31.8.10

108

Gosto desse salto que a gente dá vez ou outra. Agora somos 108 no Mural da Fama Ciclista. Acho que o 107 é Agente Secreto, mas a 108 é a Cianna Claro, que não tenho o prazer de conhecer, mas terei se ela me deixar :)  e participar desse espaço.


Hoje estava lendo um livro, que perguntava ao escritor Zuenir Ventura - a pessoa mais doce da literatura viva mineiro-carioca - quando ele tinha tomado consciência política. Ele disse que quando estava na faculdade de Letras, celebrou a morte de Getúlio pelo fato de não ter aula. Estudante é assim mesmo... Lembro que quando entrei para a Faculdade Pública, achava que devia me politizar e, portanto, fazer parte de alguma revolução. PT e PSTU dominando os corredores. Fui para rua, levantando as mãos, sentei no chão para parar o trânsito e sabe DEUS qual era o meu protesto. Deus, mesmo, porque eu não lembro. Só sei que a minha vida de revolucionária terminou ali. Era muito barulho para tantas ideias confusas. As ideias também precisam de calma para se tornarem efetivas. Eu sempre gostei da frase "tudo que cala fala mais alto ao coração". De modo que muito mais que falar com o povo e para os governantes contra alguma coisa, eu queria pode falar com o coração. Nada contra. Cada um na sua. Eis-me aqui!  Revolucionária de um dia, escritora de uma vida.




Olha, passei para dizer que estou com uma saudade de escrever para vocês... Mas também estou com saudade de mim quando escreve. Esse eu parece que foi viajar. Viajem ao centro do universo. O meu :) Quero voltar, mas a estrada é longa e o caminho é deserto e o lobo maus está aqui por perto...



28.8.10

Acho que fiquei velha antes do tempo.
Muito estranho perceber isso.
Queria não aceitar, mas parece mais forte que eu.
Será que é assim que a gente se dá conta de certas coisas?
Heim!?

27.8.10

News


Finalmente saiu minha matéria de decoração/arquitetura - fotos de Léo Ramos - com a maravilhosa estilista Marcella Virzi. Essa cachorrinha fofa é a Sofia, a irmã dela, Carolina,~é tímida, não quis aparecer nessa foto :) (AQUI) 

Nosso tempo





Li uma coisa interessante. Era mais ou menos assim... Falava que pela definição antiga do dicionário, meia-idade era entre trinta e quarenta anos. Pela definição 2000 desse mesmo dicionário, essa meia-idade já havia passado para entre quarenta e cinquenta anos. E que muito provavelmente essa definição tinha a tendência de ser ainda maior, em função do avanço da medicina. E, em contrapartida, em muitos casos a adolescência está sendo estendida até os 30 anos. Um dos autores se mostrava encantado em perceber como muitos passaram a se casar aos 50 anos e, assim, começavam uma nova vida com disposição.


Ok, esse é um fenômeno que a gente tem observado bastante, mas ainda me causa curiosidade quando leio a respeito. É mais uma reflexão sobre o tempo e a forma de passar o tempo, que muda; que mudou. A Balzaquiana já não tem o mesmo estigma. O quarentão também não. O tempo é mesmo relativo, Einstein... E não só em conformidade com a sua teoria.


Toda mudança de geração causa um certo espanto, uma confusão. Talvez eu tenha sido parte daquela imediatamente anterior aos que elevam a adolescência até os 30 anos. E olhar para pessoas de idade tão próximas e maneira de lidar com a vida tão díspar é até surpreendente, causa estranheza. E ainda tem toda aquela questão da criação diferenciada, de estar tendo que equilibrar conceitos de duas gerações acima.


O fato é o seguinte: observar e adaptar, sem ferir o que é passado, presente e futuro. Encontrar espaço nessa relação com o tempo e suas demandas, sem se descaracterizar dentro e fora da bolha do que é status quo versus toda as nuances da sua formação, com suas formas e valores. Tempo, tempo, tempo. Ora me sinto uma criança na pureza de suas intenções, ora uma aposentada das expectativas grandiosas demais. 

26.8.10

Sonhos

Sonhos estranhos...

Sonhei que uma amiga minha, a Dida, com quem eu não falo há séculos, escreveu para mim o seguinte:

 - Que fase essa última do BibideBicicleta, heim!? Seja menos menina e mais mulher na escrita. Ouse.

Acordei pensando:

- Affe! Já é tão difícil ser eu mesma, ainda tenho que corresponder à expectativas de terceiros? E em sonho!!!!!!!???? hahaha

Dida, fica tranquila, você não é a personificação do meu subconsciente!
Deve ser saudade...

Frase



Hoje eu escrevi algo para uma amiga e virou uma frase boa, que trago para compartilhar com vocês e desejar a todos:


"Amizade é algo certo da gente ter junto
nas horas incertas e você me tem"

- Bia Amorim

25.8.10

Frases

"Todo escritor precisa ser um pouquinho mais amado que os demais. 
As palavras não se lançam sozinhas no papel. 
Um ponto e vírgula pode ter uma carga dramática imensa. 
Minhas palavras são sim emocionais. 
Me entrego, me gasto, me reinvento durante a escrita. 
E me recomponho através da afeição" 
- Bia Amorim

O calor de um lar



Minha casa é meu castelo e a minha prisão. É um alívio tão grande chegar em casa ao fim de um dia de trabalho e sair dela um tormento de grandes proporções – mesmo que seja para ir à padaria, porque se pudesse, ia de pijama (hahaha Ainda tenho uma boa imagem à zelar). Gosto do calor do lar. E meu lar tem um calor único. Bendito aquele que conserva na memória o calor do lugar a que chama de lar. Porque lar, infelizmente para alguns, nem sempre é a sua casa.

