20.2.11

Frase


"Deus é um com cada um e o mesmo para com todos"
- Bia Amorim

PS: Veja bem a sutileza de empregar as pelavras certas nos lugares certos. Eu não disse que Deus é o mesmo para todos, mas sim o mesmo para com todos. Obviamente os que nele acreditam (e ouso a pensar que até mesmo para os que não acreditam, porque Deus está onde sempre esteve).

18.2.11

Quem?

Uma curiosidade que me persegue há tempos. Já fiz um apelo aqui, que não surtiu o resultado desejado por mim. Mas a saga continua:

- Existe alguém de Mountain View que sempre acessa o BibideBicicleta. Gostaria tanto de saber quem é!?

Fui dar uma conferida nas opções que o mapinha me oferece e percebi que são 4 "pessoas" de lá (ou a mesma pessoa que acessa de 4 lugares diferentes). WOW! Sensacional... Eu só queria saber quem é você...

17.2.11

Keep it

Hoje ele me disse: "Você não pode perder para você mesma". E essa frase me tocou num profundidade tal, que me emocionou de ir às lágrimas. Uma frase que me deixou muito feliz, mas que não sei se tenho forças para transformar em texto. Será? Keep it.

Garota Verão

Na questão da moda, nunca vanguardista. Não faço a linha à frente do seu tempo e nem mesmo a que segue o último grito fashion da temporada. Fugir da moda também é uma tarefa inglória, porque as lojas só vendem tendência. Assim, tento misturar clássicos, neutros, padrões com algum item que chame mais atenção (e disfarce minhas imperfeições, o que é a parte mais chata de toda a caçada consumista na busca de um estilo).
Claro, há também um pouco de inércia em relação a movimentos. "Todo mundo só fala disso"... Eu ouço, compreendo e continuo no meu quadrado, flertando vez ou outra com a ocasião. Por exemplo: acho bárbaro esse frisson quem começou há um tempo em relação a esmaltes. Tem muita mulher doida com isso. Eu percebia a tendência, mas me mantinha fiel ao meu mal hábito de roer unha. Antes, ficava no básico vermelho e branco. Só que agora a minha unha cresceu! Comecei no branquinho tradicional e depois passei para um vermelho de nome bem sugestivo: "Deixa Beijar". Hummmmm

Os esmaltes agora possuem esse atrativo plus, que são os nomes à revelia das cores... Acho até antropológico. Um fenômeno digno de nota. Há mulheres que reconhecem as cores pelos nomes. E isso não no vidro, mas na mão da colega. Para mim isso é o ápice. Acho sensacional, vamos deixar o preconceito de lado, já que essa é uma tarefa para uma boa observadora. Sou detalhista, mas não me atenho à detalhes (hehehe).

Então hoje era dia de fazer a unha. Havia decidido colocar um pretinho mórbido. Cheguei ao salão meio tristinha e a manicure logo percebeu. Um adendo: manicures tem um pé na psicologia com certeza! A melhor universidade é a vida, meu bem!. Voltando ao assunto, ela tenta me fazer um pouco mais perua nessa área, mas sempre me apresentava soluções radicais para a primeira experiência fora das cores clássicas. Hoje ela falou: vamos levantar esse astral com "Garota Verão".

- Oi?

Achei que ela estava me sugerindo ir à praia, juro, mas não! Era o nome do esmalte. E vem a moça com um vidrinho laranjão!



- Esmalte ajuda a melhorar o astral, baby!

E aplicamos duas camadas generosas de "Garota Verão". Tive a minha iniciação com louvor, porque depois da mão feita, eu não paro de admirar as minhas unhas!!!!! Que levante que um simples esmalte me deu, gente! A mão chega na frente de todo o corpo praticamente para fazer qualquer atividade! Olha a mão me faz sorrir, igual aqueles bebês que descobrem os dedos e ficam sorrindo sozinhos para aquele objeto que é extensão de seu corpo...

