Você é um hipster?
16.3.11
Tudo Que Eu Queria Te Dizer
Então chegou pelo meu e-mail uma surpresa gostosa: convite para ver Ana Beatriz Nogueira (mais uma cujos papéis na TV não chegaram aos pés das suas possibilidades mostradas no palco) interpretando Martha Medeiros no teatro. Sempre curti a Ana e Martha Medeiros, como já falei aqui, é minha top ten wanna be of the moment. Minha e de muita gente, né? Vamos combinar que ela é musa pop das letras contemporâneas.
Vida cultural está frenética, vocês percebem?! (Graças a Deus! Amém Senhor messsmo). Escalei ela como companhia e nos encontramos em frente ao teatro (depois de um inverno existencial entre nossos encontros). Antes de sair de casa, no entanto, o mundo estava desabando. Assim mesmo não arrefeci. Saquei da bolsa o pretinho básico (guarda-chuva de camelô, fiel escudeiro das mulheres de progressiva, o que não é meu caso) e me pirulitei para o ponto de encontro.
Que surpresa gostosa. A peça é tão bacana que você nem vê o tempo passar (estilo petit). Inspirada no livro homônimo da Martha Medeiros, “Tudo que eu queria te dizer” é puramente um show da Ana Beatriz Nogueira em cena, interpretando nos palcos as mulheres das cartas, que expõem seus sentimentos em situações ora de emoção, ora de puro divertimento.
As cartas narram situações de gente comum, como eu e você, em um estilo teatral que a protagonista batiza de "stand up book" (gracinha!). Claro que a identificação é imediata e justamente por isso a gente se diverte tanto - e se emociona ao identificar as frases de efeito e lições tão típicas do texto da Martha.
Ana Beatriz é show em cena. Ela está neutra, com figurino preto, uma cadeira, luz, um criado-mudo com água e lenço de papel. Um cenário contido para um banho de interpretação. Ela conduz o nosso emocional com caras, bocas e postura corporal apenas. Grande atriz, que mantém aquele olhar curioso de menina pronta para nos revelar o que vem a seguir. Ela mostra-se no auge de uma carreira de 25 anos, celebrados com o primeiro monólogo (não é comédia, vou logo avisando para quem gosta de resumir teatro a essa verve específica. Nada contra, mas é bom frisar). Madura, encantada, minimalista sem se conter no espaço-tempo. Podiam ser todas nós ou nenhuma em especificamente. Gosto muito.
***
Pois bem... Durante a peça, um homem atrás de nós se mostrava totalmente entupido. O funga-funda não chegou a me atrapalhar, mas tamém não passou batido. Eu fiquei pensando mentalmente: "só falta ele espirrar em mim e me passar essa gripe". Típico de gente hipocondríaca, cruzes! Retirei esse pensamento da mente correndo, abri a bolsa, puxei um Trident preto e mergulhei de volta na peça.
No táxi, Miss W me pergunta:
MW: Você sentiu um cheiro de vick vaporub no teatro?
Bibi: Deve ter sido do funga-funga atrás de nós.
MW: Ah, com certeza! Adoro esse cheiro!
(silêncio)
MW: Engraçado, o cheiro de vick acompanhou a gente até aqui.
Bibi: Heim!?
MW: Tô sentindo um cheio bom de vick no ar...
Bibi:
MW: Chiclete? Chiclete de vick?
Bibi: Não conhece o Trident preto?
MW: Não é Halls preta?
Bibi: Não, Trident preto...
MW: Não conheço. Abre a boca para eu poder cheirar!?
Bibi: ????????????????????????????????????? (CUMA???)
Eu comecei a rir!
Virei para a janela me escangalhando (e com medo de ser verdade aquele pedido)!
Vocês imaginem a cena: eu abrindo a minha boca para uma outra mulher chegar pertinho e cheirar lá dentro!?!? hahahahahahahaha
Imagina o que não estava passando na mente do motorista?
Imagina o que pensaria quem visse a cena do lado de fora!?
Rolo de rir só de imaginar as possibilidades.
:)
Desce o pano correndo!
In a rush
Foto: Reprodução Vogue
Administração do tempo: taí um dos desafios da modernidade.
Aliás, esse é apenas um deles, comum a tantos.
Solidão acompanhada é outra questão muito séria dos tempos modernos.
Reflexo, também, da falta de tempo.
Para o outro e para si mesmo.
Desafios...
15.3.11
122 e Soltas
Ai que alegria!
Nessa noite chuvosa de um dia intenso (sim, a semana promete passar num piscar de olhos e sim2, eu sempre gosto de falar sobre o tempo no Rio de Janeiro, não como se fosse o clima-tempo, mas para conceituar melhor a questão tempo-espaço em que eu escreva na imaginação de quem lê) eu venho aqui dar um pequeno alô e ganho
Dua novas "gatas-garotas" acabam de se inscrever no Mural da Fama Ciclista do BibideBicicleta: Gardênia Vargas (nome de escritora de novela, mas é jornalista!) e Vanessa S, a loira misteriosa que o meu computador não consegue me dar acesso, mas chegou em ótima hora. Ó: tô felizona com a adesão das duas!
