11.12.08

Este Seu Olhar


Achei essa frase na internet. Não estava assinada pelo seu autor, por isso, está sem o devido crédito. Dei uma organizada no pensamento que ela quis expressar e transformei no resumo do meu fim de tarde de hoje:

"O coração é orgão relacionado ao amor, às paixões e ao sentimento de afeto pelos demais. A vida é movida por sentimentos, por isso dizemos que quando o coração dói, a vida parece parar e a dor parece sem fim".


O fantástico Tom Jobim conseguiu transformar esse sentimento em letra e música: pura poesia. Quando penso na canção Este Seu Olhar, logo me vem à memória alguma das tantas cenas de amor e malamor das novelas de Manoel Carlos, o homem que parece perscrutar a alma feminina, transformando sentimentos em palavras; palavras em frases; frases em intenções, intenções em reações e, finalmente, estas em cenas. Quase sempre tão familiares...

"Este seu olhar quando encontra o meu / Fala de umas coisas / Que eu não posso acreditar / Doce é sonhar, é pensar que você / Gosta de mim como eu de você / Mas a ilusão quando se desfaz / Dói no coração de quem sonhou / Sonhou demais / Ah! se eu pudesse entender / O que dizem os seus olhos..."

Se eu pudesse escolher, não seria tão sensível... Deus me fez determinada e tão frágil. Algo com uma certa incongruência; qualquer coisa de oposição x complementaridade. Se pudesse escolher, talvez fizesse as escolhas erradas e convivesse com novas dores, as velhas conhecidas. Não me envorgonho de confessar, que como toda mulher, tenho meus dias de "ninguém me ama e ninguém me quer"... Estou tentando descobrir como deixar ir um amor que não se perdeu, que está apenas adormecido... Queria ser mais forte, uma Diana caçadora, mas estou mais para a delicada Rosa do Pequeno Príncipe. Queria alguém que pudesse cuidar de mim...


10.12.08

Pictures - Capturas







I Love ERNANI D'ALMEIDA Pictures

Um Brinde EM FORMA DE FOTOS

Lembrar

Coisas de hoje que não posso esquecer de contar... Depois:
1) Paquerar em enterro, velório ou missa de 7º dia - LU
2) Dormir no ônibus
3) Falar baixo
4) Cão sem coleira
5) Voz simpática faz diferença
6) Homem que é bom pai
7) Íntimo e Pessoal
8) japoneses dominam todos os pontos turísticos do mundo
9) Suor só no peito
10) Rolex
11) Biscoito goiabinha

9.12.08

Detalhes



Escrevi o post Abelhas na intenção de dar réplica a um comentário feito pela Ana Martins sobre um texto anterior. Gosto demais desse tipo de feedback. Não só por poder expressar sentimentos em palavras, como também porque é a chance de tornar o Bibidebicicleta um espaço de diálogo e não apenas um lugar ideal para o monólogo de uma contadora de histórias reais [minha prima achava que era tudo ficção, coisa da minha cabeça. hehehe A vida pode ser uma viagem sem ácido!].

E depois que escrevi para a Ana aqui, passei lá no Sobretudo, o blog de uma pessoa muito querida e inteligente [afinal, quem mais começaria um post com a frase: "Lembra do poema Vaso Chinês , obra máxima do Parnasianismo?" WOW, não!! hihihi Acho que só a Lolô, a amiga letrada, conseguiria]. Depois dessa introdução, resolvi comentar todas as fotos e histórias que ele havia deixado por lá. Fragmentos de uma viagem que sempre digo que ainda vou fazer com ele! E como foi bom receber um post todo animado, agradecendo os comentários. Melhor ainda foi ver que no próprio blog há um espaço para a resposta, dele, aos comentários, nossos. Já ri e já fiquei bravinha [coisa que passa e me faz rir outra vez: de mim mesma].

Voltando ao Bibidebicicleta encontro um recadinho fofo da Ivy, a ruivinha do bloquinho, sobre o post Abelhas, que reproduzo a seguir: "Nossa, profundo isso heim? Quer dizer que é bom também ter uns baixos?".
A minha primera reação foi ficar feliz por ter um comentário dela. Tem muito tempo que a gente não se fala. A seguinte, foi morrer de rir. Sozinha mesmo, absorta em meus pensamentos. "Ter uns baixos" é o tipo de frase que jamais passaria impune na minha família, que assim chama as partes "íntimas". Exemplo: "Aí, tô com uma dor aqui nos meus baixos" (seguida, a frase, de uma bela coçada ou ajeitada do pinto na cueca). Ou seja, por esse ponto de vista, é sempre bom ter uns baixos. Sadios, de preferência [risos]!

Falando sério... Se a gente analisar os fatos marcantes de nossa vida, boa parte das vitórias (se não, todas) foram precedidas por derrotas ou percalços. Quando a gente tropeça é que se tem mais vontade de tomar fôlego para levantar. Quando nos encontramos com a dor da alma, buscamos pela paz de espírito com muito mais vontade, entusiasmo, empenho. A gente dá muito mais valor a uma coisa conquistada através de muita luta e as lições são compreendidas com mais intensidade após uma derrota.

Altos e baixos fazem parte da vida, tanto quanto inspirar e expirar. A maneira pela qual encaramos as dituações é que fazem toda a diferença. Não digo que é fácil. Tudo que é importante parece vir em uma embalagem difícil de ser aberta. As experiências que acumulamos ao longo do tempo [traumas, lições, vitórias, decepções e conquistas, exposições, valores, ensino, personalidade] é que fazem distinção na maneira pela qual desenvolvemos a estratégia para enfrentar [ou fugir] [d]os "baixos" da vida. Muitos precisam de ajuda extra [e não há nada de anormal nisso].

Lembrei de uma frase dita pela atriz Paula Burlamaqui para a revista Contigo! [a situação é outra, mas a frase solta cabe]: "Se as coisas existem para te melhorar, porque não fazer?". Foi algo desse gênero. Nos "baixos" da vida, toda a ajuda é bem-vinda. É importante refletir e encontrar uma razão ou motivação em tudo o que acontece. Isso não é maturidade, é atenção para os seus próprios detalhes.

Abelhas


Para Ana Martins...


Nada acontece por acaso. A vida é a colcha de retalhos sobre a qual já escrevi aqui. Vejo a vida como a reunião de frames no afã de se transformar em um belo filme [ainda preciso falar sobre isso, não agora].


