8.1.09

Galera da Noite



Essa é uma homenagem aos fotógrafos da noite. Uma turma que trabalha muito, que está sujeita a todo tipo de tratamento e às missões mais loucas que você possa imaginar. Uma galera que sabe rir de si mesma, que procura se superar e que tem muitas histórias para contar!

Conviver com eles [fora do tumulto da foto-confusão, onde cada um é por si] é um barato! Até no tumulto o entendimento aparece. Uma escola da vida. Uma escolha de vida.

Aqui vão alguns moments desses guerreiros do flash [faltam tantos outros, tão queridos quanto, mas que não tive mais tempo de buscar fotos]: A Galera da Noite!

















AMO Foto!

GENTEM! PRESTENÇÃO!

Eu AMO os bons fotógrafos! AMO fotografia! Valorizo demais a profissão, tanto é, que me meti a tirar fotos para um veículo nacional! AMO registrar os momentos e AMO mais ainda ver o resultado da sensibilidade de quem vê um mundo diferente por trás das lentes; que consegue traduzir sentimentos em imagens; instantaneos registrados para sempre num piscar de olhos, em um apertar de botão.

A questão é: você é responsável pelo que vai fazer diante de uma lente! Por isso: cuidado! Até as mulheres mais bonitas e mais fotografadas podem dar uma escorregada feiavez ou outra na mira de um fotógrafo. Somos todos humanos. Somos todos sujeitos a tantas piadas! E que bom é poder rir de si mesmo!

Esse é o Bill, versão masculina, underground, politicamente incorreta da Bibi, fazendo cena em uma festa à fantasia.

6.1.09

Olha a Foto!

Estou um pouco sem criatividade hoje! Vi tanta coisa bacana pelos blogs amigos, que me senti meio acuada [tal qual espinha em dia de esteticista]. Um tanto desconfortável tentar se superar... Navegar é preciso! E escrever também...

Vou então começar o post contando um segredo só para vocês. Mas é segredo mesmo, heim, gente!? Acho que ainda esse mês vou ter umas fotos feitas por mim publicadas. Não, não são fotos de mim, mas feitas através da minha lente e usando toda a minha sensibilidade. E mais não posso contar até vê-las [mesmo] publicadas. Pedi para não assinarem o meu nome, porque foi uma "arte", algo que eu fui orientada a não fazer propriamente. Daí o segredo. Mas, como não foi nada imoral, ilegal, nem me acrescentou uns quilinhos a mais e, de quebra, ainda fez um bem a alguém... A travessura foi válida. Vamos ver o resultado! Claro, vou mostrar a vocês, toda catita!

Antes de saber sobre a viagem a Salvador, queria postar aqui um texto que desse umas dicas sobre como "sair bem nas fotos de entrada de festa de fim de ano"... Achei uma sequencia [agora sem trema, segundo as novas regras do Português. Vou sentir saudade do trema!] de fotos muito legal no EGO.

Essa é a pose no estilo mulher aranha. Se você preferir, também pode chama-lá de "me joga na parede e me chama de lagartixa". Feita para mulheres modernas, que gostam de uma foto-drama. Se joga e acredita que é sucesso!
Olhando essa foto, me vem logo à cabeça uma trilha sonora: "To The Left", da Beyoncé. O Ministério da Saúde Adverte: não faça essa pose se você sofre de bico de papagaio ou problemas cervicais mais sérios! Ela pode te deixar tortinha.
Em primeiro lugar; só use esse vestido se você tiver a carteirinha de tchutchuca de elite carimbada e em dia com o carnê do baú! A pose de diva glamurosa destaca as fendas, as curvas e o cabelão trabalhado numa chapinha agressiva.
Essa é a pose ideal para as tímidas: checando a validade do desodorante. Se você não sabe como se colocar e está cansada daquela paradinha de mulher constirpada, finja que vai puxar a etiqueta do vestido e aproveite para verificar se o Rexona está em dia.
Essa daqui é muito boa para quem está no truque. Você comprou o vestido no dia de ir para a festa e não deu tempo de fazer bainha? Isso não é problema! Faça a pose "E O Vento Levou" e mostre que você é uma sinhazinha sim, mas totalmente up to date!
A lente da verdade não mente jamais! Vocês podem ver que essa é uma pose típica das ditas espontaneas, ou seja, a chance de dar certo é remota! Se você não fez parte do corpo de baile do filme Grease, por favor, não tente dar um pivô em frente às câmeras... Poupe-nos do constragimento desnecessário.
Não adianta tentar agradar! Se você foi para uma festa fantasiada de vidro de mostarda Dijon, não adianta tentar agradar ao fotógrafo fazendo reverência que seu vexame não será menor. Portanto, evite o estilo monocromático, garota!
Ícones dos Anos 40 e 50, as pin-ups eram uma forte referência sensual da cultura pop. Se é para reconstruir um ícone, não basta ser genérico, fofa! Tem que mandar a real, do contrário, a pose vai parecer uma tentativa frustrada de interpretar um avestruz no cio. Seu monólogo tem que ser melhor.
Um item indispensável em qualquer produção, querida, é a calcinha! Se você está com a genitália assada, cheia de alergia ou é daquelas que gosta de criar a dita solta, por favor, não compartilhe o seu infortúnio com os demais convidados. E, cuidado com o vento bobo!
Quem usa dentadura, não esquece de usar um acessório fundamental: corega! Tudo para garantir a aderência. Ainda não inventaram corega em lâmina, para você usar na lente de contato. Meu bem, fica caolha a festa toda, mas não perde a hora do flash só porque a lente caiu!

5.1.09

1000 histórias

ATENÇÃO!
PÁREM AS MÁQUINAS, PÁREM AS MÁQUINAS:
O SOBRETUDO PUBLICOU
O MELHOR POST DE TODOS OS TEMPOS!

Não posso deixar de trazer essa novidade para cá e inserir o comentário que deixei lá! Domingo foi aniversário do autor, VMoratelli, que em momento de pura inspiração [caos criativo, devaneio das letras, furacão imaginário, verborragia intelectual, ócio criativo ou explosão sensorial - vocês decidem] escolheu uma foto que tem luz e voz própria e criou para ela várias histórias possíveis e tantos significados.

