18.1.10

Parindo Letras


Fato bizarro! Depois de uma semana de Fashion Rio + dor de ouvido constante com cama, cama, cama... Bem, hoje eu voltei a trabalhar. O mais interessante foi notar que a minha vontade de ir ao banheiro triplicou. A frequencia estava frenetica e me senti como um animal marcando territorio, acredita?


Pior é que na sexta-feira passada chegou a nossa carteirinha do plano de saúde e o Sub-Chefe estava me perguntando sobre o atendimento da Rede D'Or - que ele não encontrava no livrinho. RA, o repórter-intelectual, começa a citar um monte de hospitais e coberturas as quais o plano dava direito. E eu solto:


- Será que dá direito a parto?


Hahahaha. Fazendo xixi de cinco em cinco minutos, vestido soltinha, semana em casa e essa pergunta... Pronto! Até eu caí na gargalhada (incontrolável)! Agora veja lá você, pra que uma pessoa na situação "single" em que me encontro faz esse tipo de questionamento!?


Só se for para parir o meu livro!

Será isso um sinal?

"Alô além?! Alô além!?"

Chulapa de Cristal?


MOMENTO EU TÔ FELIZ COMIGO ;)

Essa semana eu apaguei uma pedalada que dizia que o BibideBicicleta era chato.

1) Porque a pessoa que deixou o recado uso o velho truque do anonimato. E vocês sabem, não aceito críticas sem fundamento que se escondem sob a capa do "você não sabe quem sou, então posso falar o que quiser". Não pode. Aqui não. Ainda assim, conto ao meus colegas Ciclistas que fui criticada, porque acho justo compartilhar o fato e não a atitude.

2) O post era tão velho, mais tão velho que ninguém ia mesmo saber que eu apaguei e ou notar o conteúdo da crítica (caso eu não viesse a citá-la e o fiz justamente porque eu deletei a pedalada).

3) O post era mesmo chato para aquele que foi convidado por "Seu Google" a ler as malfadadas linhas daquele dia unicamente. Era uma ocasião que falava de mim e do dia que eu tive, unicamente. Não posso querer que a minha vida cheia de tédio seja lustrosa everyday. Não dá. Não dá para agradar a todo mundo. Agrademos, então, a mim!

E nessa onda de me dar prazer... O momento TÔ feliz comigo vai para um carinho em forma de palavras feito pela blogueira Ivy Farias, do Delírios Insanos, que escreveu um texto inteiro inspirado em uma frase que eu fiz. E ela me fez pensar que Príncipes até podem existir, quando a gente consegue calçar o tênis certo no pé deles também (Pé de homem não pode ser nada de Cristal, né, santa? E se pedir para colocar pedrinhas de strass, vira logo amiga!). Ou seja, tudo é uma questão de encaixe do produto e não de embalagem! E concordo com a Ivy de que prerrogativas devam mesmo existir! Ela quer um homem que desbloqueie o DVD e eu quero um que entre outras coisas... leia meu blog e comente sempre ;)

17.1.10

16.1.10

Pelo post abaixo vocês já podem deduzir:
estou ouvindo, estou ouvindo!

Ouço gritos da janela...


Tinha um tema completamente diferente na minha cabeça, pronto para virar um texto. Contudo, os acontecimentos lá de fora da minha janela me demoveram da ideia. Parecem mais urgentes (e são). Na realidade, é um tema praticamente inevitável diante da circunstância. Lá fora há um casal brigando. Briga feia. Altos brados retumbantes dentro do apartamento. Coisas caindo (ou voando, não se pode ter certeza). Ela fala muito mais que ele. Ele parece culpado de alguma coisa. E antes que esse papo todo comece a parecer "sexista", por eu insinuar que ele possa ter culpa no cartório, vamos voltar um pouco no tempo.

Eu, sentada neste mesmo computador, de costas para a janela. Nenhuma concentração foi possível quando a moça começou a brigar com o porteiro. Um barraco. Dos feios. Ele em situação complicada, por ser funcionário. Aqui tem uma lei "antibrigas" que eu ainda não compreendi como funciona. Detesto reunião de condomínio. Para mim trata-se do zoológico reunido numa jaula só. Selvagens "quase" domesticados. Um horror. Tirando isso a vizinhança é da paz.

Voltando a situação complicada do funcionário sendo "praticamente" agredido verbalmente pela moradora. Ela me pareceu estudante de Direito. Daquelas (estou citando o tipo que acho que a mocinha se encaixa e não dizendo que o pessoal do Direito é assim, vamos deixar claro!) que ainda não se formou e não conheceu as agruras da vida, mas está cheia de razão, porque acha que domina a lei. A revolta dela em nenhum momento justificava o show. Ela gritou com o cara, exigindo respostas (o que daria mais munição a ela) até aparecer um vizinho em socorro. Daí os gritos foram para ele, que, segundo ela, não deveria estar se metendo naquilo (era coisa para o síndico, mas quando esse não aparece...).

Hoje, volto a escutar essa mesma voz discutindo com o marido. Gritando pelas janelas seu ódio. Fazendo barulho. Derrubando coisas e exigindo dele respostas que - ao que parece - não queria dar. Um berro dele bem dado, transformou aquela histeria em lamúrias em dó maior. Menos tensa a situação. Eu não dou a mínima para quem tem razão ou não (cada casal com a sua dinâmica e suas certezas incertas). Brigas nunca são mero fator circunstancial, pode apostar. A minha questão é: pra que tanto barulho?

