23.12.08

Vazio e Recomeço

Amigos inspiram
23/12/2008

Amigos inspiram amigos...
Que inspiram outros tantos...
Que são inspirados pelos que aqui já passaram e deixaram um legado de delicadeza e suavidade...
Poesia de se sentir, de se ver, de materializar sensações.
Sentimentos que se atiram do peito para o papel;
Lágrimas que tocam a alma;
Sorrisos que transpõem o nosso interior sem pedir passagem;
Dor fina que machuca sem tocar;
Coração rasgado sem peças exatas para juntar.
Um mar de sensações revoltas, abrigadas em métrica.
Qualquer coisa que te traga e você não se deixa resistir;
Algo que te empurra para o mais cruento abismo e por mais que você lute, a salvação é mesmo se jogar em direção ao desconhecido.
E esperar.
E se aquietar.
E observar.
E se ancorar.
E se fortalecer para enfrentar novas sensações.
Amigos inspiram amigos, mas também são fonte de inspiração para tantos e tão poucos.
Somos um e somos muitos, múltiplos, únicos.
Existe um pedaço de nós em cada lugar;
Uma onda de esperança impossível de se calcular.
Ela se espalha.
Ela se espelha.
Ela se transforma e ganha novos contornos.
Tão familiares e tão novos, que experimentar parece que é ter mais do mesmo com sabor de novidade.
O que é já foi e o que foi ainda há de ser.
Nada é novo.
Tudo parece tão óbvio como final de filme.
E a projeção não pára.
E a freqüência só aumenta.
E as apostas se avolumam.
E a platéia inquieta cumpre o seu papel: lágrimas, palmas, desconforto, epifania, emoção contida, sensação de déjà vu.
Um vazio e um recomeço.


A minha inspiração para o verso acima veio do blog da Lívia. Li lá no Varanda um verso do Fernando Pessoa que falou à minh'alma:


Foto de Viena By Moratelli
Sobre o Viver e o Pensar
Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental
Mas, reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual, porém, é a verdadeira
E qual a errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

22.12.08

Dias Melhores


Recentemente a minha Mãe fez uma viagem e trouxe de presente para mim um livro sensacional. Mais incrível ainda é o fato dela ter acertado o "meu gosto pelas lembrancinhas" duas vezes seguidas. Acho que isso nunca antes aconteceu na história desse país, como diria Lula [ou na vida desta escriba, como melhor completaria a sentença]. Fato, portanto, digno de celebração [da minha parte].
Aliás, em uma viagem anterior foram dois presentes na mosca e um mega errado, que o acaso fez o favor de quebrar e chegar inutilizado dentro da mala, me poupando, assim, de comentários ácidos. E ela, de frustrações sem necessidade.
Dessa vez, o livro caiu como uma luva. Chama-se “Dias Melhores Virão”, de Max Lucado – autor Best-seller do The New York Times. Não é mais uma daquelas compilações do tipo auto-ajuda pura e simples. É um livro que se propõe a trazer um pouco de esperança aos dias já difíceis e ainda mais problemáticos; mas ao fazer isso, ele traça um paralelo da vida contemporânea com o olhar cristão [que é a base da minha vida e dos meus valores mais caros].

Logo de início, o autor me ganha com a seguinte sentença, que faço questão de transcrever e imortalizar nessas minhas memórias:

"Os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos, nem são como os nossos. Nem estamos na mesma vizinhança. Estamos pensando: preserve o corpo; Ele está pensando: preserve a alma. Sonhamos com um aumento de salário; Ele sonha ressuscitar os mortos. Evitamos a dor e procuramos a paz; Deus usa a dor para trazer paz. “Vou viver antes de morrer”, decidimos; “Morra para que você possa viver”, Ele instrui. Gostamos do que enferruja; Ele gosta do que dura. Alegramo-nos com nossos sucessos; Ele se alegra com nossas confissões. Mostramos aos nossos filhos o astro da Nike exibindo um sorriso de um milhão de dólares e dizemos: “Seja como fulano”; Deus aponta para o carpinteiro crucificado que tem os lábios manchados de sangue e um dos lados dilacerados e diz: “Seja como Cristo”...

A natureza é a oficina de Deus. O céu é o seu currículo. O universo é o seu cartão de visitas. Você quer saber quem é Deus? Veja o que Ele fez. Você quer conhecer o poder de Deus? Dê uma olhada em sua criação. Está curioso para saber a força de Deus? Faça uma visita à sua casa: Avenida Um Bilhão de Estrelas no Céu. Quer saber qual é o tamanho de Deus? Saia à noite e olhe para a luz das estrelas emitidas há um milho de anos e depois leia Crônicas 2:6: "Quem é capaz de construir um templo para Ele [Deus], visto que os céus não podem contê-lo, nem mesmo os mais altos céus?”...



Lilia Cabral me disse que Natal é o renovar da esperança, lançando nossos pensamentos e projeções para um futuro melhor. Jesus nasceu, é Natal. Meu desejo é ter a esperança renovada para saber andar nos caminhos que Ele escolheu para mim. Respeitando tempo e espaço; o que já foi e o que ainda há de ser.

Fazer Diferença

Quem leu o post abaixo, pode ter certeza de que estou na fase “I Love you baby”, mas que sei esperar pelo tempo certo das coisas. Cada sonho e decisão têm seu tempo exato de maturação e desenvolvimento. Fato explicado, não impede que eu continue escrevendo sobre crianças. Aliás, o término da semana/ início do fim de semana se resumiu a uma dose cavalar de pequenos. Na veia!


Todas as Fotos do post são de Claudia Novaes

Sexta-feira foi aniversário do Noah, filho da Dani Winits e do Cassio Reis. Para celebrar o primeiro aninho do pequeno, o casal de atores resolveu fazer uma festa solidária no Educandário Romão Duarte – uma espécie de orfanato na zona sul carioca. Ao invés de presentes, os convidados foram estimulados a levar doações de alimentos e fraldas.

Cheguei antes do horário marcado para a festa, porque estava lá a trabalho, não como convidada. Depois de me encantar com a decoração [foi inspirada na Arca de Noé e tinha como tema A Arca do Noah, Noé em inglês], fui conhecer as dependências da instituição.

Sem palavras. Não posso resumir o trabalho daquelas pessoas. Não conheci todos os cantos do lugar, mas fui levada direto para a sala dos recém-nascidos e crianças até dois anos [as que estão aprendendo a andar e as que já dão os primeiros passinhos delicados]. Tem gente que acha que vai chorar; há os que se eximem da visita e da participação por conta dessa sensação. Eu fui. O que me assustou foi a quantidade de bebezinhos, sozinhos, cada um em seu bercinho. Mais de dez, sem exagero. Todos dormindo o sagrado soninho pós-almoço. Olhei pelo vidro, porque a gente não está autorizada a pegar, tocar. O mesmo com os de até dois aninhos. Meus olhos foram capturados pelos de uma menina mulatinha, que estava de saia jeans e blusa de listra. Ela me olhou pelo vidro e soltou um sorriso tímido, desviando, então, o olhar. Eu quis pular ali dentro, claro. Mas, inacreditavelmente, não fiquei com aquele gosto de guarda-chuva na boca. Apesar de a situação toda ser muito injusta, as crianças são super bem-tratadas. Triste eu fiquei no orfanato que visitei no interior de São Paulo, mas isso já é outra história.