Ah, como eu adoro brincar de escrever história! Não precisei mais que um pequeno empurrão pictográfico para deixar a louca imaginação fluir. Simplesmente me empolguei. Veja só!

MORATELLI DIZ:

1000 histórias para uma só FOTO

Dois amantes que se encontram dia sim, dia não, há cinqüenta anos, na mesma praça. ou ...

É um simpático casal de velhinhos que sempre se amaram, sentados à sombra de uma árvore, vendo o inverno chegar. ou ...

Eles acabaram de se conhecer. Marcaram encontro pela internet. “Você vai de chapéu verde, como eu, para nos acharmos”. Acharam-se. ou ...

Espiões da KGB aposentados, eles não largam o hábito de vigiar a vida dos outros. Ele, na verdade, é ela disfarçada. Ela, adivinha, nem parece, é ele. A bengala é um mega disparador de torpedos intercontinentais, quando não está sendo usada como uma bengala. ou ...

No frio, as pessoas costumam se sentar umas próximas às outras, como os pingüins, para aproveitar um tanto de calor. Eles não se conhecem, não se encararam, nem nunca vão trocar uma palavra sequer. ou ...

- Querido, olha pra lá. Não é a Dinorá? Pra direita, querido.
- Não tenho certeza. Dinorá não morreu? Ou...

Integrantes da seita ‘O Apocalipse chegou e Ninguém nos avisou’, esses dois elementos foram flagrados numa farra que não condiz com as diretrizes do Conselho. Estavam aproveitando o vento da tarde, no banco da praça, como se houvesse vida. Hereges. ou ...

- O que é isso?
- Uma bengala.
- Só uma bengala?
- Pode ser só, pode ser mais. ...

Ensaio de inverno da Vogue Especial 3a idade. Tendência de verde na cabeça. Sobretudo bege para eles, luvas azuis para elas. ou ...

Carlos Alberto de Nóbrega, da A Praça É Nossa, flagrado por CARAS, com sua senhora, no mesmo banco, na mesma praça. ou ...

Eles acabaram de se conhecer. Ele, 78, viúvo pela segunda vez, três netos. Ela, 73, divorciada do quinto marido. Acharam que o chapéu verde era coincidência demais para uma só vida. Ah, o viagra. ou ...

Aquele encontro daria a ele a terceira viuvez ou a ela o sexto divórcio. ou ...

Naquela eterna mania de esperar, no vício das horas por uma coisa que nem a gente se lembra pelo que está aguardando, os dois ficaram lá, imóveis, congelados pelo frio, calados. E nada. Ninguém nunca apareceu. ou ...

A Muleta’s Metálicas Ltda. tem como marca vendedores distintos, uniformizados com característicos gorros verdes, que atuam em qualquer canto do mundo. Ligue lá e marque um encontro com nossos vendedores na praça da sua cidade. ou ...

Um poeta poderia enxergar a grama verde de um lado, as folhas secas de outro. A velhice, o tempo passado, a nostalgia, os dois prostrados nas folhas secas. ou ...

Se fosse uma música: “Quando piso em folhas secas/ Caídas de uma mangueira/ Penso na minha escola/ E nos poetas da minha Estação primeira... Quando o tempo avisar/ Que eu não posso mais cantar/ Sei que vou sentir saudade/ Ao lado do meu violão e da minha mocidade”.

... ou

BIBI DIZ:

Eles podem ser Gnomos - daí o chapéu verde - que tomaram a pílula do crescimento para passar uma temporada entre os humanos. Dentro da bolsa azul da Senhora Gnoma, tem um pote de ouro, que deve ser escondido atrás do arco-íris. Porém, nesses tempos de violência, não é bom negócio exibir esse tipo de "amuleto" no meio da rua. Ou...

Eles podem ser um casal comemorando bodas justamente no lugar em que se conheceram. A convivência de anos faz com que os pares acabem optando pelo mesmo tipo de vestuário (chapéu verde e sobretudo). Uma forma de celebrar. Ou...

- Lourdes, tem um objeto metálico bem ali naquele banco.
- Demóstenes, vamos chegar perto para ver o que é?
- Vamos, meu bem!
- Deminho é uma bengala de adamantium! Justamente a do tipo que você precisava para andar com mais potência!
- Senta aqui do meu lado e disfarça! Vou tentar escondê-la debaixo do casaco!

São avós que levaram os netos ao parque e estão sentadinhos olhando as crianças brincarem. Ou...

Ele (em pensamento): "Que ruguinhas lindas! Será que ela vem sempre por aqui?".
Ele (para ela): Hey! How you doin'?! Ou...

Podem ser traficantes de drogas. Ultimamente o índice de traficantes da terceira idade aumentou deveras! Aquela cara de santa e a bolsinha azul nunca me enganaram! Pegaaaaa! Ou...

- Ih, minha velha, soltei um pum horroroso!
- Arnaldo! Outra vez?! Olha para o lado e disfarça. Ou...

Cidade Negra A Lua e Eu: Mais um ano se passou/ E nem se quer ouvi falar teu nome/ A lua e eu / Caminhando pela estrada / Eu vou limpando o pôr do sol / Vejo pegadas / Mais não são as suas. Eu sei, eu sei, eu sei / O vento faz, eu lembrar você / As folhas caem mortas como eu. / Quando eu olho no espelho / Estou ficando velho e acabado / Procuro encontrar / Não sei onde está / Você. / O vento faz, eu lembrar você / As folhas caem mortas como eu.

- Olá senhor, você outra vez por aqui?
- É...
- É a terceira vez que te encontro nesse mesmo ponto, sabia?
- Hum...
- Bem... Esfriou hoje, não é?
- É...
- Você viu que eu comprei um chapéu igual ao seu? Achei você tão bonitão com ele...
- Heim!?
- Você não está ouvindo o que digo?
- Quem é você? Estava falando comigo?! Desculpe, estou há três dias aqui sentado tentando descobrir o que tem dentro daquele buraco no gramado... Não posso ir até lá porque a minha bengala atola! Então tenho que ficar bem atento para ver se alguma coisa entra ou sai dali...
- Ah... Ou...

