15.9.09
14.9.09
Para Bibi
Bibi, essa é para você lembrar no futuro. E só lá tudo isso fará sentido.
Já faz tempo, eu sei.
E já fez muito e muito tempo desde a última vez.
Ainda lembro de cada momento.
Fez-se história.
Cresceu.
Tantos eram contra, outros se emburravam, muitos não entendiam.
Eu não sabia o que fazer ao certo...
A gente nunca tem certeza das coisas.
No entanto, havia algo muito vivo dentro do peito.
Uma intuição me guiando o caminho.
A mão de Deus.
Algo dentro de mim me mandava ficar.
E essa razão para mim era o bastante, mesmo que não fizesse sentido algum.
As minhas decisões sempre pareceram assim:
Tomadas num impulso.
Mas para se ter impulso, há que se embalar lá atrás.
Fazer movimento.
Meus impulsos são gestacionais.
Estou grávida das minhas idéias.
E sempre estive.
Chegou o tempo de partir.
E fui com coragem e tenacidade.
Porém eu sempre soube que a história não era só essa.
Eu sempre soube que essa história ia ter uma continuação.
O engraçado é que o caminho se abriu diversas vezes.
Não estava madura.
Não estou.
Hoje, porém, tive a certeza de um novo começo.
Um recomeço em paz.
E contrariando as expectativas, inclusive as minhas, fui feliz.
Hoje foi aquele dia que eu sempre soube que iria acontecer
E que bonito é de se ver.
Eu sabia e sou muito agradecida.
Agora o futuro é incerto.
Só sei que nada sei.
Mas esse passo há de me indicar novos caminhos.
Estou um pouquinho mais segura,
Um pouquinho mais madura,
Um pouquinho mais esperta
E um muitinho mais cansada.
Ganhei muitos sorrisos.
Abraços na tia do elevador.
Quando falei
No post dos Ciclistas, Sr. Sobretudo pediu para eu contar a história do Aerobunda. Então está lá, contada. Mais tarde, veio a Fabí de Floripa e me pediu para lembrar alguma travessura de quando eu era criança; uma história boa. Essa é bem mais difícil... Não porque eu fosse um anjo - pelo contrário -, mas acontece aquele BRANCO, quando me fazem assim um pedido/tema a ser tirado da cartola/cachola.
Como a gente quando está adulto se lembra de quando era criança? Eu olho fotos hoje e tenho lembranças tão antigas... Umas coisas que precisam ser resgatadas no fundo da memória. E lá elas estão, quietinhas.
Hoje fiz de tudo para fugir das minhas histórias. Queria achar as poesias que o meu irmão do meio fez aos nove anos. Coisa de louco! O menino sempre foi articulado. Aprendeu a ler sozinho, aos dois anos de idade. Um dia leu um outdoor para o meu Pai. Assim, passeando de carro, sem ninguém pedir. O mais velho fazia desenhos e amigos onde quer que fosse. Ele era o carinha que todo mundo queria estar perto. E ainda é assim. Eu comecei a falar aos seis meses de idade. Claro que eu não lembro, mas como o acontecido rolou com mais de três testemunhas por perto, além da minha Mãe, acreditei. Minha primeira palavra? “Ai Jesus!”. Por quê? Porque a minha Mãe estava lavando o meu bumbum quentinho de fralda numa água que tinha ficado pegando sereno de serra a noite inteira. O sol ainda estava timidamente nascendo e “ela” foi resolver o problema “número dois” que eu havia aprontado. Naquela água gelada?! Até mudo falaria! Falei!
Tentando fugir de mim, pulei no baú da memória, onde a minha Mãe guarda umas coisas tão antigas... Ela foi pra lá também... E lá está até agora: vendo fotos, relendo cartas, se emocionando com um passado que hoje, em especial, guarda novos ensinamentos. Uma carta que está lendo pela décima vez, tem um novo significado; porque trouxe uma nova compreensão à luz de certas coisas que acontecem e que continuam a acontecer em seus processos naturais.
Era para eu lembrar a minha infância. Minha Mãe está relembrando uma vida inteira. Bonito de ver...
MH
Morre Fácil

Estou escrevendo em caixa alta para eu mesma nunca mais esquecer desse detalhe. Mil desculpas às amigas que fizeram e farão esse tipo de confraternização (que eu irei por profunda amizade). Não acho que seja uma festa que tenha sentido para ninguém além da cozinha, que vai receber utensílios e vai poupar dos noivos uma graninha necessária par esse começo de vida a dois. A festa, no entanto, não flui.