E, para completar a entrada nesse mundo das tendências: meu smartphone chegou aqui em casa. É branco e a cor não fui eu que escolhi. Mas o contraste com o esmalte ficou excelente. Então: tá valendo! hahahahaha 

Mendigo Aposentado



Tantas histórias passando pela cabeça hoje, que fico me perguntando (antes de escrever) se essas crônicas ainda interessam a alguém... Tomara que sim. Enquanto houver o desejo de transformar fatos em histórias, eu continuo. Público também, obviamente!

Quando contei aqui a história da "benção do mendigo", o Saulo fez um comentário em forma de "pedalada" interessante sobre o que aquela história o lembrou. E acrescentou que tenta conservar o hábito de sempre falar com os mendigos na rua. Numa cidade como o Rio de Janeiro, talvez isso não seja uma coisa tão prudente a ser feita (e a prudência às vezes tem que ser maior que a necessidade da benevolência ou educação, talvez). Há todo tipo de gente na rua, não é mesmo? Assim como na vida, há os bons e os maus.

Hoje, mais uma vez encontrei o mendigo da benção. Estava no mesmo lugar, mas certamente o dia dele havia sido diferente: estava com os cabelos mais curtos! Dessa vez fui que eu falei com ele:

- Opa! Como vai?
- Eu vou muito bem! Vai com Deus! 

E ao chegar à casa, minha Mãe acabou me dando uma informação curiosa sobre a situação de alguns mendigos. Ela havia ido ao INSS para tentar pleitear uma aposentadoria para uma senhora (terceira idade) que ela conhece e que passa necessidade em família, porque só o marido ganha (e pouco, bem pouco para tanta conta). Fato é que ela não pode receber, porque nunca contribuiu e o marido recebe R$ 50,00 a mais que o mínimo, parece. Mas há mendigos que recebem o benefício, porque todo cidadão da terceira idade tem direito a receber um salário mínimo!

Isso me levanta tantas perguntas... As mais bobas, porém pertinentes: que endereço será que eles fornecem? Você já viu um "dingão" na fila do banco para sacar a tal da aposentadoria? Onde eles guardam o cartão do banco? (sem trocadilhos, por favor). Que país estranho, cheio de contrastes esquisitos...

16.2.11

Aula de direção de hoje: ladeira
Vai demorar, mas eu sei que vou adorar dirigir!
Eu sei!

A benção do mendigo


Eu já contei aqui que eu fui consolada por um mendigo em Copacabana. E esse talvez tenha sido o episódio mais estranho do meu currículo. Já contei que a minha tia tinha um "mendigo de estimação", que oferecia cerveja babada só para ela. Uma graça de pessoa o Marílio. Hoje rolou mais um encontro...

Estava caminhando numa rua movimentada, mas residencial, aqui perto de onde moro. Passei por aquele senhor sentado no chão, perna dobrada sobre uma bengala. Assim que me viu, abriu um sorriso gostoso, como se me conhecesse ou me visse passar todos os dias:

- Oi!
- Oi!
- Como foi seu dia hoje?
- Foi bom.
- Trabalhou muito e está indo para casa. Faz bem.
- E o seu dia, como foi?
- Igual, mas foi bom. Vai com Deus e que Ele te proteja.
- Amém.

Depois eu fiquei me perguntando: como poderia ter sido o dia desse sujeito, né? Mas ele estava sendo tão simpático comigo, que eu também quis perguntar alguma coisa. No começo, achei que ele fosse me pedir dinheiro, mas ele nem tocou nesse assunto. O que para mim foi um tapa com luva de pelica. O que ele queria? Atenção, troca, inteiração. E não é justamente isso o que eu busco tanto e sempre na minha vida? Esse fato me aproxima demais de um senhor mendigo que fica na rua oferecendo um sorriso e um tipo de benção.

Eu estava com a cara emburrada, perdida em pensamentos tolos. Ele me fez sorrir. Engraçado como o motivo para sorrir pode estar escondido onde a gente menos espera. Onde a gente nunca suporia... Não foi uma gargalhada, como se eu achasse graça dele, mas aquele sorriso que não se apaga facilmente do rosto, porque traz consigo uma profunda lição.

personagens são pessoas

Hoje eu me peguei com a seguinte ideia: personagens são pessoas que moram na nossa cabeça. Habitam a nossa mente até virarem literatura (ou um desenho), quando então seriam divididos com o "mundo".