Os internos foram convidados a participar da festa do Noah. E foi justamente a tal menininha de saia jeans e blusa de listras que precisou de ajuda para subir a escada que leva ao salão principal. Ela não apenas se deixou segurar pela mão, mas também pegou a minha com firmeza e só soltou um tempão depois. Enquanto pude, mostrei a ela a decoração do local. A “pegada” da sua mãozinha me deu a dimensão da necessidade de atenção exclusiva que essas crianças têm. Mais uma vez, elas são muito bem tratadas, um número bom de monitoras amorosas, mas ainda assim, nada substitui o estímulo individual, a atenção focada, o exemplo. Quero muito voltar lá. Quero muito tocar outras pessoas, para que elas façam o mesmo [em presença ou em doação em espécie ou de talento]. E não quero ter que mencionar as histórias trágicas que eu ouvi ali; resumo de uma vida cruel, para tipos que mal começaram a delinear a sua trajetória. Há coisas de difícil compreensão, principalmente quando humanos são mais bestiais que os ditos animais irracionais.

O aniversário do Noah foi um sucesso. Eles arrecadaram uma tonelada em doações, entre mantimentos, leite e fraldas. Todos se divertiram muito. Uma tarde feliz. Alguns ali são apadrinhados, vão ganhar presenteS de Natal. Porém, a assistente social me contou que TODOS acordarão no dia 25 de dezembro com um presentinho ao lado da cama. Fiquei extremamente tocada.





Se você puder contribuir, não deixe de fazer. Em dezembro chegam muitos presentes. Em janeiro, todos os tipos de doação praticamente somem, porque as pessoas têm que pagar todas aquelas contas, colégio, material escolar, etc. Há bem pouco tempo, por exemplo, deu um surto de piolho por lá [o que é supernormal em crianças. Ainda mais, porque há os internos e os que apenas passam o dia] e não havia verba suficiente para um tratamento, digamos, mais eficiente. Mas quando o homem falha, Deus ajuda. Não duvide. Eu não duvido.

Clique aqui para conhecer a instituição: www.romaoduarte.com.br

Progesterônico

Samuel e o Papai dele, esperando na janela

Eles levantaram a lebre. Sah, Bia Bug e o Val acusaram: "definitivamente, seu blog tem estado bastante progesterônico". [Dã]. Obviamente estou vivendo um estado de "Hello cegonha?!" há bastante tempo. Desde os 14 anos [ou antes] o meu instinto maternal foi acionado. Nessa época, eu cuidava de umas 20 crianças entre 6 e 11 anos, todos os sábados, no movimento escoteiro. Antes disso, qualquer lugar que houvesse uma criança, eu não dava atenção a mais nada e ninguém.

Se eu brincava de boneca quando era pequena? Não, eu brincava na rua de pés descalços, corria, soltava pipa, jogava bola de gude, queimado, pique-esconde, pique-bandeira, pulava muro, subia em árvore, andava de bicicleta, patins, skate, pogoboll [ficava com os pés em bolhas], acampava, tomava banho de piscina, jogava detetive, jogo da vida, war, banco imobiliário. Os únicos seres inanimados que "projetavam" a imagem humana eram Playmobill, G.I. Joe e bonecos do desenho He-Man, que faziam parte do arsenal do meu vizinho e melhor amigo. Ele sempre me chamava para brincar. Desde muito cedo, dei preferência para as brincadeiras coletivas. As bonecas me tragavam para um mundo mais solitário. Mas foi sair da idade das bonecas, para entrar na fase I Love Kids.

Esse vulcão andava apagadinho há algum tempo [mais de três anos]. Só que meu last boyfriend tem um filhinho de três anos, que é a coisa mais fofa desse mundo. E eu me apaixonei pelo garoto, antes mesmo de conhecê-lo. E quando nos encontramos, a mágica aconteceu. E por um dia, o menino foi um pouco meu. Depois disso, ele foi "retirado" de mim. Ficou a vontade. Gritando, uivando e salivando dentro de mim. Já havia feito o post dos filhos dos amigos aqui no Bibidebicicleta. O Franitos aparece com o sobrinho mais lindo e mais figura nos braços [Samuel, o loiro da foto]... Claro que estou ovulando! Se me deixarem mais de um dia tomando conta de um bebê é capaz de sair leite do meu peito! hahahaha

Os Índios da tribo pensaram que o Samuel fosse um boneco e não um menino

Porém [ah! porém], como eu também já havia falado aqui, tudo tem o seu tempo certo. Quando a gente apressa o curso natural da vida [ou tenta alterar o fluxo natural de um rio], nós acabamos pagando um preço bem caro lá na frente. E não é que eu queira ser a "Senhora Perfeição", longe disso [far, far away mesmo]! É que sonho em planejar uma família. Se Deus me abençoar com filho (s), gostaria que ele (s) fosse (m) fruto (s) de uma história de amor, de um belo encontro [sem data marcada, sem previsibilidades ou obviedades].


O que fazer então, acerca dessas coisas? Esperar e curtir as oportunidades que a vida me oferece.


E por falar em esperar... Foi esse o tema que eu comentei lá no blog do Valmir, o Sobretudo. Gosto dessas conexões. Vou trazer para cá, o comentário de lá. Enjoy.

Foto "descolada com consentimento" do blog do Moratelli



VALMIR DIZ:
"Agora, no meio do texto, revendo essa foto, me veio uma outra coisa à cabeça. Quase deleto tudo e recomeço. Preguiça... Essas cadeiras vazias... Isso me lembra esperar. Esperar e nunca saber se vai chegar. Quem vai chegar? O que vai chegar? A gente está sempre esperando alguma coisa. É ela que não ligou. É o dinheiro que não caiu na conta. É o ônibus no ponto. É a remuneração no trabalho. É o chope o garçom não trouxe. É o telefone que não toca. É o presente que deve vir. É o sinal que já vai abrir. É a chuva que já já vai cair. É o sol que precisa aparecer. É a revista que tenho que fechar. Enquanto a gente espera, vai vivendo. Eu prefiro esperar em pé. As cadeiras vazias..."

BIBI RESPONDE:
"Eu costumo dizer que a vida é o que acontece enquanto a gente está nela. A espera faz parte. Mas ela pode se tornar um momento criativo, de aprendizagem. Como jornalistas, a gente tem q desenvolver técnicas p esperar com paciência, pq essa é uma tarefa que muito se faz. Eu, ansiosa e inquieta por natureza, achava uma tortura ter q fazer plantão, paparazzi, porta. Na porta, pelo menos, a gente fala um monte de besteira, joga conversa fora e vida dentro. Tudo vira história. Esperar no aeroporto, agora, só com livro. Estava em SP num desses apagões, sozinha e estressada. Não saio mais de casa sem livro e bloquinho. Qdo viajo, ainda tem a palavra cruzada! Difícil é esperar o cara certo (não o perfeito) chegar; a oportunidade ideal de trabalho; os sonhos se tornarem metas e realidade. Antes de nascer a gente já esperava ficar formado dentro da barriga da mãe. Depois disso, espera-se a morte. Mas a gente não vive esperando por ela... A gente simplesmente vive. O que me traz de volta à frase do começo do post, que a vida é o que acontece enquanto a gente está nela."

19.12.08

Very, Very Extraordinary...


Adoro essas pequenas surpresas que a vida nos apronta. Algumas delas só fazem mesmo sentido a você; para outros é pura balela, bobagem, piração.