Procuro levar o calor do meu lar por onde quer eu passe. Quando era pequena e dormia na casa das amigas, não conseguia pregar os olhos antes de encontrar algo que me parecesse familiar, algo de casa, para transformar o lugar num lar. Sempre achava. E assim dormia tranquila.

Sabe o Linus, do Snoopy, que não largava o seu cobertor? Eu era meio assim, mas não havia um objeto específico, mas uma circunstancia ideal. Cresci (ou quase). Hoje tento levar o calor do meu lar dentro do meu coração e muitas vezes encontro guarida em outras pessoas. Já preferi dormir na dureza de um chão, ouvindo Cássia Eller em shuffle todas as noites (era o único CD), porque ali eu sentia o calor de um lar e não no outro lugar com uma cama fofinha só para mim.

Se “lar é onde o bumbum descansa”, como disse o Pumba de “O Rei Leão”; também creio que lar é onde o coração aquece. 

24.8.10



DEUS É MUITO BOM.
PRA QUEM ACHA QUE ELE NÃO ESTÁ VIVO:
FALEI COM ELE ONTEM...
E ELE ME OUVIU :)


Hoje


O bom de ter chefe amigo...


Ando num mau humor tremendo.
Não dou patadas e me controlo para não responder (nem sempre consigo).
Mas de mau humor, eu não sou eu, né?
Meu chefe, percebendo o limãozinho em que me encontrava no fim do dia, solta a pérola:


"Você está precisando de um beijo meu no cangote. 
Só não posso dar, porque isso configura assédio moral, sabia?"

hahahahahahaahahahahhaahaha
Tá bom :)

Happy



Hoje é aniversário de um amigo especial. 
Achei que essa foto tem o humor irônico e inteligente o suficiente para desejar: 
FELIZ ANIVERSÁRIO 
bem ao estilo dele :)

Altos e baixos



Hoje fiz uma matéria sobre os altos e baixos da carreira de um ator. E fiquei refletindo sobre a nossa vida... Pessoas públicas podem parecer que tem uma blindagem diferente ou algum tipo de favorecimento da vida, mas a coisa não funciona bem assim. Nossa imaginação, sim. Daí ser tão fácil de ser rápido em julgar. Somos precipitados um sem número de vezes e machucamos a nós mesmos e aos outros.


Acredito que cada um de nós recebeu um "pacote" de oportunidades da vida. Uns mais, outros menos, mas todos recebemos. Mas para acessar o pacote das oportunidades é preciso de ferramentas, como o querer, a atenção e o preparo (talvez um pouco de sorte, a quem eu particularmente chamo de graça divina). Sim, é preciso, muitas vezes buscar a oportunidade, porque a graça muitas vezes nos atinge como o vento ou as ondas do mar. 


Altos e baixos. A vida é feita dessa costura. Para passar a linha pelo pano é preciso o furo da agulha. Para unir dois lados é necessário um tipo de ruptura. Para permanecer, é mister que a linha seja forte e os pontos bem dados. Já vi costura não se desfazer e o pano puir. A vida é feita de altos e baixos. Como as máquinas que nos mantém vivos dentro de um hospital. Linhas que sobem para logo depois descerem. A linearidade só é possível, quando a vida nos abandona. E assim é a vida: feita de altos e baixos constantes. Porque toda vez que a gente cai, é para cima que a gente olha imediatamente depois de tocar o fundo, na expectativa de emergir. Até lá em baixo o céu é o limite.


Olha para cima, para o alto, para o céu. Viver na iminência dos movimentos naturais da vida. Cair para aprender a levantar. Altos e baixos nos ensinam. Altos e baixos nos mantém no movimento natural de/em quem há vida. A vida é o respirar. Embolo que  sobe e que desce. Peito que funciona em cadência. Movimentos que não devem parar. Se parar, acabou por aqui. E como não acabou ainda, sei que temos muitos altos e baixos para percorrer na vida. Eu e vocês. Num movimento de favorecimento. Na cadência da graça de Deus. Na dispensação do pacote de oportunidades que não devemos deixar passar e para tal, precisamos estar prontos, atentos, desejosos e esperançosos. Cientes dos altos e baixos. Das costuras. Da linha da vida. Do êmbolo da nossa respiração.    

23.8.10

106

Mais uma bela adesão: Nature assume a cadeira número 106 do Mural da Fama Ciclista. Fico muito feliz, não apenas por se tratar de mais um elemento que se junta para deixar esse cantinho ainda mais especial, como também por ser um blog com conteúdo inteligente que eu já havia visitado... Essas coincidências da blogosfera.

Queridos, essa semana prometo tentar melhorar a qualidade dos textos, do conteúdo que reparto com vocês aqui :) Momento de atenção interna e se inspirar e expirar vida.

21.8.10

Terminei de ler o livro que a Paula Dip fez sobre o Caio F aos prantos. Tenho dificuldades com despedidas e o livro me envolveu de tal maneira, a história crio tal indentificação, que foi como se eu me despedisse dele. Comecei outro incrível, mas tenho saudades do antigo...