Faz sentido para você?
"Farol no mar da incerteza"

15.2.11

As notícias


Ariadna na Playboy...
Finalmente alguém para mostrar algo diferente na revista!
(e dessa vez eu nem estou falando do tipo de depilação...)
E dai?!

***
"Marta Rocha é a nova chefe de polícia do Rio"
- Tem como não pensar na Miss homônima assumindo a 'poliçada'? Seria o contrário do filme "Miss Simpatia" com a Sandra Bullock, que foi do coturno à passarela.

***
Não estou aguentando essa onda neon. Dia desses a adolescente estava com um sutiã que me cegava! Pior são as unhas quilométricas com a tinta cegadora... Isso é arme de defesa pessoal! Tinha que rolar um porte de arma...

***
Ontem saio da loja da Vivo bufando. Essa coisa chamada burocracia ainda mata um do coração - eu, inclusive, que guardo a raiva ao máximo para não descontar no pobre do funcionário. Mas assim que saí pela porta principal do shopping, um homem estava com o seu violino tocando "Imagine" em busca de uns trocados. Queria saber simplificar a minha vida como me testificam certos fatos cotidianos.

Frase



"Que bom que quando nada mais importa: você se importa"
- Bia Amorim


Frase

© Techo


"Eu convivo comigo mesma há mais de 30 anos e ainda me venho com essa: como é difícil ser eu. Melhor continuar tentando e descobrindo novas formas de persistir (ou resistir). Somos todos os previsíveis mais imprevisíveis que conhecemos"
- Bia Amorim

Soltas

Acho um perigo parar de escrever, porque a gente perde mesmo o ritmo...
Eu ainda não me organizei internamente. Eu sinto isso.

***

As poesias, frases e pensamentos que eu já publiquei aqui estão bombando no "Recanto das Letras". Estava com medo, mas agora me pergunto:

- Por que eu não fiz isso antes?

Tenho recebido muito carinho, pelo qual sou imensamente grata :)

***
Dia desses...
- Mãe, faz um grande favor para mim?
- Qual? Te dar banho?

Cuma?
hahahahaha
De onde ela tira essas coisas?

***
Dia desses...
Eu e Professor Xéu na porta do cinema.
O cara pega o nosso ingresso e eu olho para a sua foto no crachá:

Bibi: Cortou o cabelo!
Cara do Ingresso: Foi... (meio rindo, meio assustado)
Bibi: Ah, assim ficou muito melhor
Cara do Ingresso: Você gostou mesmo?! Assim está melhor não é?
(Todo animado de alguém ter reparado)
Professor Xéu: Tá simpática hoje, heim!?
Bibi: Adoro gente, quando não estou odiando gente!
(Risos)

Uma velha com a maior dificuldade com os degraus.
Professor Xéu: Segura no meu braço vovó! Vamos lá, tem mais um degrau!
Bibi: Tá simpático hoje, heim!?
Professor Xéu: Ihhhh... Isso pega!
Bibi: Não! Ela que tá pegando!

Apaga a luz e roda a "manivela", melhor começar o filme!

***
Vou falar para vocês: dar presente a quem se ama é tão gostoso quanto ganhar presente de quem se quer bem. Bia Bug fez aniversário e eu sou a pessoa mais desligada com formalidade de datas (detesto dar presente quando todo mundo dá). Não dei presente. Isso não é novidade no meu CV.

Uma semana depois, encontrei dois livros que achei que, digamos, lhe cairiam muito bem (sobre SEXO. Calma! Ela fez pós em sexologia e acho que esse seria um caminho muito legal para a carreira de bióloga que ela abraçou. Mas ai vai da minha torcida interna - sem trocadilhos, por favor).