Eu ando um pouco mais atenta as pequeninas surpresinhas que nos aparecem vez ou outra. Quando se está leve, a capacidade de respirar aumenta, a vontade de olhar em volta surge de forma expressiva e natural e, consequentemente, você acaba percebendo que está pronto para curtir [desfrutar] desses pequenos pontos, que ao serem ligados, se transformam em alegria. Estou cansada, mas em paz.

Hoje, por exemplo, entre no Youtube logo pela manhã. Ontem, meus amigos me falaram sobre um video muito engraçado do Chico Anysio. Fiquei tão curiosa [a animação deles era tamanha] que parti em busca da informação. Clique vai, clique vem, acabei encontrando uma música SENSACIONAL. Sabe aquele tipo de canção que você escuta em uma trilha sonora qualquer e te marca [sabe Deus por que] e você então passa anos sem pensar nela, mas quando a escuta outra vez, um faixo de luz começa a tremular no seu peito? Foi assim. Natalie Cole, mais uma vez, me arrebatou. Eu já amava This Will Be [tema do filme Taxi, com a Queen Latifah, Gisele Bundchen, Jimmy Fallon] em sua interpretação. Agora voltei a ouvir L.O.V.E e essa canção me pegou de jeito: pezinho batendo, ombros balançando e eu me imaginando num delicioso cabaret nos tempos gloriosos de Liza Minelli!

Claro, vou reproduzir a letra abaixo [e que fica um veludo no tom certo da minha voz], mas recomendação é a versão da Natalie, não da Joss Stone, cantora que também amo, mas quis fazer uma versão diferente, modernosa, e deixou de fora a liga que dá o "baticum" no coração. Ai que vontade de fazer um musical...


L is for the way you look at me
O is for the only one I see
V is very very extraordinary
E is even more than anyone that you adore can

Love It's all that I can give to you
Love is more than just a game for two
Two in love can make it
Take my heart but please don't break it
Love was made for me and you

17.12.08

Noah

Antes de ir para as bancas, eu não podia contar mais detalhes dessa matéria invcrível que a gente fez no Hotel Santa Tereza [um pedaço da serra, do campo ou de Amsterdã em plena Cidade Maravilhosa]. Agora que já está na capa da Revista Quem Acontece desse semana, fico em paz de revelar duas das inúmeras outras fotos feitas para esse trabalho mais que fofo. Já havia dado dicas no post Ovulei.

Foi o Noah que me fez sentir que ser mãe, mesmo sendo uma tarefa cheia de trabalhos e detalhes que são importantes, vale cada segundo. O Noah é mesmo um menino especial. Seu sorriso te ganha na hora. E se ele estiver entediado? Simples, basta cantar: "Paçoca, mariola, quindim, Frumelo, doce de abóbora com coco, Bala Juquinha, algodão doce e manjar. Uh! Venha pra cá, venha comigo! Amar é pra já, não é proibido. Vou te contar: tá divertido, Pode chegar [Sua música favorita, sem dúvida]". Antes mesmo de saber andar, o Noah já adora dançar! Ora segurado pelo tronco, quando pode dar pulinhos sem preocupação; ora sentado, mas sacudindo os bracinhos sem parar, como quem marca o ritmo da canção. Coisa mais linda de viver!

Cabelos loiros, olhinhos azuis curiosos que tentam decorar para reproduzir os gestos que mais lhe agradam - como o clássico não, balançando a cabecinha. Ele acorda da soneca da tarde de muito bom humor. Adora banana amassada e bebe bastante água. Usa roupas descoladas: calça Diesel, sobreposições de camisas e tênis Adidas, além de ter sempre algo da Dolce Abbraccio by Noah para deixar o visual ainda mais personalizado.

Mamãe Winits e Papai Reis tem um tesouro em casa. E o mais legal é que embora ser mimado fosse o tipo de criação lógica para quem já nasceu em lar privilegiado; Noah não é superprotegido. E antes mesmo de completar um ano, já era inspiração para arrecadar doações para o Educandário Romão Duarte, no Rio, onde foi o seu chá-de-bebê e também onde vai festejar seu primeiro aninho. Sempre pedindo doações como presente. O menino já ensaia as palminhas desencontradas para a hora do bolo. Se certo ou errado, não importa: é uma graça sempre!


Querendo...

Simplesmente adorei essa foto que o Fernando Torquatto fez da Carolina Dieckmann para a Revista Quem Acontece. Madonna dá adeus ao Rio de Janeiro com a Carol transpondo a Material Girl para as lentes.



Ah, pára gente!
Vou começar a desfiar o meu rosário de reclamações...
Muita gente sem comentar os posts ultimamente.
Pombas, justo agora que ando tão certinha, com as atualizações quase diárias...
Isso, definitivamente, baixa a minha libido literária, mas enfim...
Hoje eu ouvi uma frase boa e uma palavra "nova". Dois itens bem divertidos:
"Gata, me moderniza que eu estou Barroca!"

"Fulana está tão sequeirosa hoje", ou seja, fulana está "se querendo" demais...

Day by Day


Gosto de comparar a vida a uma colcha de retalhos. Gosto muito, aliás, porque é a associação mais simples e sincera que me ocorre. Já a citei várias vezes aqui [e certamente outras virão]. Gosto de pensar que as belezas da vida podem ser costuradas a nossa história momento a momento. Basta que estejamos atentos à vida e não tenhamos medo de viver suas surpresas.

Existe um filme que me toca bastante: Stepmom (1998) com a Susan Sarandon e Julia Roberts. Nele, a personagem de Julia é uma fotógrafa, que tem a bela idéia de fazer uma colcha de retalhos com os melhores momentos da ex-mulher de seu atual marido junto aos filhos. A ex-rival, Susan, descobre que está morrendo de câncer; mas esse ato simples, profundamente tocante e cheio de generosidade acaba transformando duas famílias partidas em uma só comunhão. Os retalhos dessa colcha são realmente os momentos felizes vividos por aquele núcleo.


Aprecio demais costurar eventos da vida, não só para contar a minha história, como também para torná-la significativa. Uma vez li uma frase que dizia:

“Morro e revivo nos pequeninos instantâneos da Graça. Sempre a espera de um milagre...”
Adotei essa máxima, fazendo desses pequeninos instantâneos da Graça, as peças exatas para a colcha de retalhos que estou construindo; bordando e recortando ao sabor das lições e dos acontecimentos.

Assim sendo, quando elaborei uma lista de coisas observadas em apenas um dia pelo bairro do novo trabalho [post antigo], pensei na frase de Charles Chaplin, que diz:


“A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe.”
E assim foi. Logo no segundo dia de trabalho, a minha chefe pediu, por e-mail, para que eu falasse mais baixo! Essa pequena Italianinha que vos escreve estava dando urros com a pessoa do outro lado da linha, para que o trabalho acontecesse da maneira perfeita. Eu falo alto e gesticulo apenas quando me empolgo. Essa mesma pessoa, me ligou em seguida e perguntou se eu estava triste [hehehehe]. O poder da voz. Foi essa mesma pessoa que me disse que quando a gente não conhece quem está do outro lado, a voz simpática faz toda a diferença. E foi assim, com um elogio, que fiz amizade com a Ed, uma paulistana gente boa e que confiou no meu taco só pela voz... E se deu bem! RS

Caminhando pela rua principal, logo depois do almoço, vejo uma cena intrigante. Uma mulher vem na direção contrária a minha, com a blusa TODA molhada só na região do peito [específicamente]. Aquilo me intrigou profundamente. Acompanho com o olhar a passagem da jovem, sem entender como alguém pode suar só no peito [no caso, no peitão]. Duas marcas de água exclusivamente na região pontiaguda, protuberante e alimentar da mulher. A Lucy, que caminhava comigo, esclareceu a minha momentânea ausência de sinapse: “Bibi, ela está vindo da praia e o vestido está molhado só na região do biquíni”. Uia! Como não pensei nisso, meu caro Watson!? É elementar, minha humilde habitação está a uma montanha de distância do mar... Não conheço os hábitos e esquisitices de quem é rato de praia.