Acredito que existam pessoas que precisam desesperadamente serem notadas. Não existem sem retorno do outro ou sem plateia. Ok, que atire a primeira pedra quem nunca elevou o tom em uma discussão ou ficou tão nervoso a ponto de explodir... BUT... Acho que vivemos dias muito mais complicados, onde a solidão interna faz rugir a fera enjaulada. Uma tentativa de mostrar que ainda há algo de selvagem ali dentro.

Não sei ao certo, mas a internet aproximou sim muitas pessoas. Porém, através dela treinamos arquétipos e não manifestamos nossos instintos. Na internet podemos ser reais, sim, e isso é válido, mas somos muito mais reais quando encaramos o outro olho no olho. Desse modo a verdade é ainda mais desafiadora. Instinto. Tudo comunica: cheiro, aparência, movimentos, a forma de prender o cabelo, o lugar onde coloca as mãos, a posição do corpo, o sorriso, os olhos, a vibração. Tudo fala, ainda mais quando cala frente a frente. Há muralhas que palavras derrubam. Há fortalezas que o silêncio transpassa sem nem fazer esforço ou movimento.

Vivemos uma época em que as pessoas precisam ser notadas. À saber: não somos mais um na multidão ou não gostaríamos de ser. Quantos somos no mundo? Entre bilhões e bilhões de pessoas, a gente sempre quer ter um olhar de aprovação, uma demonstração de calor, carinho e importância. Quem não sabe ouvir a voz interior, quem não a liberta com verdade e responsabilidade, acaba sendo surpreendido por esse grito primal que ecoa dos fundo das entranhas do esquecimento, do vazio que se deixou habitar. No silêncio você se escuta, no tom certo também se vence uma batalha. Eu quero existir nesse mundo de meu Deus, mas deixo a selvagem para os momentos em que ela realmente possa estar presente. Não como fúria incontida, mas como um desejo evocado.

Frase

"Eu não quero um príncipe encantado que venha montado em um cavalo branco com uma lança para me resgatar das agruras desse mundo. Quero um homem de coragem que venha montado na disposição e que chegue desarmado para me resgatar de mim mesma" - (Bia Amorim)

Frase

"Gosto da sensação da minha pele resvalar na sua, mesmo que através do clique de um mouse" - (Bia Amorim)

No silêncio dos não-aflitos


É noite e ela corre para a varanda. Lua e estrelas estão chamando para a brincadeira começar. Sentada em uma espreguiçadeira, ela olha atentamente a vista. A mesma de sempre. Deixa que o vento lhe beije o rosto, de leve. Contempla o horizonte sem fim. Um mar que se abre na paisagem e leva até onde os olhos já consideram o impossível. E além. Está tudo lá: linhas e recortes, relevos e a escuridão a emoldurar sua vista.


Não há ninguém na varanda além dela. Não há ruídos. Não há calor. Só o frio permanece. E esse vem sempre ao seu encontro. Um relógio biológico certeiro. Cravado. Indesejado. Só há frio e poeira. Ninguém mais pisou aquele chão de mármore. Veias saltadas, como se quisessem ganhar vida e amarrar o seu pé. Veias travadas. Congeladas. Daquele tipo que só fica na intenção. Não há perigo externo.



Não há escuro que vença os brilhos da noite. Não há silêncio que demova a batida de um coração. No peito. Na garganta. Não há mistérios que não se dissolvam com a força do pensamento. Ou troquem de lugar. Basta querer. Basta pensar. E ela sabe disso. Sabe que a força maior é descoberta de dentro para fora. Há em seu exterior marcas. Sob a pele encontram-se cicatrizes invisíveis a olho nu. Nas profundezas existem feridas particulares de remédio incerto.


Ela sabe que o tempo é seu amigo. Ela sabe que o tempo é seu algoz. Ela sabe que o segredo do tempo é o movimento. Ela sabe que a paisagem está lá. E lá sempre estará. Nunca ao alcance das mãos. Sempre perto de um simples pensamento. Basta buscar. E respirar. E pensar. E transferir toda a sua energia interna. E transformar em algo bom. Que vai nascer. De dentro para fora. Num simples movimento. No tempo. No tempo certo. Na cadência dos acontecimentos. Na batida do coração. No silêncio dos não-aflitos. No escuro do seu interior. Na claridade da noite que não mais assusta. Até no beijo gelado do vento. De dentro. Para fora. A qualquer hora. Em todo tempo.

14.1.10

Auch, ai!


As últimas...

Estou escrevendo pouco, porque está muito difícil me concentrar em alguma coisa. Sono ruim, mente ruim, humores nas extremidades... Dias para convalecer.

Bem, tenho sintomas no ouvido desde domingo. Até hoje, nada mudou. Isto é, a situação muda quando estou dopada, o que não é nada legal. Ninguém pode me acusar de não ter corrido atrás. Até ontem tinha ido a dois especialistas. Meu pai me disse: "você tem que aprender a ficar doente. Você é diabética, leva mais tempo para ficar boa...". Vai daí, que da última vez que dei cartaz a ele e não procurei um médico, fiquei com um problema sério no joelho. Detalhe: meu Pai é fisioterapeuta. Mas com dor, quem é que gosta de esperar?