Quando você me escreveu o seu último recado, eu havia acabado de ver um trailer de um filme. Estava vindo ao computador para pesquisar mais sobre ele. E acabei me deparando com uma tristezinha, daquelas que insistem em perturbar. Lembrei de uma coisa que ouvi:



"Sabe aquele aparelho que tem em todo hospital, que registra os batimentos cardíacos? Aquela é a linha da vida. Quando ela está reta, linear, é sinal de que não há mais vida. No entando, quando ela se movimenta com seus altos e baixos, é sinal de que tudo está nos eixos".

A vida é feita desses altos e baxos mesmo. Esse é o nosso estado normal. Siga firme, acreditando que assim como a linha da vida desce, ela imediatamente sobe para fazer o nosso coração pulsar.


Depois de pensar nessa frase que ouvi, fui procurar sobre o tal filme que vi em um trailer, assim, zapeando a televisão. O título é The Secret Life of Bees. Percebi que o longa é fruto da literatura, sempre ela. E descobri frases [essas e outras sobre as quais eu vou falar] que se encaixam perfeitamente nesse tempo e nesse lugar:


Regrets don't help anything ...


If you need something from somebody, always give that person a way to hand it to you.

... I believe in the "God" of imagination. ... I wake up to wonder every day.

... You've got to hear of these things before you can imagine them. / You gotta imagine what's never been.

... the only purpose grand enough for a human life... is not just to love -- but to persist in love.

I am enough. We are enough.


There is nothing perfect. There is only life.


Querida,

Tudo passa e o que é mais importante fica dentro de nós. Ou deveria... Esteja atenta a vida, porque só você mesma pode escrever e contar a sua história!

Força e que Deus te abençoe muito!

8.12.08

Teu Jogo

Estou trabalhando em um ponto nobre da cidade. Lugar que me era totalmente ignorado, desconhecido, inexplorado mesmo.

Ando pelas ruas com sentido aguçado. Vejo pessoas diferentes, um novo tipo de caminhar. Observo os contrastes e as peculiaridades.

Aos poucos vou reconhecendo os locais e os que estão apenas de passagem. Vejo muito turista por ali: dos mais ricos, em menor quantidade, aos alberguistas que lotam calçadas, caminhos que levam ao mar e cadeira de botecos mais simples, que duelam com belos restaurantes, tal qual Davi e Golias.

Sempre me impressiono ao voltar para casa à noite. A calçada, permeada por jardins, é dividida em duas grandes vias. As que ficam perto da entrada dos prédio é o meu caminho diário. Eu me sinto em uma passarela! A cada cinco ou dez passos, uma luz se ascende e no meu mais puro devaneio penso que é assim que a primeira modelo que "risca" a passarela deve se sentir em relação aos holofotes. Luz, luz, luz. É claro que elas não dizem: "let it shine, baby!", mas: "estou de olho em você, se liga rapá".

Existem cachorrinhos que passeiam mais que eu, com coleiras tão caras [ou mais] que o meu salário. Isso já não me assusta, porque o ser humano é de fácil adaptação [fazer o que? Andar de quatro e latir não é uma opção para mim. Não fica nem bem, né?! rs].




O que me assustou mesmo foi uma cena inusitada. Lá vem ele pela rua, prateado. Um carro que seduz os olhares de quem o vê passar. Uma BMW estalando de nova. Abusada, desfilava sem capota. Seu dono também não tinha lá muita "capota". No entanto, ele guiava ereto, dono de si, confiante. Mas... algo me despertou daquele transe. De onde vinha aquele som? Não poderia ser possível, mas era! O coroa "gatoso" e "pimposo" em seu conversível prateado ouvia Elymar Santos com a potência [sem trocadilhos, por favor] máxima.

Sente a letra:

Conheço esse jogo
Já vi esse filme
Entendo essa manha
E já sei de cor no que isso vai dar
Você sabe o jeito
Se encosta em meu peito
E fala essas coisas
Que deixa maluco o meu coração
Me promete, me deixa sonhar
Você marca e me deixa esperar
Você brinca comigo
Não sei nem por que continuo a te amar
Você fala que vem, mas não vem
Você diz que me dá, mas não dá
Você faz o que quer
Porque sabe que eu sempre vou te procurar
Mas ninguém é igual a você
Ninguém pode me dar teu prazer
E é por isso que eu morro de amor
E aceito teu jogo
Só você sabe como acender
E apagar meu fogo...




Ah, tá. Entendi...

ZzzzzZZZZzzzzZzZzzZZZZzZzZZ

6.12.08

Trampo


Tem um fato que está me causando curiosidade: “Por que será que meus amigos estão tão curiosos a respeito do meu novo trampo?”. Antes desse tema brotar por aqui, o maior, digamos [exageradamente] clamor popular foi a respeito das aventuras em NY. Mas ali, foi um seriado da vida real. Uma espécie de novela executada por duas pessoas que só queriam se divertir e que tinham uma visão bem-humorada sobre tudo aquilo.

O mais pitoresco é que eu também tenho muita curiosidade a respeito do meu trabalho. É sério! Vocês podem me perguntar: “como assim?”. E eu diria se tratar da mais pura verdade. Quando entrei no escritório, só conhecia o exercício da profissão em ouvir dizer [e ver em partes, cada qual exercendo a função a sua maneira], mas aceitei pelo desafio da empreitada. Então hoje eu estou trabalhando como assessora de imprensa, ou seja, [resumidamente] cuidando da imagem e da relação com a imprensa de alguns atores que escolheram depositar essa "parte importante" das suas carreiras no meu atual escritório.

A pergunta seguinte é: “mas você parou de escrever?”. De certa forma sim, porque ampliei os horizontes como quem põe uma lente gigante em um manuscrito. E sobre escrever, não me preocupo de enferrujar: enquanto houver o Bibidebicicleta, enquanto existir um público leitor para o qual me dedico, enquanto resistir em mim esse tesão de contar histórias e esse prazer de escrever a vida, tudo estará seguro [salvo, intacto].

O primeiro dia foi um pouco tenso, claro. Casa nova, coração palpitando. Pessoas diferentes para conviver e conhecer. Ambiente diferente a se desvendar. Um novo modus operandi para colocar em prática. Tudo começando do zero, como há três anos, quando deixei o “ninho” do primeiro emprego de seis anos, para o desafio de comandar sozinha uma redação no Rio. Punk tanto quanto o primeiro dia de aula em uma escola nova. Muito trabalho atrasado para colocar em dia. A primeira semana passou voando.