Na vida eu também sou assim: péssima em despedidas. Péssima em deixar ir, em deixar morrer, em deixar o rio seguir seu curso, se o curso for oposto ao meu desejo mais secreto. Mas graças a Deus não sou vigilante do mundo e nem guardiã da minha própria vida e destino. Não sou arauto dos acontecimentos e nem sentinela de emoções. Eu sou sou a menina que nunca deixei de ser.


Esse texto é mesmo sem começo e nem fim...

20.8.10

Presente




GEeeeeeeeNTE!

A verdadeira alegria se encontra mesmo em pequenas coisas, pequenos gestos, coisas simples... Sai com ela hoje, a minha musa da internet, o que já me faz feliz demais :) Noite de bate-papo e alegria. E quando chego em casa, cansada, com sono, uma surpresa ainda maior me aguardava!  A FER, meu brownie do Nordeste, que chegou aqui vinda justamente da MarinaW e se tornou uma seguidora fiel, uma InterFriend, já tinha me preparado das suas!!!!! Mandou DOIS LIVROS incríveis pelo correio! DOIS! Não consigo me conter de tanta alegria! Grandes presentes esse blog tem me dado, mas nada supera esse carinho humano que me cerca e que chega até mim, ultrapassando as fronteiras virtuais!

Obrigada FER!
Obrigada Ciclistas!
Obrigada Deus!

19.8.10

"O inferno somos nós espelhados nos outros" - Bia Amorim

"Só pode ser fútil quem tem conteúdo" - Diane von Furstenberg 

News


Mais duas matérias que me deram muito orgulho!
Você tem medo de dirigir? Eu tenho e muita gente também!

Homens buscam clínicas-escolas para perder medo de dirigir

Carona profissional nunca mais

News

Para quem gosta de acompanhar do lado B da BB:


Guerreiro: Moda & Música


Inverno Carioca (essa eu dei um tapa e editei)


e vem mais pela frente...

18.8.10

Crescer nos expande internamente





Ônibus absurdamente lotado e vaga um lugar bem à minha frente. Isso se chama felicidade de um pequeno milagre do cotidiano. Venho lendo o meu Caio Fernando Abreu por Paula Dip. Está no fim e isso me dá uma tremenda aflição, justamente porque comprei alguns livros que não me seduziram de cara. Tenho isso. Mas no livro que estou lendo, vi que o Caio tinha sempre uma literatura de qualidade a seu lado quando escrevia e, não raro, abria uma página aleatoriamente em busca de uma frase inspiração. Fiz o mesmo e não com ele, mas com Martha Medeiros, que muita gente pode não curtir, mas eu adoro. Queria escrever crônicas com a mesma pegada. Me falta estofo. 


"Crescer custa, demora, esfola, mas compensa. É uma vitória secreta, sem testemunhas. O adversário somos nós mesmos, e o prêmio é o tempo a nosso favor" - Martha Medeiros em Montanha Russa


"Crescer alarga espaços internos, aumenta as possibilidades e nos catapulta para novas direções. Ninguém cresce colado na gente. Crescemos um com o outro, um através do outro. Um apesar do outro. Um para o outro. O amanhã não é bem a medida exata do tempo, porque sempre pode ser amanhã, quando a gente tem algo para aprender e crescer. Acredito que quando a gente cresce, muitas vezes temos testemunhas, espectadores que não têm a dimensão real do acontecimento, mas percebem a grandeza da ação de alguma forma. Porque crescer... Crescer nos dilata, nos expande como seres humanos, crescer muda o olhar e muitas vezes também aponta uma direção. Mesmo que seja a mesma, ela terá novas escalas de cores e fios e formas" - Bia Amorim em BibideBicicleta hohoho :)

Sou óbvia





Ele olhou em seus olhos e disse sério e compenetrado, como quem vai dar um aviso importante:
- Você tem um sorriso lindo...
Ela sorriu, cedendo a obviedade da situação.


Eu poderia começar um romance assim. Não apenas um romance real, mas um escrito. É bem batido, por certo eu sei, mas gosto de descrever encontros e situações. E, lógico, adoro quando elogiam pequenos detalhes marcantes. Mais que uma parte do meu corpo, o meu sorriso reflete a minha alma.  

Pra que comprar se você pode adotar?



Pra que comprar se você pode adotar?


Já falei algumas vezes sobre os bichinhos de estimação por aqui. Poucas vezes até, confesso, menos do que eu deveria. Já coloquei inúmeras fotos, o que mostra - mesmo de forma velada e pouco prática até -, o meu apresso pelos animais. Tenho enorme respeito por eles, mas nunca me filiei a nenhuma entidade protetora dos animais. Nunca por falta de vontade, mas por falta de ânimo e organização. Sou complicada com rótulos e bandeiras. No entanto, quando está na minha mão fazer o bem, porque não fazê-lo?


Amiga minha conduz uma página super séria (não consigo juntar essas duas palavras como manda o novo código, sorry) sobre os bichinhos que são abandonados ou foram encontrados perdidos na rua e precisam de um lar. Para mim é igual a largar gente em orfanato. Dói da mesma forma ver o abandono. Só que criança e velho não ficam em jaulas. Quase isso as vezes.