Ainda bem que todos os alarmes soaram em recusa a dica do meu Pai. Fui a um terceiro especialista. Mesmo tendo dado apenas um dia e meio para o remédio do médico dois fazer efeito (zero). Esse, um senhor. Cabelos brancos, paciência e toda a sabedoria. Ouviu meu relato e reclamação de seus colegas, que me atenderam em cinco minutos, juro! E ele me dizendo que relato do paciente era apenas parte do processo. "Ouvido, nariz e garganta são cavernas que a gente tem que explorar no escuro, usando apenas uma lanterna e muita sabedoria". Gostei do cara!

Olhou a garganta, olhou o ouvido ruim e disse que ia olhar o bom. Eu gelei. Disse para ele que tava doendo muito, para ter cuidado. Ele me respondeu:

- Consultório médico é o único lugar onde a tortura é permitida!

hohoho. E o moço olhou. Pediu para eu fazer dois tipos de respiração diferentes e matou a charada.

- Seu problema é no nariz!
- Heim!?

E foi olhar o meu nariz. Explicou que eu tenho uma carne que cresceu mais que o necessário - muito provavelmente fruto de alguma rinite ou sinusite mal curada - e que estava tapando o canal. Ou seja (os mais sensíveis não leiam!): tenho catarro no ouvido e ele não tem como sair. Por isso a inflamação! Se demorasse muito com a gosma apodrecendo ali dentro, podia se transformar em meningite e por ai vai...

Resultado? Debelar a inflamação. Secar a secreção. Cuidar da garganta. E só depois de tudo tratadinho é que vamos partir para a questão do nariz. Cirurgia ou outras duas opções. Tudo me foi mostrado em um livro com figura. Ele me explicou tim tim por tim tim o que eu tinha, onde tinha, como estava, etapas do processo. E terminou com as seguintes frases:

1) Se você gostou de mim, pode voltar para fazer a revisão em uma semana. Mas não deixe de ver se tudo ficou sequinho. Paciente quando pára de sentir pensa que já está novinho em folha.

2) Jornalistas são chiques e metidos, querem saber de todas as coisas. É melhor eu te explicar direitinho o que você tem e torcer para você ser boazinha comigo! (hahaha)

Um senhor de frases... Adorei! E de muita sabedoria.

E sigo eu, torcendo para a dor passar e eu voltar a minha vida normal. Sem brincadeira, hoje cheguei a pensar que o prazo de validade da minha saúde anda expirando muito rápido. Sinais dos tempos, os quais não queria ver chegar assim.

13.1.10

Escombros

Procuro em mim
Novas paixões
Outro arremedo
Desilusões
Qualquer coisa que realce a pele
Um tipo de maquiagem
Uma bobagem
Uma emoção
Um bem querer
Um furacão
Pode ser um redemoinho
Guardado em meu interior
Procuro perceber
Sintomas mais claros
Vestígios de sentimentos
Momentos raros
Do tipo que não se repele
Qualquer forma de consolação
Que me retire essa tatuagem
Cravada no peito
Que me leve para bem longe
Desse leito
Marcado
Suado
Rasgado
Essa miragem
Que marcou nossas almas
Com efeito
De uma velha tatuagem
Sem cor
Sem dor
Essa flor
Essa estiagem
Uma folhagem seca
Na paisagem
Que o vento carrega
E o meu corpo se encarrega
De desestruturar
Um tipo de amar
Feito de 'malamar'
Que nos leva
Em direções opostas
Eu e você
Agora de costas
Rumo a outras direções
Outras dimensões
Outro querer
Outra eu, outro você
Vivendo de lembranças
Vazias
Buscando com esperança
Na noite fria
A canção mais bonita
A carícia que excita
A mão que protege
A confiança
A respiração aflita
A moça bonita
O cara interessante
O olhar instigante
Que me fará esquecer
Que essa história
Que ficará no canto da memória
Foi construída
De furtivos encontros
Castelo de cartas
Escombros
- (Bia Amorim)

ATENÇÃO

ESTOU ABSOLUTAMENTE SURDA DO OUVIDO ESQUERDO. E COM DOR, MUITA DOR. BOCHECHAS INCHADAS DE BULLDOG VELHO. A VISÃO DO CAOS. E TÃO CHEIA DE SECREÇÃO, QUE PARECE QUE TEM UM LITRO DE ÁGUA FAZENDO GLUB, GLUB, BRUMLUNG NA ENTRADA DO MEU CÉREBRO. SITUAÇÃO ABSOLUTAMENTE DESCONFORTÁVEL. ESCREVO PARA TENTAR PENSAR EM OUTRA COISA. NADA ME TIRA ESSA SITUAÇÃO DO PENSAMENTO. ESTÁ TUDO ALI, DO LADINHO DA CAIXA DO PENSO. NÃO CONSIGO COMER. NÃO DURMO DIREITO. SINTO CALOR, MAS PREFIRO ME ATRACAR COM A BOLSA DE ÁGUA QUENTE SEM VENTILADOR. ALÍVIO DE TRÊS MINUTOS. OLHEIRAS. HUMORES VARIANTES. DIA SUJEITO A TROVOADAS. DESCULPE O AUÊ, PEDINDO EMPRESTADA A FRASE DE RITA LEE. GRATA PELA COMPREESÃO. VOLTAREMOS À PROGRAMAÇÃO NORMAL ASSIM QUE POSSÍVEL.

Estão roubando meus filhos!


Descobri que tem alguém - muito provavelmente de São Paulo - que copia os textos aqui do BibideBicicleta, retalha, colando começo de um em pedaços de outro, e manda para uma lista de e-mails com o título: mensagem do dia. E ainda coloca como autor desconhecido!