Contudo, queria voltar e me ater a esse primeiro dia. Além do escritório, fui catapultada para o meu primeiro evento: Prêmio Extra de TV. Recepcionar convidados e, de certa forma, ter jogo de cintura para controlar o caos. Como acredito que no final, entre mortos e feridos, tudo dá certo: fui! Eu e minha típica cara de pau, que já me salvou de boas e me levou a lugares inesperados!

Como foi bom chegar lá e ver meus amigos da imprensa. De certa forma, continuo encontrando a galera em momentos como esse. E como cada um acabou tendo uma importância tão especial na história da minha vida profissional. Foi uma estréia gostosa. E tensa, porque as pessoas desenvolvem uma capa de cara de pau fora do normal! "Menino", como tem gente que se senta fora de seu lugar e te intimida de todas as formas! Ouvi: “eu sou uma senhora de setenta anos! Você vai chegar à minha idade e vai ver como é difícil não ter onde se sentar. blábláblá”. Cuma? Elas [sim, plural, as tias andam em bando, tal qual abelhas para te intimidar] tinham lugar para sentar sim, mas optaram por se arriscar em um lugar melhor! Risco é risco. “Simbora” todo mundo levantar...

Também ouvi: “a direção me sentou aqui” e o tradicional “você sabe com quem está falando?” [Não! E você, sabe com quem está falando? Não?! Ainda bem, empatou!].

O melhor da noite foi ter que ficar de cão de guarda de três mesas, que ainda estavam vazias e que precisavam ser guardadas a sete unhas para os convidados famosos. E eu lá, rebolando entre as três. Tive um help [cool], mas rosnava feio para quem se aproximava com cara de más intenções. Até mostrando os dentes... Para minha sorte, a convidada de uma das mesas chegou. E ficou bonitinha ali, com seu marido, esperando a hora do show. Para meu deleite, essa convidada era a encarnação da “coisafofice” chamada Maria Carmem Barbosa, co-autora de Toma Lá, Dá Cá e seu marido, o ator José D'artagnan Jr. What a night! Eu havia feito uma matéria sobre o aniversário dela em 2002 e ainda me lembrava de tudo o que falamos naquela ocasião. Pude mostrar simpatia e admiração. E ela me devolveu em sorrisos e fuxicos dos mais saborosos para aquela parte tensa do job.

Depois que Ana Maria Braga chegou e ocupou o restante da mesa, eu tive que sair dali. Com um bico de pena, porque poderia ter “passado o fim de semana naquela mesa”, de tão bom que estava o papo. Mas eu já tinha na pauta uma nova missão: achar o Danilo Gentile do CQC em meio aos convidados. Uia! O cara é de São Paulo e eu não fazia idéia de qual daqueles caras de terno da TV tratava-se o nome. Só conheço mesmo o Taz, que amo de paixão desde a época do Vitrine. E lá fui eu... Luzes apagadas, Lucio Mauro Filho preparando-se para entrar no palco, clipe rolando e eu botando olho gordo de mesa em mesa. Bacaninha foi que muita gente me tratou com carinho, enquanto ia passando: Carol Dieckmann, Renata Dominguez, Guiga Soares, Carautinha... Já na segunda volta daquilo que parecia ser um circuito de Fórmula Um, parei o colunista Léo Dias e perguntei:

Bibi - “Você sabe quem é o cara?”
Léo – “Não!”
Bibi – “Já não agüento mais rodar entre as mesas igual a carrossel. Vou atrapalhar o show!”
Léo – “O produtor dele disse que ele estaria na mesa de Malhação.
Bibi – “Ah, agora está mais fácil, basta olhar os nomes de mesa em mesa. Se bem que a única galera que eu não conheço está sentada ali, ó!”
Léo – “É ele, aquele alto de barba ali!”

E lá foi o Léo avisar que tinha achado o cara. Fiquei com essa vitória guardada no bagaço, porque chuparam a minha laranja. Mas eu me amarro no Léo e para ele faria uma laranjada até! Mas a finalidade era administrar o caos e tudo estava sendo feito.

Até que... Um conhecido “penetra” [ninja] conseguiu sentar-se entre os estelares. Aproveitou-se do whisky servido e começou a querer dar vexame. A segurança [uma moça alta, magra e com um olhar que congela até as pestanas] conseguiu fazer o cara se levantar e deixar a área vip. Não o salão. Lá fui eu. Ele pedia um isqueiro. Eu parei do lado dele:

Bibi – “Você quer fumar?”
Bebum – “Quero”
Bibi – “Então vamos lá fora fumar comigo, porque aqui dentro não pode” [Nunca botei um cigarro na boca! Detesto!]
Bebum – “Você tem fogo?”
Bibi – “Não, mas a gente descola lá fora quem tenha”
Bebum – “Você é da polícia?”
Bibi – “Não. Eu vi que você queria fumar e estou te chamando para ir comigo”
Bebum – “Ahhh... Eu sou o A***, prazer!”
[me deu um beijo meio babado na bochecha]. A essa altura, já tinha conseguido levar o cara até as escadas, que dão acesso à saída. A segurança só então se aproximou e foi enquadrando o cara para fora das portas do auditório. Eu as fechei.

Tudo resolvido. Evento correndo às mil maravilhas. Recebi carinho: Claudia Dias, Daumas, Cauã e Grazi, Tati Avilez, Dani Maia, Léo Martinez, Ju Fotos, Carol Cotia, Let, Lalá, Dani e Cassio, Juneba, Ju Lang, Stênio e Mari... Foi uma estréia bombante!

4.12.08

Meleca


Quando eu comecei a entrar na adolescência, a mania entre a galera era contar aquelas "piadinhas" [sem graça, na maioria das vezes] sobre o que é um pontinho... E qual o cúmulo de...

A dos pontinhos surgiu quando eu já me interessava por outros assuntos, ou seja, mesmo que só se falasse nisso, eu fazia ouvidos de mercador. Já o "cúmulo" me pegou nessa fase de repetição de idéias. As que eu mais gostava eram aquelas que causavam reação nas pessoas [boas ou ruins]. A que sempre me lembro, claro, CAUSAVA.

