29.5.11

Interrompemos a nossa programação para um anúncio:

"EU ADORO O ZECA CAMARGO"

E tenho dito.
Voltamos à programação normal.

McCartney in Rio




Macca é uma graça! Depois de dois shows memoráveis no Rio, de ter divulgado uma carta de agradecimento dizendo que a estada foi maravilhosa desde o momento em que pousaram na cidade... Agora, essa fofura de homem publica no seu Facebook um video com imagens feitas de sua despedida no Hotel Copacabana Palace em direção ao aeroporto. Em Thank You Rio, Paul aparece tirando fotos do Pão de Açúcar, de um ponto que é certamente um dos meus lugares favoritos para admirar a cidade.

Estou torcendo de verdade para que o Rock in Rio dê certo e para que os cantores internacionais tenham uma boa impressão da cidade, do país, da nossa gente. Porque em relação à Copa do Mundo e Olimpíadas... Eu estou absurdamente descrente. A torcida é para que pelo menos não seja um vexame.

28.5.11

Então é isso, né?

26.5.11

Frases


"Quando será que eu vou voltar a ser romântica e soltar os coraçõezinhos nas letras? Hum, tô com uma saudade daquela eu que flutuava entre sorrisos e estrelas visíveis a dois. O problema é o tombo que esse enlevo causa, nem sempre fácil de cicatrizar as feridas invisíveis aos olhos, nem sempre rápido no ato de retornar às novas aventuras cadentes"
- Bia Amorim


Varizes na Rua

Ouvi por ai...

Momento UEPA

Velho: Porque os jovens de hoje não protestam, ninguém mais bate panela. Estão acabando com a Amazônia e os jovens não estão nem aí para essa questão.

Jovem: Eu assino três abaixo-assinados contra o desmatamento todo mês. E ainda me choco, porque justamente quem reclama não faz nem isso. Quem foi que disse que só os jovens podem bater panelas ou que quem tem mais de 40 anos perde o direito de protestar? Por que só os jovens, se a Amazônia é de todo mundo? Os velhos também não estão fazendo nada.

UIA!

Voltando à Faculdade:



Voltando à Faculdade:

Essa minha nova vida de velha aluna me brinda com assuntos diversos e interessantes. Agora, por exemplo, a gente tem uma matéria que vai fazer seminários sobre as religiões. Já havia mencionado aqui que o meu grupo ficou com o Judaísmo, religião que me causa enorme fascínio. Ainda temos tempo para preparar um belo trabalho.

Hoje, um outro grupo apresentou a história do Budismo. A intenção não é medir a religião, sua eficácia ou fazer qualquer tipo de julgamento ou comparação; mas reunir informações para que os demais conheçam os aspectos que levam as pessoas à professarem aquela fé.

O que me deixou intrigada em relação ao Budismo apresentado pelos alunos, portanto, sujeito a falhas na pesquisa ou na interpretação para a exposição dos fatos, foi com relação aos princípios do ensinamento:

Disseram que: Todos os seres estão sujeitos ao sofrimento desde o nascimento. O sofrimento surge em função dos nossos desejos. Ao eliminarmos esses desejos, o sofrimento é eliminado.

Isso me confundiu um pouco, sabe? Principalmente por ter já a minha própria visão dessa filosofia, que creio até estar longe da verdade. Mas me pareceu tão triste buscar a iluminação e abdicar dos desejos da vida que é aqui e agora. Nunca imaginei que o Budismo fosse fatalista, achava que aquele monte de meditação fosse para trazer um pouco de paz na loucura dos tempos. 



Não faço um julgamento de fé, mas apenas tento contextualizar aquilo que parcamente sei, com aquilo que foi exposto no seminário e mais a questão histórico-filosófica que nos contextualiza na questão espaço-tempo. Fé é algo muito pessoal para ser debatido ou questionado via blog. Sou apenas uma criatura habitada pelo bichinho da curiosidade sobre fatos.

bom dia

S​u​n​d​a​y​ ​S​a​f​a​r​i, ​A​n​i​m​a​l​a​r​i​u​m

25.5.11

Dia do Nerd


Hoje é Dia do Nerd
e o mais adorável deles
é o Nerd do Chico, O Torcedor.
(Aqui) e (Aqui)
Adoro!

Soltas



Hummm... Já tem tempo que não escrevo para vocês sobre os livros que ando lendo, né? Desde a última vez já foram 4 lidos e o de número 5 já passa da página 50.

***
E essa saudade que não me abandona? Saudade Rexona!

***
Continuo gostando muito da faculdade. Para quem curte estudar é uma ótima pedida. Renova corpo e mente, se bem que tenho andado muito exausta em função de ter que estudar longe e trabalhar para ter um dinheirinho necessário a qualquer ser humano maior de 18 anos e cheio de responsabilidades. Penso na minha leitora Josselene, a Joss, que estava sumida em função de seus cursos. Imagino o quanto ela deve vibrar em voltar para sala de aula seja para o que for... Falei para uma colega de classe, novinha ainda, cheia de dúvidas e incertezas em relação ao futuro, que eu não me arrependo de voltar. Na verdade, não é um retrocesso, sinto como um ganho de dimensões imensas. Cada um com seu cada um e cada qual com a sua história, costumo pensar. Para uns o melhor seria partir logo para uma pós e mestrado. Para mim é importante voltar aos primeiros bancos, digamos assim, e reciclar o que já não é novidade e agregar o que não tive a chance de ver. Outras pessoas da minha idade seguem por essa mesma cartilha. Fomos todos recebidos com muito carinho pela "nova geração". E o que me deixa bem alegre é percer a minha facilidade de ficar bem em grupos sociais diferentes, com pessoas de idades, aspirações ou criações distintas. Como a gente consegue, por um lado: amar o ser humano e suas diferenças; por outro: odiar o ser humano e suas atitudes bestiais, inconsequentes, egoístas e/ou babacas?