A pobre manceba fica tentando adivinhar o presente usando unicamente as mãos e é pintada (e esculachada) quando erra o conteúdo do embrulho. E os convidados? Além de se entupirem de comida, ficam ali olhando o martírio da garota que passa vergonha para aparelhar a cozinha (meio que uma antesala do inferno). Quando o seu presente já foi, você fica na expectativa do... NADA!
Papo vai, papo vem... Se conheceram, ficaram noivos e fizeram o chá de panela. Casam-se no mês que vem. E ainda lembro, de nós duas sentadas na mesma cama, dividindo os prós e os contras de se encontrar com um cara que te canta no sinal. Eu disse vai. Era o que ela queria ouvir. Foi!
13.9.09
Hoje
Sol lindo.
Límpido a clarear o céu.
Acordei tarde.
Tomei meu saboroso e indefectível café preto.
Feito numa cafeteira italiana.
Moderna?
Não!
Muito provavelmente Da Vinci devia ter uma igual.
Meu casal favorito: Bia Bug e Franitos me ligam.
Um oferecimento de carona.
Nem pedi, ora vejam.
Adoro fazer parte dos planos de quem amo.
Onde vamos?
Chá de panela.
Acho uma festa tão diferente.
Mas se tem festa!?
Bora festejar.
A história desse casal é bonita de doer.
Conto na volta.
Vou em busca de detalhes.
Nervosa com amanhã.
Um novo dia de velhos hábitos.
Um recomeço.
Um susto.
Um desejo.
Um ciclo.
Amanhã as histórias terão fim.
Espero por vocês.
12.9.09
Aerobunda
O ano era de 2004. Na TV brasileira, a novela Celebridade, de Gilberto Braga, estava “bombando” em audiência. E, por um viés do destino ou uma dessas coincidências loucas que vagam pelo senso coletivo, eu e o namorado da época tínhamos o mesmo nome (e sobrenome) do ex-casal protagonista. O fato já foi suficiente para que nós dois nos tornássemos as “celebridades” em Fortaleza, onde fomos passar férias. Das recepcionistas do hotel ao pessoal que fazia o shuttle até os nossos companheiros de viagem, todos, absolutamente todos achavam o fato interessante e faziam comentários ou pequenas piadas. Ainda bem que chega uma hora que cansa, né? Eles, de fazer a piada; nós, de ouvir.
Passamos ótimos momentos em Fortaleza. Andamos numa espécie de jipe/moto 4X4 pelas areias de uma praia quase deserta, navegamos em jangada (aquelas típicas do Nordeste brasileiro), mergulhei em um coral (apavorada com medo do tubarão cabeça chata. Sim, eu vi a semana do Tubarão no Discovery), andamos de pau-de-arara (esse transporte vai ficar ainda mais conhecido agora que o filme do Lula vai estrear)... O momento aventura começou com o tal do bugre (é assim que escreve?). Um carinho que parece do Playmobil, que vai desafiando as dunas com emoção. O namorado tinha medo, foi na frente. Eu e outro casal, sentados segurando aquele ferro, cabelos soltos, rostos ao vento.
Depois de passar bravamente por essa aventura, paramos em um lugar que tinha os tais dos "skibundas". Uma madeira pequena, preparada para descer a duna a toda velocidade. Eu tava olhando aquilo e ficando animada. O carinha vendo a minha bravura e a covardia do namorado, que não chegou nem perto da descida, arrumou para mim uma madeira arretada. Ele ainda me avisou: “Essa aqui ganha muita velocidade, cuidado”. Fui. Claro, no meio da descida eu, areia, cabelos, prancha, céu éramos a mesma coisa. Rolei feio. A vergonha era maior que a dor. Continuei. No fim do dia, não conseguia colocar o pé no chão. Tornozelo super inchado. Acho que a madeira bateu ali e projetei o peso do meu corpo com velocidade sobre essa parte.
Fomos parar no hospital. Primeira e única vez que uso um seguro-viagem. O ortopedista disse que era caso até de colocar um gesso, mas... Para não atrapalhar o passeio, colocou um tipo de tala que você pode retirar. Nos trajetos e à noite, usava a minha “botinha”; na praia, tirava. Quase um Pererê.
Dias depois, eu já me sentia bem melhor. Tipo: dois dias depois... Fomos visitar um lago e o guia nos dizia: “Esse lago tem o melhor aerobunda da região”! Cuma?! Já estava meio traumatizada com o skibunda, o que mais estaria por vir? Uma torre super alta, que você vai escalando os “degraus” de madeira. Chega lá em cima, vê só o pessoal “fantasiado” de formiguinha lá em baixo. Eu enfrento muita coisa, mas morro de medo de altura. O fato de estar ali, na beira da torre me angustiava. Foi quando vi que era apenas uma espécie de tirolesa. A segurança era meio precária... Mas você se sentava naquela espécie de cordinha e levava a sua bunda para tomar um ar até cair no lago (e se você não pulasse na primeira esbarrada, ganhava massagens nas nádegas porque ficava quicando na água até parar). Era engraçado, porque eu ia com o pé defeituoso para cima; assim, ele não bateria com força na água. Foi uma delícia! Testei várias vezes, pulando de várias formas, em vários momentos.