Pois bem. Ontem, voltando para casa, lembrei de uma que ilustrava a situação que estava vivendo. “Qual o cúmulo da coincidência? Tirar uma meleca, passar atrás do sofá e encontrar outra!”. Essa CAUSA, não causa? RS


O cúmulo da coincidência de ontem foi:
1) Sair do escritório em um horário normal;
2) Pegar o caminho mais longo, íngreme e deserto que se tem notícia, usando uma pesada bota de chuva;
3) Errar a rua e ter que caminhar mais dois quarteirões para chegar até a estação;
4) Pegar uma fila dos infernos para comprar o bilhete do metrô, porque só havia um caixa aberto, dentre os 30 existentes;
5) Ouvir o metrô partir, quando você está perto da escada rolante, mas não o suficiente para dar uma de Indiana Jones;
6) Perceber que você está no lado oposto do qual deveria estar, porque você tem que pegar o vagão da ponta e, assim, caminhar por toda a plataforma cuspindo marimbondos;
7) O metrô chegar, abrir a porta, a "pobretada" que se acumulava na entrada pegar os melhores lugares e sobrar para você aqueles lugares que agora parecem ter um dente na esquina [o joelho do cidadão ao lado fica batendo na sua coxa e quadril e para sair dali, ele praticamente tem que fazer um teste olímpico para salto em altura sem vara e/ou salto em distância];
8) Colocar a mochila no chão, porque um coroa gordo resolve se sentar ao seu lado, sem nem tomar conhecimento que a sua mochila estava repousando naquela área [só vi aquele bundão se aproximando em velocidade e temi pelas minhas pequenas coisas ali guardadas];
9) Pegar um livro e um bloquinho e começar escrever para tentar fazer o tempo passar e ser interrompida por olhos gulosos que querem dividir a leitura contigo [tenho aflição disso];
10) Fechar o livro irritada e guardá-lo de volta na mochila, que já está suja daquele chão cheio de passos empoeirados;
11) E ao levantar os olhos, encontrar na cadeira imediatamente em frente à sua um grande amigo que você não via há séculos, mas que no dia anterior havia pensado nele;
12) E logo depois do "oi", a pessoa que estava sentada ao lado dele se levantar para saltar, deixando espaço para ficarmos juntos por toda a viagem...

É ou não é o cúmulo da coincidência? Reconheci OChefeSouEu naquela olhada de baixo para cima, onde a ficha vai caindo aos poucos, porque você vai reconhecendo todos os detalhes, mas não acredita que seja verdade. Ainda bem que era! E olha que ele raramente pega o metrô! Mesmo vagão, cadeiras de frente uma para outra... Ai que delícia! Um fim de noite que começou todo errado, mas que terminou tão bem! Como ele entrou depois de mim, eu sou a meleca que já esperava atrás do sofá! hehehehehe Quem espera sempre alcança!

3.12.08


Meu horário de ir para casa já passou há algum tempo. Só que até chegar em casa, eu vou ficar cochilando pelo caminho, igual a passarinho no poleiro... Antes disso tudo, porém, tirei meus preciosos minutos para passar por aqui e dar um alô.

Gente! Trabalho novo, empolgação total! Tanta coisa para repartir com vocês e ao mesmo tempo tantos "pepinos" para colocar em dia, que mal me sobra time para fazer xixi. Acreditem! E não vejo tanto mal nisso, uma vez que, ocupada com coisas interessantes, sinto o dia passar voando! E com o novo dia renasce a esperança de tempos melhores.

Sinto saudade dos meus amigos do antigo emprego. Uma saudade inevitável, mas totalmente compreensível! Um dia o tal do tempo nos encontra!

Quero falar do novo livro que estou lendo!
Quero falar da vista que tenho daqui!
Quero falar da festa do Prêmio Extra!
Quero falar do encontro que tive na porta de casa e de uma pessoa que fez aniversário e eu não fiz jus ao que ela merece por puro estado de prostração!
Quero falar dos novos amigos e das novas aventuras!
Quero repartir tanta coisa que tenho medo de não lembrar...
É o risco que se corre em dias de trovão!
Beijos e até mais!

30.11.08

Coragem!


Gente!

Sensacional a minha Sorte De Hoje do Orkut. Não costumo dar a menor bola, mas essa foi direto e reto para mim. Se liga só:

"O sucesso não é o final e o fracasso não é fatal: o que conta é a coragem para seguir em frente".

Ai Deus, obrigada pelo shake [sem milk]!

Bom, e já que voltei aqui só para escrever esse ditado MARA, aproveito para dividir um outro fato recente. Estava no carro com a Bia Bug e o Carocone, quando ela lê em uma placa a cidade de Itororó. Daí, ela começa a cantar:

"Fui no ITORORÓ, beber água e não achei..."

Eu dou uma gargalhada, achando que ela estava cantando errado, mas que até que cabia na letra da canção. Mas ela é que está certa! Itororó é uma região de seca no nordeste do país, daí a canção de roda! Céus! Eu ia morrer sem saber disso... Se bem que se "acariocarmos" a letra, ficaria:

"Fui NITORORÓ, beber água e não achei..."

Melhor que uns e outros, que achavam que "Duberrot/Duberrô" era o Gato Francês do clássico "Atirei o Pau No Gato". [Adoro gatos franceses...]

Faz cara de paisagem e passa amanhã...

A Mulher e o Buquê da Vê



Caramba! Que dia atípico eu tive hoje! Estou com uma sensação de que fiz muita coisa e ao mesmo tempo não fiz nada! Bem, não devo ter realizado nada de muito produtivo, daí a sensação. Nem coloquei o nariz na rua, o que é vergonhoso para um dia de sábado.

O mais engraçado é que a coruja já piou e a carruagem já virou abóbora e a gata borralheira aqui está com tudo! Uma agitação que só você vendo! Amanhã tenho que levantar cedo e sofro só de pensar! Porque nesse exato momento a cama não me chama, meu bem.

Fiz uma nova descoberta e estou super empolgada. É besteira, mas ainda não posso contar! Estou elaborando um projeto muito pessoal, que me estimula demais! Adoro quando posso usar a criatividade, aliada a outros elementos que me encantam, seduzem e empolgam. Poderia virar a noite em cima do que já comecei, mas tenho noção de que amanhã não posso ser o mau-humor em pessoa: almoço de família! Tias velhas e varizentas que te observam nos mínimos detalhes e lançam aquele olhar de orgulho, emoldurado pelo sorriso dentadura [um patrocínio de corega tabs].

Amanhã vou cheirar laquê e ainda vou gostar disso! Adoro uma reunião da terceira idade [e não é piada, gosto mesmo! Trabalhei em um lugar que o editor só me passava matéria dos veteranos. Depois, passei a descarcar os pepinos que chegavam por telefone também. Aquela doçura...].