Faz o mesmo com frases que eu assino meu nome. Insiste em colocar como autor desconhecido, mesmo a autora tendo se apresentado. É como pegar o filho dos outros e dizer que é seu. Dar um novo nome, escolher as roupas que lhe convém, a escola que vai estudar, os esportes que vai praticar, mesmo sendo a cara e o código genético de outra pessoa.


Acho bonito alguém passar aqui e gostar do que escrevo. Acho bacana espalhar a boa semente por ai. O que não é nada legal é retalhar a história da maneira que lhe convém e não assinar os textos da maneira que é justo. O que diferencia essa pessoa da Vilma, que pegou o menino Pedrinho e passou a criar, dizendo que era seu? Talvez a diferença se encontre no fato de que nesse caso falamos de uma outra vida. Mas palavras são vida! A minha, só para ser bem básica...


Quer compartilhar o que acha bonito? Bacana! Mas faz de coração puro, com bondade e dentro dos parâmetro da lei. A Vilma, se quisesse apenas ser mãe, adotaria uma criança (e não roubaria de suas famílias)! Não é assim que se faz dentro da lei, para espalhar um amor desinteressado? Mesma coisa com as palavras... Quer espalhar amor, faça de uma forma bonita, concentida!


Vai daí que entra aquela velha discussão sobre propriedade intelectual na internet. Minhas opções são:


1) Travar a cópia no blog;

2) Parar de escrever na internet e tentar só fazê-lo em livro;

3) Deixar isso tudo pra lá e esperar que:

3.1 - A pessoa se arrependa desse ato falho

3.2 - Que quem leia o autor desconhecido possa dar um google e me encontrar

3.3 - Esperar que a vida se encarregue de qualquer revés

3.4 - Dar de ombros e seguir em frente, entregando o caso a Deus

E tudo mais jogo num verso


Não choro,
Meu segredo é que sou rapaz esforçado,
Fico parado, calado, quieto,
Não corro, não choro, não converso,
Massacro meu medo,
Mascaro minha dor,
Já sei sofrer.
Não preciso de gente que me oriente,
Se você me pergunta
Como vai?
Respondo sempre igual,
Tudo legal,
Mas quando você vai embora,
Movo meu rosto no espelho,
Minha alma chora.
Vejo o rio de janeiro
Comovo, não salvo, não mudo
Meu sujo olho vermelho,
Não fico calado, não fico parado, não fico quieto,
Corro, choro, converso,
E tudo mais jogo num verso
Intitulado
Mal secreto.
- Waly Salomão


O melhor do Fashion Rio para mim foi relembrar uma bela história. Estava entrando na sala de imprensa, quando vejo meu amigo fotógrafo Moscow. Fui lá bater um papinho, dar o beijo que só havia sido jogado de longe, entre uma sala e outra de desfiles. E ele me disse que havia falado no meu nome no dia anterior. Perguntei o motivo e lá veio a história...


Moscow e eu começamos meio juntos. Eu, repórter-foca (o termo que se usa em jornalismo para alguém que está dando seus primeiros passos em uma redação) e ele, um pouco mais que lambe-lambe (desculpa aê, mas é para dar um panorama). Lembro bem as vezes em que fui buscá-lo em casa, num prediozinho ali perto do Catete. Sempre tinha uma pauta (evento) para a gente fazer, mas nunca era nada que demandasse um jogo de cintura maior (ah, seu eu soubesse o quanto se pode tirar de experiências como essa...)


Pois bem, Moscow lembrou do dia em que fomos fazer o lançamento de uma loja de tapetes persas (para a revista de celebridades). Lá chegando, não havia muito o que fazer render. Mas foi nesse dia que a gente conheceu o poeta Waly Salomão. Ele se sentou numa mesa com a gente e ficou falando altas loucuras (loucura é mesmo a linguagem dos poetas). E eu ali, dando a maior atenção, mas não a atenção devida. Moscow ainda me falou:


- Cara, jamais esqueci desse dia. Se a gente soubesse a real importância do homem...


Vejam vocês! O poeta maldito, rasgado, amado. Ali, batendo papo na maior animação. E ele gostava de falar alto. Era um apaixonado. Pela vida. E sua morte me trouxe tristeza. O irmão dele, Antonio Salomão (também poeta), lembra até hoje com muito carinho dessa atenção diferente que a gente deu a seu irmão (e a ele, por extensão). Há anos não nos vemos, mas pode contar que quando nos esbarramos, ele sabe... Ele sempre demonstra que sabe. E quem tem gratidão. Muitas vezes o poeta só precisa de uma plateia que o ouça com carinho e atenção. E eu podia ter bebido daquela fonte com mais propriedade...


Moscow pensa a mesma coisa. E complementa, com muito saudosismo...


- Se a gente soubesse...


Foi tão bom lembrar disso ali no Fashion Rio. Foi tão bacana saber que faço parte das doces memórias de alguém legal. E que me lembro - e como me lembro - desse dia dos tapetes persas... Eu, ao lado do cara que conseguia ganhar a vida com o que eu faço para vida ganhar. "Se a gente soubesse...".