Fiz uma lista de coisas ouvidas em sala que preciso pesquisar:
# Procura de Poesia de Drummond
# Hermas
# Teoria da Alma de Platão
# O Misantropo
# Sêneca
# Fundação de Roma
# Vergílio

***
O que você farão no feriado?

***
Moda na zona sul carioca: Bicicletas Caloi com motor elétrico. É praticamente uma nova versão das antigas mobilites. Já tem trânsito delas nas ciclovias da região.

***
Dei um livro de presente.
Mais que um agrado a pessoa que recebe, dar presentes fora de hora me deixa tão feliz!
Foi fora de hora, mas com motivo.
Aquelas razões pessoais que talvez outras razões possam desconhecer.

***
Cansada de tantas coisas que prefiro guardar.

***
Unhas quebradas, unhas roídas: desapontada!

***
Amiga jornalista disse que meu blog é lúdico.
Tem certas coisas que adoro ouvir...
É uma delícia viajar pelo imaginário e te tirar da órbita dos opressivos acontecimentos da vida real.

***
Sei que emagreci quando tem um sapato meu que volta a caber sem me machucar... HOHOHO

Teu passado te condena?


Teu passado te condena?

O meu, de certa forma sim, justamente em função da minha liberdade de ser espontânea sempre e de não conhecer/perceber a maldade dos outros. Tive também as minhas boas escorredas fashion, mas nada que vá me matar de vergonha ou que me faça querer apagar certas partes desse livro da vida.

Agora, ver a foto de Sean Connery assim... Droga, mas um mito que fica abalado no meu inconsciente. E mais um exemplo de que o tempo faz muito bem aos homens (na minha opinião, claro, sem revogar as disposições em contrário).

24.5.11

Não Durma Antes de Sonhar


Dia atípico. Acordei bem cedo para trabalhar, coisa que me tira da órbita. Estava com saudade de fazer pauta em eventos calmos. Entre o encontrar e o reencontrar de amigos, me retirei para um canto para tentar encontrar no café a força extra para a hora em que anunciassem: "que comecem os jogos".

Entre goles de café e aquele meu autismo matinal totalmente antinatural, fiquei ali no meu canto vendo a vida passar. Alguns "olá" e "há quanto tempo!" me despertavam da minha tentativa de mimetismo com o sofá. Então eu voltava à observação do ambiente. E foi assim que eu percebi uma tatuagem muito interessante no braço de um fotógrafo, o Marcinho. Era uma frase que dizia: "Não durma antes de sonhar". Achei a coisa mais linda e sai do meu topor para tentar encontrar todos os significados que aquela frase poderia me oferecer. Uma frase que pode te levar a várias considerações.

Márcio me disse que era parte de uma música. Dando um Google, nosso oráculo e Barsa moderno, encontrei uma música cantada pela Maria Gadú. Embora o fotógrafo tenha me dito que a letra era de uma dupla da qual não lembro o nome...

Ah, que se o amor não é mais como antes, meu bem,
Deve ser do mundo que gira ou de uma outra mulher a culpa.
Deve ser do tempo que passa e das rugas distantes do rosto,
Mas vistas de longe no fundo da alma;
Do gosto que muda de quando em vez.

Calma! espera por mim (de novo e sempre um carinho se fez).
Não vale a pena sangrar por sangrar, crescer de véspera,
Fugir diante das palmas, lembrar de rolar um pranto, enfim...
Não durma antes de sonhar!
 
 
Que letra mais bonitinha para lembrar que há tanta vida após o fim de um romance e há tão mais em cada lance de vida. A vida faz e refaz. Verdade. E depois de tanto trabalho, de ideias que fervilhavam dentro do carro junto com a fotógrafa mais dramaturga que eu conheço - Fabrizia Granatieri - e de escritas, emails e enfins... Um telefonema me surpreende no começo da tarde. Gosto de ser assim surpreendida: com beijos roubados através dessa linha tênue que nos une.
 
E no fim do dia, um alento: finalmente o STJ decide pela prisão do jornalista Pimenta Neves, depois de 10 anos do assassinato confesso da ex-namorada Sandra Gomide. Sabe aquele "antes tarde do que nunca?". Você acha que cabe nessa questão?
 
PS1: Adorei conversar com o Claudio Torres, que foi adorável comigo hoje. E achei o Guel Arraes um charme com seus 57 anos inteiros. Um gentleman, quando me aproximei da entrevista que ele já dava sentado para um repórter (homem), ele disse: "chegou uma moça, preciso me levantar". E continuou a responder as perguntas, agora de pé. Ai, fofura! Homens mais velhos são cheios de gentileza e delicadeza. Adoro.
 
PS2: Aniversário de um dos maiores amores sem sexo que a vida me deu de presente. Luke: te amo! Tudo o que pudesse vir além disso seria redundante diante da magnitude desse nosso encontro.

Foto: Ana Paula Bazolli

Flagrada trabalhando como papagaio de pirata da Luana Piovani.
Valeu Revista Quem!

23.5.11

conversar Kolynos

Fim de semana que sai da toca bonita e fui ver o outono carioca: sexta-feira cinema com Digo, Sassá e Onça. Sábado, fondue com a família fraterna, e domingo, almoço copacabanensse com parabéns para o Lucas Heler. A foto que ilustra o post é do fondue da Onça, feito em cima da hora depois de uma reunião longa na parte da tarde, onde muitos dali se encontraram. Ela estava estreando a sua fonte de chocolate. Chique a minha amiga, não é? Quem mais teria uma fonte de chocolate precisando ser estreada em casa? Entre espetinhos e dedinhos, aquele mais branquinho do retrato é o meu. E ao invés de mergulhar o meu indicador na cascata lácto-maltiniana, estava era fazendo um sinal de negativo. Nada de doce por dois meses. Ok, não é algo rígido, mas uma meta que eu desejo alcançar e quanto menos açúcar, melhor... Resisti bravamente e fiquei só na uvinha e no vinho. Praticamente uma ode a Baco. Tinha queijo tipo bafo também, mas achei melhor maneirar para poder conversar Kolynos a noite toda = hálito puro.


