23/12/2008
Amigos inspiram amigos...
Que inspiram outros tantos...
Que são inspirados pelos que aqui já passaram e deixaram um legado de delicadeza e suavidade...
Poesia de se sentir, de se ver, de materializar sensações.
Sentimentos que se atiram do peito para o papel;
Lágrimas que tocam a alma;
Sorrisos que transpõem o nosso interior sem pedir passagem;
Dor fina que machuca sem tocar;
Coração rasgado sem peças exatas para juntar.
Um mar de sensações revoltas, abrigadas em métrica.
Qualquer coisa que te traga e você não se deixa resistir;
Algo que te empurra para o mais cruento abismo e por mais que você lute, a salvação é mesmo se jogar em direção ao desconhecido.
E esperar.
E se aquietar.
E observar.
E se ancorar.
E se fortalecer para enfrentar novas sensações.
Amigos inspiram amigos, mas também são fonte de inspiração para tantos e tão poucos.
Somos um e somos muitos, múltiplos, únicos.
Existe um pedaço de nós em cada lugar;
Uma onda de esperança impossível de se calcular.
Ela se espalha.
Ela se espelha.
Ela se transforma e ganha novos contornos.
Tão familiares e tão novos, que experimentar parece que é ter mais do mesmo com sabor de novidade.
O que é já foi e o que foi ainda há de ser.
Nada é novo.
Tudo parece tão óbvio como final de filme.
E a projeção não pára.
E a freqüência só aumenta.
E as apostas se avolumam.
E a platéia inquieta cumpre o seu papel: lágrimas, palmas, desconforto, epifania, emoção contida, sensação de déjà vu.
Um vazio e um recomeço.
A minha inspiração para o verso acima veio do blog da Lívia. Li lá no Varanda um verso do Fernando Pessoa que falou à minh'alma:














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