Somos 122 agora. Para o alto e avante!
***
Fim de noite com teatro e sanduíche de brie com damasco (delicious as the company). Tem história, mas amanhã eu conto com calma!
***
Estudando Ilíada de Homero, Casa Grande & Senzala de Gilberto Freyre e Sastre, pela ótico do Humano e do Fenômeno Religioso. Olha que salada mental?! Os pensamentos parecem presos em uma Montanha Russa. Mas como todo mundo sabe: eu adoro Montanha Russa (tenho medo da roda gigante)! Estou na parte teórica da faculdade - para aqueles que querem acompanhar o processo.
E fazendo freelas, graças a Deus!
***
Já não sei viver sem internet no celular... Grrr... Eu sabia que isso me causaria mais uma dependência! Eu não paro mais de falar, gente! Antes, quando pequena, era contando casos e histórias enormes para os meus pais, amigos e paredes. Hoje são meus dedos que se comunicam freneticamente. Talvez por isso eu esteja valorizando tanto meus momentos de silêncio. A TV agora só é ligara esporadicamente para DVD's que pego semanalmente. Filmes me ensinam muito.
***
Várias amiga(o)s saindo do país, indo morar fora: oe?
Graças a Deus ninguém com passagem marcada para Tóquio, por hora.
Drops de Cultura
Mega cansada.
Dia de trabalhos intensos.
Musculatura cerebral exausta.
Minhas linhas serão "chocas"
Mas antes de me despedir, quero fazer as minhas considerações...
Sabe que eu nunca pensei nisso?
* Livros:
Terminei "A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres". A ideia é genial, o autor é extremamente amado por mim (Augusto Cury), mas dessa vez acho que ele errou na mão. O bom do livro é fazer um alerta em relação ao padrão inalcansável de beleza que nos é imposto desde a mais tenra idade e de uma forma que a gente nem percebe como é influenciado - e seus danos consequentes. Achei que ele poderia carregar menos na emoção e mais no drama, mesmo, no desenrolar dos fatos.
* Filme:
Fui ao cinema ver "Esposa de Mentirinha" e saí de lá com uma grata surpresa. Está tarde para eu fazer uma resenha, mas para quem gosta de comédia romântica eu super recomendo. Tudo o que a gente gosta tá lá: Jen Aniston, Adam Sandler com humor contido, besteirol temperado, crianças bem dirigidas, escatologias na dose certa, uma participação super delux da Nicole Kidman e seu abdôme saradíssimo! Dave Matthews em uma participação hilária... Estava tudo ali na nossa cara e a gente nem estava se dando conta. Três saquinhos de pipoca!
Passou numa dessas sessões da tarde o filme "Click". Não posso ver esse filme toda hora, mas toda hora que eu vejo, eu choro. Resume tão bem as coisas que penso no dia de hoje. Não vai virar um clássico, mas mexe comigo. E by the way, eu também queria poder tirar um cochilo nas camas e lençois da Bad Bath & Beyond. Ô loja gostosa gente.
* Teatro:
Amanhã eu devo ir, mas essa já é uma outra história.
Boa noite amores!
Dia de trabalhos intensos.
Musculatura cerebral exausta.
Minhas linhas serão "chocas"
Mas antes de me despedir, quero fazer as minhas considerações...
SOLTAS! SOLTAS! SOLTAS! SOLTAS! SOLTAS! SOLTAS! SOLTAS! SOLTAS!
* Contei para um amigo sobre a fragrância dos lugares. Dia desses entrei em uma loja de essência e estava cheirando a Copacabana Palace. E era proposital. O Copa Palace tem uma essência e ela está a venda. Esse amigo disse que a agência bancária dele tem o cheio da Osklen. E ficamos rindo, que o auge da rebeldia na nossa infância era querer vender pum engarrafado. Foi quando eu lembrei de uma história. Voltando de viagem, dia desses, uma moça passou mal no ônibus. Diarréia das piores consequências. Tipo feijão + urubu + chorume + rato morto com canela. Quando ela abri a porta, imadiatamente começamos a passar mal. Primeira providêcia? Vamos abrir a janelas correndo! Só que o ônibus era do tipo com ar condicionado sem janelas. Foi praticamente uam experiência com cobaias humanas da ação do pum engarrafado. Ou pior.
Ao contar isso, meu amigo não se conteve. Riu muito. Eu nem sei porque as pessoas ficam rindo, porque eu escrevo a verdade, mas com a maior cara de cinismo. Fato é que ele me disse: "Cara, as histórias mais loucas e engraçadas acontecem com você! Você devia escrever Stand Up Comedy!"
Sabe que eu nunca pensei nisso?