É então que eu me pergunto: pra que gastar mais de mil pratas, muitas vezes, num peludo, se tem vários peludos esperando por um lar, um abraço, um sorriso de graça? Olha só a carinha dessa "garotada" que só quer doar amor: http://www.sidneyrezende.com/editoria/viralata_rj   

17.8.10

Frase

TPM é uma força tão brutal, que se a gente pudesse transformar isso em energia, era capaz das mulheres dominarem o mundo! - Um pensamento assim "nada a ver" que me ocorreu. Uma fome também... Tô lascada :)

ninho necessário para enfrentar a intempérie



Acho que ando desatenta com a vida. Não comigo, com o trabalho, corpo ou saúde. Também dentro do possível, tento não andar desatenta com os amigos, embora o desejo de estar presente na vida deles é maior que efetivamente a minha capacidade de colocar isso em prática. Ando desatenta com os pequenos milagres cotidianos. Porque quando estou atenta, tudo vira prosa. E o cotidiano não anda afetando positivamente os meus dias a ponto de virar história. Não reclamo. Observo e registro. Hoje, por exemplo, sai de casa pensando sobre esses pequenos detalhes que me alimentam. E me flagrei voltando para casa querendo escrever sobre o carinho que o vento produz. Blá, blá, blá.

Mas essa viagem em busca de reminiscências não foi em vão. Percebi, que muitas vezes pequenas atitudes cotidianas só vão se transformar em milagres do existir e, portanto, uma bela lição escrita – pelo menos para mim – anos depois. Mais uma vez digo que ações são sementes que tem o seu tempo exato e único para germinar e florescer ou não. E vou aprendendo a respeitar o tempo das coisas.

Fui deitar supercedo ontem à noite. O frio carioca, tão bissexto por essas bandas, estava me castigando. Eu sei que inverno no Rio é piada perto das baixar temperaturas em São Paulo ou no Sul do Brasil. Eu sei. Contudo e justamente por ser tão raro, sofro. Não desgosto por completo, quando não está acompanhado de chuva, deixa-se registrado. Não tenho paciência para andar cheia de casacos dentro de casa. Gosto do conforto e da liberdade de movimentos. E a minha casa é tão úmida, que o frio parece de “raiz”. Hohoho.

Então, uma vez que eu vá para cama, posso me deitar confortavelmente debaixo de uma colcha de retalhos + edredom fofinho + cobertor militar (que apareceu aqui em casa herdado de alguém e esquenta até pouco, se você quer saber. Pobres homens de verde...). Nesse ninho de travesseiros e cobertas eu leio até adormecer. E todo ninho tem uma temperatura dita ideal: que te deixa feliz e aconchegado.  Não consegui ler, porque para fazê-lo, metade de mim fica para fora.

Antes de pegar no sono, estava pensando nessa referência do ninho e me lembrei que assim como uma boa coberta, outra coisa que te aquece é um abraço, certo? Pois bem...

Quando eu morei numa espécie de campus universitário, que recebia gente do mundo inteiro para intercâmbio, eu fiquei muito amiga de uma tailandesa (uma vez falei dela aqui e fui criticada por chamá-la de frágil. Paciência). As tailandesas desse campus eram meninas muito reservadas, mas ficamos amigas de cara. E com ela fui passear por um monte de lugares. Nossa amizade foi se estreitando, assim como nossos cumprimentos. Sorrisos e balanços de cabeça foram se transformando em abraços, que foram se apertando até o dia dela ir embora. Muito mais cedo que todos os outros.

Na despedida, um dia antes, eu chorei muito. Ela também. Achei que aquele seria o último tímido abraço entre nós. No dia seguinte, de manhã bem cedo, ouço alguém bater na minha janela. Era ela, que havia separado para mim vários presentes que ela não levaria de volta para casa. Dentre eles, estava um edredom do Pernalonga, que era uma graça, além de ser a coisa mais fofa que já me envolveu. Meses depois de sua partida, o inverno começou a castigar o lugar onde eu morava. Nunca senti tanto frio na minha vida. Mas o edredom da minha amiga tailandesa me promoveu o ninho necessário para enfrentar a intempérie e o melhor: tinha a mesma consistência de que é feito o melhor dos abraços.

Frio



Rio de Janeiro com frio e chuva é algo que não combina mesmo. É igual a feijão com doce-de-leite. Minha amiga fazia essa comparação entre mim e o gatinho que eu era apaixonada aos 13 anos hohoho. Nosso inverno com cara de "tempestade de neve". Pessoas encolhidas em casa, muitos casacos, exageradamente, uma frieza interna também. Slowmotion. Não gosto e nem desgosto do clima. Vivo. Mas essa chuva desanima, viu? Sair das cobertas é fogo... ou gelo! Vamos que vamos. Como está o clima ai?

14.8.10

105

Curioso e divertido...

Estou deitada na cama, com a janela toda aberta (sem cortinas e toldos, como é de praxe), um divã do tempo. Minha casa tem mais gente que o habitual e eu só queria ficar aqui deitada olhando esse céu tão limpinho de um dia frio de inverno em silêncio. Não me deixam, então, de bruços, tento, ainda deitada, olhar o computador, minha outra janela. Gosto de escrever sentada, deitada dá uma preguiça e uma dor muscular que me impede de pensar e teclar. Até aqui não tem nada de curioso ou divertido, mas...

