Quando
você libera/disponibiliza seu coração a amar alguém... Esse amor pode
vir fazer sim diferença ao ser amado. Mas quando você abre espaços para
amar deliberadamente alguém, sem condições, sem o se, sem as travas que
nos aprisionam em labirintos escuros da alma, sem medo... Esse amor vai
fazer ainda mais diferença na vida do ser amado ou ele nem pode notar;
ou ele pode nem perceber o quanto; ou ele pode apenas imaginar... Mas
quando você ama sem condições, você muda a si mesmo. Você colore a sua
alma com tons inimagináveis. Você muda por dentro e muda o rumo das
coisas por fora. Sem grandes esforços, sem movimentos perceptíveis, mas
com consequências certas e sinceras. Justas. Quando você e não pede para
ser amado em retribuição, quando você ama voluntariamente, sem esforço,
sem expectativas... E como o ato da respiração, que enche nosso corpo
de vida. Retribuição? Quem espera por retribuição está colocando algum
tipo de valor ao amor. Amor ofertado se espalha, transcende, derruba as
barreiras da alma, corrobora certezas, valores, atitudes... Somos seres
relacionais sim. Mas somos seres forjados em forma de amor. O que talvez
nos estrage seja a incorreta percepção de que merecemos algo idealizado
em troca. Quando o amor, ele próprio encontra seus meios, não as nossas
divagações, esperanças e confianças em hipóteses que não se sustentam
em si mesmas. E o amor é como aquela onda que te invade, te surpreende,
te remove da inércia. Não falo do eros, do ágape, do fileo... Falo do
amor que deu forma a significação dentro de cada um. A essência. Amor em
essência nos escapa. Amor em essência nos reconstrói.
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