* Livros:
Terminei "A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres". A ideia é genial, o autor é extremamente amado por mim (Augusto Cury), mas dessa vez acho que ele errou na mão. O bom do livro é fazer um alerta em relação ao padrão inalcansável de beleza que nos é imposto desde a mais tenra idade e de uma forma que a gente nem percebe como é influenciado - e seus danos consequentes. Achei que ele poderia carregar menos na emoção e mais no drama, mesmo, no desenrolar dos fatos.
Estou no meio de "Fora de Mim", da incrível Martha Medeiros. A obra está na lista dos mais vendidos, mas francamente eu me pergunto: que tipo de livro é esse? Se você está triste, só lencinhos de papel não serão suficientes. É faca na carne... Talvez eu esteja muito sensível e a autora, muito corajosa. Não sei se consigo chegar até o fim. Estou com medo de ter depressão, juro. Mas a forma da escrita é desafiado, como só a Martha sabe fazer: dissecando a alma.
Comecei a ler a biografia da Marilyn Monroe: "The Secret Life of Marilyn Monroe" by J. Randy Taraborrelli. Já li biografia sensacionais desse autor e, mais uma vez, ele não está me decepcionando. Meticuloso, mas com linguagem articulada. Disseca a história sem fazer concessões. Um arraso esse sujeito! Dele também li as biografias de Madonna e Michael Jackson. Divinas.
* Filme:
Fui ao cinema ver "Esposa de Mentirinha" e saí de lá com uma grata surpresa. Está tarde para eu fazer uma resenha, mas para quem gosta de comédia romântica eu super recomendo. Tudo o que a gente gosta tá lá: Jen Aniston, Adam Sandler com humor contido, besteirol temperado, crianças bem dirigidas, escatologias na dose certa, uma participação super delux da Nicole Kidman e seu abdôme saradíssimo! Dave Matthews em uma participação hilária... Estava tudo ali na nossa cara e a gente nem estava se dando conta. Três saquinhos de pipoca!
Passou numa dessas sessões da tarde o filme "Click". Não posso ver esse filme toda hora, mas toda hora que eu vejo, eu choro. Resume tão bem as coisas que penso no dia de hoje. Não vai virar um clássico, mas mexe comigo. E by the way, eu também queria poder tirar um cochilo nas camas e lençois da Bad Bath & Beyond. Ô loja gostosa gente.
* Teatro:
Amanhã eu devo ir, mas essa já é uma outra história.
Boa noite amores!
13.3.11
Frase
Onça, Musa, Bruni e eu :)
"Os melhores presentes nem sempre vêm embrulhados.
Muitas vezes eles são conquistados pelo caminho;
Soltos, distraídos, delicados;
Outra vezes são ofertados pela vida, por Deus,
encontrados na beleza do instante :)"
- Bia Amorim
Racionamento
Foto: Jussara Razzé
Sensibilizada com a tragédia no japão: sim. Mas isso não quer dizer que a minha mente vai ficar entorpecida diante dos fatos. Acabei de ver uma reportagem do Kovalic, que foi parar dentro de um aeroporto que se manteve parcialmente de pé após terremostos e tsunami. Lá dentro havia um posto de distribuição de água e comida. O alimento, claro, estava racionado. Racionadíssimo. A solução encontrada foi distribuir bolinhos (tipo bolas mesmo) de arroz. Até ai, tudo bem. O que veio a seguir foi o que me chocou: a divisão. Homens ganhavam dois bolinhos e mulheres, um.
POR QUE?
Isso me choca tanto...
Fome é fome.
Energia é energia.
Se eles têm massa, nós temos hormônios...
Oi?
Por que cada um não ganhou um bolinho e meio?
Misoginia nessa fase da existência humana?
consequências inevitáveis do processo
Sim, sim , sim
Estou me perguntando:
- Pra que eu escrevo essas coisas?
- Pra quem eu escrevo essas coisas?
A resposta é sempre enigmática:
- E você consegue não escrever?
Depois que se descobre um canal de prazer como esse, a dor da exposição é apenas uma das consequências inevitáveis do processo...
Acordei nublada
Acordei nublada, como o tempo no Rio. Não é problema daquela tristeza de outrora, graças a Deus. A de agora é totalmente superável pela motivação interna. Pode ser problema de derme, "pele vaga ultimamente", como a Belle escreveu (hehehe). Podem ser minhas coisas de mulher poeta. Pode ser a minha relação com o tempo. Pode ser o momento de incerteza, esse pelo qual todos nós passamos um monte de vezes na vida. Sim, porque viver é fazer escolhas a todo momento.
Acordei nublada, mas tenho um estoque de raios de sol conquistados durante o Carnaval. Chuvoso, ironicamente. Ouvi que a gente não pode depositar no outro expectativas que são da nossa responsabilidade interna. E como fazemos isso ao longo da vida nas mais diversas circunstâncias. Estar com o outro, mas não depositar a realização dos nossos sonhos e desejos nele. Desafio gigante para os seres humanos muletas que somos, dependentes de um apoio.