Eles são protagonistas do terceiro filme da saga Cocoon, que voltaram ao planeta Terra para resolver questões de ordem intergaláctica. Aquela bengala, na realidade, é uma antena, que emite sinal à nave mãe, para registrar a localização de sua tripulação em solo terrestre. Ou...

4.1.09

Pestana



Antes de deixar o Rio, como é de praxe, recebi algumas informações sobre Salvador. Queria buscar além do óbvio, mas foi uma missão que se mostrou bem complicada. A Vivi, por exemplo, me disse: "O lugar é quente demais! Logo no aeroporto fui arrancando tudo, porque não dava para suportar. Nunca estive em uma terra tão calorenta". Uma informação bem importante para quem não gosta nada do calor em excesso. Amo verão, mas ficar padecendo tal qual frango assado em forno de padaria não é uma das melhores pedidas para uma viagem. Pensei nas peças leves que m ocupariam pouco espaço na bagagem.

Dias depois, o meu contato na cidade liga e diz: "Não está calor demais não, menina! Ontem até choveu. Pode trazer uma calça jeans". A meu ver, a coisa começava a se complicar. Pior que fazer mala de inverno, é preparar uma para duas estações. O jeans é básico, o casaquinho leve é necessário e uma blusa de meia manga não vai ocupar tanto espaço assim. As outras apostas foram vestidos e camisetas.

Eu já andava um pouco tensa. Festa de Reveillon pede a cor branca. Eu nunca fui de apostar nessa em tempos normais, principalmente em festas de fim de ano, onde geral se transforma na pomba da paz. Eu sou a favor da liberdade de expressão em várias tonalidades. Até de preto já passei. Porém, como não queria ofender o anfitrião [como manda a etiqueta], parti em busca de um vestido clarinho. Achei um na cor lavanda. E com esse eu fui ao Reveillon das Águas Claras, cujo convite pedia trajes na cor branca ou azul-turquesa. Será que alguém notaria um lavandinha em meio a 3500 convidados? Bem, no lobby do hotel notaram. Todas as pessoas que eu devia "despachar" para a festa [usando o máximo da baianidade que pude adquirir] estavam de branco. Teve quem quis voltar para o quarto para colocar o vestido verde. Mas o tempo era curto.

Justamente quando estava tentando enquadrar as minhas emoções entre envergonhada e original [ousada?! Guess no], vejo um jovem casal se aproximar do grupo. Ela de vestido vermelho. Ele de calça branca e blusa com listras brancas e vermelhas, para combinar com o estilo da namorada. Jovem casal pagando paixãozinha é a coisa mais fofa [Ano passado eu fiz algo parecido: comprei o mesmo agasalho para mim, para o então namorado e para o filhinho dele. Muito tchutchu]. Bom, o meu lavanda virou quase branco, perto do vermelho do casal, que já chamaria naturalmente a atenção por serem os dois lindos! Me auto-afirmei internamente.

Se quase morri de calor em Salvador? Bem... Ao chegar ao aeroporto, arranquei logo o tal casaquinho que me protegeu do ar gélido da aeronave. Uma vez dentro da van, que nos levaria ao hotel, a empolgação era tamanha, que comecei a morrer de calor, mesmo com ar ligado. Depois descobri que a galera do fundão sofre mesmo em carros antigos, que não possuem um bom sistema de distribuição. Ao desembarcar, porém, fui recepcionada pela brisa do mar. Ah, o mar... Que recepção mais singela, especial, delicada. Estava um dia quente, mas o vento marítimo era o parceiro ideal para te levar para outra dimensão. E uma vez dentro do hotel, como se sabe, a brisa mecânica te proporciona um clima de serra, mesmo estando no clima seco de Dubai [será mesmo que o clima lá é seco? Quis falar em Dubai, uai!...].


O Pestana é um hotel lindo! E fica em uma ótima localização em Salvador: um bairro chamado Rio Vermelho. O primeiro dia passou voando, mas muito mais ainda me esperava pela frente.

3.1.09

"Salvador à Vista!"

Nossa! WOW!

Não sou capaz de dizer a vocês a saudade que estava de tudo: do Rio de Janeiro, da minha casa, dos meus queridos, de poder entrar na internet com facilidade e, principalmente, de ter a liberdade de escrever meus sentimentos aqui no Bibidebicicleta a qualquer hora e a todo o momento [em verso, prosa, poesia, história, conto ou narrativa].
E fiz calar tantos dos sentimentos que me abraçaram e se perfilaram em meu coração e na memória tão fugaz desses últimos dias. Tinha tanto a dizer e tão pouco espaço para me expressar, que guardei muito, sem racionalizar, na gaveta do esquecimento. Tem coisas que ficaram coladas a minha alma como tatuagem no cóx [que só é exibida quando a gente quer e permite na maioria dos casos].

Fui trabalhar em Salvador, mas tenho que dizer que meu balneário tem mesmo o código 021! Posso ser até um forte resultado do mix entre o solar e o lunar... Mas meu lado solar passa pelas areias cariocas [passa também pelas de Natal, Rio Grande do Norte]. Salvador se encontra em um nível fora do meu alcance. Baianos, meus INHOS, não estou, de maneira alguma, desqualificando a cidade de vocês [amada com tanto fervor, orgulho de seu povo]; um lugar que certamente está além de carnaval e berimbau. Estou apenas dizendo que o meu ritmo, digamos assim, vibra em outra sintonia. A capital baiana é over para o meu estilo de vida. Não teve decodificação que resolvesse esse esquema. Mas o lugar é, sem dúvida, de uma beleza rara. Em cada canto, uma surpresa.

Foram quatro dias intensos. Claro, voltei com algumas histórias muito bacanas. Estava a trabalho, diga-se de passagem, o que torna a experiência bem mais tensa. Mas, como em tudo na vida, consigo retirar os meus momentos. Aqueles que ficam registrados na memória afetiva e que se transformam em trechos das minhas histórias [compartilhadas com vocês; sempre que é possível e saudável torná-las públicas].