Quanto ao projeto, estou surfando na crista da onda do prazer de fazer algo criativo [embora não tenha nada de inédito ou novo ou de vanguarda. A novidade é para mim]. Puro deleite de um fim de noite na santa paz, sem barulho lá em baixo e sem meus pais disputando para ver quem chama mais um ao outro [ou a mim].

Segunda-feira eu começo no trabalho novo! Vai valer um post exclusivo de lá [se der tempo]. Hoje, deixo vocês com um texto que a Vevê postou no Casa da Vó Merinda. Amei o que essa menina escreveu. Sim, é uma menina que até bem pouco tempo me perguntava se devia fazer Direito ou Jornalismo. Tire você mesmo as suas conclusões:


"Não era apenas uma senhora caminhando pela rua; era uma senhora caminhando pela rua com um buquê. Verdade seja dita, estava de branco, mas de certo não era noiva, pois não se vestia como tal. Estava cansada, percebia-se pelos olhos, mas ouso afirmar que não se tratava de tristeza. Simplesmente cansaço, na sua definição mais simples, afinal, já era noite. Talvez, fisicamente, estivesse ali, mas seus olhos mostravam que estava longe; seguia seu caminho como se ligada a algo que a fizesse chegar aonde deveria, sem ao menos perceber o percurso que fazia. Seguia seu trajeto de maneira automática. Se vivêssemos em outro século, no futuro, poderia jurar que se tratava de algum tipo de ser mecânico, cujos passos são perfeitamente calculados do local de origem, ao de destino. Mas não se tratava disso. Era apenas uma simples mulher com um buquê na mão. Não andava, não corria. Caminhava a passos lentos.

Chamou minha atenção não pelo andar, não pelos olhos, mas pelo buquê. Rosas brancas e vermelhas estavam ali, embrulhadas nas mãos daquela mulher, mas ninguém notava. Seriam aquelas flores fruto de um marido apaixonado? De um filho arrependido? Quem sabe, até mesmo, de um admirador? Era um arranjo muito vistoso. Bem elaborado com detalhes singelos, como um desses auto-adesivos fornecidos pela floricultura. Não consegui identificar o que dizia mas, de certo, tratava-se de alguma felicitação. A forma como pressionava o embrulho sobre seu corpo tornava visível o quão importante era. As cores das flores refletiam no asfalto. Qualquer um que a observasse por dois segundos, perceberia que olhava o chão com um leve sorriso nos lábios. Porém o reflexo não provinha das luzes alaranjadas da rua sobre sua sombra, mas sim dos pensamentos aos quais ela recorria naquele instante: as flores.

O sinal ordenou e meu carro andou. Poderia ter permanecido parada ali por mais alguns longos e curtos instantes, imaginando como não teria sido o dia da jovem senhora até chegar naquele instante, onde sua realidade e minha imaginação se cruzaram. Não consegui concluir nenhuma história, pois muitas seriam possíveis no contexto observado. Contudo, uma conclusão obtive: se fui eu o agente observador da situação, ela, com toda certeza, foi o transformador. Por mais que ela nunca venha a saber, seus passos, seus olhos e seu leve sorriso geraram, em mim, uma pontinha de alegria. Em uma cidade onde sirenes, gritos e tiros são percebidos pelo medo que provocam, cenas como a observada por mim são completamente ignoradas. Pensei então que não só eu, mas todos nós precisávamos de um algo mais. No lugar de armas, um buquê. No lugar de tiros, uma pétala. No lugar do medo, esperança."

27.11.08

Dia de Ação de Graças

Hoje é Dia de Ação de Graças!!!
Gosto dessa data tanto quanto do Natal. Para a minha religião, ela tem mesmo um significado especial. Mas deveria ter para todas as pessoas no mundo. Agradecer nunca é demais, porque no fundo, no fundo, a gente não merece nada! As dádivas são frutos da Graça!

Quero agradecer por tudo o que me lembro [AGORA] de ter vivido no ano de 2008 [e até pelo que esqueci, já que sou humana e, portanto, falha] até que venha o ano que vem, com novas cores para o livro da vida! E para ilustrar o post, cenas de um dos meu filmes preferidos - The Sound Of The Music - porque é assim: com erros, acertos, boa vontade, fé, risos de criança, música, lutas, vitórias, amizade, brincadeiras e coragem de amar, que eu gostaria que a vida fosse feita.
(Texto totalmente pessoal. Faço questão de registrar, mas provavelmente muitos não devem compreender. Desculpem, esse é todo meu...).

Obrigada Deus...


Pelo novo emprego;
Por ter saído bem do antigo e com a sensação de trabalho bem feito [e todas as vitórias saboreadas e celebradas com a minha família da Abril/Rio/Coleguinhas - quem é, sabe!);
Pelas mensagens de apoio que recebi;
Porque hoje é aniversário do meu Pai (e ele é um filezão feliz); Porque hoje é aniversário da Va Sopadeletrinhas, uma nova e querida amiga feita esse ano;
Pela vitória do Luke, celebrada comigo e esperada por nós há “séculos” (AEEEEEEEEEEEE) e por toda a nossa fina sintonia ever and forever;
Pela vitória do Saulo no concurso público e na vida;
Por ter recebido o Ma na minha vida de forma tão especial e guardar tanto carinho pelo que foi e pelo que há de ser daqui em diante [por guardar a vida dele de perigos e ciladas];
Pela proteção e livramentos de coisas que nem sei;
Pela minha saúde e da minha família;
Pela Mãe amiga (Gostosona dos cabelos de ovelha);

Pelo apoio e alegria que sempre encontro na Família (irmãos sobrinhas, tia, primas (os), cunhadas e os agregados, Filé);
Pelo Bibidebicicleta que me faz tão feliz e que ajuda as pessoas que nele buscam alento ou ócio criativo [e por TODOS os meus ciclistas - os que postam e os que não postam];
Pela maravilhosa viagem de férias para NY e o passeio em Buenos Aires - nas melhores companhias;
Pelo filme que fizemos no ano passado, mas que assistimos esse ano (Mestre Honey, Bu, Jorge, Suspiro, Flavio, Vitinho e Cecília, que abriu sua casa e coração para a estréia e tantas coisas mais); E o SRuivinho, parceiro nas escritas;
Por mesmo estando longe, eu os sinto tão perto (Tom, Taty, Dea, Eddy, Dudu, Gaby, Julia, Mel, Sah, kA, Bobby, Maria Macaca e Zé Gambá, Tom Sut, Chris, Juan, Ash, Sean, Lena, AnaK);
Por ter encontrado a Ivone e Kriegger e nelas ter permanecido;