Ao navegar pelo BibideBicicleta, percebo que tenho mais duas adesões e agora somos 105 integrantes no Mural da Fama Ciclista. Eu, que tenho a curiosidade no DNA, sempre ficou louca para saber quem são os novos Ciclistas e de onde vieram... E assim descubro que o bebê risonho chamado Simone Mucks no 104 e a linda loira que tem a alcunha de "culinária e alegria" do 105 são a mesma pessoa! Wow! Curioso e divertido e adorável ver que tem alguém que gosta tanto do BibideBicicleta e que quer me fazer feliz em números! rs

Obrigada Simone!

13.8.10

Sexta-Feira 13 News

Essa foi uma matéria muito legal de ser feita. Não a fiz sozinha, o que torna a atividade ainda mais interessante. A gente teve uma ideia de mostrar o lado bom da sexta-feira 13, porque é um dia como outro qualquer, mas o povo, em geral, fica agarrado à crendices e superstições. Esse é o tipo de reportagem que parece "molinha" de ser feita. Mas ser jornalista é saber que em matéria de buscar a notícia nada é o que parece exatamente. Foi complicado achar personagens e ainda falar com tantas pessoas - sempre tão ocupadas nesses dias que voam. Além disso, outras matérias foram acontecendo ao longo da semana, de forma que a última personagem falou com a gente na quinta-feira. Pior, era a astróloga, que não acredita na força negativa da sexta 13, mas vinha dizendo que essas estaria "carregada". O que assustou, no início, porque ia em oposição à ideia inicial, na verdade deu um tempero bom à  reportagem, um balanço essencial, como na vida, de aspectos múltiplos e visões diferenciadas que não necessariamente se chocam. Então, assim nasceu a matéria sobre o lado bom da sexta-feira 13 (AQUI).

12.8.10

103

No Mural da Fama Ciclista:


103 - Uma das pessoas mais lindas que já conheci e com quem pouco convivi (menos do que gostaria). Que alegria te ter por aqui oficialmente Jess!


:*

livre para vagar de flor em flor



Estava olhando as fotos que seleciono e guardo para postar no BibideBicicleta. Eu tenho um senso estético em relação a isso: imagem e texto devem “conversar”. E sigo nessa minha filosofia há algum tempo, mesmo que um lado sobrepuje o outro - até com certa regularidade. Paciência. E nesse mergulho que fiz na pasta, acabei tomando uma decisão de escolher uma foto e então fazer um texto sobre ela. A foto “sorteada” foi a de uma Borboleta...

A primeira coisa da qual me lembrei foi do blog dela. Em um post a Deny conta que foram as borboletas azuis que a ensinaram o valor da liberdade. Achei curioso, por se tratar de uma pessoa que realmente transpira liberdade e achei que essa fosse uma “vocação inata” e, portanto, a borboleta apenas uma alegoria. Talvez seja. A liberdade dela é interna, um despudor, uma falta de preconceito, uma vontade de conhecer e experimentar o mundo, uma avidez pelo que há de vir, que só alargam seus espaços internos. Deny é criativa e acho que todo mundo conhece alguém assim. Ou, pelo menos, todo mundo já desejou ser assim alguma vez na vida: uma borboleta de asas coloridas.

Esse post não é só dela, mas foi lá no seu blog que encontrei a segunda referência, uma frase: “É difícil aprisionar os que têm asas”, Caio Fernando Abreu. Caio é meu vicio atual, mas dessa vez, foi ele que me escolheu e não o contrário óbvio – uma vez que estou lendo sua obra. E a frase que se lançou no meu caminho, me faz chegar à figura da borboleta e seu encanto, suas asinhas frenéticas a pousar de flor em flor. O sonho de Ícaro, o sonho de infância.  A capacidade de transmutar-se em direções impensadas pelo simples bater de asas e levar do vento. Novos rumos, novas direções. O céu é o limite!

Então me lembro de dois fatos curiosos. Quando era pequena, minha tia colocou o apelido de um bicho em cada um dos sobrinhos pequenos. Acho que ela fazia isso, porque um dos primos tinha dente de coelho e os outros mexiam com ele em relação a isso. Ao passo que se cada um fosse um animal, todos seriam do mesmo “clã”. E assim eu me tornei a Borboleta, única representante feminina no meio do tal “bando”. E ali a minha tia em sua sabedoria afetiva já vaticinava uma verdade: minha vocação para voar, mesmo que fosse (e que seja) em pensamentos.

E termino esse texto com o segundo fato curioso. Ainda criança, fui visitar uma fazenda no estado do Espírito Santo. O jardim era composto de milhares de borboletas de todos os tamanhos e cores. Um dia a dona do sítio me levou para um passeio muito especial: o ponto mais alto da cidade, o cume de uma montanha onde borboleta nenhuma podia chegar. Lá fiquei eu, vendo o pôr-do-sol mais inesquecível da minha vida, do ponto mais alto de uma cidade que se derramava por um vale. Nada à minha frente, a não ser o sol. O vento levemente frio a balançar os meus cabelos e o céu limpo, me brindava com poucas nuvens a uma distância tal, que parecia que elas me circundavam. Eu me sentei ao chão e agradeci a Deus por aquele dia, por estar viva, por estar consciente. Acho que decidi me lembrar daquele momento para sempre. Ali eu pude voar sem as minhas asas físicas, mas bem segura pelas asas da minha imaginação, que é livre para vagar de flor em flor. 

Foto: José António

Lendo...


Hoje li que abraçar é preciso...
Porque é saudável; 
Porque ajuda ao sistema imunológico;
Porque cura a depressão;
Porque reduz o estresse;
Precisamos de:
4 abraços por dia para sobreviver;
8 abraços por dia para nos manter;
12 abraços por dia para crescer.