Graças a Deus não estava lá sozinha. “Ele” sempre me promove boas surpresas. Mesmo indo “na fita”, pude levar um acompanhante. E não foi o namorado, porque não tenho um [snif!], mas foi a companhia mais perfeita para quem teria uma missão como a minha pela frente: ele: o Suspiro! O cara mais doce na minha vida [que faz subir a minha glicose, geralmente me estressando ou emocionando]; o irmão querido que não nasceu da barriga da mãe, que não foi plantado, germinado ou trazido pela cegonha; mas que veio no vento, como um sopro de boas novas, para estabelecer laços profundos de quem adota a aposta mais alta, como certeza na caminhada. Gerado pelo amor, pela acolhida, pela necessidade de auxílio que se fez presente em instantes imediatos, pela troca que existem entre os distintos, pela renovação do afeto cúmplice e desinteressado dos que se aproximam de coração aberto para somar. Por hoje, por amanhã, pelo infinito que começou ontem...



Estou pregada. Amanhã eu começo a narrar a história dessa caravela. “Salvador à Vista”, diria o capitão da minha nau, mas ele ficou meio roco no show do Chiclete com Banana que animou a nossa"virada".
Hasta Luego!

29.12.08

Casos de Família - O Tapete





"O destino pode mudar. Nossa natureza jamais."
Schopenhauer


Casos de Família
Eu tenho andando observando as loucuras particulares da minha família. Cada qual tem a sua esquisitice de estimação, guarda seus valores no baú do tempo, mesmo sem ter o menor valor, conserva hábitos ou cria alguns novos, sem nem analisar se parece cabível aos demais [tanto membros da família, quanto seres humanos].

Quero ver se consigo criar aqui uma série Casos de Família. Assim, sempre que lembrar ou ocorrer algum evento nesse sentido, a gente adiciona a notícia nesse item/critério.

Vamos começar?

Eu estou na mesma casa há 16 anos.

Esse tempo, somado ao tempo dos meus irmãos mais velhos quando eram pequenos, chegaremos ao total de anos que o tapete verde durou lá em casa.

Anos e anos suportando o peso dos pés da família, as titicas trazidas da rua, as corridas de bota ortopédica marrom [espécie de método de tortura medieval usada em crianças até a metade dos Anos 80, se não me engano, com a indicação de correção da curva dos pés ou qualquer coisa que o valha], as minhas danças em frente à TV, a cadeira de balanço da minha Mãe, meus irmãos ouvindo rádio e todos os etecéteras que se possa imaginar.

E lá se vão mais de 20/30 anos com o mesmo verdão a cobrir o solo do meu latifúndio. Você há de concordar comigo, que os artigos fabricados no passado pareciam feitos para durar muito mais tempo. Hoje, a vida útil parece cortada pela metade.
Dito isto, vamos aos fatos. Há alguns meses a minha mãe comprou um novo tapete para enfeitar a minha sala. Pisante de qualidade, fofura compatível. Bom alinhamento com o quadrante do ambiente. Cor: vermelho, mas com uns estampados bacanas. Combinação adequada para os padrões estéticos do lugar.

O que a minha Mãe fez? Esticou o garboso no chão... Feito para deixar transparecer todo o seu resplendor e dar novo colorido a casa. Mas não foi só isso. Assim que ela começou a notar o movimento em cima do tapete novo, ela tratou de enrolar metade do bichão que ficava bem na passagem da cozinha para o resto da casa. Ou seja: agora, as cadeiras da mesa de jantar servem de “guarda” para que ninguém tropece naquele pedaço de canudo que foi enrolado e ficou bem no meio da passagem.


A ironia maior é que quando chega visita e a tal é anunciada pelo interfone, alguém tem que se lembrar de correr para desenrolar o pedaço de tapete, para deixá-lo exposto e cumprindo o seu verdadeiro papel nesse mundo.

Agora pensa comigo: minha Mãe já tem mais de 70. Se esse tapete, usado de forma correta, durar mais uns 20 anos; ela já estará com mais de 90, certo? Nem deve estar mais ligando para o tal do tapete. Para quê tanto zelo com um pedaço de pano fofo feito para amaciar o nosso trotar?! Pior que quando ele é desenrolado, fica com aquela marquinha...

Realmente não faz o menor sentido! Mas vai você, tentar explicar isso para a coroa?!
“Existem razões que a própria razão desconhece”.


Vestido Branco

Antes do Natal, estava de bobeira com uns amigos em um shopping. Não gosto de passeio em ambientes fechados, salvo quando está chovendo. Era o caso. Antes desse programa, a gente foi ao teatro. Eu estava crente que se tratava de uma peça de comédia, mas não era! Ora vejam, era um balé. Na verdade, parecia um espetáculo de formatura da turminha da tia famosa. Em 10 minutos eu já estava entediada [por favor, me desculpem os que amam a dança. Eu até tento, com força e com vontade, mas sinto falta das palavras. Elas me preenchem].

Voltando... Durante esse passeio pelo shopping, vi em uma das lojas um vestido perfeito para o reveillón. Como nosso grupo era formado por dois homens e duas mulheres, achei melhor não arriscar o pedido de parar e experimentar. Homem não tem muita paciência para essas coisas. Na verdade, um deles até tinha, mais que eu, que detesto que mais de uma pessoa fique me esperando com boa vontade.
O tempo passou. O Natal passou. O feriado passou e o dia internacional da troca chegou. A Onça se ofereceu para ir comigo ver o tal vestido no shopping. Estava chovendo, mas a gente não ligou. Comprei um guarda-chuva e fui lépida e fagueira. Uma vez dentro do metrô, um morenão sentou-se à minha frente. Quem disse que eu conseguia olhar o morenão. Na estação seguinte subiu uma família de estrangeiros. A filha, super gordinha, tinha escolhido um macacão verde, preto e amarelo tie-dye, combinado com um tênis preto no melhor estilo kichute e segurando os cabelos loiros e encaracolados, uma presilha de pompom vermelha. Nem a Onça, nem a menina, que dançava alegremente nos ferros do vagão, me deixaram prestar atenção em mais nada. A Onça lançava comentários ácidos até que... Na estação seguinte entrou um fortão, alto e careca. O tipo que a Onça gosta. Estava com uma namorada e era gringo. Como olhar não tira pedaço, minha amiga passou a viagem admirando aquela paisagem nórdica. Mas confesso que homem com penduricalho feminino não me serve nem de colírio.