Enfrentei uma maratona de ônibus sob um calor de 38 graus e ainda subi uma ladeira ENORME a pé e de salto alto com dois "volumes volumosos" na mão só para fazer a "entrega". Suada e com sorriso. Cheirosa sempre, vamos deixar claro. Sorrisinho no rosto da amiga, que mostrou muita consideração. Bem sei que era mais por mim, que pelos livros em si. Mas esses gestos são tão significativos.

***
Hoje eu me tornei oficialmente uma universitária outra vez.

***
Amigo meu contou que vai a Pamucalé (Pamukkale) no meio do ano.
Eu fiz um escândalo de alegria.
-AHHHHHHHHHHHHHHH!
Outros amigos me olharam espantados:
- Quem mais teria o sonho ansioso de conhecer justamente esse lugarzinho na Turquia?
Eu, eu, eu, eu!

***

Liguei para o Luke assim que terminei a minha matrícula na Universidade que por tantos anos foi a sua casa.
Ele ficou um tempão me perguntando detalhes de tudo.
E eu contando.
Ouvi então barulhos estranhos, de outras pessoas.

- É que eu estou em reunião agora.
- Como assim?!!!
- Acho muito mais gostoso falar contigo que participar de qualquer reunião.

:)

Eu registro essas frases para mim, para sempre, para saber de fato o que já sei no ato silencioso do coração. E o coração, é fato,fica quieto no peito, mas é sempre bom a gente encostar o ouvido para escutar o seu pulsar. As vezes ele pulsa em palavras. As vezes ele pulsa em intenção. As vezes ele pulsa pra sempre numa história escrita no tempo. Um tempo que não se perde nessa pulsação.

***
Cabelos presos em coque e brincos de uma pérola grande.
Hit da estação.
Versão rabo de cavalo para as tipo estudantes.

14.2.11

A seriedade é a mesma!

Ok, a gente nunca sai bem em foto de passaporte (Ok², exceto a Tyra Banks que já foi contratada para uma campanha mostrando apenas a foto do passaporte e faz disso uma lição para as futuras modelos ou aspirantes a... o que não é meu caso nem de longe). Mas até que essa dai não foi das piores, não é mesmo? As minhas duas últimas foram tiradas em uma época deprê total, então, estou que nem a música "jogando as minhas mãos para o céu". 

Eu não consigo sorrir para foto de documento. Fato. Sempre acho o processo meio nervoso, meio tenso. E isso é fatalmente transmitido para o retrato. Principalmente porque também não conheço o retratista! hahahaha Não dá para forçar uma intimidade nesse nível, não é? "Mostra as canjicas", já ouvi a minha Mãe dizendo... Mas esquece! Canjica para estranhos só em festa de "São João" e estamos um pouco longe do meio do ano (forçado, eu sei, mas me dá o seu melhor sorriso amarelo e vamos em frente)...

Agora, cá entre nós: era mesmo para o cara do consulado me confundir com uma criança? (como eu contei há alguns posts atrás)Forçou a barra, não é? Mas eu até que gostei, não posso negar. Que mulher depois dos trinta não vai ficar feliz com essa matemática puxada para menos? (eu sei, eu sei que tem muita amiga satisfeita com a sua quilometragem, mas estatisticamnte, a regra do dois quilos a menos sempre e do alguns anos para baixo se possível ainda vale)

Então postei a foto do meu primeiro passaporte para você me dizer se o tempo foi genereso comigo. (Foi? Foi? Foi?) Cerca de 20 anos separa um registro do outro (Gosto disso... Voltar no tempo sem medo). Tirando o fato de que eu tinha o cabelo liso naturalmente e que estava a cara da geração que usava a pomada "rayto" para se bronzear na praia, no mais, tudo bem... A seriedade é a mesma!

Tempo, tempo, tempo, tempo... Senhor de tantos acontecimentos...

13.2.11

Facing


Buscando um pouco de criatividade.
O calor adormece os meus neurônios...


10.2.11

Olha o foco

Foto Vogue

Marquei encontro com um amigo na região boêmia carioca zona sul. No caminho, ele me ligou, avisando que se atrasaria. Em outra épocas, isso me deixaria chateada, não agora nessa fase "qualidade de vida".

