21.1.09

Lotação


Eita! Estou há três dias sem escrever...
Para o ritmo em que eu me encontrava, está parecendo uma eternidade.
Sabe o que rola?
Vez ou outra eu vou respirar em outros blogs e acabo me envolvendo: em textos, em respostas e muitas vezes em confusão.
Tem gente que não entende piada. Ninguém é obrigado a interpretar a intenção do que escreve. Pode até ser falha de comunicação. Porém, diante de falta de argumentos, há os que partem para a agressão.
Não gosto.
Não ataco, mas me defendo com as letras.
Não sei muito deixar de dizer algo que tenho para dizer.
E digo!
Sou coerente o suficiente para deixar “os pegas” apenas no plano das idéias e continuar seguindo com a programação normal.

Não sei nem por onde começar! Vou tentar narras os últimos acontecimentos de trás para frente. Assim, caso eu venha esquecer o que já está “velho”, que eles permaneçam nessa bolha do passado recente, guardados na gaveta da memória.

Hoje é feriado no Rio. Dia do padroeiro da cidade: Sebastião. Não sei o que ele fez [com todo respeito], mas celebro o fato dele trazer mais um feriado para a cidade que já é maravilhosa. Acordei super tarde – com motivo justíssimo, como verá em uma das minhas histórias – e fui para a praia com a Onça. O dia era de sol e calor. Fomos alegres, em um doce balanço a caminho do... Mar? Não, do Metrô. O caminho ainda era um pouco longo. Nossos amigos, já nas areias escaldantes de Ipanema, telefonavam avisando das condições da areia, tempo e mar. Alegria, alegria.

Enquanto a Onça comprava sua passagem do metrô [eu já tinha a minha], fui até a máquina de refrigerante tomar uma Coca Light, meu vicio maior. Chocada, constatei que só tinha a Zero. A companhia de refrigerante anda de sacanagem, por que agora só tem Zero para todo o lado e cada vez menos Light! Eu detesto aquela Cola espumante, que não mata a sede. Apertei a máquina com vontade e... ploft, ploft. Sim, não foi apenas um ploft, foram dois. Ganhei uma Coca Zero e uma Fanta Uva, que a Onça gosta muito. Cheguei pimpona perto dela, com as latinhas na mão [Comprou para mim!? Não, caíram duas, quer?! Hohoho]. O dia começava bem! Sorte.

Viagem tranqüila. Fila para o integração GIGANTESCA! Meu amigo, ir à praia em dia de feriado no transporte coletivo é furada!! Consegui me sentar. A Onça foi agarrada nos ferros, tal qual uma dançarina de Pole Dance. Atrás de nós, uns gringos da gringolândia de língua hispânica que simplesmente não paravam de falar. Ui, que tava irritando aquela cantilena. Pior era o brasileiro tentando acompanhar o papo com seu portunhol veloz [como se assim ninguém percebesse que ele estava falando errado. Tem cada disfarce tão tosco, que é como se alguém enfiasse a cabeça no buraco e deixasse o bundão branco para fora: ou seja – ALVO!].


O intregação partiu lotado. As pessoas suadas se encostando, espremidas como tomates delicados em uma caixa de transporte. A conversa alta. Todos animados [sim, a maioria ali rumava para a praia]. Cadeiras, cangas, saídas de praia, os apetrechos esperando para serem usados. O motorista resolve colocar um som ambiente. Não, nada de pagode ou qualquer música de animar a massa! Ele foi guiando o coletivo com ópera. Eu e a Onça começamos a imaginar os compositores ali dentro, prontos para ir à praia. Bach e Vivaldi com as raquetes de frescobol nas mãos. Mozart com o isopor cheio de gelo, esperando a cerveja que o Brahms traria. Verdi estava mais à frente com a namorada, a mulata de fio dental. Beethoven, Haendel e Wagner conferiam a parafina que passariam nas pranchas, enquanto conversavam sobre as condições do mar, a velocidade do vento e o açaí com granola batida e mel que tomariam depois de dropar altas ondas.

Viagens de pensamentos à parte, a nossa real terminou. Assim como o sol. Chegamos à praia com o tempo nublado. Amigos e mormaço fazem a festa, certo? Sim! Fizeram 20 minutos da alegria de pobre, que dura pouco, porque a chuva fina veio chegando e o guarda sol virou guarda chuva. Nuvem passageira [inverno de paixão, amor de primavera em chuvas de verão], como cantaria José Augusto. Pois é, aquela nuvem que passa, foi e voltou uma três vezes. Deu tempo de entrar na água e ser tragada pela onda, quase tomando um caixote; lotar o biquíni de areia; comer uma empada de queijo com goiabada; falar besteira; rir do amigo Portuga; ver o cara da empada enrolar o "bagulho" do nosso lado, fumar enquanto cantava música gospel [ironias da vida]; ver o helicóptero resgatando o marolinha malandro que pensava ter cacife para ser peixe grande; marcar o evento da noite e voltar para casa. Dessa vez de ônibus.


Péssima idéia. Rolo compressor total. Bichos em jaula [eu inclusive]. A Onça é onça e eu devia ser um animal bem pacato. Uma lhama, um camelo, um ruminante que vê a manada em fúria e continua quieto no seu lugar.

Sobrevivi ao estouro. Complementei, de leve é verdade, o bronzeado. Tive um jantar sensacional. E terminei a noite de forma criativa: fazendo umas fotos engraçadinhas, brincado de sobra e luz e treinando minha veia fotográfica. Adorei o teste. Posto aqui assim que seu mestre mandar... As fotos.

Hasta Luego!

16.1.09

Why?


Estou na fase dos Por quês! (????)


*Por que quando estamos com pressa, tem sempre um velhinho caminhando bem na nossa frente ou uma madame que pára repentinamente para ver vitrine?

* Por que a pessoa que tem como passa-tempo chupar o dente sempre se senta ao meu lado no ônibus ou no metrô, mesmo que eu tenha tido o cuidado de me afastar duas portas antes de entrar?