Saltamos na estação. De um lado a pista rolante. Do nosso, o chão mesmo, nos obrigando a andar. Lá de longe eu vejo um dorso bonito, vestido em uma camisa listrada azul. Gosto de camisa listrada em certas espécies masculinas. A Onça comenta: "Caramba, só estamos vendo bonitões hoje". Eu respondo com um sorriso. O cara da blusa listrada me devolve um sorriso enorme, mas meus olhos continuam centrados na camisa do rapaz. Não costumo dar bola para sorrisos soltos na rua. Mas o cara insiste e quando passa pela esteira por mim, não tendo mais como voltar, ele grita meu nome! Só então me detenho no rosto lindo e... Bem conhecido: era o Teko, um dos caras mais lindos e simpáticos da turma que fez intercâmbio comigo. Acho que não o via desde 2002/2003. Gritei seu nome de volta, dei tchau, tentei reparar a falta de bola [ou bola fora] e saí rindo muito, toda feliz por ter sido reconhecida [e rindo de mim mesma por ser tão desajeitada. É parte do pacote, fazer o que?]. A Onça ainda reclama: "Pô, ele está rindo para você há um tempão! Como é que você não viu?!". Não vendo, ué?


O Teko é parte da minha família americana. Em duas semanas, recebo em casa a minha sister desse tempo, com quem efetivamente dividi uma casa. Já falei dela aqui e achava, mais de uma vez, que nunca mais a veria. Bem, essa será a terceira de tantas outras... Assim me parece. O passado volta a me visitar repaginado no futuro. E tem sido agradável demais.
E o vestido? Claro que cheguei lá e não tinha mais. Não é que não tinha o meu número. Já não existia a peça na loja de departamento. Fiquei chupando o dedo, sem vontade de fazer mais nada. Tenho que aprender que se vir alguma coisa que valha a pena e tiver que comprar, não importa os outros: vai lá e adquire a peça antes que seja tarde. Sociedade de consumo é assim: pegou, pagou, levou. Achei um lavanda em outra loja. É bacana, mas queria o outro... Agora? Senta e chora, meu bem! Vou para Salvador virar o ano de vestido lavanda! Linda e sem salto. [Não há dignidade em se ir para uma festa em clube à beira-mar de salto, bonita!]. Ainda bem que sou a favor de todas as cores. Hoje e sempre!

28.12.08

Ego


EGO

Ego é o centro da consciência inferior. Eu é centro da consciência superior.

Ego é a soma total dos pensamentos, idéias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais.

Ego é a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo.

Ego obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao id, sem transgredir as exigências do superego.

Quando o Ego se submete ao id, torna-se imoral e destrutivo. Quando o Ego se submete ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável.
Quando o Ego não se submete ao mundo, será destruído por ele.

Para Jung, o Ego é um complexo. “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória".

Bibi diz:
Os registros da minha memória estão em excelentes condições, como vocês podem notar ao longo das histórias aqui narradas [quase sempre em detalhes]. O problema é registrar, com o mesmo afã, o que foi bom e o que foi, de certa forma, letal para a minha percepção de corpo e existência.

Seria o Ego parte da sua aceitação enquanto/como engrenagem desse muindo, da história da vida? Seria o Ego o fiel da balança das suas escolhas? A medida dos seus sentimentos mais caros?

Não sei, mas esse assunto me interessa mais a cada dia...

Uma vez escrevi AQUI:
"Amo, logo existo. Sou amada, logo me deixam existir em outras histórias, outras dimensões. Trabalho o amor dentro de mim, para que ele seja bom, eficaz, digno, justo, construtivo e inteligente. Ofereço-o, sem esperar por recompensas. Embora muitas vezes eu espere ser amada em retribuição, mas nem sempre. Amo porque amo; porque fui amada; porque fui correspondida através de gestos, olhares intensos e furtivos, sorrisos, abraços, beijos, apertos de mão, carinho, oferecimentos de toda a sorte, lembranças, cartas, cartões, telefonemas, e-mails, pensamentos, noites sem dormir. E também fui amada através do não-amor; gestos extremos em nome de um bem maior. O amor torna a alma mais sensível, o coração mais vulnerável, os olhos mais cheios de lágrimas. Minha vida foi forjada em amor, por isso já sorri, chorei, me doei, fui além das minhas forças e descobri novas musculaturas, fiz o que quis e até o que não gostava, me entreguei, me iludi, pulei de alegria, me emocionei, percorri caminhos inéditos, voltei aos mesmos lugares sempre com novo entusiasmo, tive medo, sonhei, deixei de sonhar, acreditei, deixei de acreditar, gargalhei, me irritei, sofri a maior das dores e renasci, pronta para percorrer outra vez a mesma estrada".

Retrô 2008 Abertura

PARTE UM:



O final está chegando. Mas todo fim é apenas um recomeço. Vou me despedindo de 2008 e saudando um novo ano que se aproxima. O que termina, não se apaga, vira história. O que está prestes a se iniciar, não se adivinha, apenas cria-se uma expectativa, a chance de fazer melhor, diferente, ir além.

A minha “virada” será inédita. Festa e trabalho. Lugar novo, companhia antiga. Um lugar onde os meus pés nunca pisaram antes; uma atitude que se repete sempre: agradecer a Deus por todos os benefícios para comigo [lições felizes e doloridas também; meus momentos] e pedir para que em 2009 eu possa estar mais atenta à vontade Dele, porque assim, o ano será incrível. Como foi 2008 ou melhor. Vamos lembrar?