Por tantas atividades extras que me deram tanto prazer;
Por guardar o Suspiro de todo mal e dar coragem para continuar [pelo abraço, consolo e sorriso dele que são coisas de outro mundo e me sinto privilegiada por tê-los sempre!];
Pela mãe da SandraJ ter conseguido operar [com sucesso]depois de ter ficado 15 dias com uma fratura exposta internada no hospital público;
Pela inspiração de cada dia e pela vontade de continuar vivendo ainda que e apesar de;
Pelos novos sonhos e pelas realizações que não merecia, mas que me foram ofertadas em amor;
Por ter conseguido emagrecer, mesmo em meio à "tempestade dos dias";
Pelo casamento da Lívia, da Lizzi, do Alvo, da Vivi e Ellus, da Anamana, do MCandido, da Sibele, CDaher, Beloca, HJunior e Deia...
Pela RO de todas as sextas e o after RO que tanto nos une (e a família RO que se formou, cuja "memória me aquece");
Pela prova feita na Globo e pela derrota ter me ensinado mais que uma possível vitória (tudo tem seu tempo determinado);


Pelo estágio da Gorda ter rolado, quando as chances já pareciam mortas e enterradas;
Por ter conhecido a Xuxu (que se foi) e o Lui (que está de partida, mas promete voltar);
Por ter conseguido fechar todas as "matérias" dentro do prazo, mesmo não acreditando que a prorrogação ainda é jogo!
Pelas pessoas a quem aconselhei;
Pelos conselhos, ombros, colos, olhares, afagos, afetos, broncas e todo tipo de atenção indispensável que recebi durante o ano;
Por poder falar do (e sentir) Seu Amor;
Pelos filhos dos amigos, que nos mostram (com graça) que a vida continua;
Pelos sorrisos e lágrimas;
Pelo reconhecimento, que não mereço, mas me preenche com honra e me anima;
Por sua ação e proteção junto a mim e a Lessinha no Fashion Rio [e a vida dela junto a mim];
Pelo Ano Novo com a Onça, pelo carnaval em Bananal (e inverno também), pelo Koinonia, pelos encontros gastronômicos [ou não] na casa da Onça, pelo Fill e a Fia terem demonstrado tanto amor ao me esperar para viajar (e tudo o mais que eles fazem), pelas festas temáticas na casa do Saulo, pelo carinho e cuidado da Lou, por já ter passado mais de dois anos dos dez que firmamos estar em amizade com o Carecone, por ter visitado aquele orfanato e ter compreendido mais uma faceta da imensidão do amor em seus múltiplos sentidos e nunaces, pelas eleições da UMP, por ter me encontrado na Catedral, pelo apoio da Anamana, Vevê, Sandra, Wallace, Will, Dudu, Jp, o Fafá (delícia), DebG, Vitor, Will, Morena, ClaraM, a mãe e o pai da Alice, LivG, Max, Charlitos e tantos outros...
Por ter me reconciliado com a KB, depois de um desencontro de mais de 10 anos;
Pelos amigos que tanto amo e as pessoas que tanto demonstram amor, afeto, confiança, carinho, admiração, apoio por mim. Pelos amigos, Senhor! Sempre eles.
Pela minha família “eleita”, para os quais me faltam palavras: Onça, Gorda, Neo, Lu, Suspiro, Lui, DebN, Carecone, Bia Bug, Fill e Fia, Quel Novaes, Nico, Vi e Ellus, CCaldas, Luke, Jujux, Naná, Mic (o chefe), Adê, Queiquei, Bombom, Tita, Ana, Sibele...
Por tudo o que tenho, tudo o que sou e o que vier a ser e ter, eu agradeço de todo coração!
Obrigada Meu Deus!

26.11.08

Eu Tenho!

O Luiz Angulo, o colega blogueiro sobre o qual falei há poucos dias, veio me fazer uma visita. Foi uma passagem marcante, porque ele deixou palavras que me falam ao coração. Ei-las:

"Quem já passou por esta vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu...

Porque a vida só se dá para quem se deu, para quem amou, para quem chorou para quem sofreu...

Quem nunca viveu uma paixão, nunca vai ter nada não...".

Vida que Segue


Depois da morte da minha amiga, fiquei meio sem chão... Aquela sensação de que tudo parecia caminhar numa ordem – mesmo que essa ordem, ironicamente, representasse o caos na minha vidinha conturbada – e em um estalo, você é pego de surpresa com uma mudança abrupta e repentina de rota. Sem aviso. Mas no fim das contas, a nossa história é mesmo cheia de revés. Não há quem controle tempo ou temperatura debaixo dos céus. Também percebo que os sentimentos são rebeldes e, portanto, avessos a qualquer tentativa de “domesticação”, “mapeamento” ou “planilha matemática”.

Entre lágrimas, soluços e lembranças eu segui em frente. Afinal, era justamente o fim de semana que passaria ao lado dos meus amigos na serra. Uma espécie de encontro anual, do qual eu nunca pude participar, porque há pelo menos três anos eu sempre fico resfriada nessa mesma época. É isso mesmo, gripão com data marcada. Febre, tosse e melequinhas me liberaram para a aventura em 2008. E como é vida que segue, resolvi juntar os caquinhos e partir.

Ao chegar ao ponto de encontro, com uma cara de sovaco mal lavado, a BetaGorda vem correndo me receber. E solta uma frase que me faz rir: “Amiga, a maldição foi quebrada! Você vai viajar com a gente e em perfeito estado de saúde!”. Pois é, fisicamente estava ótima e não consigo pensar em melhor lugar para se estar em tempos de xororô, que ao lado dos amigos. Gente que a gente ama e é amado em retribuição [Delícia!].

A viagem mostrou-se uma aventura desde o começo. Nosso motorista era definitivamente primo do Mr. Magoo [aquele velhinho, baixo, careca e cegueta, que se envolve nas maiores confusões, justamente por pouco enxergar]. Logo na saída, a demonstração foi explícita: ele conseguiu subir o meio-fio dos Arcos da Lapa, ao fazer a curva. Por pouco não leva para a serra um pedaço do monumento “boêmio” carioca [Fez o mesmo no canteiro da entrada da cidade de destino]. Inacreditável. Em seguida, foi um tal de acelera, freia em cima do quebra-mola, rola o “levanta e desce” e acelera outra vez, fazendo o nosso estômago sacudir mais que bunda de passista de escola de samba. Entre verdes e amarelos, todos chegaram sem maiores problemas.