O namorado, claro, não experimentou. No entanto fez uma boa ação tirando fotos. Estas, no entanto, ficaram com ele na época do espólio! Assim como o DVD que ele comprou só porque o cara gravou o meu tombo/rolamento no skibunda do começo ao fim. Romântico, não acham? Nos separamos um ano depois da viagem, com 8 anos de namoro. Uma vida, né?
Resposta ao Tempo

RESPOSTA AO TEMPO
Sua varanda desvenda
passos
passeios
passagens
saias
seios
viagens
A minha alma revela
laços
anseios
verdade
medo
desejo
saudade
se estás na varanda
as janelas não existem
só resta o horizonte
espaços libertos
olhares tão certos
a vida chamando
o peito gritando
corações abertos
sua varanda não é pequena
se cabe uma rede
a rede é pra dois
se o beija-flor tem sede
ele busca o contento
e vem como vento
a sede saciar
eu como o beija-flor
uma versão bem mais calma
chego à sua varanda
buscando beijos de amor
deitando na rede atrás de calor
porque já estou na sua alma
(Bia Amorim)
11.9.09
Bla
Não é fácil manter um blog sempre atualizado. Mais difícil, no entanto, seria viver sem ele a partir de agora. Li em algum lugar (acho que foi na Marina W.), que a Adélia Prado dizia que se ela não escrevesse sobre os fatos de sua vida, era como se eles não tivessem acontecido. Não chego a tanto. Porém, uma vez que se transporta a lembrança para o papel, você a torna mais relevante, mais viva. Frutifica um pedaço seu. Essa é uma das partes incríveis.
A outra face que não me agrada muito é o juízo fazem sobre as minhas histórias, que são típicas e de “contexto” absolutamente individual. Ela tem representação e significância para o que eu chamo de (meu) Self e pode o mesmo evento ter uma dinâmica e resultado absolutamente distintos para os que também estiveram envolvidos nele (o evento). Já vi tanto disso...
Uma vez, uma coleguinha (jornalista) se referiu a mim como “aquela maluquinha que tem um blog”. Bem, eu não gostaria de ser conhecida como “a maluquinha” só porque eu me jogo em cada momento da vida com muita intensidade e autenticidade. Por isso tenho tantas histórias: porque nunca me furtei ao sabor dos acontecimentos da minha vida.
Quando fiz um post pedindo aos Ciclistas opções de temas para serem tratados aqui, não foi falta de criatividade ou de assunto. É porque trato isso aqui como um espaço para diálogo. Instigo o leitor imaginário que existe dentre de mim e que se manifesta real através dos comentários que cada um deixa aqui - Sim, Fernando, o que você escreve tem relevância no meu conceito e no processo de construção da minha história como blogueira. Compartilho minhas inquietações e as transformo em história, que podem vir a transformar a vida, o olhar, o sentido, o dia de alguém.
Moratelli foi o único que sugeriu: contar a história do aerobunda. Com foto. Meu caro... Sabe que não existem registros desse momento quase inenarrável? Mas trata-se de um fato tópico, que detém certa dignidade para ser contado! RS. No próximo post.
10.9.09
Alimentando a alma

Comecei a ler um novo livro. Sim, outro. Ler é um prazer sublime para mim. Tem gente que não gosta. Eu estou SEMPRE com um dentro da bolsa (nunca levei para casamento, porque nessa situação a bolsa é muito pequena. Mas juro que já tive vontade. Passou).
Tem gente que amo os livros e detesta esportes. Eu, pelo contrário, sou uma amante da vida ao ar livre. Não sou a melhor em esportes coletivos (na verdade sou apenas uma pessoa com vontade de acertar, do tipo que anima o time) , mas gosto de escalada, caminhada, já fiz rapel, aerobunda, skibunda, skycoaster, rafting, andei de pedalinho, kaiaki, jangada, no lombo do burro, na cela do cavalo, toquei a boiada, comi fruta do pé...