Tem mais histórias, mas tem muito sono nesse momento.
"É hora de dizer adeus, Lilica: adeus Lilica!"
Muá.

22.5.11


Meu Deus, como o tempo favorece os homens...
Ai Banderas!

Curti!

Deles


"É a vida, que está aqui não para quem morre de amor, mas para quem vive para amar. Porque é para isso que estamos neste mundo, nada além.
E, quando uma pessoa não te quer, a única janela que se abre é para outras possibilidades, outras aventuras, outros sonhos e beijos.
Se é ruim ver um amor acabar, é ótimo se dar chance de sempre recomeçar"
- Bruno Astuto, numa crônica maravilhosa para o jornal carioca O Dia de 22/05/2011.

19.5.11

Deles

Como depois da tempestade sempre vem a bonança, acabei de bater com uma frase que me renova!



"Nas existências que vivo, aprendo resiliência, perseverança e santa teimosia que, juntas, me animam ao imperativo de amar"
- Ricardo Gondim

Frase


"E esse amor que superabunda no peito
e só se formata a contento
no coração do outro?
O que eu faço com isso?
O que?
Me mordo?
Explodo?
Implodo?
Me f*..."
- Bia Amorim



18.5.11

Na ilusão de ser feliz

by zvaella


"Nada além
Nada além de uma ilusão
Veja bem
É demais para o meu coração
Acreditando em tudo que o amor
Mentindo sempre diz
Eu vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz
Se o amor
Só nos causa sofrimento e dor
É melhor, bem melhor
A ilusão do amor
Eu não quero e nem peço
Para o meu coração
Nada além
De uma linda ilusão..."

Queria escrever assim como Mario Lago e Custódio Mesquita... Aliás, faz um tempinho que a poesia não flui assim, rasgada, jogada em meio ao texto. Acontece que esses dias me são estranhos. Parece que vejo a vida passar como um filme, sendo expectadora dos acontecimentos tantos e até vendo a minha própria história e superação do ponto de vista do narrador e não do personagem principal.

Minha Mãe conta que quando eu era bem pequena eu costumava falar: "tudo é vaidade, é correr atrás do vento". Isso me faz crer que eu já fui narradora/expectadora dos fatos em outras ocasiões da vida, porque essa não é uma frase natural para uma criança. Minha veia poética é antiga, portanto. Contudo, tanto quanto ou mais que narradores da nossa própria história, é preciso que sejamos protagonistas, muito mais que coadjuvantes. Não é? Seja ilusão ou correr atrás do vento... 

17.5.11

os bons sonhos custam caro

© Markus Keck

Eu acho o Nelson Rubens uma figura, digamos, enigmática. Não representa a vertente que eu quis seguir no Jornalismo. Ainda assim, dentro do universo que ele sonhou para ele, não podemos negar que o homem teve êxito. Confesso que nunca prestei muita atenção nele e suas aparições para mim ainda me remetem ao "Show de Calouros", do Silvio Santos, onde era jurado.

Nesse fim de semana, Nelson Rubens deu uma entrevista para o iG. Fato raro. Ok, foi do tipo "quá-quá", mesclando piadas-chavão com papo sério e um pouco de cerca lourenço. No final, a redenção, ele solta uma frase muito bacana, que me fez pensar e registrar:

"Dizem que a nossa profissão é o quarto poder… Aliás, até aconselho aos que desejam ingressar no jornalismo: não há milagre, batalhe pelo seu sonho e lembre-se: os bons sonhos custam caro…"

 Meus sonhos de jornalista custaram muito caro, embora eu ainda ame a minha profissão com muita paixão e até um romantismo que me é limitante. Nunca vou abandonar a jornalista ao me tornar escritora, professora, antropóloga, secretária, mãe ou atendente de pet shop, como uma coleguinha já chegou a cogitar para largar a profissão. De certa forma, todos os sonhos custam, só o que não custa é sonhar.

click



Foto: Reuters

Jodie Foster em Cannes:
poderosa

16.5.11

gotas de cotidiano


manhã sonolenta e remelenta. não quero acordar. frio e cama: dupla sempre a favor de Morfeu. exame de sangue perfeito: celebração, finalmente! Um telefonema para me tirar do lugar-comum, alterando a ordem do dia. banho rápido, engulo a comida, pé na estrada. tarde encantadora com champanhe. espera: ainda é segunda-feira? Uia! começou bem a semana rapá, nada mal. freelas, viagens, miragens, saudade. a cada semana encontro uma maneira de colocar em prática a minha máxima: "minha cara de pau já me levou a vários lugares, mas a minha vergonha nunca me levou a lugar algum". joguei uma letra e esperemos pelo sabor dos acontecimentos. cada vez tenho mais medo de comer: glicose. triste isso, a sopa queimou meu céu da boca. preferia massa, mas... a espera de um milagre nesse sentido. se eu forçar um pouquinho que seja o pensamento, sempre acho que agradeci pouco a Deus por tanto amor. e agradeço mais um pouquinho. serena e sem demagogia na ação. agradecer por agradecer é apenas uma vã repetição. cama com edredon, frio, chuva lá fora e bons livros: hummmmmm. faculdade mais tarde amanhã. credo! que unha é essa no teclado? m-a-n-i-c-u-r-e. hoje eu chorei, emocionada. tpm fellings? fiz uma boa ação. vou dormir em paz.

porque ter excesso de fofura está longe de parecer um puxa-saco


O que é ser puxa-saco? Ser puxa-saco não é o mesmo que ser baba-ovo, não é? Acho que baba-ovo é o puxa-saco extremo, sem limites ou desconfiômetro. O puxa-saco é um tipo bonzinho que troca seus elogios e favores por algo de seu interesse, mesmo que seja estar dentro daquele círculo de convivência ou com o simples intuito de fazer o outro feliz passando por cima de certos parâmetros.