Outras Noites Iguais


"Que será da minha vida sem o teu amor
Da minha boca sem os beijos teus
Da minha alma sem o teu calor?
Que será da luz difusa do abajur lilás
Se nunca mais vier a iluminar
Outras noites iguais?
Procurar uma nova ilusão não sei
Outro lar não quero ter além daquele que sonhei
Meu amor
Ninguém seria mais feliz que eu
Se tu voltasses a gostar de mim
Se teu carinho se juntasse ao meu..."


Outra música de letra magnífica que figurou nas briguinhas (ou brigonas) entre Dalva & Hrivelto. O amor inspira, mas o desamor faz transbordar as letras, derramando a dor em forma de poesia. Tem certas coisas que escrevo na dor do desamor, do tentar amar diferente aquilo que só se quer amar igual. Nada é igual. O que é, já foi. Nem as nossas lembranças são imutáveis e fiéis aos acontecimentos. Fantasiamos coisas, situações, pessoas, encontros e até desencontros. Fantasiamos a perfeição do imperfeito. E vice-versa. Fantasiamos a redenção daquilo que não tem remédio e nem redentor da forma que evocamos. E remediamos uma ferida que só tem cura no esquecimento. E no isolamento. Quando for uma lembrança e apenas uma lembrança. E não mais a tentativa de uma desmemória que não se deixa e nem se remedia.


PS: Lembro muito do meu irmão, que não era dessa época - mas a família era -, cantar uma versão dessa canção para a babá dos meus priminhos. Ao invés de: Que será... Ela canta Cí-cera... O nome dela. E parava por ai, porque nada mais havia a dizer. Fazia isso toda vez que alguém chamava o nome dela. Era irritante. Hoje, dou risadas contidas hahaha

12.1.10

Fashion Saara Rio 2


Fashion Rio

* O coleguinha continua investido nos modelitos trendy. Respondi ao comentário do Luke com mais informações, quem quiser, pode visitar as pedaladas do post de baixo.

* No fim do dia, a coleguinha chega na fila de repórteres que se forma na porta de um dos bastidores e anuncia:
- Ai gente, estou tão feliz. Passei ali no estande da Nívea e coloquei desodorante. Que alívio!
(devia estar punk a situação para ser anunciada dessa forma! hehehe Tá vendo que os estandes não servem apenas para dar brindes para famosos. Ele também pode aliviar uma criatura com a asa oprimida)

* Ah, adorei ver Bruno Astuto de vestido! Explico. Nosso (do Rio) querido colunista Chubby comprou uma espécie de bata em uma dessas viagens para Egito, Marrocos, Emirados enfim... E usou como vestimenta no Fashion Rio. Juro que adoro essas 'ditas' loucurinhas que ele faz. As más línguas o chamaram de avó da Chapeuzinho Vermelho, porque o look era complementado por uma bolsa em forma de cesta. Eu não acho isso! Adoro gente que tem coragem de ousar em coisas que não agridem ninguém. É só uma quebra de paradigma! E o moço na maior elegância. E elegância, no caso, é a postura "to-nem-ai"!

* Tinha uma modelo andando para baixo e para cima com uma toalha de rosto cor de rosa na cabeça. Na maior parte do tempo, a toalha estava colocada de forma que escondesse cabelo e rosto. Mais tarde, vi a toalha enrolada daquela forma que a mulher faz quando sai do banho.

* Ali onde a gente fica, no Píer Mauá, é o mesmo local onde os super transatlânticos "estacionam" para que o turista desça e conheça a cidade. Gente! É uma cidade no mar. Sério, fiquei com medo do tamanho daquela construção. Muito imponente. Gigante. Alto. Largo. Um mundo ali dentro. Sério, uma coisa que eu nem sei como descrever... Despertou em mim os sentidos mais primitivos (hehehe). Mas foi mesmo!

Legal foi no primeiro dia que tinha um barco menor, da Marinha de algum lugar, com seus marinheiros de branquinho parados em forma, todos virados para o lado do Fashion Rio. Nunca tive tara em uniforme, até namorar um Bombeiro. Mas continuo achando ridículo esse negócio de colocar fantasia para agradar ao outro. Gosto de quem é o que é e não daquele que se monta. Fantasia eu deixo para expressar no papel. Criatividade é outra coisa. Enfim... O efeito do remédio! Preciso dormir antes que passe (mais explicações no post abaixo!).

11.1.10

Auch!


Olha, vou contar uma coisa para vocês... Hoje de manhã eu fui parar num hospital. Eu tenho pavor de ir ao médico. É absolutamente feio, ridículo e indevido eu fazer essa colocação por aqui. Ainda mais, porque é um hábito muito necessário, indispensável, importante e que pode determinar o rumo das coisas. Mas é porque desde pequena vivi um périplo hospitalar de tal sorte que me deixou sequelas. Antes de contar o fato, quero dizer existem médicos apaixonantes e é nesses que a gente deve apostar. Encontrar um bom profissional é como acertar na loteria! Tá, no bingo. Mas é sorte!

Mas isto posto, vocês podem avaliar a dimensão do problema que me fez acordar cedo e ir ao parar em um pronto-socorro. Sozinha. Dor de ouvido. Putz! O mundo gira e te chama fininho, como se uma agulha quente te pinicasse o nervo. Já não sei se é otite externa, que a médica que me examinou em menos de dois minutos (contados no relógio, não daria nem um) diagnosticou ou se é dor de dente fruto de um ciso incluso que deve ter acordado para a existência e para dar o ar da graça resolveu inflamar... Essa dor também, vamos combinar? Pior que depilação de pêlos pubianos com cêra gasta.