Esse blog é bem mulherzinha, viu? Tantas são as vezes que me envergonho de jogar aqui os 'mimimis' de uma balzaquiana sensível e preocupada com o outro (vigilante dos sentimentos tantos). O Anonymous me disse algo como: "antes jogar os sentimentos aqui do que guardá-los para vivê-los mais tarde" (não foi bem isso, mas foi a lição que tirei :)). Então a vergonha acaba se tornando a oportunidade de mostrar que não estamos sozinhos em tantas buscas existenciais.
Mas acima de tudo, o BibideBicicleta trata das questões que nos afligem como espécie: humana. Precisamos de parcerias na vida e vivemos nessa busca: amor, amigos, companheiros, cooperadores, incentivadores, motivadores, utilitários, sócios, ombros, ouvidos, sexo, afeto, conciliadores, conselheiros, esparro, muso, inspiração, piração, confidentes, reguladores, conselheiros... Mas antes de sermos o todo, precisamos estar em paz com o nosso interior. Conhecer-nos profundamente é a grande viagem da vida e talvez a mais difícil dela, por ser múltiplos e tão fechados para nós mesmos. Escondemos os nossos sentimentos no fundo da alma sistematicamente, achando que adormecendo a dor a tendência dela é desaparecer. Não é. Não podemos apagar ou transformar os fatos vividos e guardados - voluntária e involuntariamente - em nosso ser. Em nosso poder está apenas a reprogramações das experiências ruins. É preciso conhecê-las. Infelizmente. E bem.
12.3.11
Frases e Soltas
Foto: Fernanda Amorim
Fraca,
Fraquinha
Destemida
Destemperadinha
Racional
Emocional
Carinhosa,
Carinhosinha...
***
"Muito cuidado com o que você pede (deseja), porque na hora que acontece possa ser que o desejo já esteja 'cantando' em outra freguesia. Então é se virar nos 30!" - Bia Amorim
***
O café da manhã foi uma barrinha e um pretinho. Não almocei. Pra que? Para chegar a noite e comer pipoca e babata frita. O contrabalanço veio com a Coca Zero. Eis a incoerência em pessoa. Escolhas gastronômicas lúcidas...
***
"Meu problema (um deles) é amar as pessoas com todo o meu coração (gente em geral, não apenas os homens). Fazer o que se a alma rasgada já veio de fábrica? Nesse caso não há devolução e nem prazo de troca! - Bia Amorim
***
Depois do terremoto: a onda gigante. Depois da onda gigante: devastação e morte. Depois da devastação e morte: vazamento nuclear. Isso parece MUITO com filme de ficção científica. O futuro narrado em filmes chegou rápido demais. Hoje, no cinema, estava vendo a propaganda de Banco de Árvore: você investe na sua negativação de CO². Fiquei pensando em quanto tempo isso deixará de ser uma ação positiva para virar uma obrigação do cidadão. Deu medo, viu?
***
Quando era pequena, minha Mãe NUNCA me deu de presente panelinhas, utensílios de casa e cozinha de brinquedo. Era só boneca-bebê. Será que vem dai a minha inabilidade com o fogão e meu senso de maternidade latente? Hum, fase de revisionismo chaaaata... Deve ser ainda o 'aspecto' do aniversário. Depois de dirigir, acho que vou investir no brevê do fogão! Outro dia uma panela de pressão estourou no andar de cima. Cozinha cagada de feijão, um perigo para todos (inclusive os de fora). Posso me orgulhar de nunca ter passado por essa experiência, até porque, convenhamos: eu nunca nem peguei em uma panela de pressão. hohoho
Japão
Foto: Reuters/G1
Solidariedade com o povo japonês. Porque pessoas são mais importantes que coisas...
E aqui no Brasil, por outro lado, percebemos a coisificação das pessoas.
No Rio de Janeiro, por exemplo, me causa nojo essa onda de matar e mutilar crianças friamente, por motivos idiotas, torpes, mesquinhos... Onde vamos parar?
11.3.11
Quando era pequena eu...
Quando era pequena eu...
... comia batom de morango
... desenhava o sol em dias de chuva
... rodava até ficar tonta
... tomava banho de borracha
... arrancava as botas ortopédicas
... entortava a armação dos óculos
... corria descalça pela rua
... sonhava com o futuro acordada
... dançava ao som da vitrolinha
... odiava colecionar figurinha
... tinha raiva de quem tomava coca-cola
... plantava grãos de feijão no algodão
... não sabia o que era preconceito
... era fera no pique-esconde
... colocava água com açúcar para ver beija-flor
... pulava o portão para sair de casa
... inventava histórias imaginárias enquanto tomava banho
... falava dormindo
... fazia amigos sinceros em 3 segundos
... amava em segredo
... cantava a plenos pulmões
... pescava siri e carangueijo (e limpava depois)
... ganhava pintinhos nas feiras de filhote
... chegava da escola gritando "mãe, tô com fome!"