Bem... Acho que eu não consegui expressar bem meu conceito de puxa-saco. E acredito que cada um possa ter a sua própria ideia a respeito sem que isso leve a uma confusão, engano ou discordância. Assim, vim dizer que não me considero puxa-saco, contudo, confesso: não guardo para mim um elogio. Libero mesmo, sem parcimônia! Ao mesmo tempo em que falo coisas boas, também ressalto - com carinho e educação, mas nem sempre -, aquilo que vejo de errado, incompleto, preguiçoso ou inconsequente.

ADORO elogiar as pessoas. Porque acredito que para criticar já exista uma fila interminável de gente e sempre em proporções bem maiores. Muitos reproduzem o que vivem ou viveram, sem nem avaliar direito a "profundidade" da "crítica vazia". Elogio sim. E falo sempre que encontro alguma coisa que me encante. Não devo nada a ninguém, quero crer que devo apenas gratidão à vida quando venho de encontro a algo que me tire do lugar comum. E, graças a Deus, muitas coisas me encantam. Mesmo com o passar do tempo e ainda que ele represente que experimentei muito mais momentos de dor, decepção, morte de sonhos, desconsolos, desenganos, frustrações. É, crescer me fez ter muitos mais áreas necrosadas no coração ideológico... Mas também crescer me deu muito mais possibilidade de ir de encontro a encantamentos inteligíveis e sensibilidade para captar os quase imperceptíveis.

Eu elogio, porque adoro um elogio. Não o descarado, o puxa-saco, aquele que quer algo em troca. Adoro um elogio espontâneo, aquele que vem praticamente da alma. E como a minha alma está cheia dessas flores, distribuo seus botões como se sempre fosse primavera. E isso me faz tão bem, justamente porque no meu peito é quase sempre inverno, quando não tenho o calor de uma companhia (não falo de um homem, de um amor-eros).

Ontem, na igreja, era dia de Santa Ceia (comunhão). Chamo Seu Alcides de "meu garçom da Santa Ceia", porque geralmente estou sentada na área que ele serve o pão e o vinho. Até que um dia o serviço passou a ser feito por outro: Seu Alcides sofreu um AVC. Fiquei mal. A comunhão é também fazer parte e aquele senhorzinho, com seu sorriso tímido e seu jeito de dizer "Deus te abençoe", era parte do meu momento transcendente. Domingo passado nós nos reencontramos: eu sentada no banco; ele com a bandeja nas mãos. Não resisti: interrompi o momento solene, segurei seu braço e falei:

- Estou muito feliz que o senhor está volta.
- Heim?! - ele perguntou, entre o não ouvir e o não acreditar que estivesse ouvindo um elogio àquela hora.
- Estou muito feliz de ter o senhor aqui de volta, firme e com saúde.
- Ah, rs, obrigado!

Meus amigos ao lado riram da situação. E eu fiquei com vergonha.

- O que eu posso fazer se eu gosto tanto dele? Não consigo guardar para mim...

Bia Bug me chamou de fofa. O "fofa" dela foi algo que me acalmou, porque definitivamente ter excesso de fofura está longe de parecer um mero puxa-saco, não é mesmo?

126

Acho curioso que alguém de longe se encante pelo BibideBicicleta a ponto de querer fazer parte da turma oficialmente. Assim fui conquistando amigos ciclistas literalmente de norte a sul do Brasil. E alguns de fora também, o que torna o mundo sem fronteiras da internet ainda mais incrível.

Essa semana uma moça linda que nasceu em São Paulo e foi criada em Goiania passou a fazer parte do Hall da Fama Ciclista. Carolina Salvador Schmid chegou junto e já me identifiquei tanto com o blog dela, quanto a um flogão sobre criar um mundo melhor que está ligado a seu nome. tento criar um mundo melhor com as palavras. Um mundo para mim e para os que me cercam também. Um mundo aberto, com acesso, onde quem se identifica e tem respeito pelas opiniões, mesmo as contrárias, é livre para chegar e permanecer. E também partir sempre que quiser.

126 seguidores ainda é um número bem pequeno. Então penso em Caetano Veloso, que é por muitos considerado "grande" e/ou "gênio" e nunca teve uma vendagem de discos expressiva com suas próprias composições. Eu persigo essa meta como combustível de um sonho, como linha de chegada para uma nova partida. Não quero guardar minha palavras só para mim. Não quero apenas imprimir um momento de uma personalidade de alguém em um papel de revista. Não apenas isso... Quero cultivar ideias e, quem sabe, semeá-las em terreno fértil. O que vai dar a gente nunca sabe, apenas cultiva e espera...


"Minha saudade anda assim espalhada, apertada, sufocada em pequenos espaços geográficos onde pedaços do meu coração residem"
- Clarice Lispector


15.5.11

Quando uma pessoa surge no acaso da vida


"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. É preciso encontrar as coisas certas da vida, para que ela tenha o sentido que se deseja..."
- Vinícius de Moraes

Ando meio apagadinha porque estou tentando domar um verdadeiro potro chucro que "habita" em mim. Quando estou chata e cricri, digo que existe uma velha que mora aqui dentro, a Leocádia. Existem outros personagens que tomo emprestado quando estou de bom humor para justificar ânimos, desejos e risos. Esse potro chucro é a minha glicose, que anda verdadeiramente indomável. Vivo numa montanha russa até sentada em frente à tela do computador. É de um custo alto no momento (financeiro, emocional, psicológico, físico), mas ganho créditos para o resto da existência. E a vida não é isso mesmo: sempre uma batalha por se enfrentar? Então vamos em frente. Tenho no sorriso uma arma semi-letal.

