido", numa dessas brincadeiras de salão que se faz entre amigos para quebrar o clima. E ele me escolheu.  "Ói nói junto ostra veiz!" Estou colocando aqui a foto do "Antes e Depois!" Quatro anos se passaram: caramba!


ONTEM

Uma fofura esse menino! A moça que ele escolher (a mesma que escolher ele em contrapartida) vai ter sorte, porque é um cara muito gente boa! A vida não nos escolheu como amor, mas nos brindou com essa coisa gostosa que se chama amizade :) Coisa que eu prezo bastante! Há calor em encontros naturais, há troca, confiança e também uma paz tão grande que ultrapassa os limites impostos por palavras somente. Comunicação não-verbal.

É lógico que eu torço para que o ano que vem o "status" seja diferente e que ao invés de uma noite com frio, eu tenha uma noite com quente (hohoho)... Mas se assim não for, eu te digo: "e dai?!" Laços verdadeiros permanecem, porque não são feitos de cordas, mas de um material invisível, que ata sem amarrar, que prende sem sufocar, que une sem restringir. O amor brota onde quer e queira o amor brotar em mim sempre.


13.6.10



ALBUK
QUE SAUDADE MENINO!

Revisitada

Gosto de me revisitar através de oportunidades. Explico. Fui ver um blog que tinha um texto muito parecido com um que eu fiz. E tenho pânico de ter as minhas palavras roubadas. Eu sempre estarei disposta a dividir as palavras, a emprestar para fazer um bem, mas a sensação de ser afanada ainda me dói e causa temor. Posso estar sendo muito egoísta com isso (sei lá). Se estiver errada, a vida há de ensinar, queira Deus, com suavidade.

O texto do blog visitado era apenas parecido com aquele que escrevi em maio de 2008 (Viva). E fui buscar o por mim escrito, que foi inspirado em Clarice Lispector. Separei um trecho para hoje, que me fala e me cala muito ao coração.




Aquém da morte, para tudo existe um jeito. Para tudo existe um fim, basta começar. Para tudo existe um meio: aquele que você conhece e confia ou um meio novo, inspirador, arrebatador e que te desafia.


Sem riscos, a vida perde o sentido.
Sem criatividade, a inteligência adormece.
Sem entrega, os atos soam vazios.
Sem o medo, os desafios tornam-se obstáculos.
Sem vontade, tudo perde o encanto.
Sem excitação, tudo perde o sabor.
Sem coragem, andamos nas mesmas pegadas.
Sem amor, a vida não vale a pena.

12.6.10

95


Olha que coisa boa: já somos 95 Oficiais no Hall da Fama Ciclista (ao lado direito do blog)! Djanilson ganhou a homenagem, porque tem todos os sites possíveis e  imagináveis sobre bicicletas. Achei isso tão curioso! Inclusive a foto dele é uma colorida bicicletinha. Fofa! Apaixonado pelo tema, acabou chegando aqui para pedalar (isso me parece meio óbvio). Daí eu ter colocado três fotinhos sobre o tema, a do meio, uma cena antológica da Meg Ryan pedalando em "Cidade dos Anjos".

Mas Djanilson, embora temático, não é o leitor 95. Este número pertence à Maria Tereza, que deve ter me encontrado vinda do blog da minha querida Deny, mulher sorriso! (Deny, fofura, que saudade! Doida para brindar com você o sucesso que eu sei que você vai ter nessa empreitada! Torcida...).

Aos meus novos leitores: a casa é nossa, com nossas loucuras, aventuras, delícias e responsabilidades! Usem com moderação!