* Por que quando eu falo: "vou à praia amanhã!" O tempo sempre muda? Ou quando digo: "vou viajar amanhã!" Eu sempre fico menstruada?

* Por que todo mundo pensa que as pessoas espontâneas não podem também ser tímidas?

* Por que quando estou disposta a conversar minha mãe sempre reclama que está lendo ou vendo televisão, mas quando me sento para escrever no computador ela parece resgatar tantos assuntos variados quantos as piadas do Costinha?


* Por que o papel higiênico acaba justo na nossa vez?


* Por que a Coca Zero está substituindo a Coca Light se elas não são - definitivamente - refrigerantes similares?

* Por que as pessoas se apaixonam em um instante e demoram tanto tempo para se “desapaixonar” ?

* Por que o Hino Nacional Brasileiro tem uma letra tão difícil de ser cantado, que até a interpretação em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) é complicada?

* Por que há anos o jornal suja os nossos dedos e até hoje ninguém inventou uma tinta plástica, por exemplo?

* Por que a gente quando está chegando à casa apertado para fazer xixi segura bem durante o caminho, mas alcança a porta do banheiro tem a sensação de que se demorar mais um segundo você “vasa”?

* Por que o bocejo é contagioso?

* Por que no fim do expediente o volume de trabalho parece aumentar?

* Por que as pessoas tratam com rispidez e menos paciência àqueles a quem mais amam?

* Por que a gente geralmente acorda no melhor do sonho/sono?

* Por que tem pum que fede e tem pum que não fede? E por que uns fazem barulho e os outros não?


* Por que tem gente que só dá valor as coisas, pessoas e sentimentos quando os perde?

* Por que eu vou a todas as montanhas-russas (inclusive a mais alta e mais veloz do mundo) e tenho medo de roda-gigante?

* Por que quem ama o feio, bonito lhe parece?

* Por que tem gente que tem tanta dificuldade em falar EU TE AMO, se é a frase que no fundo, no fundo todos nós queremos ouvir?

* Por que o brasileiro é tão vidrado em novela?

* Por que em filme de terror/suspense a gente sabe que o "vilão" vai aparecer naquela porta/janela e ainda assim quando ele aparece a gente se assusta?

* (Essa para mim é meio filosófica e óbvia, mas...) Por que só as mulheres engravidam e parem?

* Por que muitas pessoas têm medo da morte, se ela é a maior certeza desde que nascemos?

* Por que todo mundo acha um saco corrente de internet e mesmo assim continuam mandando no afã de terem seus pedidos atendidos?

* Por que uma pessoa que tem um gato da Cedae em casa resolver participar de um programa de televisão sobre equilíbrio no orçamento?

* Por que todo mundo é contra a guerra e continua-se produzindo armas?

* Por que tem tanta gente com medo de levar toco? E por que toco se chama toco?

* Por que tanta gente dirige absurdamente embriagada e é contra a pena de morte?

* Por que as mulheres que são pró-aborto dizem que a mulher tem direitos sobre seu próprio corpo, quando elas podem estar grávidas de outras mulheres que não teria direito algum?

* Por que tem sempre um chato colado na gente?

* Por que quando você está fazendo uma coisa boa o tempo passa tão rápido, mas quando você está em uma tarefa desagradável ele passa tão devagar?

* Por que as pessoas que criticam os outros são justamente aquelas que possuem os mesmos defeitos que o alvo da crítica?
* E por que raios estou fazendo tantas perguntas?

Curiosidade


Hoje eu me deparei com mais uma daquelas frases que passa a pertencer ao meu repertório das inesquecíveis e/ou afetivo-significativas. Ela foi transcrita em um texto de uma antropóloga chamada Gleiciani.

Algumas pessoas sabem que antes de cursar Jornalismo, eu entrei para a Faculdade de Ciências Sociais. Uma das minhas grandes frustrações foi não ter dado continuidade aos dois cursos paralelamente. Quem sabe um dia?! Mas, durante a faculdade de CS, eu percebi uma coisa [que para mim, na época] nada óbvia. A gente lia tantos livros e tinha que aprender sobre o pensamento de tanta gente diferente, que fez a sua análise sobre a sociedade e costumes e valores e crenças... A cada avanço que você dava em direção à profundidade do conhecimento, mais você se tornava capaz de citar um pensador que escreveu um fato relevante [ou a frase que resumia seu ensinamento]. Tempos depois, estou eu aqui a tecer a minha teia de frases que me fazem sentido e que me ajudam a afofar a trilha do caminho.

Voltando à Gleiciani. Ela citou uma frase muito interessante de Rubem Alves:

"CURIOSIDADE É UMA COCEIRA QUE DÁ NAS IDÉIAS"
A-D-O-R-O!

14.1.09

Paixão


Eu tenho uma amiga que se chama Sara Paixão. Sempre achei esse sobrenome instigante, único [onde of a kind]. Eu e Maneco. E não consigo imaginar outra (o) coleguinha com a envergadura necessária para empunhar tal alcunha.

Sara, 4 letras; Paixão, 5 letras. Nomes pequenos que crescem em simbiose e sintonia. Sobrenome sedutor. Mas também acolhedor, como a sua dona. Sara costuma dizer que o meu abraço tem alguma coisa muito especial. Digo o mesmo de sua presença. E olha que pouco nos encontramos! Todos os jornalistas que a conhecem, gostam da Sara. Paixão da Imprensa.
Hoje a gente ia se encontrar para botar o papo em dia. Mais uma vez marcamos; mais uma vez falhamos. Sina de quem trabalha nesse meio: marcar e desmarcar chopes. Ainda bem que tenho esse cantinho aqui para me expressar. E hoje queria mandar um "abração" virtual para a Morena, a sambista mais devota do Dia.
Foi através dela que me lembrei da letra da música que agora posto. Sensacional para terminar o dia de hoje: Rita Lee!


Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Desse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar mais de mim!
Como vai, tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!

13.1.09

Vida

Foto: Tabach / www.marcelotabach.com

Dias de gargalhada
Gotas de alfazema
Mousse de chocolate
Abraços apertados
Dia de sol na praia
Mirante com lua cheia
Sorriso de criança
Carinho de mãe
Cuidado de pai
Travessuras com o irmão
Comida da avó
Viagem com primos
Sobrinhos
Música favorita na rádio
Dançar cheek to cheek
Férias no Parque de Diversão
Guerra de bola de neve
Balas de caramelo
Passeio de saveiro
Mãos dadas com seu amor
Cambalhota na piscina
Uma flor que nasceu no jardim
Cheiro de fruta
Tirar retrato
Papear até o sol raiar
Dormir na casa do melhor amigo
Caminha gostosa
Sorvete com calda
Barulho da chuva fina
Sonhos realizados
Festas a fantasia
Cantar a plenos pulmões
Novos amigos
Velhos parceiros
Não ter ansiedade com o futuro
Sapatos novos
Eco
Contar estrelas
Sentir o vento balançar os cabelos
Conhecer um novo lugar
Passar no vestibular
Orar
Chegar em casa
Ganhar bem
Cair de tanto rir
Ganhar flores
Dar presentes
Cochilar na rede
Olha no olho do outro
Encontrar a resposta do enigma
Escrever um bilhetinho
Jogar um beijo
Ganhar uma piscada de olho
Um cheiro no pescoço
Dormir no colo
Comida predileta
Fazer um bem sem esperar nada em troca
Tirar nota 10
Dizer até logo e não adeus
Reencontrar um amigo
Fazer amor
Ser compreendido
Pedir bis
Gargalhar em conjunto
Conforto
Um beijo roubado
Ir ao cinema com o affair
Entrar na calça apertada
Gostar do que vê no espelho
Pisar na grama
Olhar no olho
Gostar do trabalho
Ganhar um amasso
Visitar um orfanato
Ligar a luz
Apagar a luz
Fechar os olhos e rodar
Beijar na boca
Correr da chuva e na chuva
Estrear
Realizar
Escolher
Ser escolhido
Boas lembranças
Frases espirituosas
Lágrimas de emoção
Consolo
Jogar adedanha
Vencer no par ou ímpar
Brincar com o cachorro (gato, passarinho)
Terminar o quebra-cabeça
Ouvir um bom elogio
Fazer as pazes
Ter sede e beber coca-light (o que preferir)
Publicar uma matéria
Aparecer “no Fantástico” (etc)
Ter um filho
Ouvir: eu te amo
Dizer: eu te amo
Sentir que está apaixonado
Saber-se desejado
Sussurro
Gozo
Viver... Vida!

Enquete da Vida Real


Chegamos à postagem de número 280! Resolvi fazer desse texto, uma enquete. Acho que é uma espécie de estréia na modalidade. As respostas podem ser dadas - ou não - nos comentários [Leitores queridos, queria MUITO que vocês respondessem, já que todos esses casos são verídicos! Por isso eu não me canso de repetir que existem coisas que só acontecem comigo! hahahaha].
Meus questionamentos em cinco itens:
COMO VOCÊ DEVE SENTIR/REAGIR QUANDO:



1) Um velhinho de 80 anos entra no elevador, olha direto para você e argumenta: "Bom dia senhora! A senhora vai para qual andar?"

A - Respeitada
B - Lisongeada pelo bom trato
C - Pintanguy me abana!
D - Se ele me chama de senhora, eu devo ser a encarnação de Matusalém
E - Nenhuma das Respostas Acima - Invente a sua!

2) A mãe de sua amiga decide viajar para celebrar seu aniversário de 60 anos. Ela diz que precisa de uma companhia. Você responde que se ela não tem um gato para levar junto; a solução é escalar um viado amigo, do tipo que só te elogia, te coloca para cima e te faz rir. E ela responde: "então a minha amiga viada é você!"

A - Cuma?!
B - Ai, abalou bonita! Se joga e acredita que é sucesso!
C - Pô, maluca! Está me estranhando?
D - Tá paganu?
E - Nenhuma das Respostas Acima - Invente a sua!

3) Você aborda uma pessoa e começa um papo animado. No meio da conversa, você percebe o desconforto da pessoa e se dá conta de que não era quem você estava pensando. Pior, você nem mesmo conhece o cidadão.

A - Pede desculpas
B - Diz que o cara está na pegadinha do Faustão. Aponta para um lugar e diz que a câmera está escondida, antes de sair de fininho.
C - Dá um abraço no cara e encerra a conversa ali mesmo, dizendo que foi muito bom revê-lo. Até a próxima.
D - Diz: "Eu sei que você pode estar achando um pouco estranho, mas é que eu estou fazendo um curso de relacionamento interpessoal e tenho que treinar a minha abordagem com pessoas desconhecidas. E ai, fui bem?".
E - Nenhuma das Respostas Acima - Invente a sua!

4) Seu amigo que está sentado com você no metrô lotado solta um pum terrível. As pessoas em volta começam a se abanar e a se manifestar para saber de quem foi a autoria de tal descabimento. Muitos te olham com desconfiança.

A - Diz: "Não fui eu!" e mostra que a sua mão não está amarela.
B - Dá um tapa no seu amigo e diz aos brados: outra vez Orlando!?
C - Começa a tapar o nariz, tal qual os outros passageiros, dando risadas discretas da sacanagem do colega.
D - Pintanguy me abana!
E - Nenhuma das Respostas Acima - Invente a sua!

5) Um nome diferente pede para ser adicionado no seu MSN. Você aceita e se dá conta de que se trata do MAIOR GATO. Só que você não faz a menor idéia de quem se trata, de onde podem se conhecer e nem mesmo se vocês realmente se conhecem.