... era destituída de qualquer vaidade
... chorava com notícia triste na televisão
... sonhava em ser atriz e cantora
... deitava no chão para olhar as estrelas
... chupava dedo
... roia as pontas dos lápis e canetas
... falava sem parar
... achava que Mario era apenas o irmão do Luigi
... trocava roupinhas nas bonecas de papel
... adorava ligar pontos
... me fantasiava de fantasma + peruca (por que fantasma tinha que ser careca?)
... parava de falar para imaginar coisas que eu não conhecia
... odiava sapatos
... adorava meninos
... tomava a homeopatia da minha mãe feito bala
... fazia bolinhas de queijo
... corria para pular no sofá
... desafiava meus limites, que eram tão poucos
... tinha medo do meu pai morrer
... gostava das aulas de redação e religião
... odiava matemática
... fazia trancinhas para ondular o cabelo
... não entendia a dinâmica do sutiã
... chamava absorvente de almofadinhas
... prendi a cabeça na grade
... perdi dois dentes em um ônibus de excursão
... corria atrás de doces de Cosme e Damião, mas não comia nenhum
... imitava a voz da Simony em "Ursinho Pimpão"
... achava que para tudo existia uma solução.
E não há necessariamente.
Combustível da minha alma
O que me escravizava, hoje me liberta :)
Feliz, feliz, feliz
Mesmo por parecer andar nas mesmas pegadas
É só aparência
O rio é o mesmo, mas tanta água já passou...
Houve renovação ribeirinha
Há sorrisos onde sei que haverá tristeza
Na certeza dessas incertezas
Ou na incerteza desse palpite tão certo
Mas só o que interessa é que houve alegria
Nessa raiar do dia
Que me fez mais eu
Que me deixa insegura na certeza de um crescimento
Certo
E ainda há tanto por fazer
Há tantos mistérios parecidos
Há pegadas e resquícios
Do melhor de ontem
Se o amanhã é incerto?
Que seja!
Se o amanhã será triste?
Que o espere com esse sorriso
Combustível da minha alma.
McCartney in Rio
Não entendi nada... Há um tempo atrás houve choro e ranger de dentes aqui no Rio de Janeiro, porque Sir Paul McCartney passou por São Paulo e Porto Alegre e ignorou a Cidade Maravilhosa. As más línguas culpavam as obras no Maracanã, de forma que o ex-Beatle não teria condições de se apresentar no Enegenhão.
Até ai, tudo bem. Showzão no Engenhão não era algo, digamos, notável. A gente fez bico, mas deu o braço a torcer. Os mais ricos e descolados, foram até São Paulo para delirar que esse "garotão grisalho", que gosta de andar de bicicleta (eeeeeee).
Hoje, no jornal carioca O Globo, o colunista Ancelmo Gois lança a bomba: "O ex-Beatle finalmente virá ao Rio, 20 anos após sua primeira apresentação na cidade. As datas mais cotadas para os shows são 24 e 25 de maio. Com o Maracanã fechado para reformas, tudo indica que Paul vá se apresentar no Estádio do Engenhão, na Zona Norte do Rio. A empresa Planmusic, de Luiz Oscar Niemeyer, responsável pelos shows no Brasil em 2010, está comandando as negociações".
Oi?
A grana deve ter sido boa ou sei lá... Só sei que de uma forma ou de outra é bom demais ter "McCartney in Rio" e eu gostaria muito de estar na área VIP desse acontecimento. TOMARA!
10.3.11
Freud delivery
Eu fico encantada com as pessoas que se inserem totalmente nas questões da modernidade. Desde aquelas que sabem sobre os últimos lançamentos da tecnologia em hardware e software até aquelas que estão ligadas nos últimos lançamentos estéticos, cremes, massagens, produtos que fazem uso da tecnologia a serviço do bem. E, claro, os serviços, que me deixam em estado festivo quando surgem para facilitar a vida sem complicar o "modus operandi". Sim, porque a minha questão é toda essa: modo de usar. Tenho dificuldade em partir para usar, mas uma vez que alguém me ensina, não volto atrás.
Esse preâmbulo todo é para fazer uma confissão, de certa forma, desconcertante. Se eu disser para vocês que eu nunca vi um i-Pad na minha frente seria muito menos "vergonhoso" que dizer que tenho um i-pod há 4 anos e NUNCA o usei (por achar complicado). Amigo meu colocou umas músicas e eu fiquei na set list dele forever! Não sei nem como colocar canções no bichinho. Eu acho manuais complicadíssimos e eu faria uma revolução se me deixassem fazer textos divertidos explicando as coisas para os usuários...