A frase em cima é para justificar a maior arma nessa minha luta por conquista de territórios. Minha bússula. Ela se chama Ana Luisa Mac Dowell e é a minha endocrinologista-mãe. Ele fez muitas coisas boas por mim, tantas que eu nem saberia contar, medir, mesurar... (outras tantas que ele nem sequer imagina). Mas quando uma pessoa surge no acaso da sua vida, você não imagina que ela terá a chance de alterar caminhos outrora aparentemente definitivos. Foi o que fez ao me apresentar a essa mulher que está mudando a minha história e a quem confio inteiramente os nós dos meus maiores medos, para que ela desfaça com a destreza do seu conhecimento. E o faz com afeto e muita competência, com precisão cirúrgica, sem esquecer a sensibilidade envolvida (e necessária).

É claro que deixo a cargo de Deus operar os milagres. Eu creio em sua multiplicidade de ações. Mas quem disse que certos encontros também não podem ser creditados na lista de pequenos milagres do cotidiano? É preciso estar atento, estar em movimento, é preciso deixar que as pessoas se cheguem até você e então façam o seu papel. Torcendo e vigiando sempre para que esse papel faça a diferença na sua vida. Grande ou pequena, não importa. O rio mais caudaloso sempre começa em uma pequena fonte.

13.5.11

Tanta Vida

Foto: Carol Feixas

- E outra coisa - vovó volta a falar, desta vez dirigindo-se a mim. - Você escreve para não ter que se escutar...

 O romance Tanta Vida de Alejandro Palomas estava jogadinho num canto sujo e esquecido da última redação pela qual passei. Olhei para ele e disse: "livro! Posso levar para ler?". Afirmativo. E ele me ganhou em simplicidade e doçura. Não é um romance para mudar os rumos da sociedade, mas pode ser que mude certas percepções e abra horizontes pessoais. Estou curtindo.

Sobre a frase do livro que destaquei acima... Verdade e mentira no meu caso. Há horas em que escrever é calar os fantasmas internos. Há momentos, no entanto, que escrever é dar forma à voz interior e libertar pensamentos. Muitos escrevem e escondem. Outros escrevem, porque não tem com quem falar. Há os que dividem suas linhas com muitos e há os que transformam em fantasias e alegorias suas dores, temores, amores.

Força

Ninguém disse que a vida seria fácil, não é?
A pergunta que não quer calar agora:
quando é que poderei jogar a toalha?
Gente, tá difícil mudar de fase.
Jesus!

11.5.11

Revista de Celebridade

Trompe-l'oeil é uma técnica artística que, com truques de perspectiva, cria uma ilusão de ótica que mostre objetos ou formas que não existem realmente. // Lourdes Maria usava um casaco fashion com essa técnica aplicada. Vivendo e aprendendo. Adoro descobrir esses conceitos. Sério.

Músicas inspiram

"Doce é sonhar é pensar que você
Gosta de mim como eu de você
Mas a ilusão
Quando se desfaz
Dói no coração
De quem sonhou, sonhou demais
Ah, se eu pudesse entender
O que dizem os seus olhos..."

lálálá

Delicia de Tom Jobim

10.5.11

Soltas


Ganhei dois beijos especiais hoje.
Internacionais: um da Turquia e outro da Holanda. WOW.

***
Cada vez mais desistindo da ideia de escrever sobre mim, como se aqui fosse um diário. Gosto de escrever de mim, daquilo que vem de dentro e se faz história. Mas um aspecto da vida afeta o outra quase que invariavelmente. Estou LOUCA para escrever sobre coisas incríveis que ando lendo, vendo, fazendo... Mas a inspiração escorre pelas mãos dos acontecimentos. Amanhã vou mudar de insulina, testar uma de nova geração. Ninguém consegue entender como isso me afeta, de que forma me afeta, ou porque dou esse grau de valor a uma atitude que pode ser considerada experimental. Só que não é. É a parte diferente da minha vida dentro da realidade de todos nós. Meu solo, talvez. Graças a Deus eu tenho amigos, família, carinho de sobra. Mas percebo que não há um momento em que me sinta mais só no mundo, que quando estou em contato com o centro dessa dor. E assim é com cada um de nós. Há dores particulares que nos expõem a desertos habitados. Aridez interna.

Volto a falar disso mais para frente.

***
Vou ter que fazer um seminário na faculdade sobre a religião Judaica.
Alguém ajuda?

***
Pedir ajuda, mostrar fragilidade... Taí um desafio para o gênero humano.

***
Vai Lacráia, Vai Lacráia
Será que ela foi montada na Eguinha Pocotó?

***
Minha Mãe no Dia das Mães:
Saimos eu, ela e mermãodomeio para almoçar. Ao deixar o restaurante, ela diz:
- Até que foi razoável...

Oe? Olhei para ela chocada, achando que a nossa escolha havia sido péssima...

- Não... Estou falando da conta do restaurante.
HAHAHAHAHAHA

***
Minha Mãe no Dia das Mães 2:

- Mãe, o que eu vou te dar de Dia das Mães?
- Nada minha filha. Guarda seu dinheirinho para gastar com as coisas da faculdade...
5 minutos depois, ela volta.
- Já sei.
- Já sei o que Mãe?
- O que você pode me dar...
- Ahn?
- Uma caixa do Habibi's com kibe, esfiha e cremily! Hummmm

HAHAHAHAHAHA
Adeus poupança, bye-bye dieta!

9.5.11

Tia N



Tia N tem 80 anos (quase completos). É leitora assídua do blog. Nunca comentou aqui. Mas quando ligo: "eu li o Bibi". Acho graça. Porque não vejo aqui tanta beleza, tanta tristeza, tanta novidade. Vejo linhas tortas. Exertos da vida de um poeta no feminino. Mas aqui também tem histórias. Memórias, disso ela deve gostar. Tia N fica com ciúmes quando eu conto o conto da família do lado de lá. Tia N tem que ler o blog inteiro para conhecer nossos caminhos cruzados em textos. Melhor não. Minha vida dividida com ela não está nessa janela. Não está na tela, mas no coração. Tia N tem namorado (shiiiiii segredo). Eu não! Grrrrrrrrr Affe!