A - Você banca a 'pegadora idosa': "Oi! Você vem sempre por aqui?"
B - Você faz a linha argumentativa: "Vem cá, te conheço?"
C - Você parte para o 'vamos resolver': "Não lembro se já nos falamos, mas adoraria te conhecer melhor".
D - Depois de ter um siricutico e gritar para as paredes Pitanguy me abana! Você banca a simpática. "Olá, tudo bem? Você me adicionou no MSN, mas não sei muito bem da onde a gente se conhece. Vamos conversar?"
E - Nenhuma das Respostas Acima - Invente a sua!

Fatos


Fatos que não cabem em um post:



  • Por que as árvores de Ipanema, principalmente na Vinícius de Moraes e acessos, deixaram de cumprir o seu viés e ao invés de dar sombra, se transformaram em pelados totens, como se aqui fosse o Canadá ou o parque de Yellowstone?

  • Por que os pitbulls andam sem focinheira pelas calçadas e eu tenho que quase me arrastar pela parede com medo que ele se solte da coleira de seu dono e me ataque?

  • Já está ficando chato! Encontro o Gabeira quase diariamente. E ele está sempre com aquele mesmo sorriso, congelado, sem mostrar os dentes. Sempre com seu sunglass de bicho-grilo. Um dia estava caminhando; no outro, de bicicleta. Candidato coerente até depois das eleições.

  • Sábado a previsão era de chuva. Fui à praiae voltei um camarão. Até aí, nada. Pior foi que passei protetor solar no joelho sem notar... Coisas que só acontecem comigo.

  • Esbarrei com meu melhor amigo de infância em um shopping. Passei lá por acaso, depois de três ano sem pisar ali. Há 16 anos não nos víamos. Brincamos juntos até os 14 anos de idade. O tempo voltou. Foi como se nunca tivesse existido uma hiato. Ele estava com seu filho. Olhar o menino era voltar no tempo. Rimos de passar mal!

  • Estou com dor de dente. A sensação é de quem tem uma bola de golfe no lado esquerdo do meu rosto.

  • Meu primo, o cara mais ansioso que conheço, foi para Buenos Aires de ônibus. Foram mais de 36 horas de viagem no coletivo. Saiu sem se despedir de ninguém, logo depois do Natal. Ele está voltando. E vai fazer a festa de chegada, para compensar a não-festa de despedida. O nome do evento? Bota-Dentro. Curioso, não?!

  • Cortei o cabelo com uma biba que virou amiga no primeiro oi! "O rapaz", como ela se denomina aos risos, me ganhou no corredor da galeria com um sorriso e um balançar de mãos frenéticas. O resultado foi perfeito. Estou me sentindo "quilos mais nova"! Olha o poder de uma tesoura!

  • Minha mãe continua enrolando o tapete. Essa noite, quase fiquei sem a cabeça do dedo mindinho ao levantar para beber água.

  • Por que os homens vivem procurando a mulher ideal e quando a encontram ficam com medo de tê-la e perdê-la?

  • Minha mãe está feliz. A amiga dela de 62 anos vai se casar de papel passado. Pela primeira vez na vida. E eu que achava que o recorde era do meu tio, que se casou depois dos 50, com a que parece foi sua primeira e única namorada.

  • Sexta-feira fui a um lual com uma galera grande de todo canto do Rio. A mãe de uma amiga solta um pum do meu lado, que tremeu as areias. Sufoquei. Mais tarde, uma menina que não parava de se coçar se sentou bem no nosso grupo, na canga da Onça. O artefato foi lavado com água sanitária [xô pó-de-mico]. Para terminar a noite, já dentro do carro, uma coisa pula no pé da Onça, que estava no banco da frente. Ela acha que é um rato e coloca os pés em cima do painel, gritando. Eu também grito: "estou sentindo também! Passou por aqui!". E levanto os meus pés quase nos ombros do motorista. Ele liga a luz interna do carro e a Onça suplica: "Olha, aqui, olha aqui!". Ele calmamente responde: "Estou dirigindo, se eu olhar, eu vou bater com o carro!". Ele encosta e descobre-se que o rato era, na vardade, o quadradinho de sachê que se descolou. Agora me diz: como eu fui sentir isso no banco de trás!? hahahahaha

Bibi Responde

Gente mais que querida: Light (comprovando um dos pontos da tese da câmera peniana), Valmir (ganhando o seu dia de fama no Bibidebicicleta) e Flavitcha (a repórter sorriso, mil e uma utilidades, a sambista, mãe, guerreira, bagunceira e mais animada do pedaço!).

Hoje, Bibi responde...
Vevê diz - Sabe o que eu sempre quis saber? Como eles
reconhecem os artistas na praia? É longe e todo mundo é igual... Pelo menos eu acho.
Bibi Responde – Querida Vevê,
Essa é a diferença básica de quem já está no mercado e de quem acabou de passar na faculdade [gente, a belezoca passou no vestibular de Jornalismo e merece um aê bem grande! AÊEEEEEEE. Se bem que... Aproveita a alegria agora, meu bem]. Existe uma casta que tudo vê e ela se chama: fotógrafos paparazzi. Além de conhecimento e informantes, eles tem uma bela teleobjetiva! [agora é com hifen ou sem?]
Os menos entendidos acreditam que o Big Brother é o Pedro Bial ou o Boninho [diretor do programa] ou até seus companheiros de confinamento. Mas não é isso! Em 1984, George Orwell escreveu um romance chamado “O Grande Irmão” ("Big Brother"), um personagem fictício na forma de um grande ditador da Oceania. Na sociedade descrita por Orwell, todas as pessoas estão sob constante vigilância das autoridades, através de telescreens, sendo massivamente lembradas da propaganda do Estado: "O Grande Irmão está te observando".
Acredito que nem Orwell poderia supor que o “olho que tudo vê”, na verdade eram as lentes dos paparazzi.
No Rio de Janeiro, a classe artística já está vivendo os seus dias de Big Brother. Uma tendência, aliás, importada dos grandes centros Europeus e Americanos. Aqui, no entanto, os olhos/lentes ficam apontados para lugares específicos, como as praias de zona sul e a Rua Dias Ferreira, além dos shoppings mais transados. Ou seja, salvo raros casos de flagra inocente, a celebridade da vida real acaba sendo voluntária do programa da vida. Ou simplesmente resolve exercer o seu direito de ir e vir, sem ligar se vai estar no jornal ou no site no dia seguinte. Um direito de todos.