Tem duas (ou três) semanas que finalmente troquei meu aparelho de celular. O tijolão ainda era do sistema CDMA, ou seja, nunca havia sequer entrado na era do chip. Ainda fico olhando o meu "brinquedinho" com muita desconfiança e metade das possibilidades dele nem me passa pela cabeça. Pelo menos sei ligar, mandar mensagem e olhar email. O repertório é bem básico, mas utilitário, certo? Fico impressionada com os consumistas que mudam de celular a cada "estação". Ainda estou tomando um banho para atualizar a agenda. Sim, porque o antigo não faz isso automaticamente para mim (grrrrrr). Estou a me perguntar, de repente, se não ficarei como a minha Mãe, que bate papo com os aparelhos, esperando por uma dica de que botão apertar (affe!).
E essa semana, finalmente, me aconteceu algo bem bacana, que fez bater mais rápido o meu coração que habita a zona suburbana da modernidade. Mais uma confissão escandalosa: eu NUNCA fiz compras pela internet. E tenho até que falar isso baixinho, porque certas pessoas consideram o fato tão absurdo, quanto chegar em meio a uma roda de adolescentes e se confessar BVL (boca virgem de língua). A coisa anda numa velocidade, que com 10 anos você já tem que ter beijado para ser socialmente aceito com status. Mas, vejam vocês, estou eu aqui dizendo que sou virgem em relação às compras pela internet (não dei um tapinha nem nas passagens aéreas, meu povo).
Porém, essa semana celebrei esse fato novo na minha vida. Tive um encontro com a minha grande amiga escritora, Cecil, há cerca de duas semanas. Conversamos e ela começou a apostar na minha formação intelectual, percebendo o que poderia me guiar para um outro nível no mundo das letras. De presente, ela mandou dois livros pra mim comprados pelo Submarino (ui ui ui - alegria suburbana moderna)! Que coisa boa receber pelo correio aqueles pacotes de cor azul, como se fossem as antigas cartas ou mensagens com brasão da realeza! Sensacional receber Freud da internet pelo correio. Os avanços da modernidade não aposentaram- ainda - nem os livros e muito menos os correios, que pareciam correr sérios riscos.
Veja bem: não sou avessa à modernidade. Pelo contrário, o conhecimento me encanta sobremaneira. Mas gosto de fazer pequenas descobertas e viver a energia do mudar dos tempos, no meu tempo, que me parece ser um pouquinho mais lento que a força inexorável dos acontecimentos. E dessa forma, o que para muitos já é uma coisa banal, a mima ainda encanta. Não busco novidade para sobreviver (tem gente que se viciou nisso, infelizmente), mas vivo as novidades dos tempos saboreando os momentos como grandes descobertas pessoais. Freud delivery com cartão personalizado de Feliz Aniversário foi uma bela surpresa!
9.3.11
Verdade
Gente, que emoção chegar ao Rio e não saber NADA sobre Carnaval!
N-A-D-I-N-H-A!
Há quanto tempo isso não acontece?!
UIA!
A ironia esteve presente, claro, como em várias histórias da vida!
Só no sítio (no meio do nada, entre as montanhas) notei que a camiseta do meu pijama era do "Camarote da Brahma".
hahahahaaha
Desce o pano!
N-A-D-I-N-H-A!
Há quanto tempo isso não acontece?!
UIA!
A ironia esteve presente, claro, como em várias histórias da vida!
Só no sítio (no meio do nada, entre as montanhas) notei que a camiseta do meu pijama era do "Camarote da Brahma".
hahahahaaha
Desce o pano!
Voltei!
"There's A Place In
Your Heart
And I Know That It Is Love
And This Place Could
Be Much
Brighter Than Tomorrow
And If You Really Try
You'll Find There's No Need
To Cry
In This Place You'll Feel
There's No Hurt Or Sorrow
There Are Ways
To Get There
If You Care Enough
For The Living
Make A Little Space
Make A Better Place..." - MJ
***
Passei o aniversário colocando o bloco na rua (quase deserta, mas deliciosamente irreverente). Ali não estava todo mundo que importa, mas todo mundo que ali estava, importa e muito! Não existem palavras para descrever mais de 100 pessoas conhecidas cantando "Parabéns Pra Você" menos de um-minuto-pós-meia-noite... Gostoso perceber que estava todo mundo contando no relógio para cantar a musiquinha, que voltou a acontecer várias vezes ao longo do dia (em lugares públicos, para a minha total vergonha e emoção). Irresistível é encontrar recados aqui no BibideBicicleta e em todas as mídias sociais as quais eu participo (gente mandando email, porque não ia mesmo conseguir ligar). A tecnologia também aproxima (muitos recados do exterior e isso me anima e me assusta, porque o mundo parece que está ficando menor - ou fui eu que cresci?), mesmo que eu estivesse fora da área de cobertura. Curioso e especial notar que para o amor não há fora da área de cobertura ou desligado.
7.3.11
4.3.11
Festa e Carnaval
Fala All! Não queria partir sem deixar um recadinho, um beijo e carinho de até breve.