Fim de Ciclo



Fim de um ciclo. Graças a Deus.
Que comecem os jogos.
Que rolem os dados do homem do céu.
É nele em quem acredito.
O dono do jogo. Da Sorte. Da Força.
E credito as linhas da minha vida.
Vou seguindo esse caminho.
Feito de escolhas: ditas e não ditas.
Escrevendo o pergaminho
de tantas histórias benditas.
Dias de sol. Noites de chuva.
Céu de estrelas sem luar.
A lua que habita o meu peito, inunda.
E lota de estrelas esse meu mar.
O mar é cama de sonhos profundos.
O céu é espelho, reflexo dos acontecimentos.
O vento me lembra os momentos
E eu sigo a nadar, nadar.
Busco da ostra emburrada
A mais linda pérola encravada
Para os cabelos enfeitar.
Enquanto do mar eu sonho
Um mundo estranho fica no ar.
Um hora respiro, não agora.
Porque agora é fim de ciclo.
É tempo de imaginar.

* vou voltar para melhorar, mas saiu assim, de pronto.

8.5.11

Te Amo

... Porque para mim todos os dias são dela.
Segundo domingo de maio um pouco mais.
Fazendo nossa história através dos momentos que vivemos juntas
- e registramos sempre que possível.

(aprendendo a tirar e postar foto do celular. viva a tecnologia)

7.5.11

Salve Geral

Vamos dar um Salve Geral e convocar a galera toda para este evento!



Luke, meu amigo-irmão e um dos amores da minha vida, foi convidado para escrever um dos textos do livro acima que finalmente saiu do forno e será lançado! Próxima terça é dia de marcar ponto lá na Travessa e conferir a obra e  os autores. Certamente o mais sensacional é o sugerido aqui.

Dia das Mães

Foto: Gabriel de Paiva - Jornal Extra

O Casseta & Planeta cantava
"mãe é mãe, paca é paca".
Mãe é mãe e capivara é capivara.
Mas a capivara também é mãe
e assim ela leva o filhote pelo Canal da Marapendi,
na Barra da Tijuca aqui no Rio.
Coisa mais fofa, gente!

Frase

"O que nos é contado é fruto
de experiências que não tivemos,
é a percepção alheia.
Só que,
se nos atinge o coração,
passa também a ser
experiência nossa"
- WSAmorim Jr. 
(Mermão!)
"Já mora no meu barraco
À beira de um regato
E um bosque em flor
De dia me lava a roupa
De noite me beija a boca
E assim nós vamos vivendo de amor"

lálálá

6.5.11

Nota 10


1 mês para os 80 anos da tia N
1 mês para os 90 anos da tia S
1 1/2 para o UFA
2 livros a menos
2 kg a menos (ueba!)
2 unhas a menos (quebradas na mesma mão)
2 horas de sono (e insônia criativa)
2 meses para mudar de vida (pelo menos uma parte importante dela)
3 dias de freela (e depois o descanso e a incerteza)
3 provas feitas (falta uma)
3 frutas por dia
3 horas no trânsito (ida e volta)
3 notas acima de 8
4 livros na cabeceira me esperando
5 reais de passagem diariamente (ou mais)
6 abraços por dia
7 páginas de matéria para fechar já já
8 dias para o festão zona norte
9 dias para ir à igreja
10 Novos companheiros do peito na faculdade: Luize, Rachel, Cris, Diego, Thamyres, Paulo, Bel, Carol, Amanda, Glaucia Vários cabelos a menos (uia!)


Well
Até que o saldo da matemática da vida está bem positivo.
Nem sempre os números brigam comigo :)

5.5.11

Dia das Mães 4

4.5.11

Quero Soltas


Quero agradecer a Cristiane e a Karen pela visita e elogios.

Quero perder mais uns quilos.

Quero atestar que nota menor que 8 me entristece.

Quero crer que vou encontrar sentido na história da minha vida.

Quero dizer para a Fer que respondo assim que puder.

Quero dizer para o Luis Paulo que caminhar é preciso e viver é enfrentar esse imponderável de peito aberto e alma disposta.

Quero dizer para a Eliza Shi que ela nunca mais comentou aqui e eu notei, viu?

Quero avisar aos navegantes que estou amando as aulas de direção.

Quero assegurar a você que há sempre alguém que te olha com cuidado, carinho, desejo, admiração.

Não quero uma amor para recordar. Quero um amor para recomeçar.

Frase



"Quero poder me reinventar sempre que preciso.
Quero preciso poder para me reinventar sempre"
- Bia Amorim


Dia das Mães 3 - Pé de Perina

Minha avó e seus filhos - 1981

Difícil você se lançar à aventura de fazer uma homenagem ao Dia das Mães e não buscar referências na sua própria história. Voltei a fita do tempo e cheguei à pessoa que fez da minha mãe a mulher extraordinária que ela é: vovó.


Sempre adorei as histórias de avós. Não tive uma daquelas tradicionais, que te lotam de mimo, presentes, visitas. Minha avó paterna já havia morrido quando eu nasci. Minha avó materna morava longe da gente. Mas se ela não me deu tanto o calor de sua presença, providenciou a força da sua trajetória a, de certa forma, nortear os meus passos.

Minha avó teve 10 filhos. Teria 11, mas uma morreu logo depois de vir ao mundo. Todos nasceram em casa, parto natural era a única opção. Foram três meninas e sete meninos. A mais velha fará 90 anos no mês que vem e a festa já está sendo organizada. Penso que de alguma forma a mãe se perpetua nos filhos. Minha avó morreu com 102 anos. Sua prole caminha para uma vida longeva (graças a Deus). Dois morreram: um do coração e um de câncer. Os males da vida moderna, certamente.