Valmir diz - Tentei me achar numa dessas fotos-confusão, mas não vi.
Bibi responde – Querido Valmir,
Seus tempos de fotos-confusão são cada vez mais raros. Daí a ausência do registro, meu caro. Agora, a sua vida de "mestre das letras" começa a ganhar forma. Isso quando não te passam uma missão cabeludo-jornalística ou não te despacham para uma viagem a fim de aumentarem os seus pontinhos visitados no mapa-mundi [ou carimbos no passaporte].
Contudo, vou fazer uma homenagem à vossa figura aqui no Bibidebicicleta, uma vez que seus textos andam inspirando muitos dos meus posts ultimamente. Veja bem, não é um "copie e cole" qualquer! Quando tenho um momento de ócio criativo, acabo lendo o Sobretudo e sempre comento o post. Geralmente gosto do escrevo, porque seus comentários quase sempre me levam à reflexão [de coisas com conteúdo ou simplesmente o banal que encanta, rs]. Então, sinto vontade de estender aos meus leitores, dando mais uma pitada do meu tempero, para que os seus leitores [e os nossos em comum] acabem sendo brindados com o tal museu de grandes novidade, como diria Cazuza, se por aqui se aventurarem . Aveva spiegato?

Ivy diz - Você esqueceu de dizer que eles são super alto astral, apesar de se atropelarem em busca do click perfeito. Uma vez eu disse que eu tinha medo de fotógrafo numa festa em que estava cobrindo e o Rodrigo Santoro chegou. Disse que tinha medo porque eles vão, correm, se batem e acabam empurrando quem está na frente. Como eu sou a pessoa mais sortuda do mundo, um fotógrafo LINDO ouviu a confissão. Como eles são alto astral, ele levou na brincadeira e deu uma risada mais LINDA ainda. Ah, o que aconteceu no final? Nada. Motivo um: o Rodrigo Santoro estava do lado, e tanto ele quanto eu tínhamos que dar conta do moço. Motivo dois: em minha experiência, fotógrafos, não sei se pelas lentes ou o charme da profissão, figuram entre seres os mais canalhas que eu conheço quando se trata de relações com o sexo oposto. Enfim...
Bibi responde – Querida Ruivinha Paulistoca,
Você acaba de me dar uma ótima idéia para um personagem [de um conto, de livro, de uma história qualquer]. Que delícia de troca! Vou criar um fotógrafo de 40 anos, divorciado, que mora sozinho em um apartamento no Catete [um loft? Um conjugado?]. Rato de praia pela manhã, fotógrafo à noite – ou quando a missão se apresenta – ele vive de registrar momentos e arrebatar mulheres para o seu covil. Fuma desbragadamente, assim como bebe, sem nunca perder a linha. Ou quase. Tem um carro velho, mas a jaqueta de couro está um brinco [ou teria ele uma motocicleta?]. É um caso a se pensar... Ele se embriaga do amor das mulheres. Uma a cada noite. Ou dia. Sua idéia de amor é fugaz e sinuosa. Sua lente é certeira e seu foco, cravado.
E você, Ivy, sabe que um tipo de debate como esse já foi levantado em algumas redações?!!! Tem fotógrafo que trata a câmera como a extensão do seu pênis. Faz sentido, não faz? Ou não faz?

PS: Quem sabe, quando esse texto estiver pronto e o Rodrigo Santoro mais maduro, ele não aceite interpretar esse tal personagem? Estaria Nostradamus rindo de nós nesse momento? Ou Walter Mercado rasgando a fantasia e descabelando o capacete loiro embebido em laquê? Madame Ruivinha pode estar prevendo o futuro! Ligue Djá!

8.1.09

Galera da Noite



Essa é uma homenagem aos fotógrafos da noite. Uma turma que trabalha muito, que está sujeita a todo tipo de tratamento e às missões mais loucas que você possa imaginar. Uma galera que sabe rir de si mesma, que procura se superar e que tem muitas histórias para contar!

Conviver com eles [fora do tumulto da foto-confusão, onde cada um é por si] é um barato! Até no tumulto o entendimento aparece. Uma escola da vida. Uma escolha de vida.

Aqui vão alguns moments desses guerreiros do flash [faltam tantos outros, tão queridos quanto, mas que não tive mais tempo de buscar fotos]: A Galera da Noite!

















AMO Foto!

GENTEM! PRESTENÇÃO!

Eu AMO os bons fotógrafos! AMO fotografia! Valorizo demais a profissão, tanto é, que me meti a tirar fotos para um veículo nacional! AMO registrar os momentos e AMO mais ainda ver o resultado da sensibilidade de quem vê um mundo diferente por trás das lentes; que consegue traduzir sentimentos em imagens; instantaneos registrados para sempre num piscar de olhos, em um apertar de botão.

A questão é: você é responsável pelo que vai fazer diante de uma lente! Por isso: cuidado! Até as mulheres mais bonitas e mais fotografadas podem dar uma escorregada feiavez ou outra na mira de um fotógrafo. Somos todos humanos. Somos todos sujeitos a tantas piadas! E que bom é poder rir de si mesmo!

Esse é o Bill, versão masculina, underground, politicamente incorreta da Bibi, fazendo cena em uma festa à fantasia.

6.1.09

Olha a Foto!

Estou um pouco sem criatividade hoje! Vi tanta coisa bacana pelos blogs amigos, que me senti meio acuada [tal qual espinha em dia de esteticista]. Um tanto desconfortável tentar se superar... Navegar é preciso! E escrever também...