Então, já estou em contagem regressiva para o meu carnaval. Não é na batida do surdo e nem na expectativa do chocalho. Também não existe um narrador de voz forte e grave para cantar as notas (10, nota 10!). O enredo da minha escola de samba é bem mais tranquilo que blocos e bailinhos, que tanto animam o povo carioca. Estou em uma fase de buscar novos ritmos, longe da folia. Talvez o cri-cri do grilo venha me fazer companhia, talvez não, mas apenas o brilho das estrelas, que certamente estarão mais perto. E esse carnaval rural promete ser bastante agradável e bem diferente de tudo o que eu já vivi nas histórias desse feriado tão esperado. Se eu fosse contar, teria muitas histórias divertidas.
A questão é que estou indo, galera. Mas volto rapidinho, Deus sabe o que há de ser. E entre o partir e o ficar o BibideBicicleta vai comemorar 5 anos. E estarei muito, muito longe do computador, infelizmente. Vocês sabem o quanto gostaria de postar figurinhas e textos para marcar a data tão expressiva. Mas não vai rolar, até a volta, quando então poderemos estar juntos mais um vez. A dona do blog também vai estar fazendo aniversário (num lugar onde não pega nem celular). A expectativa é grande por várias razões. A melhor delas é estar com uns 60 amigos celebrando junto. Bom demais. Principalmente no ano em que meu Pai se foi e esse carinho todo vai me rodear. Não há tristeza. Houve superação. Não tive que tirar meu Pai do coração, difícil é quando você tem que tirar a quem se ama, matar sentimentos e ideias e sonhos e desejos e expectativas e devaneios. E isso eu já fiz umas três vezes, me renovando como uma Fênix.
Pensando então nessa alegoria, desejo que esse carnaval seja de renascimento para cada um de vocês. De bom divertimento e de histórias divertidas para contar, claro! Não importa onde seja, que você seja feliz :)
3.3.11
TODOS tão tolos
Eu não sei porque TODOS os homens gostam de falar:
- Vocês mulheres são TODAS iguais.
Acho que já ouvi isso de TODOS os "machos-alfa" que passaram pela minha vida -
(seja de quem maneira for, com qual status, não importa: uma hora a frase aparece).
- Por quê? Vocês homens se acham TODOS diferentes? Ha-há!
Somos todos da espécie humana, do planeta Terra, quase todos brasileiros, cheios de seus regionalismos, crenças e criações, vaidades e dificuldades, expectativas frustradas, com seus padrões emocionais e seus desgastes existenciais... Eu não queria ser propriamente diferente, porque talvez sejam poucos os que conseguem ser originais num todos sem deformações estéticas ou psicológicas. Gosto de ser espontânea e de não fazer diferença com os diferentes e fazer a diferença entre os que parecem tão iguais em suas buscas sem sentido. Mas na vida de alguns, gostaria de ser especialmente diferente, mesmo parecendo com as demais.
- Vocês mulheres são TODAS iguais.
Acho que já ouvi isso de TODOS os "machos-alfa" que passaram pela minha vida -
(seja de quem maneira for, com qual status, não importa: uma hora a frase aparece).
- Por quê? Vocês homens se acham TODOS diferentes? Ha-há!
Somos todos da espécie humana, do planeta Terra, quase todos brasileiros, cheios de seus regionalismos, crenças e criações, vaidades e dificuldades, expectativas frustradas, com seus padrões emocionais e seus desgastes existenciais... Eu não queria ser propriamente diferente, porque talvez sejam poucos os que conseguem ser originais num todos sem deformações estéticas ou psicológicas. Gosto de ser espontânea e de não fazer diferença com os diferentes e fazer a diferença entre os que parecem tão iguais em suas buscas sem sentido. Mas na vida de alguns, gostaria de ser especialmente diferente, mesmo parecendo com as demais.
Maracujá do Maranhão
HAHAHAHA
PORQUE ATÉ NA NATUREZA EXISTEM PIADAS QUE JÁ NASCEM PRONTAS...
Chupa esse Maracujá!
A dona de casa Maria Rodrigues de Aguiar Farias, 53 anos, está cobrando uma taxa de visitação ao maracujazeiro que ela plantou no quintal de sua casa, em São José de Ribamar (MA), há dois anos. O interesse pela pequena plantação dela foi motivado pela fruta, que cresce em formato de órgão sexual masculino. (Reportagem do G1)
2.3.11
E ai Bibi, já escreveu um romance?
Caramba!
Em cinco dias eu e o blog ficamos mais velhos!
Eu nem acredito que o BibideBicicicleta já vai fazer 5 anos.
Meu maior trabalho é esse aqui. Nunca na vida fui de dar continuidade às tarefas e projetos que iniciava sem pressão, só por motivação. O que só prova que esse espaço me dá muito prazer, além das expectativas internas. Nas minha projeções, hoje ele já estaria sendo acessado regularmente por pelo menos, sei lá, 500 pessoas diariamente, no mínimo. Mas também não fiz nenhum projeto de marketing e/ou investimento para que o crescimento acontecesse de forma marcante. O que só mostra que quem vêm aqui, meus interfriends e ciclistas, aparecem e retornam de forma espontânea. E assim também eu fico sem grandes compromissos estético literários. O que também é bem gostosinho. Eu acho, pelo menos. Escrever sem pressão é uma liberdade com sabor de bala de menta!