Por que falo nisso tudo? Porque alguns podem pensar que a pessoa que se dedica muito à leitura, esquece que tem toda uma vida a se experimentar lá fora. Mas, como disse o sábio Rei Salomão: "Há tempo para tudo". Não é que dê tempo de se fazer TUDO de um momento para o outro. Assim não seria prazeroso. Mas há o momento de se interiorizar através da leitura e garantir divertimento, cultura e deleite; assim como também devemos separar um outro tempo para curtir as aventuras que esse mundo tão vasto nos chama e possibilita (cada na um na sua, claro, para fazer sentido).
O livro que estou lendo? "Mulheres que Correm Com os Lobos", de Clarissa Pinkola Estés. Fala sobre mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. É um livro enorme, que me ganhou nas primeiras linhas. É cheio de ensinamentos e comecei a ler nessa virada dos 30, quando psicologicamente a gente sustenta essa nova mulher que veio se formando ao longo das décadas.
Separei um trecho que tem tudo a ver com o que eu faço por aqui; esse ato de registrar vida e pensamento. "O ofício de perguntar, o ofício de contar histórias, o ofício de ocupar as mãos - todos esses representam a criação de algo, e esse algo é a alma. Sempre que alimentamos a alma, ela garante a expansão".
Ciclistas

ALGUÉM QUER SUGERIR UM TEMA A SER TRATADO AQUI?
O DÉ sempre tenta me pautar com idéias inteligentes, mas tenho dificuldade de escrever - por prazer - com rótulos. A vida inteira estive dentro de redações, fazendo apuração sobre eventos ou a vida de outras pessoas. O que nem sempre é interessante... Pessoas são sempre curiosas (suas histórias e relatos), mas quando a sua missão é arrancar aquilo sobre o qual elas não gostariam de falar é bastante complicado. Uma arte.
Esse texto é papo com o leitor mesmo. Não quero produzir nada além do que se vê em letras e frases. E são essas mesmas letras e frases, que quando chegam de vocês, colaboram para dar colorido ao meu blog e à minha existência. Toda vez que a Joss, a quem considero uma pessoa super culta, salva uns minutos do seu dia para dar uma pedalada aqui eu penso: ohhhh! E o Bino? Sou fã do Bino, que me parece ser um homem de inteligência tranquila. Quando a Sah fica sem aparecer, acho que ela está fora de órbita, ficou cansada de mim. Se o Saulo não comenta, é como se o post nem existisse. O Luke sempre chega com frases que marcam. O Zé faz graça e a Bia Bug também - com mais frequência. Bia Bacana dá um alô sempre que pode. OX e CK são os meus fantasminhas camaradas preferidos! Onça chega e sabe se colocar. Val é sempre pontual, certeiro, inteligente. Dida conhece muitas particularidades. Past, outro grande poeta, e Nat (gravidinha) escrevem quando dá. AV, quando as palavras cruzam a tela e acertam o coração. Dani Lomba, quando quer brincar (tá sumida). J25 sumiu de vez (ou não?), mas é o ciclista que eu guardo com muito carinho! Foi fiel seguidor sempre e suas palavras me encorajavam a escrever sobre a vida, porque via resultados refletidos na vida dele. Minha Sambeira, vem jogar o charme quando o jornal deixa. A Lilica, sempre que mexo com ela. Jorge fala quando fica indignado. Suspiro quando quer derramar carinho. Quando A Vivi comenta é como se me dessem um presente (e eu adoro ganhar presente!). E a Fabi de Floripa?! Sei lá como me descobriu, mas daqui numca mais saiu. Que bom! Assim como a fofura da Pri Marinho (adotei com minha mascote). Fernando sempre chega pra me ensinar algo e eu fico fascinada com tamanha bagagem cultural. Deny é uma amiga da vida e das letras. Elma e Dali comentam por e-mail, mas deixam a sua marca. E veio a Barbara Russo e sumiu Vanessa e Chris. Mas tenho sempre a Ana Martins ao meu lado, mesmo sem nunca ter encontrado. Claudinho só pedala aqui, quando eu dou um PS lá. Michel vem na fase da saudade louca. Ana Raquel, que gosto tanto quando dá sinal de fumaça. Lali, Salcedo, Medina, Carla.G,Lívia, Sarinha tantos...(É claro que vou esquecer o nome de alguém, mas por favor, não quero choro e nem ranger de dentes!)
Esses são os nomes daqueles que participam com maior assiduidade nos comentários. Sei que o Jorge distribui o meu texto para uma lista de uns 10 nomes, que me seguem, mas nem entram na contabilidade. Nós somos muitos. Somos uma teia perfeita que a vida tratou de ir encadeando. E somos outros, tantos outros mais, como a Lu, que me encontrou por acaso e descobriu que foi minha companheira na 1ª série do primário. Não vamos falar em datas... Desnecessário, não é mesmo? hahahha
Um blog construído também pelo carinho dos que por aqui deixam a sua marca. A minha preocupação é ser agradável a mim, claro, em primeiro lugar; mas também ter um conteúdo interessante para quem lê. E para você que me lê, sem travas, preconceitos, malícias bobas e puritanismos sem sentido racional: muito obrigada!