- Talvez por isso eu seja baixinha ou esteja sobrevivendo tão precariamente! hahahahahaha
Eu AMO abraçar!
E quem já me abraçou sabe como é bom o meu abraço 
- isso sim eu sei fazer bem :)

News


Casal tem dia de celebridade fazendo ensaio ao estilo paparazzi - Fotógrafo carioca lança estilo de álbum de casamento ideal para tímidos ou para quem quer linguagem moderna. Mais uma matéria sobre casamento que eu emplaco no meu CV, o que tem me agradado bastante, principalmente porque é um assunto feliz (pelo menos nessa fase é hohoho).

11.8.10

A Estrada




Toda estrada tem começo, meio e fim.
Vontade de encerrar essa Ciclovia...
Mas não sei em que parte da estrada eu estou.
- Ainda faço diferença na vida de alguém através desse espaço?
- Para onde vou?
- Qual a finalidade desse propósito além de falar de mim?
- Quero ser mais que eu, fazer do espaço mais quem um divã. Consigo?

amo, logo resisto!





Por muito tempo as palavras foram minhas doces companhias e uma vez escritas, expressaram dores, acertos, vivências, experiências e desejos... Pensamentos tantos libertos do aprisionamento da mente/coração. Escrever me foi por existir durante muitos dias frios e aparentemente vazios de acontecimentos (e, ironicamente, cheios de atenção e inspiração) . 


Hoje retenho as palavras no peito e as aquieto na mente com leveza e pureza. Precisam amadurecer. São sementes germinando no coração e caminhando para o existir pleno. E há espaço fértil, porque quando gosto de reter os pensamentos, geralmente, é porque estou bem comigo mesma. "Penso, logo existo". Melhor: amo, logo resisto!

9.8.10

Essa busca sem fim




(uma crônica sobre o tempo feminino)

Venho, no caminho do trabalho para casa, pensando em coisas lúdicas, líricas, lindas para escrever para vocês. Chego a criar poesias, embaladas por uma súbita inspiração, nascida de uma leitura que me enleva. Chego a inventar dentro de mim desculpas para tornar o dia mais agradável, mais palpitante para – assim – me reaproximar do meu estilo literário e bolar uma história digna de uma crônica. Como tantas que já contei por aqui ao longo de quatro anos. Não está em mim a chave que me leva de volta ao nível que eu estava anteriormente com vocês. Não sei o que aconteceu exatamente. Acho que endureci.

Não estou triste. Gosto de pontuar meu estado de espírito por vários motivos. Um deles é que tem uma amiga minha, a Cecil, que diz que não me reconhece nas minhas linhas, uma vez que eu mostro uma variação intensa de humor que ela não percebe no trato pessoal. Outro motivo é porque gosto de situar vocês, como co-participantes dessa narrativa. E, por fim, porque os humores alteram a percepção e condução de um texto. E hoje estou plácida para conduzir minhas linhas apenas no nível da inspiração – e desabafo em forma de conversa. Gosto de acreditar que existe você do outro lado para me “ouvir”, lendo. Acho que estou me perdendo de vocês.

Não estou plena. Mas acho que a vida é mesmo isso aí. Não isso aqui, como está... Mas isso aí, uma busca por formas ideais que nunca se darão. Não é falta de otimismo, mas acho que assim como Joseph Campbell previu: a vida é a jornada de um herói. Só que a gente começa e termina histórias o tempo todo e somos chamados à aventura com mais frequência do que podemos avaliar (num nível de total consciência). O problema é que o caminho das jornadas é sempre longo e cheio de desafios misteriosos: uns a gente enfrenta, mas outros a gente vai deixando pelo caminho, sem terminar, e começando novas buscas sem encerrar ciclos. Acho que a vida é feita de círculos abertos e fechados.

Não estou quieta. Naquela busca interna para a qual me lanço, mas nunca consigo bom tempo, bom termo para dedicação. Também não estou na loucura do nosso tempo. Tempo: falei dele hoje. Estava no MSN com a Conza (personagem de algumas histórias), quando ela me disse que a vida estava voando (rápida demais para tantos desejos e sonhos). Todo mundo já sentiu isso uma série de vezes. Mas a intensidade do passar do tempo também nos parece variante: tempos de guerra e tempos de paz; tempos de corrida desenfreada e tempos de contemplação. Eu disse à Conza que queria que o tempo passasse, porque dentro de mim conservo aquela esperança infantil de que algo de bom vai ocorrer (e há de vir sim, porque a vida tem seus ciclos). A Conza me disse que não tinha esse algo a mais que a mim inspirava. "Talvez seja a fé", disse a ela. E chegamos a um bom termo. Acho que fé remove montanhas internas.

Não estou cética. Também não espero por coisas maravilhosas demais para mim. Um dos aditivos da maturidade é perceber que o tempo tem que passar para você aprender com a vida e se moldar para ela. Talvez para nascer a escritora, antes, tenha que nascer em mim e por completo essa mulher que eu ainda espero. E quero. Com suas dores e delícias; com seus prazeres e desencantos, com seus cantos, o seu ventre, sua terra, sua raiz, seus gostos e desgostos, suas esperanças e linhas vãs, suas histórias e memórias, sua esperança pueril que nunca é descartada e sua incerteza deflagrada pela não mais infância, a perda da inocência e a manutenção de uma pureza de existir. Acho que sou menina e sou mulher e ainda cabem tantas de mim nessa busca sem fim.