Camelô de bairro bohemian chic tem seus atrativos em escala superior. Um Rolex está valendo R$ 300,00 [no pau!]. O “falsi”, porque o real está valendo algo em torno de 10, 12 mil reais [menos ou mais, dependendo do modelo]. Um amigo meu ganhou um de aniversário, há pouco tempo. A pessoa que o presenteou achou que ele não havia se animado o bastante com o mimo. Ele diz: “Ah, Rolex eu já tenho outros, já vi, já sei o que é... Gostei mesmo foi da colagem que a minha massagista fez para mim de presente”. Pois é, essa é uma camada telúrica da sociedade da qual não me atrevo nem a pesquisar, porque é um mundo legítimo sim, mas totalmente desconhecidoe de polegar opositor [para quem assistiu Ilha das Flores]. Algo que paira num paralelo entre Lost e a Ilha da Fantasia, na escala da minha mais humilde vivência suburbaninha, com toque de charme, elegância e sofisticação patrocinados pelos tempos de Caras e as coberturas das festas do high-socity. E não há demérito em nenhum dos dois lados dessa moeda. Só um abismo.

E depois de perceber que eu não poderia ter nem o Rolex by Feirinha, recolhi a minha dignidade, a fim de voltar para casa. De ônibus. Antes, passei na padaria e comprei biscoito goiabinha, alegria de pobre. Lembrei tanto de Jorge Brasil, que tem asco desse biscoito. Uma vez ele pegou um pacote inteiro e socou tanto o bicho sobre sua mesa, que só sobrou farelo para contar história. Cada um no seu quadrado, certo?


Logo após o lanche, peguei um livrinho para ler. Vi que o cara que sentava-se no banco ao lado [do outro lado do corredor] estava atracado em um jornal. O balanço e a leitura me fizeram dormir em questão de minutos. Quando acordei, no meio do caminho, vi que o camarada do jornal dormia de pescoço pendurado, jornal espalhado pelo chão, bem como eu deveria estar há poucos minutos. E fiquei matutando: será que, assim como a minha mãe, eu durmo de boca aberta? Ser flagrada nessa situação é fim de carreira, meu bem! Pior que isso, só usar o ombro do companheiro ao lado como travesseiro. Ato [falho] que também faz parte do meu repertório “morfeniano”.
Agora vou dormir. Essa escrita já me deu olheiras.
Beijos e até a próxima!

16.12.08

Sapato Nele!


A Lívia postou no Varanda um texto que começa assim:

"Sem apologia à violência, mas é impossível não concordar com a tentativa de sapatadas ao Bush. O jornalista iraquiano aproveitou o ímpeto de ousadia para desafiar o que ainda resta do presidente dos Estados Unidos. Pena que sua mira não é tão boa…"


Eu ainda não havia planejado escrever sobre o episódio aqui, mas não resisti a fazer o meu comentário lá e o trouxe para cá. Assim como a passagem da Madonna pelo Rio de Janeiro aos 50 anos saltitantes, concordo que o feito "sapatada no Bush" causa efeito em nosso tempo. Deve, portanto, ser registrado aqui no Bibidebicicleta.

A réplica para o parágrafo da Lívia [plus comments] foi:


Mira ruim? Primeiro: se fosse eu, era capaz de ter acertado o homem ao lado do Bush [o Primeiro-Ministro do Iraque, Nuri al-Maliki], a cabeça do coleguinha sentado à frente ou o segurança que guardava a porta dos fundos [nas duas tentativas, inclusive]. O Jornalista Iraquiano, Muntazer al-Zaidi, tal qual um primitivo homem das cavernas com a sua lança em punho, mandou o sapato na direção certa; tanto que o Presidente dos EUA teve que desviar da "arma letal e de destruição em massa [encefálica?]". Pelo menos o topete saiu do lugar e naquela hora não havia nenhum assessor do Pentágono para assuntos capilares de extrema urgência para a segurança nacional [lembra da cena que vazou em um dos seus pronunciamentos? O bonitinho sendo penteado? Cute Cute, Nhã NHã Nhã].

Segundo: o Jornalista Iraquiano pode não ter "chapuletado" o seu pisante na cabeça do Georginho Junior, mas acertou em cheio o que restava de sua dignidade [e do sorriso amarelo, dado como retribuição mais uma vez. O homem sorri tanto, que já deve estar com a jaqueta dentária gasta. A ordem deve ser: quando não souber o que fazer, sorri e acena, tal qual fazem com as misses]. Foi uma das despedidas de governo mais humilhantes dos últimos tempos [Isso porque a gente não pode descartar o caso Watergate, por exemplo]. Foi pior que o bye-bye do Bobby Pai Bush ou o folhetim latin lover western protagonizado por Will Clinton, o charuto mais rápido do Oeste.
A ousadia do Jornalista Iraquiano chega a me comover [e me dá tantas idéias para histórias e sagas...]. Que coragem a desse cidadão! Não tinha mais nada a fazer, a não ser esperar pelo minuto final, quando pôde marcar seu protesto contido, atirando contra o seu opressor a lembrança mais repressiva [corretiva e coercitiva] de seus tempos de infância: o sapato cantou, o couro comeu.
Pode-se dizer que o ato de atirar os calçados foi tão marcante quanto o tiro que matou JFK. Só que a bala acertou o alvo e os "pisantes" só feriram a alma [e a dignidade, que já estava à meia-sola mesmo]. Não seria tão bom, se não fosse
patético. Agora a pergunta que fica e que não quer calar: será que o sapato atirado pelo corajoso Jornalista Iraquiano Al-Zaidi Skywalker estava "carregado" no chulé!? Porque além de arma letal e de destruição em massa, o artefato poderia ter emanado gás tóxico! Quem se habilitaria a dar a primeira cafungada?

15.12.08

Sétimo Dia



Ai meu São Longuinho! Não sei por que ainda aposto meus dividendos em cavalo manco!? Explica-se: a história é recorrente. Eu anoto um tópico no blog e não o desenvolvo; as pessoas são atraídas por certas palavras; a coisa ganha uma forma maior do que ela realmente tem, porque a criatividade humana é infinitamente mais capaz que fatos e letras. Então, eu me sinto mais acuada que um esquálido nerd que deixa cair o sabonete no chuveiro do vestiário dos jogadores de futebol americano depois de cinco dias concentrados...

Por que esse prólogo imenso e tenso? Bem...

Saulo disse: "Paquera no enterro... Exótico! rs Adoro os causos mais bafosos! rs"

Ivy disse: "Eu to MORRENDO de curiosidade de saber a história por trás do primeiro item. Aliás, acho que todo mundo, né?"

Val disse: "Um post já pra isso: Paquerar em enterro, velório ou missa de 7º dia COM NOMES E DETALHES PICANTES, HEIN!"