9.9.09
Jóia

Como jóia rara
Que precisa ser lapidada
Como a chama que precisa
De combustível
E o palhaço de nascer sensível
Como histórias que precisam
De uma fada
Sou uma mulher
Preciso ser amada
Como uma criança
Que precisa ser mimada
Como a fama que precisa
De um artista
E o herói de uma grande conquista
Como jóia que precisa ser notada
Sou uma mulher
Preciso ser amada -
(Roberto & Erasmo)
8.9.09
Sua Voz
Essa voz interior
Tão cheia de certeza
Nas minhas incertezas
Tão cheia de crítica
Cítrica
Ácida
Nítida
Você tem um olhar de esperança
Como quem diz:
"Quem espera sempre alcança"
Como quem diz:
"Ainda há asas para voar"
Para sonhar
Para acreditar
Para ousar
Somos tão desatentos
Nessa nossa atenção
Somos tão aventureiros
Nessa busca por ação
Somos dois perdidos
Tentando se encontrar
Há uma estrada à frente
Pronta a nos desafiar
Sua voz acalma
O meu grito interior
Sua voz interna suaviza
O meu interior
Seu olhar me ensina
Novos caminhos a andar
Não preciso de guia
Se o melhor é partilhar.
(Bia Amorim)
7.9.09
Eu quero Seu Tuzinho

"Na festa chegou Seu Pedro que ela chama de Pedroca / Depois chegou seu Norberto que ela chama de Nonoca / Depois chegou seu Jose que ela chama de Zezinho / Quando Seu Arthur chegou a menina falou: Eu quero Seu Tuzinho"
Trecho da música que a Dani Winits canta com o Luís Fernando Guimarães em Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas.
O filme é imperdível. Ri de chorar do começo ao fim!
Meu coração não é Rio

Se um dia
Meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração tem manias de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar
Porém, ai porém
Há um caso diferente
Que marcou um breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em novo amor
Quando alguém que não me
Lembro anunciou
Portela, Portela
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou
Ai, minha Portela
Quando vi você passar
Senti meu coração apressado
Todo meu corpo tomado
A alegria de voltar
Não posso definir aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar
Foi um rio que passou em
Minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio que passou em
Minha vida
E meu coração se deixou levar
6.9.09
Vender Sonhos
Aprendi que quando Vendemos um Sonho a alguém, a gente oferece a chance da pessoa ter vírgulas ao invés de pontos finais. Amei essa metáfora. E foi por ela que percebi, que eu, mesmo precisando Vender Sonhos por essência, para encontrar um sentido em mim que seja suficiente à minha formação, preciso comprar os meus sonhos - ou redescobri-los ou resgatá-los de um inferno existencial. Me falta esse combustível onírico... Com ele produziria mais sorrisos e trocaria mais amor. Com ele me daria mais valor e saberia aplicar em fundos de esperança tantos talentos que a vida me forneceu.
Há uma sensibilidade enorme colada à minh'alma. Não é fraqueza, mas franqueza. Sou o termômetro do mundo. Do meu mundo. De tudo o que está à minha volta. Sinto diferente, de forma mais intensa. Sinto que preciso de sonhos e novas realizações. Sinto que preciso do desafio de vender sonhos. Quem quer?
Think!
MUITO PERDIDA EM PENSAMENTOS...
NUM ABANDONO SEM RAZÃO.
VOU ALI FAZER OUTRA COISA.
QUERO PARAR COM IDÉIAS FIXAS!
ELAS APERTAM O CORAÇÃO.
VIVER SERIA TÃO MELHOR SE A GENTE ABRAÇASSE A SIMPLICIDADE.
Cada Nome...
Cravado.
Não estou para poesia.
Não estou para textos elaborados.
Resolvi fazer um post-curiosidade.
Essa semana visitei uma redação e dei de cara com uma matéria da modelo Alessandra Ambrósio com a sua filha - fofíssima - Anja.
Um nome diferente esse, não?! Principalmente porque Anja faz sentido na tradução para o português (ela é modelo internacional).
Depois fui percebendo que é mania internaciol colocar nome diferente nos filhos. Será que é para não correr o risco de aparecer um repetido? Achei a lista curiosíssima! São, às vezes, dois e até três nomes para identificar um bebê! Uns nos parecem mais comuns, outros são exóticos e ainda há os que são só diferentes mesmo (Nacional e Internacional).