A arte de perder não é nenhum mistério


"A arte de perder não é nenhum mistério.
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia.
Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério: 
Lugares, nomes, a escala subseqüente 
Da viagem não feita. 
Nada disso é sério. 
Perdi o relógio de mamãe. 
Ah! E nem quero 
Lembrar a perda de três casas excelentes. 
A arte de perder não é nenhum mistério. 
Perdi duas cidades lindas. 
E um império 
Que era meu, dois rios, e mais um continente. 
Tenho saudade deles. 
Mas não é nada sério. 
– Mesmo perder você 
(a voz, o riso etéreo que eu amo) 
Não muda nada. 
Pois é evidente que a arte de perder 
Não chega a ser mistério por muito que pareça 
(Escreve!) muito sério".




(Elizabeth Bishop)

6.8.10

Matéria no ar...


Foi um dia muito doce. A estilista Marie Lafayette me recebeu no ateliê dela, em Botafogo, para uma matéria que foi só fofura: ela faz em bonecas, o mesmo vestido que borda para as noivas. Ao invés de guardar o vestido, caro e que amarela, a noiva guarda a boneca, que usa o mesmo vestido! Uma graça! Mas uma graça mesmo é o ateliê dela: cor-de-rosa! Retrô com um charme único! Foi uma tarde bucólica!

Minha primeira matéria de astrologia (AQUI) - hohoho

5.8.10



soturno
sombrio 
tristonho
lúgubre
taciturno



Frase




"'Sonhos não morrem', uma vez me disseram.
E eu cri, em parte.
Conclui, por mim mesma, uma outra equação: 
Sonhos podem não morrer, mas  parecem adormecer profundamente, 
Basta a gente relaxar..."
- Bia Amorim

Frases


"Sinto-me perdida no mundo de coisas. Ou dentro de mim, que seja... Certas lições incontroláveis e adquiridos no susto de um instante ficam grudadas em nós feito tatuagem. Gestos atávicos nos demovem. Momentos são transitórios como bolhas de sabão, estrelas cadentes, ondas no mar, noites de luar que inundam. Esse mundo é mesmo imenso, intenso, fugas..." 
- Bia Amorim




"Talvez a alma parta antes e não saiba direto aonde ir sem o corpo" 
- Caio Fernando Abreu

Mia Antes / Emma Depois



e-mail


Recebi por email: "Estou encantada pelo ipê amarelo... Nenhuma folha... Parece seco, sem vida, mas... Mas ele está florido, acredita? Há vida!"

4.8.10

Uma verdade



Participar de concursos literário é praticamente como participar de gincanas... 
Cansa de cara ler aquele monte de regras do edital. 
Se você não desistir ali, a chance de tudo correr bem é grande. 
Acho que é tática. 

"Phyna" News



Não estou virando setorista de casamento não, mas o assunto anda palpitante nas minhas pautas. Casamentos "phynos", meu bem... Esse foi uma humilde colaboração :)

3.8.10

O amanhã completa



Eu estou vivendo uma espécie de ciclo de bloqueio criativo. Existem muitas ideias fervilhando dentro de mim. Também contemplo e germino algumas dores que gostaria de expurgar em forma de textos, contos, histórias. 


Quando lia que a escrita é um exercício solitário, não imagina a abrangência dessa questão. Preciso estar só e só comigo. Preciso de mim, mais que nunca e nunca quis estar só comigo; e ainda não quero. Ou não devo nesse momento. Preciso me isolar para encontrar o meu cerne. Sei onde está, mas os barulhos externos não me deixam alcançar. E por barulhos, não digo apenas os sons da casa, mas os ruídos dos afazeres e acontecimentos tantos. 


Eu preciso de um abraço da minha depressão, de quem tanto fujo com tamanho desespero. Ou de um mergulho com os meus medos, que me despem a alma de vestígios e fantasias que me camuflam. 


Jorge Brasil - meu maior divulgador e analista, um dos raros capazes de compreender a "profundidade" da minha obra desde o início - diz que se diverte quando eu escrevo contos do cotidiano. E eu já duvidava da minha capacidade de escrevê-los... Até que pensei que deve mesmo ser normal ter épocas em que a vida apenas passa e você não se apercebe de seus sobressaltos, apenas respira. 


Tenho medo de amanhã ser o mesmo de hoje. Tenho medo de ter que implorar por um resquício de atenção. Mas foi hoje que eu vi um homem na rua, que me despertou um desejo louco de escrever um conto bobo sobre ele. Anotei sentimentos e impressões em um caderninho. 


Só me faltou a coragem da solidão completa - e a depressão necessária - para dar vida a essa história-semente, que um dia ainda germina. O amanhã completa. Há de ser. Há de completar.     

petisco de tubarão



Desculpem a foto, mas tive que copiar de uma imagem - gravação amadora.


Para quem ainda não sabe ou não viu na televisão ou intenet, um tubarão assustou banhistas ao se aproximar da arrebentação e chegar até a areia numa praia em New Jersey - EUA.