* Tive encontros indescritíveis com o Maneco e Bety; momentos espetaculares com amigos às sextas-feiras na RO e depois dela; ocasiões em que trabalho e coração bateram no mesmo compasso, como nas visitas ao estúdio do Rodrigo Lopes (com direito a Duh, Isabela, René, Natasha e ocasionalmente menino Carauta e suas crias) e uma noite no karaokê ou as passadas no espaço style do Guto; horas & horas dignas de serem imortalizados com Jonas, Dani Maia, Cerasoli, Wal, Jorge, Lolô, Babu, S Ruivinho, Dodô, Pós-Dodô, Vitinho, Camota, Magalhansi, Medina, as Rês, Salcedo, Carneiro, Cassus, Beloca, CDDaher, Ju Coutinho, Zalis, Esmê, Taba, as Claritas, Rosinha, PaulinhaMTV, Claudinho, Marinight (ex-Vejinha, New Quem), Poli, Rafa, Thi, MM, Aracy, Yassudinha, Lemos, Ernani, Light, Drica e Fê, Betinha, Fabrício, Sam, JBastos, Gui, Gu Autran, Sassá, Grilo, Tedim, Ghivelder, Serginho (e toda a galera Abriliana carioca swing sangue bom); o tempo extraordinário com a “vitaminada” galera da noite [assessores, fotógrafos e repórteres] que faz do trampo um lugar de grandes encontros[momentos inenarráveis]; trocas indefiníveis com coleguinhas por MSN, e-mail ou telefone [muitos tornando o impossível realizável e meu desespero em possibilidade]; o colo da Van mesmo a quilômetros de distância; encontros oníricos com autores/roteirista/romancistas/contistas/cronistas e com a Tuna, Sara e Léo Martinez, sempre divertidos...

* Consegui manter e continuar o Bibidebicicleta com a audiência “bombando” dentro da realidade de seu universo [onde fiz novos e inestimáveis amigos, como a Ivy e a Ana Martins, que nunca encontrei, mas sempre comenta como se nos soubéssemos há eras];

* Completei mais um ano de análise;

*Fiz dois Fashion Rio’s e um Rio Summer [e guardei várias histórias, como o encontro com Valentino e sua tez laranja];
* Fui à praia, no começo do ano, com a minha sobrinha e uma gente tão bacana [e acho que desde então não mais voltei];

* Recebi o calendário da Casa Hope, onde tinha uma passagem escrita por mim em Julho;

* Visitei Bananal duas vezes. Em uma delas, recebemos crianças de um orfanato para um dia inteiro de recreação. Minha percepção da vida e do ser humano ganhou novas fronteiras e tive certeza de que nasci para ser mãe; no fim do ano, estive no Educandário Romão Duarte. As crianças possuem as mesmas necessidades básicas, mas não os mesmos recursos e para quem já começou a vida na guerra, esse detalhe faz toda a diferença;

* Fizemos a estréia do nosso filme, o média O Show Deve Continuar. Momento único [porque me faltam palavras] proporcionado pelo Mestre Honey, um cara que só me proporciona belas surpresas e um colo sempre à disposição para cuidar de mim.

* Pela primeira vez participei de uma espécie de negociação envolvendo uma conhecida que, aparentemente, tentava se matar e não o fez;

* Viajei para Buenos Aires com a Onça e o Max e protagonizamos histórias memoráveis;

* Fui indicada para uma prova de analista de roteiro na Globo [embora não tenha faturada a única vaga, me senti radiante - depois de ruminar a derrota, claro];

27.12.08

Retrô 2008 Pessoal

PARTE DOIS:

* Ganhei presentes em forma de palavras do Luke, que finalmente se formou e celebrou o feito [tão aguardado] comigo!

* Coisas inimagináveis rolaram: tomei uma cafungada de uma mulher na rua e fui consolada por um mendigo, por exemplo. Além disso, tive a “sorte” de ser pega de calça arriada [literalmente] por um senhor, cujo visual me lembrava o cruzamento do avô do Freddie Mercury com a Elke Maravilha no vôo para Buenos;

* Fiz trinta anos e celebrei a data ganhando QUATRO festas em dois dias;

* Conheci a casa do Jayme Monjardim, Luiza Valdetaro e Marcella Virzi [onde tive a melhor recepção e as melhores entrevistas];

* Morri de rir da Hebe Camargo no lançamento do livro daquele que viria a se tornar meu chefe, tempos & tempos depois;

* Relembrei momentos muito especiais da minha vida em posts nomeados It’s Magic e quero crer que muita gente tenha compreendido que a mágica é possível, basta ter “um certo olhar”;

* Ganhei e li “com gosto” os dois melhores livros de uma vida: A Lição Final e Limites;

* Fui ao Maracanã com o Franitos, o queridíssimo, assistir ao jogo do Flamengo no camarote da Revista Placar [ficamos sobre A TORCIDA]; Estive em festas deliciosas na casa do Onça e do Saulo e os bolos surpresa na redação e encontros fofos com a Cecilia, Bu & turma, Bug e Franitos e Cia, JBatos, MiLicory e ClauDias, Vi e Ellus...

* Me emocionei com recados dos velhos parceiros, novos amigos e de gente ilustre, como a colunista Cora Rónai [de O Globo]; Também com a despedido do Lui;

* Tive o meu instinto maternal aguçado inúmeras vezes;

* Estive no Camarote do Fluminense bem no dia da Final da Copa Libertadores da América. Minha companhia era um cara lindo, parecido com o George Clooney, cujo interior estava na base do Topo Giggio. Foi ali, mais uma vez, que o valor da amizade falou mais alto que um rostinho bonito com o interior confuso: salve Gordo!

* Fui, mais uma vez, para NY com a Onça. Mais Magic Moments: show da Celine Dion no Madison Square Garden; entrevista para a Fox na Times Square; fotos com o Naked Cowboy; Broadway. Revi os meus amores acima do Equador: Tom e Eddy, Tati e Déa, Dudu e as meninas. Conheci a Ka, a Sah e o Bobby, também o Mineirinho e Zé Gambá. Vi mosquito...