Vovó nasceu e viveu na Fazenda do Serrote. Tinha ascendência italiana. Braços gorduchos, pesados, que dias antes da sua morte ainda conseguiram jogar a enfermeira longe. Vovó gostava de ficar na dela. Sei pouco da sua história, mas tudo que sei ganhou contornos exuberantes, marcantes, dignificantes. Basta dizer a vocês que se casou com 18 anos e ficou viúva nova, nova, com o décimo filho ainda bebê. Já na cidade, sem recursos, ela sustentou a família na marra, fazendo comida para fora. E sempre dando de comer a quem tinha ainda mais necessidade. Repartir, sempre foi o menu do dia em seu cardápio.

Filhos criados. Homens e mulheres de bem. Cada qual foi formando a sua família também. Passando para frente uma história de vida recheada de carinho, luta e fé. Minha avó amava a Deus sobre todas as coisas. Ensinou um caminho de fé aos filhos, netos, bisnetos. E a quem mais chegasse. Todos os dias ela gostava de ler um capítulo do livro de Salmos. Era sua forma de orar, de elevar o pensamento até o consumador da sua fé. Sempre pedia para viver mais um pouquinho. E Deus foi deixando até ela não encontrar mais motivos em sua falta de lucidez. Assim mesmo, morreu recitando o Salmo 23 completo: "O Senhor é meu pastor, nada me faltará...".

Gostava de cachorros. Tinha um papagaio. Cultivava um jardim tão belo no quintal dos fundos da sua casa. O relógio cuco avisava das refeições. Frango e angu quase sempre. Café melado e biscoito enrolado não faltavam. Não gostava muito de beijos, mas ao ser beijada, sempre dizia: "Deus te abençoe, minha filha". Me chamava de "menina" e ria das coisas que eu dizia, quando escutava... Sempre me ensinou a dar "muitas graças e muitos louvores" por todos os acontecimentos. Gostava de doce, como uma criança. E NUNCA deixou de dar água e comida aos mendigos que batiam a campainha.

Minha avó tinha um cheiro muito bom, porque não dispensava um talquinho no pescoço após o banho. Já era branquinha, ficava ainda mais. Sabe o jardim? Gostava de se sentar num banco de madeira comprido, onde tomava sol. Ali também se sentavam filhos, netos, visistas. Apreciava mais o ouvir, que o falar. Talvez porque seu único "problema" fosse a surdez. Não interagia muito nos assuntos, mas adorava ficar no meio do povo, sorrindo um sorriso sem dente mais lindo que já vi. Em frente a esse banco no qual ela costumava se sentar tinha um pé de pêra, que nos dava sombra e sabor. E numa dessas ironias da vida, o pé de pêra era o pé da Perina. Seu nome.

News

Preguiça de colar as fotso das matérias que fiz e/ou editei essa semana. Vou apenas colar o links e quem quiser dar uma olhada, fica a vontade!

Guy nos braços de Dani e Jonatas


Ronaldo e Raica se reencontram em evento


Alexandra Richter encontra seu equilíbrio para harmonizar a família e a carreira


Mariana Rios - parceria com a mãe Adriana


Momentos - João Paulo II é beatificado em cerimônia no Vaticano


Cacá Bueno e sua noiva, Talita


Sonho do príncipe e sua amada contagia o mundo


Juliana Paes assina coleção


Renovado, Gary Goldsmith descansa em Londres


Bolos de Samantha Cameron


Roberto Camasmie faz o retrato da realeza


As flores de Emma Sampson


Campeonato de sósias


Emoção de Otávio Mesquita na Indy


Luiza Possi, Zizi e Ivete


Festa e beleza em mostra de joias


União do elenco de Vidas em Jogo nos bastidores de novela


Com o clã, Sônia Bridi lança audiolivro


3.5.11

Frase


"Belo é quando algo simplesmente se torna irresistível à alma"
- Bia Amorim


Uffy!


Uffy! Estava precisando desestressar...

"Para qualquer um a camisa vale tanto como uma gravata. Não para o Flamengo. Para o rubro-negro a camisa é tudo! Já tem acontecido várias vezes o seguinte: quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável"
- Nelson Rodrigues (que era Fluminense)

Dia das Mães 2

Pode parecer bobagem falar sobre uma mãe e filha que eu não conheço (já que se trata de uma homenagem)... Mas gostaria de registrar não pensamentos formulados com bases sólidas, mas impressões. Acho válido também.

Considero essa simples montagem uma coisinha tão especial... A semelhança de Madonna e Lourdes Maria é algo incrível. Podem ser duas pessoas independentes, mas ao mesmo tempo são absolutamente iguais fisicamente falando. E que mãe não gostaria de ver a sua filhinha crescendo e parecendo com você? E que filha, em ambiente saudável, não quer ser parecida com a mãe em dado momento da vida? Ou não a imita, de certa forma?

Se já não é fácil ser Madonna, imaginem vocês ser a filha da Madonna? E mais: ser a cara da mãe? Uia! Isso pode geral alguns conflitos, mas as duas parecem encarar bem a situação. Muitos pensaram que a Material Girl fosse caminhar para o lado libertário e cheio de descaso ao encarar o papel da maternidade e o que vimos - até onde é possível ver e saber - foi que ela frustrou muitas expectativas: se tornou uma mãe zelosa, consciente e disciplinadora.

Adoro perceber também que Lourdes Maria pode beber das referências do mundo pop que cerca a sua mãe e tirar dele um estilo próprio. Achei fofíssimo ela participar dançando de um clipe da Madonna vestida com mesmo figurino de "Like a Virgin". Qual o filho nunca quis visitar o trabalho dos pais? Que filha nunca vestiu a roupa da mãe? Achei genial e um carinho doce.

Lourdes Maria já nasceu fadada a ser famosa e me parece que nunca quis fazer disso um cavalo de batalha. Sabe que é observada e até copiada. Fez do limão a limonada e abriu uma grife junto com a mãe. Acredito que dentro do espírito mulheres porra-loucas do showbizz, Madonna encontrou uma forma de ser star e de ser efetivamente uma boa mãe, sem deixar que um papel se sobrepusesse sobre o outro.