Bom, nunca foi meu papel aqui reproduzir notícias fantásticas ou bizarras apenas. Creiam vocês ou não, eu tenho uma história real para contar. Eu morei perto daquela região e uma vez os amigos americanos me levaram àquela praia, Seasides Park. Antes de ir para a areia, passeamos um pouco pelo boardwalk, uma espécie de calçadão, mas cheio de games para entreter os transeuntes. Ali eu comi a melhor Pizza que já provei na vida. O lugar chama-se "Three Brothers" e o sabor foi de cogumelo (provei a dos amigos e estavam todas igualmente deliciosas).


Já alimentada e, portanto, apetitosa por dentro, fomos até a areia. Calorenta e amante da água, quis logo me jogar no mar, que estava turvo, com pouca visibilidade. Eu juro a vocês que pedi a Deus para me proteger dos tubarões. Fui entrando pé com pé, como se isso fosse precaução suficiente para me deixar tranquila em relação a qualquer ataque surpresa. Minha amiga americana (N) me disse que eles só gostavam de frequentar a Flórida durante o verão. Anos depois, esse tubarão ai de cima mostra que ela estava completamente errada e o meu sexto sentido certíssimo.


Vejam vocês que hoje, sem a constante proteção divina, eu poderia ser um reles petisco de tubarão: sabor pizza de cogumelo. Desce o pano...


abreparênteses Não é um hábito meu pedir proteção contra tubarão, mas em uma viagem à Fortaleza, em que fizemos um mergulho em corais no meio do mar, eu também pedi a Deus proteção contra os tubarões cabeça-chata. Foram as duas vezes em que me lembro fechaparênteses 

Música e Poesia



Estou lendo um livro (indicação da Fer, minha querida leitora) que cita uma frase retirada da música "Drão" do Gilberto Gil.

"Não despedace o coração /
  O verdadeiro amor é vão /
 Estende-se infinito..."

Adoro perceber como música também é poesia...

Ride my bike



Precisando de companhia para pedalar a minha bicicleta pela cidade. Desejando a sensação de vento no rosto...

2.8.10







Frase



Quero escrever um texto sobre morte e paixão. Ainda não sei muito bem como começar e nem que caminhos seguir com a palavra escrita. Quero escrever sobre morte e paixão, porque são duas coisas que causam medo. Apavoram. Fascinam.

Espero por compreensão.



Estou aqui tentando conversar com os meus botões. Que noite complicada para esse tipo de diálogo.


- Qual?


Aquele que você trava com o seu interior e elege seres inanimados para fazer a vez do ouvinte mais próximo. O ouvinte interno são botões.


- Metáfora mais batida...


Eu sei. E não ligo. A conversa também não tem nada de novidade, não existe ineditismo em muitos dos meus questionamentos internos.


- Roda gigante?


Estou mais para carrossel, se a comparação é para ser feita com alegorias infantis. Infantil é essa espécie de dor que me perturba, com efeito. O que eu escrevo tem relevância para alguém mais que a mim mesma?


- O que é um blog afinal de contas?


A vida alheia pode ser mais interessante que o passar dos nossos dias. Não acredito, no entanto, que fazer um diário de mim possa acrescentar grandes coisas à vida do outro. Só então me lembro que os semelhantes se socorrem em suas agruras. E que o fato de não ser sozinho numa questão é algo que traz bastante alento.


- Não somos únicos.


Mas somos sim, únicos nos detalhes da nossa experiência. Cada qual com seu peso e sua medida. Cada um carregando seu fardo, sua dor e seus feixes de alegria, que é combustível para dias com nuvens.


- Dias com nuvens?


Pode acreditar que não. Dias sem botões. Noites sem alento de um frescor que inebria e entorpece. Uma existência/resistência que beira à bobagem. Falta uma direção, embora eu saiba instintivamente qual o rumo certo. Não trago comigo a força das exatidões. Deixo sistematicamente pelo caminho reservas importante e tento me abastecer do sol.


- Mas em dias de nuvens?


Em noites de lua também. Noites de lua sem luar. Escrevo na necessidade real de tentar organizar o que penso e registrar o que vivo/vivemos (todos). Quando apenas sou, não me ordeno. Sentimentos embebidos no caos do existir. Ficar e partir. Ser e sentir. Deixar e sorrir.


- Escreve o hoje então!


Hoje? Hoje já passou e não houve troca. Hoje foi silêncio de revolta. Hoje a confusão dos pensamentos se avolumou por entre a intenção da ordenação proposta pelas palavras. Hoje eu nem escrevi algo que valha. Espero por compreensão. 


Dito isso: retirou-se.

:)



... E se a tempestade não passar
 Aprenda a dançar na chuva...

Entre Aspas


"O jornalismo era difícil, mas havia a literatura, 
amante fiel, iluminando seus dias" - Paula Dip

Parabéns à minha querida Joss, que faz aniversário hoje. 
Uma das leitoras mais fiéis, que sempre me incentiva e me estimula a continuar com recadinhos constantes. 
Moça, você faz diferença!

Quando eu já achava que as minhas pobres palavras já não seduziam mais uma alma virtual que fosse: tcharam!
Eis que surge no pedaço a Olivia, nossa Ciclista número 102.
Presença ilustre para acompanhar as atualizações do BibideBicicleta.
As perguntas são as de sempre: 
De onde você veio? 
Como chegou até aqui?
E antes de mais nada: welcome girl!

  "Foi a fossa: eu passava o dia inteiro na redação forçando uma objetividade e uma concisão jornalística, para de noite tentar retomar meus textos, minha linguagem tortuosa e elaborada" - Caio Fernando Abreu