Estava sofrendo em pleno Fashion Rio. Segurando a orelha esquerda como se a minha mão fosse um brinco, pendurada. Voltei para casa e o remedinho custou para fazer efeito. Agora a dor está bem mais calma, mas ainda não consigo fechar a boca direito. Minha dentista só funciona na quarta-feira. Enquanto isso, o que faço?

A - Dou com a cabeça na parede
B - Enfio o dedo na tomada
C - Ando descalça em brasas
D - Visto a minha roupa de neve e fico sentada no Centro do Rio ao meio-dia (vocês viram que o termômetro lá estava marcando 48 graus?)
E - Tento tirar remela e meleca usando uma luva de boxe

Fashion Saara Rio

Frases e acontecimentos entre os "coleguinhas" jornalistas durante o Fashion Rio, "so far"...

* Esse calor não é Deus!
* Se tivesse chuveirinho aqui, eu tava dentro!
* Esse Fashion Rio está mais quente porque vieram poucos paulistas. Eles tem uma nuvem que os acompanha por onde passam. É praticamente um fog natural (desculpa aê, rapaziada paulista, mas foi a frase dita lá!)
* (Coleguinha deitada em uma espreguiçadeira ao fim do evento). Fulana! Tá deitada ai por que? Tá tomando uma lua?

E não é que tem um coleguinha que ao invés de dar notícia, está virando notícia? O rapaz, que tem até o front bem trabalhado, capricha no visual. Teve um diz que foi de shortinho e colete (sem camisa) e no outro, aposto no mesmo shortinho jeans (porque aquilo lá não era nem apelido de bermuda) e uma camiseta feita de trama, tipo rede de pescador, saca? Mas era baby look, só vinha até a metade. Uia! Alguém, por favor, pode chamar o esquadrão da moda?! O moço ainda pergunta aos colegas se está legal, tipo, bacaninha! Como assim ele é inseguro? Aposta assim só faz que está se achando! Já tô doida para ver o modelito de hoje! rs

9.1.10

Meu Fashion Rio

Galera Ciclista! Faltam 15 minutos para hoje ser amanhã. Isso mostra a hora que estou chegando em casa depois das maratonas de desfile. Sério, não dá tempo nem de fazer pipi! Quem estiver com tempo e saco de ver o que eu ando aprontando, pode acessar o iG Gente, que está tudo lá! Não tem como colocar link por link.

Boas Pedaladas

Cartola e Herivelto


No que se apresenta / O triste se ausenta / Fez-se a alegria/ Corra e olhe o céu / Que o sol vem trazer / Bom dia


Quando o infortúnio nos bate à porta / E o amor nos foge pela janela / A felicidade para nós está morta / E não se pode viver sem ela / Para o nosso mal não há remédio coração

Nossa Senhora das Calcinhas Aflitas


Vixe! Nossa Senhora das Calcinhas Aflitas velai por nós! Hugh Jackmann está no Rio de Janeiro e vai passar a semana inteirinha por aqui! Acho que foi por isso que o calor e a umidade aumentaram deveras por aqui! Uma onda quase insuportável...

O moço, um dos musos do BibideBicicleta (me pega Wolverine!), está hospedado no Copacabana Palace, delux! Veio com toda a família, okey, mas e daí? Vou perder esse adendo na paisagem carioca, porque estou presa vendo as magrelas do Fashion Rio. Tudo bem, Wolvie não paga as minhas contas!




Mas sabe, se ele quisesse, a gente podia inaugurar um novo filão: flanelinha fashion. Sabe quando a gente para o carro na rua e tem que pagar ao flanelinha só para ficar olhando seu carro? Se ele me pagasse, ficava só olhando ele por um bom tempo. "Seu Hugh, pode vir, desfaz o jogo!".

Trabalho e semi-ausência


Demorou um bocadinho dessa vez, mas passamos dos 30 mil acessos e eu nem celebrei o fato! (EEEEEEE. Pronto!) Acho que a demora foi reflexo do final de ano, onde uma boa parte das pessoas ou viaja ou arruma um cem número de atividades a cumprir.


Comigo não foi diferente: muito trabalho. Uma loucura de rèveillon e mais o caos em Angra dos Reis. Alguns dos meus amigos internacionais nem se deram conta do que estava acontecendo por aqui. Fiquei pensando que eu também não fico sabendo de acontecimentos (tragédias) locais e que nem por isso eu sou menos informada ou menos interessada. Cada um vai vivendo seus próprios dramas regionais, mesmo em época de globalização. Não há cobertura jornalística que dimensione os fatos em real proporção. Quando ele ultrapassa fronteiras, mesmo você sendo brasileiro, perde força. É impressionante. Ou, no caso da violência, é superdimensionado.


Eu também não celebrei o Ciclista 49. Mas eu o farei em tempo oportuno! Tem história! Mas, por enquanto, estou "sugada". Ontem começou o Fashion Rio e eu estou fazendo a cobertura sozinha para o veículo que trabalho. PUNK! Fora isso, tem esse sol e calor que está matando a gente. Lá, inclusive, onde o ar de montanha não está dando sinal de vida. Nem sopro!


Então, galera... Tô no FASHION RIO... Passo aqui na medida do impossível para contar as novidades!