* Graças à Flavitcha conheci a Quadra do Salgueiro na área Vip, junto com Suspiro. Pouco tempo depois, nesse mesmo lugar, ganhei um beijo, roubado e desejado, de um cara incrível com quem comecei a namorar [depois de um tempo fechada e que esse mesmo tempo tratou de nos separar e partir meu coração. Chorei. Também me refiz. Coisas da vida, bola para frente]; Beijei e fui beijada; amei e fui amada; paquerei e rejeitei e... Continuo atrás de uma bela história a dois;

* Recebi a vista da Genoud, com quem morei em 2002 e achava que nunca mais veria; refiz a amizade com a Kberinguy, mais de 10 anos depois desse mesmo “senhor tempo” ter nos afastado;

* Tomei café da manhã com a padaria abrindo; parei de roer unha; pedi demissão do nada; surgiu um novo emprego [do nada também] com o qual tenho me identificado demais [Lucy e Roxxy principalmente];

* Estive no lançamento do Livro do Esmê e do Cacau Hygino, que fez um agradecimento à minha pessoa [e a outras] no prefácio;

* Adorei fazer comentários nos seguintes blogs:
Macaquinhos no Sótão
Sobretudo
Varanda
Filósofa de Araque

Na Prateleira da Sambeira (que não existe mais)
Casa da Vó Merinda - que está há muito tempo sem coisa nova! Não devia nem colocar na lista, mas eu amo...

* Estou empolgadíssima com a renovação de antigos laços. Com essa troca entre blogueiros. E vamos nessa, rumo ao post mil! Já passamos de 265 e contando...

25.12.08

Retrô 2008 Geral


Esse clima de fim de ano, já disse, não me anima muito. Mas sabe que ADORO fazer uma retrospectiva?! É como se a gente passassse o ano em revistas e, assim, temos noção de que embora o tempo seja relativo e pareça tão veloz, muitas coisas podem acontecer em 365 dias.

Eis os que me lembro:


* STF libera pesquisa com células-tronco embrionárias. Órgão também estende para o Legislativo e Executivo a resolução que proíbe o nepotismo no Poder Judiciário;
* Entra em vigor a Lei Seca e a Lei da Guarda Compartilhada de pais separados. O presidente sanciona a lei que aumenta a licença maternidade de quatro para seis meses (a medida, no entanto, tem que ser negociada com o empregador e só entra em vigor em 2010). Call Centers tem que se adequar à decisão que restringe à espera telefônica para atendimento em apenas um minuto.
* Barak Obama é eleito o primeiro presidente negro dos EUA, após uma disputa acirrada com Hillary Clinton, pela indição do partido, e com Jonh McCain, pelo posto de "homem mais poderoso do planeta".
* Clara Rojas é libertada das Farc e revê o filho Emanuel, que nasceu no cativeiro e foi retirado dos braços da mãe. Um tempo depois, Ingrid Betancourt também é resgatada após 6 anos no cativeiro.
* O filme brasileiro Tropa de Elite fatura o Urso de Ouro em Berlim. Antes de ser lançado, o longa já fazia sucesso no mercado pirata do país. Sandra Corvelone é eleita Melhor Atriz no Festival de Cannes, por Linha de Passe.
* Fidel Castro renuncia ao governo de Cuba após 49 anos no poder.
* Maria da Penha Fernandes, que inspirou a Lei Maria da Penha contra os abusos domésticos, é indenizada pelo Governo do Ceará.
* Uma brasileira ajuda nas investigações sobre prostituição, que culmina na queda do governador de NY, Eliot Spitzer.
* Mulher é presa em Goiânia acusada de torturar filha adotiva de 12 anos. Isabella Nardoni é atirada da janela do apartamento do pai e da madrasta. O caso, que comoveu o Brasil, ainda está rolando na justiça [entre tantos outros casos bárbaros de violência infantil].
* Epidemia de dengue no Rio traz caos ao Estado em Março. Em um só dia foram registrados mais de 2 mil casos da doença. No fim do ano, Bombeiros são recrutados para entrar na linha de combate para o extermínio dos focos do mosquito.
* A Tocha Olímpica vira alvo de protestos pró-Tibete
* O Padre voador desaparece no litoral de Santa Catarina, amarrado a balões. Um Operário cai em um poço de aproximadamente 25 metros e fica preso por mais de 30 horas, na região metropolitana de BH. José Francisco da Silva, de 63 anos, sai ileso.
* SP, RJ, SC e PR sofrem com terremoto de 5.2 na escala Richter [caso raro no Brasil]. Na China, trenores atingem 7.8 graus e milhares de chineses morrem.
* Austríaco é preso por abusar sexualmente e manter a filha por 24 anos presa no sótão de sua casa. O ex-banqueiro Salvatore Cacciola é extraditado e preso no Rio.
* O jogador Ronaldo Nazário se envolve em confusão com prostitutas e vai parar na delegacia. O Ex-PM Marcelo Silva e Susana Vieira se separam depois que a atriz descobre que ele mantinha uma amante. Meses depois, Marcelo é encontrado morto na garagem do apart-hotel em que morava, devido ao excesso de consumo de drogas.
* Brasil é considerado mercado de baixo risco para investidores internacionais. Dólar fecha abaixo de 1,60 pela primeira vez em quase 10 anos [depois volta a subir]. Crack nas bolsas brasileiras/ colapso na economia americana, levando o poderoso país a uma grande recessão.
* Marina Silva pede demissão do cargo de Ministra do Meio Ambiente. Gilberto Gil, tempos depois, deixa o Ministério da Cultura.
* Exército prende sargento gay em São Paulo, durante programa de Luciana Gimenez.
* Pinacoteca de São Paulo é assaltada e 4 quadros são levados.
* A antropóloga e ex-Primeira Dama Ruth Cardoso morre em São Paulo aos 77 anos. O empresário Arthur Sendas é assassinado no Rio. Morre o ator Fernando Torres.
* Bill Gates, da Microsoft, se aposenta e diz que vai dedicar seu tempo à filantropia. O I-phone, da Apple, chega [oficialmente] com sucesso ao Brasil.
* Pane em telefonia deixa SP sem acesso a internet [o caso atinge outros estados. Nesse dia, eu tive que voltar para casa, porque toda a empresa e suas sucursais sucumbiram ao bug]
* Os atletas brasileiros Maurren Maggi e Cesar Cielo brilham nas Olimpíadas de Pequim. O nandador Michael Phelps é o grande destaque da competição. O time do Fluminense perde a Final da Libertadores da América no Maracanã, para o time do Equador. Corinthians volta a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, cujo vencedor é o. São Paulo, pela sexta vez. Figueirense, Vasco da Gama, Portuguesa e Ipatinga caem para a segunda divisão.
* Menino de oito anos ajuda a mãe no parto da irmã, de madrugada. Outro menino, de cinco anos, vestido de Homem-Aranha, resgatou um bebê de um ano e dez meses de dentro de uma casa em chamas, em SC.
* Seqüestro de Eloá e Nayara choca o Brasil com fim trágico. O menino João Roberto é morto por uma ação infeliz de policias, dentro do carro onde também estavam a mãe e o irmão, durante perseguição a bandidos. A absolvição dos militares gera indignação.
* Nas eleições para prefeito do Rio, Paes e Gabeira travam disputa histórica, onde o primeiro é eleito por uma quantidade irrisória de votos.
* Dado Dolabella e Luana Piovani terminam namoro com escândalo em boate, onde o ator bate na namorada e empurra a camareira que tentou apartar a briga. A camareira vai parar no hospital e o caso vai parar na justiça.
* Vale do Itajaí é arrasado por chuvas; assim como boa parte de Santa Catarina, que tem sistemáticos desmoronamentos. É decretado estado de calamidade pública. Vários mortos, muitos desabrigados e tantos outros que permaneceram isolados durante um tempo. As chuvas também arrasam o interior do estado do Rio e a região metropolitana de BH.
* Terroristas fazem ataques simultâneos na Índia.
* Mudança na cobrança do IR beneficia a Classe Média brasileira.
* Jornalista Iraquiano atira sapatos na direção de George Bush, presidente dos Estados Unidos em visita aquele país.
* Aumenta o número de brasileiros barrados na imigração da Espanha. Crise entre Equador e Brasil por causa da Odebrecht.
* Cerca de 15 anos depois, Madonna volta ao Brasil para uma série de shows. Também passaram pelos palcos brasileiros: Aerosmith, Seal, Michael Bublé, Queen, Rod Stewart, Bob Dylan, Earth Wind and Fire, Dave Matthews Band, R.E.M, Offspring, Maroon 5, Ben Harper, Scorpions, Iron Maiden, Joss Stone, Ozzy Osbourne, Marcy Gray, entre outros. Elton John já está confirmado para show no mês de Janeiro.
Casais que deram o que falar: Camelo e Mallu Magalhães; Madonna e Guy Ritchie; Luana e Dado; Grazi e Cauã; Angelina e Brad Pitt; Carla Bruni e Sarkozy; Degeneres e Portia;