Era cedo para os padrões dos bebedores da cidade. A parte em que eu estava, com ar condicionado, fica ainda mais vazia. Só os não-fumantes. Nada de relevante parecia acontecer. Peguei um livro para passar o tempo e pedi um chope. Na metade do chope, o livro foi para a bolsa. O que saltou para fora foi o bloquinho e a caneta. Toca prestar atenção em volta e fazer anotações crescentes...

Moral da história: "Como as pessoas se tornam muito mais interessantes depois de dois chopes". Ou também poderia ser: "Como encontrar graça no cotidiano munido de papel, caneta e dois chopes como combustível".

Ele chegou antes que eu pudesse fazer qualquer tipo de interação. Ele pediu caipirinha; eu, coca-light. Vamos manter a noite bela, não é mesmo? E em foco! rs

Mãe de mim mesma

Histórias cotidianas...


Como eu falei aqui, ontem foi dia de ir até o consulado renovar meu visto americano que já havia vencido há quase um ano. Eu sempre fico nervosa, mas acabei concordando comigo mesmo que é mais por uma pressão ou opressão coletiva, que real motivo para temer. Aqueles fantasmas urbanos modernos que viram lendas apavorantes em função de uns ou outros.


Fato é que estava um calor de lascar. E se menciono isso - e tenho falado sempre - é que as condições de temperatura e pressão alteram humores e condições. Alteram também o vestuário. A gente quase que tem que usar uma roupa a prova d'água interna, de tanto suor.


Fui lá para aquela famigerada fila que fica na porta, na rua, não mais sob o sol porque fizeram a gentileza de colocar um toldo. Ele já estava lá da última vez que fui. O que também não mudou é aquela espera meio ansiosa do lado de fora, com todo mundo em fila indiana, se desfazendo de seus celulares - é proibida a entrada com a aparelhos eletrônicos - cheios de papéis, pastas, passaporte e fotos.


Lá dentro o processo mudou bastante. Raio-x da bolsa, que não me lembro de outrora, e raio-x de você mesmo, igual em um aeroporto. Pega-se a senha e espera-se para ser atendida. Surpresa legal é que no atendimento a gente via 3 consulesas. Sim, todas mulheres e uma mais diferente que a outra. Gostei de ver.


Agora o que mais me chamou atenção é que lá fora, agora, existe umas pessoas que checam se você está com a documentação certa, antes mesmo de você entrar no consulado. O que é de uma baita ajuda. E o carinha pegou as minhas coisas. Impresso do dia marcada, impresso do agendamento paga, guia de pagamento do banco, passaporte... No meu caso, tive que dar dois, porque o visto está em um e o passaporte válido é outro. Assim que ele viu os dois passaportes, pediu:


- Foto 5 X 7!
- Está ai
- Ah sim, tá aqui sim (disse com gentileza, antes de perguntar)
...
- Cadê a Beatriz?
- Ué? Sou eu! (Tudo bem, de óculos escuros, cabelos presos e suada, mas ainda era eu!)
-Ai meu Deus (risos) Pela foto, eu achei que fosse uma criança.
- HAHAHAHAHAHA Puxa moço, obrigada!


Essa é a primeira vez que eu sou confundida como se fosse a minha própria mãe. Veja bem, não com a minha mãe, mas como mãe de mim mesma!


Desce o pano, né?
*Tentei digitalizar a foto para mostrar para vocês, mas o scanner está de mal comigo!

9.2.11

Bora


Estado de espírito: ansiosa
Ansiedade me causa nervoso
Resuktado: dor de estômago
Chaaaato isso
Parece que estou devendo na praça e não é nada disso
É só um visto que preciso tirar
E um email que precisa chegar
Além do dia lotado de afazeres
Bora viver, não é?