Vou então começar o post contando um segredo só para vocês. Mas é segredo mesmo, heim, gente!? Acho que ainda esse mês vou ter umas fotos feitas por mim publicadas. Não, não são fotos de mim, mas feitas através da minha lente e usando toda a minha sensibilidade. E mais não posso contar até vê-las [mesmo] publicadas. Pedi para não assinarem o meu nome, porque foi uma "arte", algo que eu fui orientada a não fazer propriamente. Daí o segredo. Mas, como não foi nada imoral, ilegal, nem me acrescentou uns quilinhos a mais e, de quebra, ainda fez um bem a alguém... A travessura foi válida. Vamos ver o resultado! Claro, vou mostrar a vocês, toda catita!

Antes de saber sobre a viagem a Salvador, queria postar aqui um texto que desse umas dicas sobre como "sair bem nas fotos de entrada de festa de fim de ano"... Achei uma sequencia [agora sem trema, segundo as novas regras do Português. Vou sentir saudade do trema!] de fotos muito legal no EGO.

Essa é a pose no estilo mulher aranha. Se você preferir, também pode chama-lá de "me joga na parede e me chama de lagartixa". Feita para mulheres modernas, que gostam de uma foto-drama. Se joga e acredita que é sucesso!
Olhando essa foto, me vem logo à cabeça uma trilha sonora: "To The Left", da Beyoncé. O Ministério da Saúde Adverte: não faça essa pose se você sofre de bico de papagaio ou problemas cervicais mais sérios! Ela pode te deixar tortinha.
Em primeiro lugar; só use esse vestido se você tiver a carteirinha de tchutchuca de elite carimbada e em dia com o carnê do baú! A pose de diva glamurosa destaca as fendas, as curvas e o cabelão trabalhado numa chapinha agressiva.
Essa é a pose ideal para as tímidas: checando a validade do desodorante. Se você não sabe como se colocar e está cansada daquela paradinha de mulher constirpada, finja que vai puxar a etiqueta do vestido e aproveite para verificar se o Rexona está em dia.
Essa daqui é muito boa para quem está no truque. Você comprou o vestido no dia de ir para a festa e não deu tempo de fazer bainha? Isso não é problema! Faça a pose "E O Vento Levou" e mostre que você é uma sinhazinha sim, mas totalmente up to date!
A lente da verdade não mente jamais! Vocês podem ver que essa é uma pose típica das ditas espontaneas, ou seja, a chance de dar certo é remota! Se você não fez parte do corpo de baile do filme Grease, por favor, não tente dar um pivô em frente às câmeras... Poupe-nos do constragimento desnecessário.
Não adianta tentar agradar! Se você foi para uma festa fantasiada de vidro de mostarda Dijon, não adianta tentar agradar ao fotógrafo fazendo reverência que seu vexame não será menor. Portanto, evite o estilo monocromático, garota!
Ícones dos Anos 40 e 50, as pin-ups eram uma forte referência sensual da cultura pop. Se é para reconstruir um ícone, não basta ser genérico, fofa! Tem que mandar a real, do contrário, a pose vai parecer uma tentativa frustrada de interpretar um avestruz no cio. Seu monólogo tem que ser melhor.
Um item indispensável em qualquer produção, querida, é a calcinha! Se você está com a genitália assada, cheia de alergia ou é daquelas que gosta de criar a dita solta, por favor, não compartilhe o seu infortúnio com os demais convidados. E, cuidado com o vento bobo!
Quem usa dentadura, não esquece de usar um acessório fundamental: corega! Tudo para garantir a aderência. Ainda não inventaram corega em lâmina, para você usar na lente de contato. Meu bem, fica caolha a festa toda, mas não perde a hora do flash só porque a lente caiu!

5.1.09

1000 histórias

ATENÇÃO!
PÁREM AS MÁQUINAS, PÁREM AS MÁQUINAS:
O SOBRETUDO PUBLICOU
O MELHOR POST DE TODOS OS TEMPOS!

Não posso deixar de trazer essa novidade para cá e inserir o comentário que deixei lá! Domingo foi aniversário do autor, VMoratelli, que em momento de pura inspiração [caos criativo, devaneio das letras, furacão imaginário, verborragia intelectual, ócio criativo ou explosão sensorial - vocês decidem] escolheu uma foto que tem luz e voz própria e criou para ela várias histórias possíveis e tantos significados.

Ah, como eu adoro brincar de escrever história! Não precisei mais que um pequeno empurrão pictográfico para deixar a louca imaginação fluir. Simplesmente me empolguei. Veja só!

MORATELLI DIZ:

1000 histórias para uma só FOTO

Dois amantes que se encontram dia sim, dia não, há cinqüenta anos, na mesma praça. ou ...

É um simpático casal de velhinhos que sempre se amaram, sentados à sombra de uma árvore, vendo o inverno chegar. ou ...

Eles acabaram de se conhecer. Marcaram encontro pela internet. “Você vai de chapéu verde, como eu, para nos acharmos”. Acharam-se. ou ...

Espiões da KGB aposentados, eles não largam o hábito de vigiar a vida dos outros. Ele, na verdade, é ela disfarçada. Ela, adivinha, nem parece, é ele. A bengala é um mega disparador de torpedos intercontinentais, quando não está sendo usada como uma bengala. ou ...

No frio, as pessoas costumam se sentar umas próximas às outras, como os pingüins, para aproveitar um tanto de calor. Eles não se conhecem, não se encararam, nem nunca vão trocar uma palavra sequer. ou ...

- Querido, olha pra lá. Não é a Dinorá? Pra direita, querido.
- Não tenho certeza. Dinorá não morreu? Ou...

Integrantes da seita ‘O Apocalipse chegou e Ninguém nos avisou’, esses dois elementos foram flagrados numa farra que não condiz com as diretrizes do Conselho. Estavam aproveitando o vento da tarde, no banco da praça, como se houvesse vida. Hereges. ou ...