Afinal, qual a mãe que não faz uma ginástica para não levar o trabalho para dentro de casa e, assim, poder oferecer um tempo de qualidade com a sua cria? Mãe é mãe em todo lugar. Basta querer ser.

2.5.11

trava


OBAMA
OSAMA

- é praticamente um trava língua!

"No Cafofo Do Osama"

Abril de 2002 - Ground Zero
Em frente ao painel em homenagem aos mortos em 11 de Setembro

Não queria falar sobre a morte de um terrorista internacional. O que de novo eu poderia fornecer, se todos os sites e portais do MUNDO estão tratando do assunto? Apenas o meu ponto de vista, a visão pessoal dos acontecimentos que me são passados por terceiros.

Conversando com o Professor Xéu cheguei ao seguinte pensamento: não se pode dar as costas para um fato que é parte da história. Talvez eu me lembre do dia de hoje da mesma forma que me recordo exatamente onde estava quando me contaram sobre o ataque às Torres Gêmeas em NY ou quando soube e acompanhei chocada pela TV o sequestro do ônibus 174, no Jardim Botânico, Rio. A mesma coisa deve acontecer com uma geração anterior, que deve se lembrar sobre a chegada do homem à lua ou onde estava quando soube do suicídio de Getúlio Vargas (ou do assassinato de Lennon, do acidente e morte de Ayrton Senna, do erro fatal que levou à derrubada do avião e o desaparecimento dos Mamonas Assassinas, o tiro de JFK. Cada um lembra do que é lhe é afetivamente relevante...).

Não falar sobre a morte de Osama Bin Laden me faz lembrar de uma história curiosa de um passado recente. Um portal brasileiro combinou com seus leitores que o dia seguinte ia ser apenas de boas notícias. Na expectativa de fazer Um Dia Feliz, só o que fosse positivamente relevante seria noticiado. Compromisso selado. Sabe que dia era? 11 de setembro de 2001. O dia que o personagem desse post mudou a configuração geopolíticafetiva do mundo. Um Dia de Boas Notícias nunca mais foi cogitado. A ideia também capitulou frente ao terror.

No final das contas, quero deixar registrado alguns pensamentos:
* Devo celebrar a sua morte ou temer represálias sem fim?
* Por que pegaram o cara justamente quando a popularidade de Obama ia de mal a pior?
* Por que, raios, se desfizeram do corpo do cara, prova cabal e incontestável do sucesso da missão? (e sossega leão de qualquer dúvida)
* Por que não aprender com as falhas deixadas no caso JFK e tentar minimizar as consequentes teorias conspiratórias que vão pipocar pela vida afora?
* Até o o insensato que atirou nas crianças da escola de Realengo deixou claro poe carta que sabia como era um ritual de enterro mulçumano. Como os estrategistas dizem que jogar um corpo ao mar faz parte de qualquer rito religioso seguido pelos extremistas Islâmicos?
* Gostava da teoria humorística do Casseta & Planeta que dizia que Osama estava num cafofo em uma favela carioca, no quadro "No Cafofo Do Osama". E no fim, nem no cafofo, nem nas cavernas que por anos procuraram, mas numa casa cheia de luxo e regalias. Prisioneiro sim da própria sorte, mas bem melhor acomodado que muitos de seus companheiros capturados com vida.

Não sei se vou deixar esse post ai. Amanhã eu dou outra lida. A questão me fala muito ao espírito, porque eu fui morar em NY em abril de 2002. Senti de perto os efeitos físicos e psicológicos daquela insanidade. Toquei em fotos, cartazes, flores e recados deixados por parentes das vitimas. Tudo muito triste, tudo muito estranho. E sabem qual a sensação que fica? De que isso tudo ainda não chegou ao fim... Queira Deus eu esteja errada. Essa é a minha oração.

Dia das Mães

Até chegar o domingão (Dia D), vou tentar colocar aqui no BibideBicicleta fotos de mães e filha(o)s, como uma espécie de homenagem. Rodando pela internet, acabei esbarrando lá no blog/coluna da Hildegard Angel (no R7), que fez uma coisa parecida. E de lá me veio a primeira inspiração para o dia de hoje.


Outro dia falei nelas aqui. E achei bárbaro encontrar essa fotinho de um evento, navegando sem rumo. Foi quando tive a ideia. O registro feito pelo fotógrafo Sebastião Marinho mostra a empresária Kátia Spolavori num momento de pura fofura e arte com a Sofia no colo. Como já disse também, vi a Sofia nascer (praticamente). Antes era uma barriga conhecida e depois passou a ser uma menininha encantadora. Fui até a sua casa e conheci a história de como ela chegou ao mundo. Um sustinho. Compartilhei a alegria dos seus pais, orgulhosos com a chegada de uma princesinha num reino onde cada qual já tinha o seu menino.

Claro, como não poderia deixar de ser (e que bom que assim é) me emocionei durante a conversa. Conheci o seu quartinho, todo decoradinho. Acompanhei uma mamada e não tive dúvidas de que fosse crescer forte e sapeca. E muito amada também. Ficamos sem nos encontrar durante um tempo. Eu sinceramente, via o tempo passar sem perceber direito como, sem ter a dimensão real... Até reencontrar a mãe da Sofia e ver as fotos dessa gatinha fashion cheia de poses.

Se um dia Deus me der a sorte, a graça, a benção de ter um filho, quero crer que poderei falar: "Filh(a)(o)... Tá vendo aquela moça linda para quem todos olham? É a Sofia. Eu a conheci antes mesmo dela nascer, quando ela estava guardadinha na barriga da mamãe dela. E, sabe, a mamãe dela se tornou uma espécie de anjo da guarda da sua mamãe. Mora no coração". 

Amo contar histórias...