8.2.11

Livros

Foto Isabela Stamm

Que nem pinto no lixo!
Ganhei LIVROS de presente:

* "Sete Prazeres"  by Willard Spiegelman

* "Fora de Mim" by Martha Medeiros

* "A Ditadura de Beleza e a Revolução das Mulheres" by Augusto Cury

* "Comprometida" by Elizabeth Gilbert

* "O Semeador de Ideias" by Augusto Cury

Acabei de ler a biografia não-autorizada da Oprah Winfrey - e você sai com uma sensação de admiração e repulsa no mesmo grau (eu senti, pelo menos) e estou no finzinho de "Encantar o Mundo pela Palavra", que uma querida amiga me deu. Eu sei, nenhum clássico, mas os clássicos devem estar me esperando durante a faculdade. Deixa eles comigo para mais tarde!

Desperte os sentidos

Zeca by Rodrigo Almeida

Sabe? Buscar a qualidade da vida é viver para apreciar os pequenos acontecimentos também. Já reparou que certas coisas aparentemente insignificantes deixam de fazer o seu sentido especial e passam a ser apenas parte da roda viva dos dias? Não estou julgando ninguém e nem dizendo que se faz errado, porque, afinal, o que se há de fazer? Mas acredito que e aceito quando alguém me diz:

- Pára. Espera um pouco... Respira o agora. Olhe em volta e descarte todo o estresse. Pense no que realmente é importante. Seja. Sorria. Esquece o futuro por alguns instantes e pensa no presente. O presente momento como um presente do tempo. Inspira e coloque para fora tudo aquilo que te aperta o coração.

Eu demorei a compreender o real valor da poesia. Achava um trabalho sonoro. Depois pensava apenas na estética. Um dia me deixei envolver por sua emoção. Até que enfim, todas essas virtudes me mostraram que a poesia pode ser o meu despertador para o agora dos tempo, para viver o momento e aproveitar a beleza do instante. Para quem a faz, muitas vezes, ela serve para eternizar a beleza do passado constante. Ou pode ser somente estética mesmo.

Quem aprecia artes plástica também pode se perder na poética das tintas jogadas ordenadamente nas telas. E essa ordem é na forma de sentimentos, que muitas vezes não se pode delimitar através de contornos pré-concebidos. Pois assim os sentimentos são: sempre novos, sempre a nos surpreender. Porque a pessoa de ontem, já não é mais a de agora. Como um rio que corre na mesma região, mas cujas águas se renovam na constante do tempo.

Hoje eu almocei com a minha Mãe. Saí para almoçar com ela antes dos afazeres tantos. Nossos encontros são geralmente marcados, parte de um cronograma do dia. Mas o presente nos deu de presente um encontro sagrado, nada planejado, entregue ao sabor da mesa. Passeamos pelos corredores do shopping. Tiramos fotos em um lambe-lambe moderno (dentro dessas lojas de material fotográfico). Antes, porém, num ímpeto, fomos para o banheiro com a única finalidade de passar maquiagem. Rimos. Caminhamos pela rua. Ela segurou no meu braço algumas vezes. Eu a protegia com a mão nas costas. Lembramos do meu Pai com muitos sorrisos e histórias engraçadas e percebemos que é muito bom lembrar de quem se ama - porque eu ainda amo meu pai e todas essas histórias maravilhosas que ele deixou para fazer do meu hoje um presente.

É hora de saborear o agora. Buscar a qualidade de vida nas pequenas recordações cotidianos que deixamos para depois. Mas o depois só vem se a gente fizer bem o nosso trabalho agora. Já é hora de sorrir e congelar esse sorriso no papel, por exemplo. Numa fotografia, numa poesia, num desenho, numa frase, numa colagem, numa pintura que te faça sentido, que te desperte os sentidos. Agora.

7.2.11

Fran


Porque o AMOR tem várias formas
e a amizade sincera e devota
é uma das manifestações
mais lindas dele (o amor). 
Isso é MUITO bom e agradável...

Coisinhas

Muito calor no Rio. Passei mal na rua, o que é absurdamente desagradável. A gente se sente infinitamente fragilizada, porque protagoniza cenas que as pessoas ficam olhando. Como eu, abraçada na árvore, tentado encontrar um lugar discreto para vomitar. Nessa situação, ninguém consegue ser discreto, não é verdade?