O único acidente [ou incidente], claro, aconteceu comigo. Fui ao banheiro do busão. Peguei na alavanca para fazer o pêndulo e acertar a mira na privada. Xixi no vaso, borda seca. Papel, tudo indo super bem. Aquele cheiro de desinfetante de pardieiro me alertando que a tarefa deveria ser feita em menor tempo possível... Fui lavar a mão naquela biquinha mínima. Aciono o botão de leve e nada. Aperto com mais vontade e a água ao invés de sair pela torneira, se voltou contra mim através do botão de acionamento. Pressão e chuveirinho, com água sendo espalhada pelos quatro cantos do cubículo! Não dava para me proteger com a mão. Saí do banheiro com um empurrão na porta, toda molhada e rindo descontroladamente. Ninguém entendeu a cena. A pessoa sai do banheiro mais chulé que existe, de sobretudo e botas pretas, toda respingada! Ainda bem que não sou adepta da chapinha e progressivas... Só assim o estrago seria maior!

Foi um fim de semana chuvoso, confesso. Porém, o que poderia ter estragado a trip, nos uniu ainda mais. A pousada era em estilo colonial e tinha uma sala com vários ambientes. Como foi bom reunir a galera ali! Todo mundo meio misturado, mas cada um fazendo o que mais tinha vontade. Uns namoravam no sofá [ai, ai], outros ficaram no carteado [não adianta que eu não sei jogar sueca. Para mim tudo com números parece resistir à livre entrada no meu cérebro!], outros jogavam Imagem & Ação, tinha os que preferiram ficar vendo filme e os que, como eu, optaram por uma partida de Perfil [Sou LOUCA por esse jogo. Ganhei a partida!].


O outro ponto alto foi uma festa à fantasia organizada para depois do jantar. A semana tumultuada não me animou a pensar em alguma coisa digna, mas eu não queria ficar de fora. A idéia foi comprada por praticamente todos os presentes. Vi que a Onça estava dormindo com uma touca preta [naquele estilo meia-calça de cabeça, sabe?] e ela foi o ponto de partida para eu bolar um Rapper, o Bill, que vendia drogas na balada. Touca, óculos escuros, três relógios, anéis brilhantes em todos os dedos, um par de brincos brilhantes em apenas uma das orelhas, bota, sobretudo e uma meia 3/4 vermelha até o joelho em apenas uma das pernas. Foi muuuuuuito legal! Eu que nada programei, acabei ficando entre os cinco melhores! Tudo bem que a “montagem” veio acompanhada de um desempenho digno de Oscar [Ou Framboesa, o Oscar dos Piores]. Uma das crianças olhava para mim com muito medo, pelo canto dos olhos. Era tão engraçado reparar! Um dos meninos, o Cientista, que conheci lá, levou um bom tempo para saber que eu estava debaixo daquela fantasia! [“É você mesmo!? Não acredito! Tive que chegar perto para reconhecer”. Hihihi]. Fotos, muitas fotos para registrar aquela derrocada... Fazer o que? Gente como eu, sabe incorporar a fantasia!

Conheci gente nova [Thithi, Raposinha, Cientista, Daniecos, Tico e Teca, Fefê, Bê, Vampira, Raquel do Caju...]. Revi os que eu estava com saudade [Catita, CCaldas, JP, Rosinha, Kika, Leozinho, tantos, tantos] e estive com quem sempre está por perto. E é uma delícia sempre! A maior terapia é estar relax em meio a quem se gosta, fazendo algo diferente do habitual. [Senti falta de alguns, eles sabem que fazem falta!].

Sorri, chorei, me emocionei, fiz arte, cantei, comi bem, dormi mal, bati papo, fiquei em silêncio, abracei, beijei, me senti tremendamente cuidada, recebi elogios, dei conselhos, briguei com a temperatura da água do banheiro, vi uma maluca entrar correndo pela propriedade, vi um gato preto, admirei os gatos locais, dancei, peguei chuva, tirei foto, achei o tesouro, aconselhei a Lelê [e é sempre ótimo!] e fiz o mesmo com a CCaldas [momentos reveladores!], dividi o quarto com as 8 mulheres mais legais do pedaço [não que as outras não sejam, mas foi perfeito!]. São momentos que eu não esqueci. Detalhes de uma vida, histórias que contei e que conto aqui...

24.11.08

You Make Me Sing


Esse post pode soar meio "requentado", porque a motivação que eu tinha para escrevê-lo ficou bem lá atrás. Ainda assim, correndo o risco de parecer meio aborrecida, prefiro terminar uma história que ficou suspensa no ar. Gosto de fechar ciclos. Sem regra.

No texto If I Were a Boy, eu comentei sobre uma voz que andava me dando arrepios na espinha, siricutico nas cadeiras, aperto na alma e vapor de virilha! Na época, ele ainda podia representar certa "novidade", ter seu tom de ineditismo em terras brasileiras, mas depois de se apresentar no Domingão do Faustão, a gente já pode dizer que ele se popularizou [ou exagero?].

Conheci o trabalho de Michael Bublé em uma das minhas viagens a Nova York [acho que em 2005]. Se não me engano, ouvi uma de suas músicas no rádio e fui correndo para o youtube a fim de encontrar o rosto do dono daquela voz incrível. Fiquei completamente seduzida pelo conjunto da obra [what a nice guy! My number!]... A imagem era tão boa quanto o tom da sua voz. O repertório também me tirava do sério [e do chão com hits como Fever e Crazy Little Things About Love]. Ele canta, acompanhado por uma orquestra, um repertório que mistura standards e sucessos do pop [É o bailinho moderno, trazendo o que mais me agrada na tribo do Jazz. Ou seja: perfeição no tom, na intenção, no som, nas letras e na carga emocional que essas músicas despertam].


Bublé tem apenas 33 anos. É uma delícia de se ver e de se ouvir. E usa as suas habilidades como ator para encantar [ou enfeitiçar] sua platéia, em performances dentro e fora do palco. Bublé não tem medo de gente! [Em São Paulo, teve a sua bunda beliscada por uma fã mais afoita e fez graça com a situação]. Ele canta e eu me derreto. Voz no ouvido, com canal direto para o coração, aguçando meus sentidos! [Os cinco e, que sá, outros tantos sensoriais que acaba por se descobrir, quando você se deixa enebriar. Melhor, só ele cantando com a boca no meu ouvido. Nirvana! hehehe]. Já vendeu mais de 11 milhões de discos, em tempos de crise na indústria fonográfica. Em menos de cinco anos de carreira, já foi indicado ao Grammy, o que coloca muitas vozes sintetizadas e produzidas em estúdio no chinelão de couro, mano!