7.1.10

Stab

"Alegria suprema" (sua antítese) é chegar em casa e descobrir que seu computador casto foi atacado por um vírus mutante escalafobético de destruição em massa global, gosmento, traquinas, altamente contagioso, nervoso, indolente e guloso papador... E, a cereja do bolo, saber que quem abriu a porta de entrada foi... A sua doce Mãe, uma senhorinha de mais de 70 anos que pauta a sua vida pelos pps que recebe.
Vai desejar a morte de quem, numa situação dessas?!

6.1.10

Salvador

Tem uma criatura de SALVADOR que sempre me lê também.
Eu vejo! Eu sinto! (hehehe)
Só que nunca se manifestou (pumft!).
Nunca me deixou um oizinho, um bilhetinho.
Morro de curiosidade de saber quem é você, doce criatura!
Ôxe!
Um cheiro!

De blog em blog


Olha a responsabilidade que se tem em oferecer um cardápio de leitura por conta da casa! Há poucas semanas, fui fazer uma ronda pelos blogs que indico aqui na lateral direita do BibideBicicleta (que são mesmo os que entro com frequencia e "linka-los" aqui facilita a minha vida deveras) e dei de cara com o comentário do Fernando (que não está no Hall do Ciclistas oficiais, mas é leitor e comentador assíduo, ou seja, um InterFriend) em vários deles. Fernando, achei até engraçado! Morri de ciúmes por dois segundos, depois abri o sorriso, feliz.


Hoje percebi a mesma atitude, de outra maneira. Ao reparar o fluxo de entrada e saída dos leitores no blog (também na lateral direita, que me mostra a cidade de quem está acessando, se está chegando ou saindo e para onde se o endereço estiver com link aqui), também notei que a leitora de Terezina, que deve ser a Fernanda (outra querida que me encontro recentemente), fazia o mesmo: ia de blog em blog oferecido no cardápio da Bicicleta.


Ou as pessoas do gênero "Fernandis", masculino e feminino, são absolutamente curiosas... Ou leitores ávidos... Ou é bom mesmo ter cuidado com o que se oferece, porque as pessoas costumam fazer visitas guiadas por aqueles de quem gostam... Ou...



Vou reclamar de que?! Nada! Só alegria! Marina W. já me deu muitos leitores (como a Fer); Moratelli também já trouxe pessoas do Sobretudo para cá (como a Pri Marinho), Bia Bug me presenteou com o J25 logo no começo dessa fase mais pop do BibideBicicleta... E assim a gente vai cosntruindo a nossa estrada, não é mesmo? Nem que seja de boca a boca ou de blog em blog. I like it!

Golpe de vista? Nada, golpe de sorte


Ela me chegou como um presentinho, um mimo, um agrado. Daqueles que deixam na porta da sua casa, em cima da sua mesa, dentro da mochila, no bolso de um casaco pendurado. Um jeito meio tímido, um jogo de mostra e revela. Veio sem barulho, tal como quem chega pé com pé. Veio sem embrulho, mas bem endereçada. Era para mim, embora achasse, em princípio, que pudesse se tratar de um engano. Golpe de vista? Nada, golpe de sorte. Mistério quietinho. Miudinho. Sem som. Mas uma vez que se revelou, era como se houvesse trazido consigo os músicos, os instrumentos, a banda inteira. Um presentinho simples, mas de conseqüências marcantes, como o bom perfume que se espalha pelo ambiente, como cheiro de roupa lavada, como a sensação de frescor. E a mocinha atrevida, que costuma enfrenta as situações mais vexatórias e queixosas, fica tímida e esconde as mãos. Porque num momento de embaraço, a gente nunca sabe onde colocar as mãos. Eu cruzo os braços ou procuro os bolsos. Faço os meus dedos se encontrarem nas costas, nervosos... Desvio o olhar.

Não pude desviar o olhar daquela carta. Acho mais romântico chamar assim, embora o papel não fosse palpável. Tratava-se apenas de um e-mail, mas não de um e-mail apenas. Foi escrito sem burocracia, mas com sentimento. Isso para mim é uma carta. Uma carta dos tempos modernos. Uma carta com sentimentos antigos: admiração. Um e-mail avisa, uma carta conta. Narrava uma história. Um pedaço de uma trama minha, que é a de nós todos. Vou falar da maneira como a Ciclista 48 me encontrou. Valéria Amoris. Leitora paulista, dona de boas novas.

Valéria me escreveu um e-mail muito gentil. Falava do meu talento com as palavras. Fico absurdamente sem graça com elogios, mas profundamente tocada. Gosto, claro. Não faço disso meu mote. Quem escreve, nunca escreve para dentro. Todo escritor quer ser lido. Por um ou por vários. Todo poeta quer tocar o coração de alguém sem usar as mãos. Sentimentos são ondas que mexem. Ondas de amor. Transborda e tudo se transforma. E a carta da Valéria foi tão significativa, porque ela me conta que conheceu as minhas palavras, antes mesmo de saber que eram minhas. E as amou, como se para ela fossem. “... Eu sou uma mocinha atrevida, que virou uma mulher destemida. Não deixei a mocinha morrer, a criança parar de correr e sonhar dentro de mim. Não me perdi da sabedoria e faço da paciência o meu novo desafio. Construo castelos de areia, castelos de cartas, peças em dominó. Construo a vida com a esperança, que às vezes cansa de esperar...".