Essa lista vai crescer. Adoro uma curiosidade e vou acrescentando nomes, à medida que for vendo e lembrando, para saciar o meu prazer por listas...
Adriana Alves – Levi
Alessandra Ambrósio – Anja
Angélica – Joaquim e Benício
Angelina Jolie – Shiloh Nouvel, Zahara Marley, Knox Leon, Maddox, Vivienne Marcheline, Pax Tien,
Britney Spears - Sean Preston e Jayden James
Danielle Winits – Noah
Gwen Stefani -
Gwyneth Paltrow - Apple Blythe Alison e Moses Bruce Anthony
Heidi Klum - Leni, Henry e Johan
Jennifer Garner – Violet e Seraphina
Jennifer Lopez – Max e Emme
Jéssica Alba - Honor Marie
Julia Roberts - Hazel Patricia e Phinnaeus Walter, Henry Daniel
Kate Holmes – Suri
Madonna – Lourdes Maria e Rocco
Michelle Willians – Matilda
Nicole Kidman – Sunday Rose
Nicole Richie -
Sarah Jessica Parker - James, Marion Loretta Elwell e Tabitha Hodge
Suzy Rêgo - Mássimo e Marco
Victoria Beckham – Cruz, Romeo e Brooklyn
Xuxa – Sasha
***
Update:
Nicholas Cage - Kal-El
4.9.09
Danuza
Quase não escrevo lá (também confesso que acho a vida instantânea dos outros mais divertida que a minha)... Mas ando lendo muita coisa e descobrindo verdadeiros achados, que poderiam facilmente passar batido por mim.
Um exemplo é esse texto da Danuza Leão (dica da minha coleguinha jornalista Laís), retirado das páginas da revista Claudia. Achei que o que ela diz aqui, vai de encontro com o que eu escrevi sobre a tristeza, dias atrás. Ah, e eu confesso mais uma coisa: eu choroooooooooo! Sou uma margarina light derretida!
Como era bom chorar
Danuza Leão
Há quanto tempo você não chora um choro daqueles bem bons? Alguns anos, e não por falta de razões. Houve uma época em que se ia ao cinema e bastava aparecer uma criança castigada pelo destino e nossos olhos se enchiam de lágrimas. E se chorava também quando o final do filme era feliz, quando era infeliz; e se ia para o banheiro aos prantos quando na festa o homem que a gente achava que amava dançava com outra. Aliás, há quanto tempo você não chora nem por alguma injustiça ou maldade que fizeram com você? Ou vai dizer que a vida só faz te tratar bem?
Aprendemos a “segurar” quando levamos uma rasteira, sofremos a deslealdade de um amigo ou a traição do namorado, fingindo que a vida é assim mesmo, para dar uma de forte. Depois dos 35, não se chora nem quando se quebra a perna. Aprendemos a conter nossas emoções. Como os homens não choram, nós, mulheres, resolvemos nos igualar a eles, ficando tão duras quanto achamos que um homem deve ser – e alguns nem são.
Houve um tempo em que bastava que as mulheres chorassem para conseguir o que queriam – ah, bons tempos aqueles... Hoje, se uma mulher deixar transparecer alguma dor, mesmo que ele esteja fazendo as malas para deixá-la, o mínimo que vai acontecer é ficar falando sozinha. Homens costumam ter pavor a mulheres que se comportam como mulheres, a não ser naquela hora – aquela. Ou você nunca ouviu a frase “Ah, não vai agora dar uma de apaixonada”? Que vida!
O que um homem espera de uma mulher? Que ela seja quase como um homem, que entenda de economia, de política internacional, que se transforme em surfista, tenista ou golfista – segundo as inclinações dele, claro –, que tenha opinião sobre a seleção, seja independente financeiramente, e tão bonita quanto Fanny Ardant, tão feminina quanto Jacqueline Bisset, tão boa mãe quanto foi a dele, mas que na hora certa vire uma louca desvairada de desejo – por ele, claro. Simples, não?
Eles não sabem o que estão perdendo. Se tivessem um pouquinho mais de sabedoria, perceberiam que não há nada melhor do que um bom aconchego durante e depois de uma crise de choro. É preciso que as mulheres às vezes chorem, ou nunca poderão deitar a cabeça num ombro masculino, que é tão bom. Se ninguém mostra suas fraquezas, nenhuma relação pode existir, seja ela de amizade ou de amor – paixão é outra coisa. E as mulheres às vezes precisam de quem as console, só que os homens não sabem, já que elas não choram mais...
3.9.09

Conheço muita gente que curte também.
Tem outros que continuam achando que eu escrevo muito!
So what?!
