4.9.09

Danuza

Tá legal, eu confesso: não resisti e fui bisbilhotar o Twitter dos outros (e olhada no Twitter dos outros não é refresco, já que eu batia no peito contra a novidade que não me fazia sentido).

Quase não escrevo lá (também confesso que acho a vida instantânea dos outros mais divertida que a minha)... Mas ando lendo muita coisa e descobrindo verdadeiros achados, que poderiam facilmente passar batido por mim.

Um exemplo é esse texto da Danuza Leão (dica da minha coleguinha jornalista Laís), retirado das páginas da revista Claudia. Achei que o que ela diz aqui, vai de encontro com o que eu escrevi sobre a tristeza, dias atrás. Ah, e eu confesso mais uma coisa: eu choroooooooooo! Sou uma margarina light derretida!

Como era bom chorar

Danuza Leão

Há quanto tempo você não chora um choro daqueles bem bons? Alguns anos, e não por falta de razões. Houve uma época em que se ia ao cinema e bastava aparecer uma criança castigada pelo destino e nossos olhos se enchiam de lágrimas. E se chorava também quando o final do filme era feliz, quando era infeliz; e se ia para o banheiro aos prantos quando na festa o homem que a gente achava que amava dançava com outra. Aliás, há quanto tempo você não chora nem por alguma injustiça ou maldade que fizeram com você? Ou vai dizer que a vida só faz te tratar bem?

Aprendemos a “segurar” quando levamos uma rasteira, sofremos a deslealdade de um amigo ou a traição do namorado, fingindo que a vida é assim mesmo, para dar uma de forte. Depois dos 35, não se chora nem quando se quebra a perna. Aprendemos a conter nossas emoções. Como os homens não choram, nós, mulheres, resolvemos nos igualar a eles, ficando tão duras quanto achamos que um homem deve ser – e alguns nem são.

Houve um tempo em que bastava que as mulheres chorassem para conseguir o que queriam – ah, bons tempos aqueles... Hoje, se uma mulher deixar transparecer alguma dor, mesmo que ele esteja fazendo as malas para deixá-la, o mínimo que vai acontecer é ficar falando sozinha. Homens costumam ter pavor a mulheres que se comportam como mulheres, a não ser naquela hora – aquela. Ou você nunca ouviu a frase “Ah, não vai agora dar uma de apaixonada”? Que vida!

O que um homem espera de uma mulher? Que ela seja quase como um homem, que entenda de economia, de política internacional, que se transforme em surfista, tenista ou golfista – segundo as inclinações dele, claro –, que tenha opinião sobre a seleção, seja independente financeiramente, e tão bonita quanto Fanny Ardant, tão feminina quanto Jacqueline Bisset, tão boa mãe quanto foi a dele, mas que na hora certa vire uma louca desvairada de desejo – por ele, claro. Simples, não?

Eles não sabem o que estão perdendo. Se tivessem um pouquinho mais de sabedoria, perceberiam que não há nada melhor do que um bom aconchego durante e depois de uma crise de choro. É preciso que as mulheres às vezes chorem, ou nunca poderão deitar a cabeça num ombro masculino, que é tão bom. Se ninguém mostra suas fraquezas, nenhuma relação pode existir, seja ela de amizade ou de amor – paixão é outra coisa. E as mulheres às vezes precisam de quem as console, só que os homens não sabem, já que elas não choram mais...

4 comentários:

Vivi disse...

Chorar é coisa que faço bem... mas rir tb, aí compensa

Dida disse...

me bisbilhota tb no twitter!!! olha q carente...rsrs...@didasampaio...

ps: choro mto..meu travesseiro é q sabe...

Bia Bug disse...

Eu choro. :) Pergunta só pro Franitos pra vc ver...hehehe

Bibi disse...

Amigas emotivas antes dos 35! Mas acho que sempre seremos assim!