Esse texto chegou para ela por e-mail. Era de um autor desconhecido, vejam vocês! Desconhecida eu era até então. Acho que o Google, pai de muitos encontros, promoveu mais um. E a Valéria mandou as linhas mais bonitas que uma escritora e poeta (não gosto da palavra poetiza, nhé) poderia esperar em sua estréia com carta de uma fã. Gosto de palavras que tem personalidade além daquela que as escreveu. E adorei saber que esse e outros textos meus andam rodando pela internet (tal qual Veríssimo, Drummond, Martha Medeiros, Cecília Meirelles – para citar alguns dos que amo – sendo deles de verdade ou não) de e-mail em e-mail, inspirando vidas. Claro que detestei a parte em que dizia que minhas crias andam por essas ruelas virtuais pagãos, sem o batismo da minha assinatura. Mas assim como Valéria se interessou em me encontrar e conseguiu (e há de haver um motivo maior), outros tantos podem se juntar à nossa caravana ciclista.

De vocês eu ganho o fôlego diário. Cada comentário é um estímulo. Cada palavra tem a força do infinito, porque é impossível medir sua robustez. Cada flor mandada completa o meu jardim. Cada pedra constrói o meu canteiro. E ficamos assim, livres, à espera de borboletas. Exposto a luz do sol e ao frescor da chuva. Sempre entregue à mão do Jardineiro. Ele molda, cuida, poda, aduba, arranca as ervas daninhas, oferece estímulos, olha com cuidado, devota atenção necessária para que tudo cresça, floresça e cumpra seu ciclo. Às vezes sou a flor, mas também noutras tantas eu me sinto o passarinho. O beija-flor.

4.1.10


MODO DE USAR:


OOOOOi gente!


O Bibidebicicleta está precisando dar uma respirada geral. Obviamente a dona dele também. Comecei a fazer pequenas alterações. A primeira foi na galeria de livro. Começou o ano e eu comecei a ler novas coisas. Então, apaguei a listinha antiga e vou colocando ali as novas leituras. Sempre que possível (e desejável), claro, coloco uma pequena resenha em forma de texto. Como vocês poderão observar, já terminei meu primeiro volume do ano. Livro que ganhei do Moratelli de Natal, com direito a discurso e tudo na redação... Cara, uma literatura muito gostosa de ler. É um daqueles livros que você se diverte com as letras.


A segunda mudança é que eu já estava enjoada de sempre fazer um post com os links das matérias que me dão para fazer lá no trabalho que dá trabalho, na vida real, no mundo das celebridades. Coloquei mais uma fileirinha na coluna lateral direita com os links. Assim, quem se interessar possa, passa lá, porque vou mudar de mês em mês (ainda não me decidi com que frequência, mas aviso!)...


Não posso ficar falando de trabalho aqui, mas vou abrir um parênteses. Hoje telefonei para a Cissa Guimarães, que voltou para o Video Show (Aleluia! Como disse o Guga pelo Twitter). Vou te dizer... A mulher é o máximo! Aquela simpatia de sempre, educada, grava o nome da pessoa com quem fala e te chama pelo nome o tempo todo (fato raro, viu?!). Minha xará, apesar de ter a alcunha de Cissa. Gosto muito de gente de verdade e gente com verdade, do tipo eu sou o que sou e sou educada acima de tudo. E quem não gosta de gente boa?!


Faço força para ser gente boa, mas confesso que nem sempre dá para ser. Pior que ser brava com quem pisa nos teus calos, é ser um pus com quem não te fere. Hoje eu fui chatinha com o poeta, quem também foi chatinho comigo. Tô de TPM, com espinhas pelo rosto, a barriga e os seios inchados (dor)... TPM é mulher cão! Resfriado é homem-espinho. Esse mundo animal é mesmo propício à "Revolução dos Bichos", como pregou George Orwell... Desculpa à natureza do avesso!!

3.1.10



*roubei a fotinho da musa, que voltou a postar! \0/

2.1.10

Galera da Contigo!

Minha Coleguinha Aline Salcedo tem um blog AQUI


Minha Coleguinha Aline, de longos tempos atrás, que não digo para não denunciar a idade da gente, postou um monte de coisas legais sobre o Réveillon da Contigo! E mais! Colocou umas fotos da equipe, gente que eu gostaria de ter dado um abraço apertado de Feliz Ano Novo. Fica aqui o meu maior abraço virtual.

1.1.10

The Links Goes To

Para os que seguem a minha "face" mais "séria" e menos "poética": The Links Goes To...

UPDATE (novos links no velho post):

Uma Rapidinha

Eu tive a virada mais incrível dos últimos anos. Passei uma noite tremendamente feliz comigo mesma. Preciso traduzir o evento e o sentimento em texto. Só que estou nesse computador desde 11 da manhã. Plantão, como já havia dito. E foi tenso (Angra dos Reis e festas sem fim). Tudo vale a pena quando a gente descobre a alegria de estar consigo. Essa sou eu. E me achei tão gente boa... hehehe. Amadinhos, bom é estar bem no estágio interno. Bom é querer estar bem misturando cores, aromas, sensações, gostos, sabores, desejos, imagens, sonhos, palavras soltas pelo ar. Acreditar. Believe! 2010 será um ano de conquistas e esse é o mote para o "Ano Bom". Que saudade de escrever para vocês e só para vocês... Estou devendo tantas coisas: o café, a resenha de um livro, inspirações, a Ciclista 48 (tem história para contar essa moça!). Mas eu tô voltando. Amanhã tem mais plantão, mas depois do Fashion Rio, na paz de espírito, eu voltarei à programação normal. Por enquanto a gente se garante numa rapidinha, tá bom? uia!