- O que é isso?
- Uma bengala.
- Só uma bengala?
- Pode ser só, pode ser mais. ...

Ensaio de inverno da Vogue Especial 3a idade. Tendência de verde na cabeça. Sobretudo bege para eles, luvas azuis para elas. ou ...

Carlos Alberto de Nóbrega, da A Praça É Nossa, flagrado por CARAS, com sua senhora, no mesmo banco, na mesma praça. ou ...

Eles acabaram de se conhecer. Ele, 78, viúvo pela segunda vez, três netos. Ela, 73, divorciada do quinto marido. Acharam que o chapéu verde era coincidência demais para uma só vida. Ah, o viagra. ou ...

Aquele encontro daria a ele a terceira viuvez ou a ela o sexto divórcio. ou ...

Naquela eterna mania de esperar, no vício das horas por uma coisa que nem a gente se lembra pelo que está aguardando, os dois ficaram lá, imóveis, congelados pelo frio, calados. E nada. Ninguém nunca apareceu. ou ...

A Muleta’s Metálicas Ltda. tem como marca vendedores distintos, uniformizados com característicos gorros verdes, que atuam em qualquer canto do mundo. Ligue lá e marque um encontro com nossos vendedores na praça da sua cidade. ou ...

Um poeta poderia enxergar a grama verde de um lado, as folhas secas de outro. A velhice, o tempo passado, a nostalgia, os dois prostrados nas folhas secas. ou ...

Se fosse uma música: “Quando piso em folhas secas/ Caídas de uma mangueira/ Penso na minha escola/ E nos poetas da minha Estação primeira... Quando o tempo avisar/ Que eu não posso mais cantar/ Sei que vou sentir saudade/ Ao lado do meu violão e da minha mocidade”.

... ou

BIBI DIZ:

Eles podem ser Gnomos - daí o chapéu verde - que tomaram a pílula do crescimento para passar uma temporada entre os humanos. Dentro da bolsa azul da Senhora Gnoma, tem um pote de ouro, que deve ser escondido atrás do arco-íris. Porém, nesses tempos de violência, não é bom negócio exibir esse tipo de "amuleto" no meio da rua. Ou...

Eles podem ser um casal comemorando bodas justamente no lugar em que se conheceram. A convivência de anos faz com que os pares acabem optando pelo mesmo tipo de vestuário (chapéu verde e sobretudo). Uma forma de celebrar. Ou...

- Lourdes, tem um objeto metálico bem ali naquele banco.
- Demóstenes, vamos chegar perto para ver o que é?
- Vamos, meu bem!
- Deminho é uma bengala de adamantium! Justamente a do tipo que você precisava para andar com mais potência!
- Senta aqui do meu lado e disfarça! Vou tentar escondê-la debaixo do casaco!

São avós que levaram os netos ao parque e estão sentadinhos olhando as crianças brincarem. Ou...

Ele (em pensamento): "Que ruguinhas lindas! Será que ela vem sempre por aqui?".
Ele (para ela): Hey! How you doin'?! Ou...

Podem ser traficantes de drogas. Ultimamente o índice de traficantes da terceira idade aumentou deveras! Aquela cara de santa e a bolsinha azul nunca me enganaram! Pegaaaaa! Ou...

- Ih, minha velha, soltei um pum horroroso!
- Arnaldo! Outra vez?! Olha para o lado e disfarça. Ou...

Cidade Negra A Lua e Eu: Mais um ano se passou/ E nem se quer ouvi falar teu nome/ A lua e eu / Caminhando pela estrada / Eu vou limpando o pôr do sol / Vejo pegadas / Mais não são as suas. Eu sei, eu sei, eu sei / O vento faz, eu lembrar você / As folhas caem mortas como eu. / Quando eu olho no espelho / Estou ficando velho e acabado / Procuro encontrar / Não sei onde está / Você. / O vento faz, eu lembrar você / As folhas caem mortas como eu.

- Olá senhor, você outra vez por aqui?
- É...
- É a terceira vez que te encontro nesse mesmo ponto, sabia?
- Hum...
- Bem... Esfriou hoje, não é?
- É...
- Você viu que eu comprei um chapéu igual ao seu? Achei você tão bonitão com ele...
- Heim!?
- Você não está ouvindo o que digo?
- Quem é você? Estava falando comigo?! Desculpe, estou há três dias aqui sentado tentando descobrir o que tem dentro daquele buraco no gramado... Não posso ir até lá porque a minha bengala atola! Então tenho que ficar bem atento para ver se alguma coisa entra ou sai dali...
- Ah... Ou...

Eles são protagonistas do terceiro filme da saga Cocoon, que voltaram ao planeta Terra para resolver questões de ordem intergaláctica. Aquela bengala, na realidade, é uma antena, que emite sinal à nave mãe, para registrar a localização de sua tripulação em solo terrestre. Ou...

4.1.09

Pestana



Antes de deixar o Rio, como é de praxe, recebi algumas informações sobre Salvador. Queria buscar além do óbvio, mas foi uma missão que se mostrou bem complicada. A Vivi, por exemplo, me disse: "O lugar é quente demais! Logo no aeroporto fui arrancando tudo, porque não dava para suportar. Nunca estive em uma terra tão calorenta". Uma informação bem importante para quem não gosta nada do calor em excesso. Amo verão, mas ficar padecendo tal qual frango assado em forno de padaria não é uma das melhores pedidas para uma viagem. Pensei nas peças leves que m ocupariam pouco espaço na bagagem.

Dias depois, o meu contato na cidade liga e diz: "Não está calor demais não, menina! Ontem até choveu. Pode trazer uma calça jeans". A meu ver, a coisa começava a se complicar. Pior que fazer mala de inverno, é preparar uma para duas estações. O jeans é básico, o casaquinho leve é necessário e uma blusa de meia manga não vai ocupar tanto espaço assim. As outras apostas foram vestidos e camisetas.