E a história não tem nada demais! Aliás, tenho uma relação tranqüila com essa coisa que dizem ser mórbida. Já contei aqui, que a minha mãe dormiu em uma lápide durante o velório, quando veio de outro estado para o enterro da sogra. Já contei aqui que visitei dois cemitérios durante viagens: o de Nacional de Arligton, na Virgínia e o De La Recoleta, em Buenos Aires, Argentina. Sim, neste último teve história. Eu estava apertada para fazer xixi e não achava nem o túmulo da Evita [motivo do passeio, anseio de Max, o menino maluquinho] e nem um caminho que levasse ao banheiro. Estava procurando uma tumba mais fechadinha para poder resolver o meu problema, mas o medo de algum defunto passar a mão na minha bunda foi maior. Foi em um desses corredores de mausoléus que eu me deparei com três gatinhos de sotaque americano e comecei a puxar papo; eles com o mapa na mão [o MAPA do cemitério] e eu ali arranhando meu inglês... Mas o cérebro estava todo concentrado na bexiga [sem trocadilhos, por favor].

Bem, comigo não rolou de "dar uns pegas" no gringo entre as tumbas na Recoleta. Contudo, a Onça, minha companheira de viagem, já havia ido além. Anos antes, um professor da escola morreu. As turmas foram em "caravana" para o enterro. A Onça troca olhares com um "coleguinha" e pinta aquele sentimento [frisson, diriam os adeptos de gírias idosas]. Entre mortos e feridos, rolou uma pegação básica.

Pois é. No meu extenso currículo de histórias estranhas e amigos esquisitos, não consta ainda o item "malho entre as sepulturas de cadáveres humanos". Nunca tive que consolar um tipo mão fria, coração quente...

E toda essa história começou no dia em que a Lucy, minha nova amiga do trabalho, resolveu me apresentar umas ruas ainda inexploradas nos arredores do escritório. Passamos em frente a uma igreja famosa da região e as pessoas saíam do que parecia ser uma missa de sétimo dia. Só jovens. Só caras lindos. Todos de terno. Frágeis. Aparentemente necessitando de braços consoladores... A Lucy passa por ali, vira-se para olhar a paisagem mais uma vez e solta a pérola: " Hum, nunca havia pensado em paquerar em enterro, velório ou missa de 7º dia... Olha como pode ser uma experiência interessante?" hahaha Melhor que isso, só a Onça pedindo para tirar foto com os padres mais lindos de uma catedral na Plaza de Mayo! Jesus me abana! Cada homem de saia mais bonito que o outro [Hummmm, mira que rico! hermoso! ui, ui , ui].

Madonna


Não se fala em outra coisa, senão da passagem da Madonna pelo Rio de Janeiro e São Paulo. Tive que registrar esse momento aqui no Bibidebicicleta [mesmo não tendo ido e sem nem ter tentado ir]. Muito mais que show e música, o que me impressiona é que essa sílfide na foto tem 50 anos! E uma capacidade de ser todas e ainda assim, única. Adoro acompanhar o crescimento da filha dela, a Lola, já tão cheia de identidade [a cara da mãe] , mesmo tendo uma mãe que parece condensar a atmosfera e tomar conta de tudo; a menina segue abrindo seu espaço com a [aparente] "doçura" dos pré-adolescentes.
Então é isso! Ela veio. Eu não fui um dos seus 70 mil súditos do primeiro show no Maracanã. Li sua biografia. Gosto de sua performance, particular e especialmente a dos Anos 80. Acompanho suas reinvenções. E me surpreendo positivamente com seu papel de mãe. Esse lado da vida ela trata com delicadeza, o que surpreende at the end.
Madonna passa e eu espero pela vinda do Elton John. Esse, se Deus quiser, eu não perco! "Right from the start I gave you my heart!"

14.12.08

Ovulei

Essa é a Suri, o bebê mais fofo de Hollywood


Sei, sei, sei que estou devendo muitas histórias. Anotei em tópicos justamente para não esquecê-las. Porém, fatos nada extraordinários, mas urgentes, me trazem aqui na manhã desse domingo.

Ontem eu saí cedo para uma matéria. Acordei animada, o que já é, por si só, um milagre para uma manhã de sábado [geralmente destinado a transformar a minha cama em um sarcófago e o quarto, numa pirâmide escura e quentinha]. Fui acompanhar "uma cliente" [só para não citar o nome até óbvio da pessoa, agora] em uma locação complicada, dia difícil. Percorri com o fotógrafo a locação, ela chegou e eu não vi. Quando nos encontramos outra vez, nos falamos alegremente, eu vi que ela estava acompanhada por uma babá, mas não encontrava criança alguma por ali... Achei tudo muito estranho, afinal, ela [especificamente] não precisa de babá. Olhei pelo quarto e nada encontrei. Ao me virar, atrás de mim estava a criatura mais linda que já vi na vida! Sentadinho no carrinho, sem dar um pio, só observando toda aquela movimentação.

Vou te falar uma coisa: meu instinto maternal que já urrava ultimamente, tomou conta do meu corpo, mente, coração; dominou os meus sentidos. Naquele dia, a minha atenção foi toda para aquele bebê "absolutely adorable". Minha cliente e sua matéria ficaram com o resto da minha atenção, simplesmente porque era a minha primeira vez com aquele anjo que acompanhei crescer na barriga dela e que via pela primeira vez.

O fato dele ter olhos azuis e cabelos loiros com mechas naturais de mel era apenas um detalhe especial que o torna um "bebezão de comercial". Lindo sem dúvidas. Sua beleza somada à sua simpatia formam um combo espetacular. O menino não chora, não estranha as pessoas e SEMPRE te oferece um sorriso [com dois dentinhos em baixo e um e meio em cima] hipnotizador, principalmente quando você canta para ele dançar. E se isso não fosse suficiente, ora veja, ele é muito inteligente. Sabe quando estamos falando com ele ou dele; observa tudo e reproduz o que está dentro do seu repertório. Conversando com os amigos ali perto, seu pai falou: "legal!" Ele, a certa distância, parou o que estava fazendo, arregalou os olhinhos e disse: "au au?" hahahahaha Ali eu ovulei. Olhos cheios de lágrimas e eu pronta para me oferecer até a biba que fazia a maquiagem [graças a Deus a serenidade me alcançou! rs].

No fim do dia, ele já me reconhecia e apontava o seu dedinho para mim, com aquele sorriso banguela. Ele é o resultado de um casamento que o planejou e o quis demais. Pai e mãe, não raro, ficam hipnotizados pelas brincadeiras que ele inventa, nesse seu mundinho infantil onde tudo é paz e descoberta. Eu também fiquei... E compreendi que por mais que nosso instinto seja/esteja latente, o grande ensinamento é saber que tudo tem o seu tempo determinado. Mas que eu ovulei à tarde toda, ah, disso não tenho dúvidas... rs

11.12.08

Este Seu Olhar


Achei essa frase na internet. Não estava assinada pelo seu autor, por isso, está sem o devido crédito. Dei uma organizada no pensamento que ela quis expressar e transformei no resumo do meu fim de tarde de hoje:

"O coração é orgão relacionado ao amor, às paixões e ao sentimento de afeto pelos demais. A vida é movida por sentimentos, por isso dizemos que quando o coração dói, a vida parece parar e a dor parece sem fim".


O fantástico Tom Jobim conseguiu transformar esse sentimento em letra e música: pura poesia. Quando penso na canção Este Seu Olhar, logo me vem à memória alguma das tantas cenas de amor e malamor das novelas de Manoel Carlos, o homem que parece perscrutar a alma feminina, transformando sentimentos em palavras; palavras em frases; frases em intenções, intenções em reações e, finalmente, estas em cenas. Quase sempre tão familiares...