***

Andei de van (do tipo coletivo interestadual) pela primeira vez, voltando de Niterói. Sabe que adorei o passeio? Estava vazia, tinha bancos bem estofados e um ar condicionado de gelar o pensamento. E eu achando que quem tinha voltado de barca é que estava fazendo um bom negócio. Eu enjôo :) Um jeito mais glamuroso de ser pobre hahahaha

***
Comprei um steamer. Vamos ver se consigo passar roupa na vertical! Eu não nasci para ser dona de casa do tempo antigo. Viva a modernidade!

***
Não tenho paciência pra televisão!

5.2.11

© Daniel ReRicha

Um dia de muitos eventos
Quero contemplar o agora
Amanhã é um novo dia
Eu durmo, mas a minha esperança não adormece

4.2.11

Carão-Postal (não cartão-postal)

© Dave Nitsche


Beleza é algo realmente subjetivo, vocês não acham? Gosto quando o desenrolar da vida me fornece lições filosóficas, ou mesmo e apenas a comprovação desse pensamento universal e popular. E isso as vezes leva tempo, como na história de hoje.

Quando eu era adolescente, entre 13 e 19 anos, mais ou menos, eu convivi com um grande grupo de pessoas heterogênias, que vinham de vários bairros cariocas. A gente se encontrava com grande constância e éramos formados desde pessoas que moravam em favelas até aquelas que podiam fazer uma viagem internacional anualmente. Quando chegou a época do vestibular, todos nos perdemos pela vida. Ficou a lembrança.

A cinco anos atrás, eu estava em um shopping, quando encontrei com um desses colegas do passado. Era o pior tempo da minha vida, quando até sorrir me causava dor e esforço tremendo. O sujeito não me reconheceu e eu tive que dizer meu nome:

- Caramba Bibi, você mudou completamente...

Blábláblá que resumia que eu estava gorda e feia. Posso o culpar? Eu que era conhecida pelo sorriso tinha apagado do meu rosto o cartão-postal. E a vida seguiu.

Ontem encontrei esse mesmo sujeito no ônibus. Abri o maior sorrisão para ele, que nem se lembrava do nosso último encontro. A primeira coisa que ele me disse?

- Caramba Bibi, você não mudou nadinha da época que nos conhecemos. Tá linda...

10 Lições para se guardar: 1) Beleza é algo realmente subjetivo; 2) O sorriso é um ótimo cartão-postal ou carão-postal; 3) As vezes nem é a questão da aparência física, mas em como estamos por dentro, afinal, fisicamente 5 anos fazem diferença estética, mas não mudam o tal do magnetismo (ou chamem do que quiser); 4) O corpo fala (e também grita); 5) Homens tem a memória tão curta para dados, não é verdade? Já em relação a memória visual...; 6) Ser feliz é um ótimo elixir da juventude; 7) Andar de ônibus nem é tão ruim assim, apesar dos solavancos, você pode ganhar elogios; 8) Seja e isso basta; 9) É sempre bom deixar boas lembranças, mas quando você estiver na fossa, evite encontrar amigos do passado que te falam a verdade dos fatos de forma nua e crua; 10) A vida está ai para te surpreender e te ensinar a cada esquina.

Notícias escatológicas

Ah, não gente! Pára tudo!
Olha a notícia que eu acabei de ler:

"Flatulência será punida com a lei"






O Parlamento do Malauí prevê restaurar uma lei colonial que proibia puns em público, indicou nesta sexta-feira o ministro da Justiça e de Assuntos Constitucionais, George Chaponda. "O governo tem o direito de manter a decência pública", declarou Chaponda à rádio independente Capital Radio. "Temos que impor a odem", insistiu. "Por acaso querem que as pessoas soltem peidos em qualquer lugar?". Segundo o ministro, "agora e devido ao multipartidarismo e à liberdade, as pessoas se acham no direito de se soltar em qualquer lugar".