Tem gente que curte ficar tirando cravo e espinha do namorado em público.
Eu vou falar o que?
Tem homem que coça o saco na rua!
Tem mulher que não depila (ou raspa) a axila e sai de vestido de alcinha.
Tem gente que não dá descarga!
Tem gente que gasta milhões em plástica e não resolve o problema de bafo.
Tem gente que não come carne. Tem gente que come.
E eu com isso?
E você com isso?
So what?!
It Is

Sabem o post Balanço? Fiz depois de uma noite muito especial. Não falei dela naquele texto, mas falarei aqui. Eu tenho um grupo de amigos roteiristas que se encontram uma vez por mês. Não, ainda não se trata de nada relativo a uma nova carreira (ainda)... BUT... A gente deixou que o business nos transformasse em amigos-família. São encontros regados a amor e muita criatividade. Sem drogas ou álcool, antes que algum engraçadinho venha colocar o assunto na roda, fazemos das nossas noites momentos de êxtase e pura alegria. Nunca imaginei viver uma coisa dessa: ficar embriagada de sorrisos. Não gargalhadas, o que também é muito bom, mas daquele sorriso sem motivo aparente (não o que a gente dá para o nosso amor, mas aquele que tem amor).
No fim da noite, fui para a cozinha com a Deny, que queria fumar. Eu não fumo, detesto. Mas os fumantes curtem a minha companhia e como eu gosto de um papinho face to face, o momento é certo! Ali falamos de amizade, da manifestação de tal sentimento; da maneira como olhamos o ser humano com bondade e boa vontade; dos desejos de se ter e viver apenas aquilo que é suficiente para gerar contentamento; de laços que a vida nos dá, sem nem mesmo a gente imaginar que vai haver presente...
No dia seguinte, a Deny escreveu sobre todo o encontro. Não o nosso em particular. E me chamou no MSN. E de um bate-papo que parecia tão distante - fisicamente - ela me vem com um texto desse de presente (O Delírio da Bruxa):
SOLIDÃO ACOMPANHADA
Bibi, Quando você me conta que lê almas e me diz que quando eu escrevo do amor, é porque preciso me libertar do amor que recebo, até de mim mesma... Quando me diz que devo desembrulhar os meus sentimentos, laço por laço... Eu me sinto bem menos sozinha nos caminhos do coração. Fernando Pessoa tem uma frase linda que diz: “Ser poeta não é uma ambição minha, é a minha maneira de estar sozinho”. Sinto isso, mas quando ouço suas palavras, estou acompanhada nessa jornada do coração.
Tocar o coração de alguém com palavras faladas ou escritas é algo que não tem preço. Mudar a dinâmica da vida de uma pessoa com o bom perfume da sua presença é mais incrível para o plano emocional que ganhar na loteria. Não posso ser outra, que não eu mesma. Eu gosto de fazer o bem, embora nem sempre consiga fazer o que é bom.
Direito de Estar Triste

Muitos queridos me escreveram devido ao post anterior. Fato que eu adoro, claro. Quem é que não gosta de carinho nessa vida? Só louco... Aliás, até no peito dos loucos "também bate um coração". E o meu vai batendo no compasso da existência. Tento não mentir para os outros e principalmente evito não ser leal comigo mesma. Muitos acreditam que mostrar sentimentos é sinal de fraqueza. Eu já acho justamente o contrário: se revelar requer uma força enorme. Ser quem você é, sem medos, sem travas, exige que você se aceite muito bem e não tenha medo de aplausos e vaias. Eles sempre existem. Seja você sincero ou um substrato de si mesmo idealizado. Ser forte é ser inteiro.
Estou lendo um novo livro. Sim, mais um! Chama-se "O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos". Obviamente estou citando aqui, porque uma das frases veio a existir como realidade para mim: "Cada ser humano tem seus motivos para desabar. A vida é cíclica. Não há gigante e nem heróis que durem para sempre. Cada ser humano tem os seus motivos para chorar; uns com lágrimas úmidas, outros com lágrimas abrigadas dos olhares sociais". Assim sendo, ficar triste e ficar feliz é parte nossa. Indizível. Somos cíclicos e temos que dar vazão a esses sentimentos... Se trancados dos olhares sociais, viram angústias existenciais. Essas, queridos, uma pedra no sapato complicada de ser retirada.
Podemos ficar tristes sim, temos esse direito sagrado (se não está garantido em lei, está escrito na Bíblia, então vale)! O que a gente não pode é deixar-se levar pelas tristezas, porque elas se transformam em mágoas, em depressão. A nossa sociedade nos vende o arquétipo da felicidade instantânea (programetes de humor na TV, no rádio, no youtube, correntes por e-mail), pior, porém, é quando esse arquétipo assume ares de necessário, de parte integrante dos seres de sucesso e começam a nos vender a "alegria" em forma de pílulas. O que se vê? Mais gente triste (não sou contra as pílulas da alegria, quando ministradas de forma correta, honesta, coerente, especializada).