"Este seu olhar quando encontra o meu / Fala de umas coisas / Que eu não posso acreditar / Doce é sonhar, é pensar que você / Gosta de mim como eu de você / Mas a ilusão quando se desfaz / Dói no coração de quem sonhou / Sonhou demais / Ah! se eu pudesse entender / O que dizem os seus olhos..."

Se eu pudesse escolher, não seria tão sensível... Deus me fez determinada e tão frágil. Algo com uma certa incongruência; qualquer coisa de oposição x complementaridade. Se pudesse escolher, talvez fizesse as escolhas erradas e convivesse com novas dores, as velhas conhecidas. Não me envorgonho de confessar, que como toda mulher, tenho meus dias de "ninguém me ama e ninguém me quer"... Estou tentando descobrir como deixar ir um amor que não se perdeu, que está apenas adormecido... Queria ser mais forte, uma Diana caçadora, mas estou mais para a delicada Rosa do Pequeno Príncipe. Queria alguém que pudesse cuidar de mim...


10.12.08

Pictures - Capturas







I Love ERNANI D'ALMEIDA Pictures

Um Brinde EM FORMA DE FOTOS

Lembrar

Coisas de hoje que não posso esquecer de contar... Depois:
1) Paquerar em enterro, velório ou missa de 7º dia - LU
2) Dormir no ônibus
3) Falar baixo
4) Cão sem coleira
5) Voz simpática faz diferença
6) Homem que é bom pai
7) Íntimo e Pessoal
8) japoneses dominam todos os pontos turísticos do mundo
9) Suor só no peito
10) Rolex
11) Biscoito goiabinha

9.12.08

Detalhes



Escrevi o post Abelhas na intenção de dar réplica a um comentário feito pela Ana Martins sobre um texto anterior. Gosto demais desse tipo de feedback. Não só por poder expressar sentimentos em palavras, como também porque é a chance de tornar o Bibidebicicleta um espaço de diálogo e não apenas um lugar ideal para o monólogo de uma contadora de histórias reais [minha prima achava que era tudo ficção, coisa da minha cabeça. hehehe A vida pode ser uma viagem sem ácido!].

E depois que escrevi para a Ana aqui, passei lá no Sobretudo, o blog de uma pessoa muito querida e inteligente [afinal, quem mais começaria um post com a frase: "Lembra do poema Vaso Chinês , obra máxima do Parnasianismo?" WOW, não!! hihihi Acho que só a Lolô, a amiga letrada, conseguiria]. Depois dessa introdução, resolvi comentar todas as fotos e histórias que ele havia deixado por lá. Fragmentos de uma viagem que sempre digo que ainda vou fazer com ele! E como foi bom receber um post todo animado, agradecendo os comentários. Melhor ainda foi ver que no próprio blog há um espaço para a resposta, dele, aos comentários, nossos. Já ri e já fiquei bravinha [coisa que passa e me faz rir outra vez: de mim mesma].

Voltando ao Bibidebicicleta encontro um recadinho fofo da Ivy, a ruivinha do bloquinho, sobre o post Abelhas, que reproduzo a seguir: "Nossa, profundo isso heim? Quer dizer que é bom também ter uns baixos?".
A minha primera reação foi ficar feliz por ter um comentário dela. Tem muito tempo que a gente não se fala. A seguinte, foi morrer de rir. Sozinha mesmo, absorta em meus pensamentos. "Ter uns baixos" é o tipo de frase que jamais passaria impune na minha família, que assim chama as partes "íntimas". Exemplo: "Aí, tô com uma dor aqui nos meus baixos" (seguida, a frase, de uma bela coçada ou ajeitada do pinto na cueca). Ou seja, por esse ponto de vista, é sempre bom ter uns baixos. Sadios, de preferência [risos]!

Falando sério... Se a gente analisar os fatos marcantes de nossa vida, boa parte das vitórias (se não, todas) foram precedidas por derrotas ou percalços. Quando a gente tropeça é que se tem mais vontade de tomar fôlego para levantar. Quando nos encontramos com a dor da alma, buscamos pela paz de espírito com muito mais vontade, entusiasmo, empenho. A gente dá muito mais valor a uma coisa conquistada através de muita luta e as lições são compreendidas com mais intensidade após uma derrota.

Altos e baixos fazem parte da vida, tanto quanto inspirar e expirar. A maneira pela qual encaramos as dituações é que fazem toda a diferença. Não digo que é fácil. Tudo que é importante parece vir em uma embalagem difícil de ser aberta. As experiências que acumulamos ao longo do tempo [traumas, lições, vitórias, decepções e conquistas, exposições, valores, ensino, personalidade] é que fazem distinção na maneira pela qual desenvolvemos a estratégia para enfrentar [ou fugir] [d]os "baixos" da vida. Muitos precisam de ajuda extra [e não há nada de anormal nisso].

Lembrei de uma frase dita pela atriz Paula Burlamaqui para a revista Contigo! [a situação é outra, mas a frase solta cabe]: "Se as coisas existem para te melhorar, porque não fazer?". Foi algo desse gênero. Nos "baixos" da vida, toda a ajuda é bem-vinda. É importante refletir e encontrar uma razão ou motivação em tudo o que acontece. Isso não é maturidade, é atenção para os seus próprios detalhes.

Abelhas


Para Ana Martins...


Nada acontece por acaso. A vida é a colcha de retalhos sobre a qual já escrevi aqui. Vejo a vida como a reunião de frames no afã de se transformar em um belo filme [ainda preciso falar sobre isso, não agora].


Quando você me escreveu o seu último recado, eu havia acabado de ver um trailer de um filme. Estava vindo ao computador para pesquisar mais sobre ele. E acabei me deparando com uma tristezinha, daquelas que insistem em perturbar. Lembrei de uma coisa que ouvi:



"Sabe aquele aparelho que tem em todo hospital, que registra os batimentos cardíacos? Aquela é a linha da vida. Quando ela está reta, linear, é sinal de que não há mais vida. No entando, quando ela se movimenta com seus altos e baixos, é sinal de que tudo está nos eixos".

A vida é feita desses altos e baxos mesmo. Esse é o nosso estado normal. Siga firme, acreditando que assim como a linha da vida desce, ela imediatamente sobe para fazer o nosso coração pulsar.


Depois de pensar nessa frase que ouvi, fui procurar sobre o tal filme que vi em um trailer, assim, zapeando a televisão. O título é The Secret Life of Bees. Percebi que o longa é fruto da literatura, sempre ela. E descobri frases [essas e outras sobre as quais eu vou falar] que se encaixam perfeitamente nesse tempo e nesse lugar:


Regrets don't help anything ...


If you need something from somebody, always give that person a way to hand it to you.

... I believe in the "God" of imagination. ... I wake up to wonder every day.

... You've got to hear of these things before you can imagine them. / You gotta imagine what's never been.

... the only purpose grand enough for a human life... is not just to love -- but to persist in love.

I am enough. We are enough.


There is nothing perfect. There is only life.


Querida,

Tudo passa e o que é mais importante fica dentro de nós. Ou deveria... Esteja atenta a vida, porque só você mesma pode escrever e contar a sua história!

Força e que Deus te abençoe muito!

8.12.08

Teu Jogo

Estou trabalhando em um ponto nobre da cidade. Lugar que me era totalmente ignorado, desconhecido, inexplorado mesmo.