Quase morri quando descobri que teria que viajar justamente no dia de sua apresentação no Rio de Janeiro. Quase morri também, quando estava no Madison Square Garden e descobri que ele lá se apresentaria um ou dois dias depois da minha volta para casa. Quase morri, quando ao chegar em casa no domingo da viagem, vi que ele estava no Faustão, ainda mais lindo que nos videos e fotos. Quase morri quando soube que ele volta para um grande show em março!

EU QUERO TANTO IR!
Espero que o tempo nos encontre!
E que o meu seguro de vida esteja em dia...




Piadinha no show paulista:
"Todos, por favor, levantem a mão direita. É essa mão, olha. [e vira de costas para o público. A platéia grita]. Essa é a mão direita. Todos estão com as mãos para cima? Ok. Agora pegue sua mão e… Deslize-a levemente sobre a perna da pessoa ao lado". A risada é geral.


Para Ler Ouvindo: Everything
... And in this crazy life and through these crazy times / It's you, it's you, you make me sing / You're every line, you're every word, you're everything...

21.11.08

Xuxu

Salve All!
Dia triste, perdi uma amiga querida. Assim, num segundo de quem se despede e nunca mais volta. A morte é parte da vida, mas a gente sempre se pega surpreendido por ela.

Vou dar uma sumidinha no finde. Na segunda a gente volta de onde parou...

E que a Força esteja com você!
E que Deus abençoe - e muito - a família da Xuxu, que partiu e vai fazer falta, muita falta...

20.11.08

If I Were a Boy


Um dia eu pensei que seria muito difícil gostar de cara de uma música de Beyoncé [que para mim representa uma geração after mine, portanto, é do gênero devo observar com curiosidade], até que vi To the left na TV. Bem... Realmente não é uma obra prima, mas o swing me pegou de jeito. Agora está tocando na rádio If I Were a Boy, pela qual me apaixonei logo no primeiro beat se saber quem estava cantando [letra com história de amor e desamor, voz sofrida e levemente rasgada na garganta, interpretação comovente até mesmo para quem não entende lhufas de inglês]!


Hoje, vendo a MTV, descobri que era ela, a "B"!! Também descobri que a outra "B", Britney Spears, voltou a ser a número UM na escolha da audiência. E mais: a música e o clipe da menina-maluquinha fazem uma boa dupla! Amanhã eu posto algo sobre essa canção e sobre uma voz que anda me dando arrepios na espinha, siricutico nas cadeiras, aperto na alma e vapor de virilha!

Hoje é dia da "B-Good".

(Chorus)
If I were a boy
I think i could understand
How it feels to love a girl
I swear i'd be a better man
I'd listen to her
Cause I Know how it hurts
When you lose the one you wanted
Cause he's taken you for granted
And everything you had got destroyed

Tradução levemente constrangedora, porém perfeitamente compreensível do trecho e da canção, você acha AQUI.

19.11.08

Para Viver Um Grande Amor

Não estou 100% certa a respeito do pensamento que vou expressar a seguir; mas... Tem momentos em que acredito que certas histórias estão conectadas por laços invisíveis que transcedem espaço e se encontram no tempo. Ao mesmo tempo. Papo estranho? Vou exemplificar...

A BWood me deixou um recado intrigante. Disse que um amigo dela de São Paulo, o Luizangulo, também deixou o Soneto da Separação, do Vinícius, no mesmo dia que eu. Achei esse fato muito curioso e fui lá dar uma espiada no blog dele. O post que ele colocou imediatamente depois, do mesmo autor, era justamente o que eu precisava dizer hoje...

E digo!

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor. Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor. É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor? Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor.

É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor. Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

Estou sofrendo de amor, com alguém que não sabe viver um grande amor. Mas passa... Tudo passa e o amor-próprio se renova e nos renova. Quem não sofre de amor, não ama; ou nunca amou, o que é ainda mais triste. Mas estou bem [mesmo e não sei como], vivendo os desafios de cada dia e esperando sempre em Deus pelo melhor [embora tristinha, o que é natural]. Para viver um grande amor, é preciso saber que sempre há amor para recomeçar.

18.11.08

Eureca!


Certa vez eu recebi um e-mail de uma pessoa especial com uma reflexão instigante:

"Cada indivíduo tem uma balança, onde existem pesos tão diferenciados e próprios, que torna-se impossível, sem entrar no universo particular de cada ser humano, compreender seu funcionamento. Difícil é aceitarmos a nossa impotência perante o OUTRO".

Uma análise profunda sobre as relações humanas. O outro, esse ser tão múltiplo em suas complexidades e matizes. Não há livro que possa mapear a alma humana e seus desdobramentos em relação aos sobressaltos da vida. Claro que existe um padrão, mas acredito que somos surpreendentes, únicos e com uma capacidade de mutação mais veloz que qualquer teórico possa acompanhar. Gosto daquele expressão: "Isso nem Freud explica"... E não explica mesmo. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, de se saber humano.

Se é difícil me compreender, como exigir de mim a compreensão do outro? As relações humanas não são baseadas somente no completo mapear do interior daquele(s) que vive(m) em seu círculo de segurança... Mas no aceitar que diferenças e semelhanças tem o seu lugar, somam certezas e completam debilidades. Basta querer. E ninguém pode querer por você. O processo é interno, dinâmico e exige entrega.
Eureca!

17.11.08

VM


Vinicius de Morais

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

16.11.08

Por Amor

Por Amor
Catedral

Faz tanto tempo mas não me esqueci,
Do teu carinho tão grande por mim,
Eu sei que um dia eu quis te esquecer,
Outros caminhos eu quis percorrer,
E a gente pensa que vai ser feliz,
Que para tudo há uma solução,
Mas solução não existe sem ti,
Preencha agora o meu coração.


(Refrão)
Por amor, teu amor,
Modificou o meu viver,
O meu ser, teu poder,
Iluminou o meu olhar,
Céu e mar,
Teu querer,
É tanto bem querer pra mim,
Eu sei que não mereço mas,
Tu és amor, amor,
Eu sei que não mereço mas,
Tu és amor, amor.