Precisamos nos humanizar. Precisamos tentar respeitar ciclos, mas estarmos atentos, por que a tristeza ali do lado pode ser apenas falta de carinho, de conforto e acolhimento. Quantos abraços você deu essa semana? Em quantas pessoas passou a mão no rosto, fez um afago ou uma massagem? Quantas vibrações positivas você mandou por e-mail, desejando amor e alegria (da forma que for) a quem te faz bem? Eu também estou atrás de sonhos...
2.9.09
Balanço

Já disse. Repito: gosto de celebrar pequenas coisas. Acho que esse hábito torna a vida até mais interessante. Agora, por exemplo, tô aqui feliz de ver que o BibideBicicleta passou dos 19 mil acessos desde que eu comecei a contar, em fevereiro desse ano. Parece bobagem, mas não penso assim. O que me vem à mente é que as sementes das minhas idéias andam sendo espalhadas por aí. E quando o que transformo em texto frutifica, as pessoas voltam...
E assim vou me encaminhando para os 20 mil acessos (adoro números redondos) e estou muito perto dos 800 posts. Tudo bem, não estou fazendo força para entrar para o Guiness Book (ser o melhor em alguma coisa é muito chato. Eu acho!)... Mas isso tudo acaba se tratando de uma vitória pessoal, celebrada com os meus Ciclistas. Acho digno.
Quero um dia voltar no tempo e rever esse caminho. Confesso: ainda não tive coragem! Volto periodicamente aos primeiros posts e... Dali não costumo passar. Sou tão outra. Somos todos tão diferentes agora. Parte do mistério da vida.
Queria poder com as minhas palavras te fazer feliz. Queria poder espalhar alegria e contentamento pelo caminho e ser muito mais certeza, que dúvida. Tudo, no entanto, é instável. E assim nos formamos, tão cheios de dúvidas e certezas vis. Queria poder fazer a diferença. E posso, mas só 50% dela; já que o percentual restante depende de outra pessoa. A minha parte faço em palavras e queria poder ter letras que curam, que animam, que elevam a alma, que buscam o que há de melhor escondido, que esquentam como um bom solzinho no inverno. Assim vou tecendo uma teia de sentimentos e descubro que sou amor, sou saudade e sou conforto também.
1.9.09
Oncinha

Ter amigos é tão bom quanto nuvens, sorrisos, abraços. Pelo menos essas foram as três primeiras coisas que pensei quando olhei a Onça se aproximar, domingo. Ela foi me ver cantar. E ter esse ponto referêncial no meio de um grande mar de cabeças, onde a maioria vocês desconhece, é saber-se em um porto seguro. Minha amiga.
Ontem eu liguei para ela. Disse: "a gente anda muito quieta. Há tempos que não falo de você lá no BibideBicicleta!". Ela: "quietas? Você e eu? haha". Mas estamos sim, o que não quer dizer que a nossa convivência tenha diminuído. Cada uma sabe como e quando pode contar com a outra - também sabemos o que irrita e o que consola.
Conto com a minha Onça sempre. Até quando me faltam palavras. E resolvi escrever sobre ela, justamente devido a palavras lidas. Um amigo em comum fez um blog e falou sobre companheirismo. Da importância de se ter por perto alguém com quem você conversaria horas e horas e nem notaria o tempo passar. Ainda bem que a gente não briga, porque ela briga com muita gente (hehehe), inclusive quando eu preciso que briguem por mim.
Tenho algumas pessoas companheiras nessa vida, com as quais posso falar tudo e de tudo, e a gente nem vê o tempo passar. São elos que o tempo fortalece e as palavras ofertam substância sólida.
Sábado ouvi um segredo e antes dele ser proferido, veio a frase: "vou te contar, porque você é daquelas pessoas que a gente conta nos dedos e cabem apenas em uma mão". Não era nada trágico, misterioso, fantástico, de outro mundo. Era apenas uma coisa que está para acontecer e que precisa ter seu tempo de gestação, antes de nascer. Confiança é um trato que gestos estabelecem mais que palavras.
Tenho uma amiga da época de escola que voltou para a minha vida. Tá grávida, me contou. E mesmo tendo passado quase 10 anos sem vê-la, nosso reencontro teve o mesmo sabor de antes. Conversa + Confiança + Companheirismo. Substâncias presentes na receita da felicidade. pode apostar.