Ando pelas ruas com sentido aguçado. Vejo pessoas diferentes, um novo tipo de caminhar. Observo os contrastes e as peculiaridades.

Aos poucos vou reconhecendo os locais e os que estão apenas de passagem. Vejo muito turista por ali: dos mais ricos, em menor quantidade, aos alberguistas que lotam calçadas, caminhos que levam ao mar e cadeira de botecos mais simples, que duelam com belos restaurantes, tal qual Davi e Golias.

Sempre me impressiono ao voltar para casa à noite. A calçada, permeada por jardins, é dividida em duas grandes vias. As que ficam perto da entrada dos prédio é o meu caminho diário. Eu me sinto em uma passarela! A cada cinco ou dez passos, uma luz se ascende e no meu mais puro devaneio penso que é assim que a primeira modelo que "risca" a passarela deve se sentir em relação aos holofotes. Luz, luz, luz. É claro que elas não dizem: "let it shine, baby!", mas: "estou de olho em você, se liga rapá".

Existem cachorrinhos que passeiam mais que eu, com coleiras tão caras [ou mais] que o meu salário. Isso já não me assusta, porque o ser humano é de fácil adaptação [fazer o que? Andar de quatro e latir não é uma opção para mim. Não fica nem bem, né?! rs].




O que me assustou mesmo foi uma cena inusitada. Lá vem ele pela rua, prateado. Um carro que seduz os olhares de quem o vê passar. Uma BMW estalando de nova. Abusada, desfilava sem capota. Seu dono também não tinha lá muita "capota". No entanto, ele guiava ereto, dono de si, confiante. Mas... algo me despertou daquele transe. De onde vinha aquele som? Não poderia ser possível, mas era! O coroa "gatoso" e "pimposo" em seu conversível prateado ouvia Elymar Santos com a potência [sem trocadilhos, por favor] máxima.

Sente a letra:

Conheço esse jogo
Já vi esse filme
Entendo essa manha
E já sei de cor no que isso vai dar
Você sabe o jeito
Se encosta em meu peito
E fala essas coisas
Que deixa maluco o meu coração
Me promete, me deixa sonhar
Você marca e me deixa esperar
Você brinca comigo
Não sei nem por que continuo a te amar
Você fala que vem, mas não vem
Você diz que me dá, mas não dá
Você faz o que quer
Porque sabe que eu sempre vou te procurar
Mas ninguém é igual a você
Ninguém pode me dar teu prazer
E é por isso que eu morro de amor
E aceito teu jogo
Só você sabe como acender
E apagar meu fogo...




Ah, tá. Entendi...

ZzzzzZZZZzzzzZzZzzZZZZzZzZZ

6.12.08

Trampo


Tem um fato que está me causando curiosidade: “Por que será que meus amigos estão tão curiosos a respeito do meu novo trampo?”. Antes desse tema brotar por aqui, o maior, digamos [exageradamente] clamor popular foi a respeito das aventuras em NY. Mas ali, foi um seriado da vida real. Uma espécie de novela executada por duas pessoas que só queriam se divertir e que tinham uma visão bem-humorada sobre tudo aquilo.

O mais pitoresco é que eu também tenho muita curiosidade a respeito do meu trabalho. É sério! Vocês podem me perguntar: “como assim?”. E eu diria se tratar da mais pura verdade. Quando entrei no escritório, só conhecia o exercício da profissão em ouvir dizer [e ver em partes, cada qual exercendo a função a sua maneira], mas aceitei pelo desafio da empreitada. Então hoje eu estou trabalhando como assessora de imprensa, ou seja, [resumidamente] cuidando da imagem e da relação com a imprensa de alguns atores que escolheram depositar essa "parte importante" das suas carreiras no meu atual escritório.

A pergunta seguinte é: “mas você parou de escrever?”. De certa forma sim, porque ampliei os horizontes como quem põe uma lente gigante em um manuscrito. E sobre escrever, não me preocupo de enferrujar: enquanto houver o Bibidebicicleta, enquanto existir um público leitor para o qual me dedico, enquanto resistir em mim esse tesão de contar histórias e esse prazer de escrever a vida, tudo estará seguro [salvo, intacto].

O primeiro dia foi um pouco tenso, claro. Casa nova, coração palpitando. Pessoas diferentes para conviver e conhecer. Ambiente diferente a se desvendar. Um novo modus operandi para colocar em prática. Tudo começando do zero, como há três anos, quando deixei o “ninho” do primeiro emprego de seis anos, para o desafio de comandar sozinha uma redação no Rio. Punk tanto quanto o primeiro dia de aula em uma escola nova. Muito trabalho atrasado para colocar em dia. A primeira semana passou voando.

Contudo, queria voltar e me ater a esse primeiro dia. Além do escritório, fui catapultada para o meu primeiro evento: Prêmio Extra de TV. Recepcionar convidados e, de certa forma, ter jogo de cintura para controlar o caos. Como acredito que no final, entre mortos e feridos, tudo dá certo: fui! Eu e minha típica cara de pau, que já me salvou de boas e me levou a lugares inesperados!

Como foi bom chegar lá e ver meus amigos da imprensa. De certa forma, continuo encontrando a galera em momentos como esse. E como cada um acabou tendo uma importância tão especial na história da minha vida profissional. Foi uma estréia gostosa. E tensa, porque as pessoas desenvolvem uma capa de cara de pau fora do normal! "Menino", como tem gente que se senta fora de seu lugar e te intimida de todas as formas! Ouvi: “eu sou uma senhora de setenta anos! Você vai chegar à minha idade e vai ver como é difícil não ter onde se sentar. blábláblá”. Cuma? Elas [sim, plural, as tias andam em bando, tal qual abelhas para te intimidar] tinham lugar para sentar sim, mas optaram por se arriscar em um lugar melhor! Risco é risco. “Simbora” todo mundo levantar...

Também ouvi: “a direção me sentou aqui” e o tradicional “você sabe com quem está falando?” [Não! E você, sabe com quem está falando? Não?! Ainda bem, empatou!].

O melhor da noite foi ter que ficar de cão de guarda de três mesas, que ainda estavam vazias e que precisavam ser guardadas a sete unhas para os convidados famosos. E eu lá, rebolando entre as três. Tive um help [cool], mas rosnava feio para quem se aproximava com cara de más intenções. Até mostrando os dentes... Para minha sorte, a convidada de uma das mesas chegou. E ficou bonitinha ali, com seu marido, esperando a hora do show. Para meu deleite, essa convidada era a encarnação da “coisafofice” chamada Maria Carmem Barbosa, co-autora de Toma Lá, Dá Cá e seu marido, o ator José D'artagnan Jr. What a night! Eu havia feito uma matéria sobre o aniversário dela em 2002 e ainda me lembrava de tudo o que falamos naquela ocasião. Pude mostrar simpatia e admiração. E ela me devolveu em sorrisos e fuxicos dos mais saborosos para aquela parte tensa do job.