24.12.08

Mi Suerte

SORTE DE HOJE NO ORKUT:

"Ninguém pode voltar e criar um novo início, mas todo mundo pode começar hoje e criar um novo final"

Fim de Ano

Posso até ser uma voz dissonante, mas faço questão de sustentar opinião. Não gosto desse clima de Fim de Ano. Os motivos são muitos [os aparentes e os internos também]. Dito isto, não quero parecer a salada de frutas sem leite condensado; o peru sem fio de ovos; a maionese que ficou passada por estar fora da geladeira [ui que estrago!] e nem a rabanada diet, ou seja, sem açúcar e sem graça.

Tenho o maior respeito por aqueles se entregam de corpo e alma às comemorações. Não sou o urubu que toma o lugar do chester! Fico na minha, curtindo aquela estafa que fim de ano me traz. É trânsito caótico; é um calor do Senegal no Rio de Janeiro; são as revistas adiantando as edições, o que significa sempre trabalho dobrado; cidade cheia, shopping lotado, velhotas andando a passos mega lentos na sua frente [isso me estressa deveras]. Daí você tem que preparar a ceia [eu não, porque já disse que não tenho o brevê do fogão] e aqui em casa essa é a tarefa do meu pai, que deixa que aquele cheiro domine o ambiente. Para onde vou? Com que roupa eu vou? O quanto devo comer para não agredir a balança? Como chegar até lá? Como não pensar em quem já partiu? Aff! São muitas questões...


E os puristas podem me confrontar: "mas é o dia do nascimento de Jesus, nosso Salvador!?" Sinceramente? Poucos são os que realmente pensam nisso e fazem suas festas com o coração cheio dessa lembrança. Claro, o fato de se separar um dia para a comemoração me alegra demais. Mas o que se comemora mesmo é o fato da família estar unida, a comida farta e os presentes. É só sobre isso que se fala no jornal [e eles estão errados em noticiar isso? Não! reflexo da sociedade]. Fico me sentindo fora da nova ordem mundial. E para mim, o nascimento de Jesus é celebrado sempre; assim como sua morte e ressureição. Esses são os pilares da fé e a certeza que nos motiva diariamente e que só faz sentido, obviamente, àqueles que acreditam e vivem dessa expressão de fé.

O bom do fim do ano é que todo mundo deseja coisas boas para todo mundo. Vejo um lado positivo nessa iniciativa [nem sempre 100% verdadeira]. Carinho é uma coisa boa de se receber e de se ofertar, sempre. Gosto também dessa história de se renovar as esperanças para um novo ano. Parece que chegamos ao fim dos 365 (366) dias no último suspiro do guerreiro. E basta que o relógio dê as primeiras badaladas de um novo amanhecer, para você ganhar uma nova energia [igual ao jogo do Mario Bros.]. INCRÍVEL!

Um outro fato que me desperta muito interesse é a questão da mudança. Acho que a maioria de nós procura fazer um balanço do que foi o ano corrente, para tentar fazer diferente, melhor ou mais estimulante naquele que está prestes a se iniciar. Eu procuro pensar em tudo o que aconteceu comigo de mais relevante e agradeço a Deus, de todo o coração. Até mesmo os erros, porque para forjar nosso caráter/personalidade/interior, existem dores que trazem paz. Faço esse balanço e agradeço. Penso em um tema para o ano seguinte, que vai nortear as minhas atitudes, mas não cercear ou resumir as minhas escolhas e as surpresas que virão pelo caminho.

O meu ideal para essa época seria viajar. Sair do caos em companhia aconchegante [ou família ou amigos ou amor ou todos juntos]. Até que pintou uma trip para um lugar inédito durante o reveillon, mas é trabalho! Uia! Vou de peito aberto e mente segura. Vou experimentar. E voltar aqui para contar T_U_D_I_N_H_O. Ou não! rs