Eu já andava um pouco tensa. Festa de Reveillon pede a cor branca. Eu nunca fui de apostar nessa em tempos normais, principalmente em festas de fim de ano, onde geral se transforma na pomba da paz. Eu sou a favor da liberdade de expressão em várias tonalidades. Até de preto já passei. Porém, como não queria ofender o anfitrião [como manda a etiqueta], parti em busca de um vestido clarinho. Achei um na cor lavanda. E com esse eu fui ao Reveillon das Águas Claras, cujo convite pedia trajes na cor branca ou azul-turquesa. Será que alguém notaria um lavandinha em meio a 3500 convidados? Bem, no lobby do hotel notaram. Todas as pessoas que eu devia "despachar" para a festa [usando o máximo da baianidade que pude adquirir] estavam de branco. Teve quem quis voltar para o quarto para colocar o vestido verde. Mas o tempo era curto.

Justamente quando estava tentando enquadrar as minhas emoções entre envergonhada e original [ousada?! Guess no], vejo um jovem casal se aproximar do grupo. Ela de vestido vermelho. Ele de calça branca e blusa com listras brancas e vermelhas, para combinar com o estilo da namorada. Jovem casal pagando paixãozinha é a coisa mais fofa [Ano passado eu fiz algo parecido: comprei o mesmo agasalho para mim, para o então namorado e para o filhinho dele. Muito tchutchu]. Bom, o meu lavanda virou quase branco, perto do vermelho do casal, que já chamaria naturalmente a atenção por serem os dois lindos! Me auto-afirmei internamente.

Se quase morri de calor em Salvador? Bem... Ao chegar ao aeroporto, arranquei logo o tal casaquinho que me protegeu do ar gélido da aeronave. Uma vez dentro da van, que nos levaria ao hotel, a empolgação era tamanha, que comecei a morrer de calor, mesmo com ar ligado. Depois descobri que a galera do fundão sofre mesmo em carros antigos, que não possuem um bom sistema de distribuição. Ao desembarcar, porém, fui recepcionada pela brisa do mar. Ah, o mar... Que recepção mais singela, especial, delicada. Estava um dia quente, mas o vento marítimo era o parceiro ideal para te levar para outra dimensão. E uma vez dentro do hotel, como se sabe, a brisa mecânica te proporciona um clima de serra, mesmo estando no clima seco de Dubai [será mesmo que o clima lá é seco? Quis falar em Dubai, uai!...].


O Pestana é um hotel lindo! E fica em uma ótima localização em Salvador: um bairro chamado Rio Vermelho. O primeiro dia passou voando, mas muito mais ainda me esperava pela frente.

3.1.09

"Salvador à Vista!"

Nossa! WOW!

Não sou capaz de dizer a vocês a saudade que estava de tudo: do Rio de Janeiro, da minha casa, dos meus queridos, de poder entrar na internet com facilidade e, principalmente, de ter a liberdade de escrever meus sentimentos aqui no Bibidebicicleta a qualquer hora e a todo o momento [em verso, prosa, poesia, história, conto ou narrativa].
E fiz calar tantos dos sentimentos que me abraçaram e se perfilaram em meu coração e na memória tão fugaz desses últimos dias. Tinha tanto a dizer e tão pouco espaço para me expressar, que guardei muito, sem racionalizar, na gaveta do esquecimento. Tem coisas que ficaram coladas a minha alma como tatuagem no cóx [que só é exibida quando a gente quer e permite na maioria dos casos].

Fui trabalhar em Salvador, mas tenho que dizer que meu balneário tem mesmo o código 021! Posso ser até um forte resultado do mix entre o solar e o lunar... Mas meu lado solar passa pelas areias cariocas [passa também pelas de Natal, Rio Grande do Norte]. Salvador se encontra em um nível fora do meu alcance. Baianos, meus INHOS, não estou, de maneira alguma, desqualificando a cidade de vocês [amada com tanto fervor, orgulho de seu povo]; um lugar que certamente está além de carnaval e berimbau. Estou apenas dizendo que o meu ritmo, digamos assim, vibra em outra sintonia. A capital baiana é over para o meu estilo de vida. Não teve decodificação que resolvesse esse esquema. Mas o lugar é, sem dúvida, de uma beleza rara. Em cada canto, uma surpresa.

Foram quatro dias intensos. Claro, voltei com algumas histórias muito bacanas. Estava a trabalho, diga-se de passagem, o que torna a experiência bem mais tensa. Mas, como em tudo na vida, consigo retirar os meus momentos. Aqueles que ficam registrados na memória afetiva e que se transformam em trechos das minhas histórias [compartilhadas com vocês; sempre que é possível e saudável torná-las públicas].

Graças a Deus não estava lá sozinha. “Ele” sempre me promove boas surpresas. Mesmo indo “na fita”, pude levar um acompanhante. E não foi o namorado, porque não tenho um [snif!], mas foi a companhia mais perfeita para quem teria uma missão como a minha pela frente: ele: o Suspiro! O cara mais doce na minha vida [que faz subir a minha glicose, geralmente me estressando ou emocionando]; o irmão querido que não nasceu da barriga da mãe, que não foi plantado, germinado ou trazido pela cegonha; mas que veio no vento, como um sopro de boas novas, para estabelecer laços profundos de quem adota a aposta mais alta, como certeza na caminhada. Gerado pelo amor, pela acolhida, pela necessidade de auxílio que se fez presente em instantes imediatos, pela troca que existem entre os distintos, pela renovação do afeto cúmplice e desinteressado dos que se aproximam de coração aberto para somar. Por hoje, por amanhã, pelo infinito que começou ontem...



Estou pregada. Amanhã eu começo a narrar a história dessa caravela. “Salvador à Vista”, diria o capitão da minha nau, mas ele ficou meio roco no show do Chiclete com Banana que animou a nossa"virada".
Hasta Luego!