Depois que Ana Maria Braga chegou e ocupou o restante da mesa, eu tive que sair dali. Com um bico de pena, porque poderia ter “passado o fim de semana naquela mesa”, de tão bom que estava o papo. Mas eu já tinha na pauta uma nova missão: achar o Danilo Gentile do CQC em meio aos convidados. Uia! O cara é de São Paulo e eu não fazia idéia de qual daqueles caras de terno da TV tratava-se o nome. Só conheço mesmo o Taz, que amo de paixão desde a época do Vitrine. E lá fui eu... Luzes apagadas, Lucio Mauro Filho preparando-se para entrar no palco, clipe rolando e eu botando olho gordo de mesa em mesa. Bacaninha foi que muita gente me tratou com carinho, enquanto ia passando: Carol Dieckmann, Renata Dominguez, Guiga Soares, Carautinha... Já na segunda volta daquilo que parecia ser um circuito de Fórmula Um, parei o colunista Léo Dias e perguntei:

Bibi - “Você sabe quem é o cara?”
Léo – “Não!”
Bibi – “Já não agüento mais rodar entre as mesas igual a carrossel. Vou atrapalhar o show!”
Léo – “O produtor dele disse que ele estaria na mesa de Malhação”.
Bibi – “Ah, agora está mais fácil, basta olhar os nomes de mesa em mesa. Se bem que a única galera que eu não conheço está sentada ali, ó!”
Léo – “É ele, aquele alto de barba ali!”

E lá foi o Léo avisar que tinha achado o cara. Fiquei com essa vitória guardada no bagaço, porque chuparam a minha laranja. Mas eu me amarro no Léo e para ele faria uma laranjada até! Mas a finalidade era administrar o caos e tudo estava sendo feito.

Até que... Um conhecido “penetra” [ninja] conseguiu sentar-se entre os estelares. Aproveitou-se do whisky servido e começou a querer dar vexame. A segurança [uma moça alta, magra e com um olhar que congela até as pestanas] conseguiu fazer o cara se levantar e deixar a área vip. Não o salão. Lá fui eu. Ele pedia um isqueiro. Eu parei do lado dele:

Bibi – “Você quer fumar?”
Bebum – “Quero”
Bibi – “Então vamos lá fora fumar comigo, porque aqui dentro não pode” [Nunca botei um cigarro na boca! Detesto!]
Bebum – “Você tem fogo?”
Bibi – “Não, mas a gente descola lá fora quem tenha”
Bebum – “Você é da polícia?”
Bibi – “Não. Eu vi que você queria fumar e estou te chamando para ir comigo”
Bebum – “Ahhh... Eu sou o A***, prazer!”
[me deu um beijo meio babado na bochecha]. A essa altura, já tinha conseguido levar o cara até as escadas, que dão acesso à saída. A segurança só então se aproximou e foi enquadrando o cara para fora das portas do auditório. Eu as fechei.

Tudo resolvido. Evento correndo às mil maravilhas. Recebi carinho: Claudia Dias, Daumas, Cauã e Grazi, Tati Avilez, Dani Maia, Léo Martinez, Ju Fotos, Carol Cotia, Let, Lalá, Dani e Cassio, Juneba, Ju Lang, Stênio e Mari... Foi uma estréia bombante!

4.12.08

Meleca


Quando eu comecei a entrar na adolescência, a mania entre a galera era contar aquelas "piadinhas" [sem graça, na maioria das vezes] sobre o que é um pontinho... E qual o cúmulo de...

A dos pontinhos surgiu quando eu já me interessava por outros assuntos, ou seja, mesmo que só se falasse nisso, eu fazia ouvidos de mercador. Já o "cúmulo" me pegou nessa fase de repetição de idéias. As que eu mais gostava eram aquelas que causavam reação nas pessoas [boas ou ruins]. A que sempre me lembro, claro, CAUSAVA.

Pois bem. Ontem, voltando para casa, lembrei de uma que ilustrava a situação que estava vivendo. “Qual o cúmulo da coincidência? Tirar uma meleca, passar atrás do sofá e encontrar outra!”. Essa CAUSA, não causa? RS


O cúmulo da coincidência de ontem foi:
1) Sair do escritório em um horário normal;
2) Pegar o caminho mais longo, íngreme e deserto que se tem notícia, usando uma pesada bota de chuva;
3) Errar a rua e ter que caminhar mais dois quarteirões para chegar até a estação;
4) Pegar uma fila dos infernos para comprar o bilhete do metrô, porque só havia um caixa aberto, dentre os 30 existentes;
5) Ouvir o metrô partir, quando você está perto da escada rolante, mas não o suficiente para dar uma de Indiana Jones;
6) Perceber que você está no lado oposto do qual deveria estar, porque você tem que pegar o vagão da ponta e, assim, caminhar por toda a plataforma cuspindo marimbondos;
7) O metrô chegar, abrir a porta, a "pobretada" que se acumulava na entrada pegar os melhores lugares e sobrar para você aqueles lugares que agora parecem ter um dente na esquina [o joelho do cidadão ao lado fica batendo na sua coxa e quadril e para sair dali, ele praticamente tem que fazer um teste olímpico para salto em altura sem vara e/ou salto em distância];
8) Colocar a mochila no chão, porque um coroa gordo resolve se sentar ao seu lado, sem nem tomar conhecimento que a sua mochila estava repousando naquela área [só vi aquele bundão se aproximando em velocidade e temi pelas minhas pequenas coisas ali guardadas];
9) Pegar um livro e um bloquinho e começar escrever para tentar fazer o tempo passar e ser interrompida por olhos gulosos que querem dividir a leitura contigo [tenho aflição disso];
10) Fechar o livro irritada e guardá-lo de volta na mochila, que já está suja daquele chão cheio de passos empoeirados;
11) E ao levantar os olhos, encontrar na cadeira imediatamente em frente à sua um grande amigo que você não via há séculos, mas que no dia anterior havia pensado nele;
12) E logo depois do "oi", a pessoa que estava sentada ao lado dele se levantar para saltar, deixando espaço para ficarmos juntos por toda a viagem...

É ou não é o cúmulo da coincidência? Reconheci OChefeSouEu naquela olhada de baixo para cima, onde a ficha vai caindo aos poucos, porque você vai reconhecendo todos os detalhes, mas não acredita que seja verdade. Ainda bem que era! E olha que ele raramente pega o metrô! Mesmo vagão, cadeiras de frente uma para outra... Ai que delícia! Um fim de noite que começou todo errado, mas que terminou tão bem! Como ele entrou depois de mim, eu sou a meleca que já esperava atrás do sofá! hehehehehe Quem espera sempre alcança!

3.12.08


Meu horário de ir para casa já passou há algum tempo. Só que até chegar em casa, eu vou ficar cochilando pelo caminho, igual a passarinho no poleiro... Antes disso tudo, porém, tirei meus preciosos minutos para passar por aqui e dar um alô.

Gente! Trabalho novo, empolgação total! Tanta coisa para repartir com vocês e ao mesmo tempo tantos "pepinos" para colocar em dia, que mal me sobra time para fazer xixi. Acreditem! E não vejo tanto mal nisso, uma vez que, ocupada com coisas interessantes, sinto o dia passar voando! E com o novo dia renasce a esperança de tempos melhores.

Sinto saudade dos meus amigos do antigo emprego. Uma saudade inevitável, mas totalmente compreensível! Um dia o tal do tempo nos encontra!

Quero falar do novo livro que estou lendo!
Quero falar da vista que tenho daqui!
Quero falar da festa do Prêmio Extra!
Quero falar do encontro que tive na porta de casa e de uma pessoa que fez aniversário e eu não fiz jus ao que ela merece por puro estado de prostração!
Quero falar dos novos amigos e das novas aventuras!
Quero repartir tanta coisa que tenho medo de não lembrar...
É o risco que se corre em dias de trovão!
Beijos e até mais!