10.3.11

Freud delivery


Eu fico encantada com as pessoas que se inserem totalmente nas questões da modernidade. Desde aquelas que sabem sobre os últimos lançamentos da tecnologia em hardware e software até aquelas que estão ligadas nos últimos lançamentos estéticos, cremes, massagens, produtos que fazem uso da tecnologia a serviço do bem. E, claro, os serviços, que me deixam em estado festivo quando surgem para facilitar a vida sem complicar o "modus operandi". Sim, porque a minha questão é toda essa: modo de usar. Tenho dificuldade em partir para usar, mas uma vez que alguém me ensina, não volto atrás.

Esse preâmbulo todo é para fazer uma confissão, de certa forma, desconcertante. Se eu disser para vocês que eu nunca vi um i-Pad na minha frente seria muito menos "vergonhoso" que dizer que tenho um i-pod há 4 anos e NUNCA o usei (por achar complicado). Amigo meu colocou umas músicas e eu fiquei na set list dele forever! Não sei nem como colocar canções no bichinho. Eu acho manuais complicadíssimos e eu faria uma revolução se me deixassem fazer textos divertidos explicando as coisas para os usuários...

Tem duas (ou três) semanas que finalmente troquei meu aparelho de celular. O tijolão ainda era do sistema CDMA, ou seja, nunca havia sequer entrado na era do chip.  Ainda fico olhando o meu "brinquedinho" com muita desconfiança e metade das possibilidades dele nem me passa pela cabeça. Pelo menos sei ligar, mandar mensagem e olhar email. O repertório é bem básico, mas utilitário, certo? Fico impressionada com os consumistas que mudam de celular a cada "estação". Ainda estou tomando um banho para atualizar a agenda. Sim, porque o antigo não faz isso automaticamente para mim (grrrrrr). Estou a me perguntar, de repente, se não ficarei como a minha Mãe, que bate papo com os aparelhos, esperando por uma dica de que botão apertar (affe!).

E essa semana, finalmente, me aconteceu algo bem bacana, que fez bater mais rápido o meu coração que habita a zona suburbana da modernidade. Mais uma confissão escandalosa: eu NUNCA fiz compras pela internet. E tenho até que falar isso baixinho, porque certas pessoas consideram o fato tão absurdo, quanto chegar em meio a uma roda de adolescentes e se confessar BVL (boca virgem de língua). A coisa anda numa velocidade, que com 10 anos você já tem que ter beijado para ser socialmente aceito com status. Mas, vejam vocês, estou eu aqui dizendo que sou virgem em relação às compras pela internet (não dei um tapinha nem nas passagens aéreas, meu povo).

Porém, essa semana celebrei esse fato novo na minha vida. Tive um encontro com a minha grande amiga escritora, Cecil, há cerca de duas semanas. Conversamos e ela começou a apostar na minha formação intelectual, percebendo o que poderia me guiar para um outro nível no mundo das letras. De presente, ela mandou dois livros pra mim comprados pelo Submarino (ui ui ui - alegria suburbana moderna)! Que coisa boa receber pelo correio aqueles pacotes de cor azul, como se fossem as antigas cartas ou mensagens com brasão da realeza! Sensacional receber Freud da internet pelo correio. Os avanços da modernidade não aposentaram- ainda - nem os livros e muito menos os correios, que pareciam correr sérios riscos.

Veja bem: não sou avessa à modernidade. Pelo contrário, o conhecimento me encanta sobremaneira. Mas gosto de fazer pequenas descobertas e viver a energia do mudar dos tempos, no meu tempo, que me parece ser um pouquinho mais lento que a força inexorável dos acontecimentos. E dessa forma, o que para muitos já é uma coisa banal, a mima ainda encanta. Não busco novidade para sobreviver (tem gente que se viciou nisso, infelizmente), mas vivo as novidades dos tempos saboreando os momentos como grandes descobertas pessoais. Freud delivery com cartão personalizado de Feliz Aniversário foi uma bela surpresa!

6 comentários:

Leopoldo E. Arnold disse...

Bibi, é sempre bom ler as tuas crônicas. Ainda no assunto de modernidade, acredita que não consigo acabar os textos no meu note book? Pois é, sempre na reta final, na hora de definir o texto, “de cortar as arestas e fazer a pintura”, preciso do computador “trambolhão”, aquele que ocupa quase metade da minha mesa. Cada um com suas manias...
Grande abraço!
Leopoldo E. Arnold

Bibi disse...

hahahahahha. Eu também tenho mais facilidade para fazer os textos no "trambolhão", embora use o netbook para muitas coisas. Será hábito? Sei lá... Com a profissão que tenho, isso não devria existir :)
Bj e bom dia

Ingrid disse...

Bibi, lindona! Antes de tudo, PARAbÉNS!!! Q Deus abençoe muitíssimo a sua vida!!

Agora comentando seu post, lá vai uma dica: Continue alheia às compras pela internet, tampe seus ouvidos e olhos para estas coisas!! Eu gasto meu salário inteiro sem sair de casa com essa modernidade! É viciante e desesperador! Fuja enquanto há tempo!!!!
Beijos! Gui.

Bibi disse...

Gui: amiga minha virou sereia de tanto entrar no Peixe Urbano! Não quero isso para mim não!

Anônimo disse...

que voce era um pouco do mundo das cavernas eu já tinha percebido, não só com compras...né?
Mas seus textos são sempre tão renovadores e infiltradores. "supimpa"
anonimous

Bibi disse...

Putz! O que você quis dizer com "eu ser do mundo das cavernas"???????????