Realmente um absurdo. É preciso criar a Lei da Rolha e um "peidódromo", com direito a horário de silêncio para os digamos, mais expressivos! hahahahahahaha

3.2.11


Affe!
Hoje eu não estou simplezinha...


O adubo do aprendizado

© Stephen Earle

A primeira vez que voltei ao meu antigo bairro, na casa onde nasci e cresci, tudo era saudade. Mas aquele lugar já não era mais meu. Pequenas diferenças se mostravam quase que irrenconciliáveis com a minha presença e lembrança. A vida continuou por ali e a vida floresceu dentro de mim em um novo caminho. Tive aquela certeza de que a memória seria meu grande "presente".

A primeira vez que voltei ao "universo paralelo", onde morei com amigos durante um ano mágico, senti as lágrimas involuntariamente caindo dos meus olhos. A emoção de regressar era algo incontrolável. Quis voltar o tempo e não voltar no tempo. Tudo parecia igual, mas também cheio de pequenas diferenças que davam colorido à nova realidade. Mesmo de passagem muito rápida, sentia que aquele ali ainda era o meu lugar. E voltei. Voltei tantas vezes quantas foram necessárias para que eu compreendesse que a vida é para frente. E que o que para trás fica é apenas história. E que ela seja boa e infinita.

Hoje, pela primeira vez, voltei ao "antigo" trabalho para buscar as minhas coisas. Pedi demissão há apenas uma semana, mas ainda deixei para trás caixas, papéis, anotações, blocos, a velha pasta e escova de dente. Tudo foi bem embalado para voltar para a minha casa. Contudo, sei que deixei ali guardado boas lembranças e recordações. Essas nem vão ocupar lugar. Senti, com muita tranquilidade, que aquele ali não era mais o MEU lugar, mas apenas um lugar onde gosto de estar. E isso é bom, porque me mostra que a vida continua e tem mesmo que continuar; que renúncias fazem parte das decisões e que a gente também tem que estar tranquilo ao perder, mesmo que não pareça fácil. Ora se perde, ora se ganha, sempre se cresce.

"Aliás, a gente cresce quando faz das perdas e dos ganhos o adubo do aprendizado."

Então: hoje eu dirigi...

Então: hoje eu dirigi... E fazia uns 12 anos que eu não pegava um carro (euforia total). Quem me conhece, sabe da importância desse passo. E para quem não me conhece tão bem asssim vai a dica: chega uma hora que é preciso vencer o seu medo, senão ele te vence e rompe todo o  seu equilíbrio interno e rouba uma parte da sua energia vital.

Quem olha de fora pode achar um medo bobo, seja ele o de dirigir, o de altura, o de ser abandonado, o do escuro, o de ficar só, o de não dar certo ou até o medo de lagartixa. Superficialmente o medo parece realmente uma grande bobagem, mas só quem sente é que conhece seu grau e suas implicações. Passei a respeitar mais essas coisas que não conheço. Contudo, não deixei de incentivar a luta par a conquista da vitória.

Um alerta: o medo pode ser paralisante sim. Mas ele também pode ser a ponte da superação com sabor de vitória. O desconhecido assusta sim, mas ele também surpreende. Um passo de cada vez também te leva à realização, assim como grandes corridas ou maratonas. O ideal seria vencer as suas barreiras internas para conquistar êxitos externos.

Não estou te dizendo que venci, ainda. Estou te dizendo que me enchi de coragem para saborear o processo de conquista; de iniciativa para dar o passo seguinte, tão necessário; de humildade para reconhecer que preciso de ajuda e que não posso controlar todas as variáveis; de coragem para seguir adiante; de amor, para senti que cada minuto vale a pena... E de amigos, para eternizar a celebração de pequenas grandes vitórias. São eles que ensinam que a gente pode e deve rir de si mesmo e que não se levar tão a sério é um bom princípio tantas vezes.

1.2.11

Praia


Rio de Janeiro / Praia de Ipanema
/ Segunda-feira / Fim de tarde 
/ Vista para o "Dois Irmãos" / Foto de Michel Gonçalves 
 / Verão carioca / Pura poesia