***
- E ai Bibi, já escreveu um romance?
Hoje ele, que viu as minhas primeiras letras, me perguntou isso com um tom entre a brincadeira e a projeção de um futuro que se descortina. Acho engraçado, porque o meu estilo não faz a sua cabeça, embora ele demonstre que curte a minha maneira de escrever. Mas os textos que ele me mandou elaborar na vida, no entanto, já fizeram a cabeça de várias pessoas. No fundo, quem você menos espera é que te dá as maiores oportunidades. Talvez justamente por não esperar é que elas sejam tão saborosas. Uma vez que quando a gente fica na expectativa em relação a alguém, vive na certeza de que será frustrado mais cedo ou mais tarde. Porque as pessoas são assim, voluntária ou involuntariamente. Ele me diz que não acredita mais na humanidade. Sei que fala isso porque é um grande provocador e porque prefere fazer as tarefas a seu jeito. De certa forma eu estou perdendo também a fé nas pessoas, mas não por querer fazer as coisas só do meu jeito, mas por entender - a cada dia mais - que ninguém muda ninguém, por mais que tentemos tanto. As pessoas é que escolhem mudar a si próprias, quando têm a ousadia, grandeza e a visão de fazer essa escolha. O mundo é cada um e somos todos. Mas, para sermos todos, é mister que tenhamos a capacidade de harmonizar. E isso requer um desapego imenso e uma generosidade constante a pautar a vida. Porque viver sozinho, isolado, para si é trancar-se no buraco negro da solidão opaca do sem sentido. É viajar nas trilhas de uma rotunda de nome dor.
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Por que eu escreveria um romance, afinal?
Minha amiga escritora diz que eu estou pronta para fazer um livro de crônicas.
Pirei!
1.3.11
Curiosidades estéticas sem sentido
A noite do Oscar consagrou a atuação de Natalie Portman em "Cisne Negro". Achei muito bonitinha a hora do anúncio do seu nome. Sempre presto atenção na reação de ganhadores e perdedores - porque a câmera sacana sempre mostra o sorriso amarelo de quem foi indicado, mas não levou.
Natalie Portman, grávida de cinco meses, ficou exultante (claro!). E a cena que mais me chamou atenção foi a do marido, o bailarino Benjamin Millepied, amparando a atriz na subida dos degraus até o microfone. Fiquei me perguntando, por um segundo, se ele iria até o palco com ela (quase, mas ele logo se retirou, bonitinho, deixando sua "musa" brilhar). Poderia ter ido, né? Ele foi o responsável pelas coreografias de filme. Natalie ensaiou para o papel durante dois anos e assim, ela e Benjamin se conhecera e se apaixonaram.
Devaneios poéticos à parte e informações jornalísticas também, o que me chamou atenção nesse moço foi o tamanho da cabeça dele. O corpo é bem magro e esguio, fruto de uma vida dedicada à dança, okey... Mas a cabeça seguiu o mesmo conceito estético? Muito estranho... Mas então, na TV, deram um close em Warren Beatty, que me pareceu esteticamente MUITO diferente (e não estou falando da quantidade infinda, no caso dele, de plásticas e botox que obviamente saltam a olhos vistos e o deformam). Falo do tal do tipão diferente, não tem o tamanho e as proporções de um brasileiro, por exemplo... E nisso não há certo ou errado, peloamordedeus não sou etnocêntrica, estou só marcando uma diferença que a mim saltou aos olhos.
Não sei porque cargas d'água fiquei observando a questão da estética corporal de formação das pessoas (vamos colocar assim). E aqui não estou fazendo apologia do gordo, magro, baixo, alto, peitão, bundão não... Essas diferenças nas características pessoais. Falo de uma compleição física, que quase beira a estética de um povo. Warren americano, Benjamin francês, etc, etc. Curioso.
Aqui no Brasil a gente tem uma miscigenação muito interessante, que nos torna absurdamente múltiplos esteticamente. Eu não deveria ficar curiosa em relação às diferenças fenotipicas entre os povos, mas é um assunto que muito me encanta. De verdade. Vai além de ser branco, negro, amarelo, a cor do olho ou do cabelo, mas um tipão todo característico. E depois de ficar percebendo isso na TV, comecei a notar o marido gringo da amiga, os colegas de faculdade, os desportistas.
Acho que essa é uma fase muito contemplativa, porque esse texto está a maior viagem. Mas assim como a natureza me espanta por tamanha riqueza de detalhes, o ser humano também anda despertando em mim encantamentos ora adormecidos. Melhor dizendo, percepções, porque a cabeça de Benjamin e o carão de Warren não necessariamente me encantam.
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