15.7.11

Aventuras de Rubi - Fer

Gosto muito da palavra amor. Um sentimento que faz sorrir invariavelmente, mas também faz sofrer eventualmente. Gosto de associar a palavra não só ao amor esteriotipado (e divulgado) ou ao amor entre pessoas do mesmo sangue (mais lógico), mas também aquele que surge entre pessoas que não tem a menor ligação à princípio, mas que o descobrem e o desenvolvem à partir de algum tipo de afinidade.


Desde que iniciei o BibideBicicleta tenho experimentado e desenvolvido, com frequência, novas nuances desse amor descoberto nas entrelinhas da afinidade. Tenho a honra de ser lida por pessoas de muitos lugares. Cidades cujos nomes sequer havia escutado anteriormente e que agora fazem parte de um mapa afetivo. Com algumas troco palavras. Com outras, aprendo. Há algumas que me fazem companhia e aquecem o coração na beleza de um instante. E há aquelas com quem desenvolvo uma afinidade tão delicadamente profunda, inesperada e encantadora, que é como se nos conhecessemos há tempos. 


Dias velozes não necessariamente querem dizer tempos de sentimentos superficiais. Assim eu espero e a isso prezo. As letras trocadas despretensiosamente na internet podem acabar transformando a simples comunicação em afinidade e esta, "magicamente", nesse tipo de amor dos novos tempos. Um bem querer que vamos desvendando e aprendendo a desfrutar. Exemplo?  A história de como vim parar no assento numero 24 da janela de um avião, de onde escrevo essa crônica. 


Lá em baixo, a paisagem exibe o que para mim parecem apenas pedaços de um quebra-cabeças verde entrecortado por linhas que me de cima são belas rodovias terracota. Estou longe do chão. Só posso imaginar como seria a cidade lá em baixo. Essa é uma ótima alegoria para o que está para acontecer daqui há exatos 30 minutos...


Conheci a Fer através do blog. Trocamos posts, que viraram emails com as mais profundas revelações de cada lado do computador. Sei quem ela é de longe, mas sua figura ainda me é imaginada como se eu apenas a olhasse da janela do avião.  E quando ele pousar, vamos nos ver face a face. E aquilo que era apenas idealizado, como a cidade da janela, vai se tornar real. E assim, certamente, a consequência dessa nossa afinidade será uma espécie de amor. Este, dos novos tempos. E assim cheguei ao Maranhão.

13.7.11

As Aventuras de RuBi


Malas prontas. Parto certamente para mais uma aventura por esse mundão de meu Deus. A história começou antes mesmo da viagem se realizar (e como gosto disso!). Busco por um novo elo na minha vida através de quem fez esse encontro acontecer. Além de novas amizades e belas paisagens, por certo, gostaria de marcar um encontro comigo. Uma viagem ao íntimo em conjunto. Renascer das cinzas. Ouvir a voz de Deus no sussurro de um vento.

Se vou postar de lá? Não sei, mas torço a favor de uma bela conexão. Pra onde eu vou? Gosto de contar as histórias com as fotos para ilustrar. Essas serão "As Aventuras de RuBi". Como diria o saudoso locutor Lombardi, O Sombra do Silvio: "Aguardéammmm".

Deles


 "Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado. (...) Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (...) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações?" - O Amor Bom é Facinho de Ivan Martins para a sua coluna no site da Época.

trilha

Não gosto do Jorge "Vacilo", que para mim é um tipo genérico do Djavan.... Mas como gosto de letras, me v contextualizada nesse refrão, diante dos últimos acontecimentos. Se definir é chato, mas ter música para trilha sonora de um momento especial da vida, torna essa fração de tempo ainda mais especial.

Paralisa com seu olhar
Monalisa
Seu quase rir ilumina
Tudo ao redor minha vida
Ai de mim, me conduza
Junto a você ou me usa
Pro seu prazer, me fascina
Deusa com ar de menina

12.7.11

Bruno Gagliasso


Já trabalhei com o Bruno Gagliasso em um escritório que cuidava de celebridades. Antes disso, fiz uma entrevista muito gostosa com ele para a Revista Estilo de Vida. Foi um bate papo mesmo e no final ele me deu carona até um bar onde estavam minhas amigas. Eu mandei um torpedo: "estou chegando de carona com o Gagliasso". Ninguém acreditou. Não era, digamos, a zona mais nobre da zona nobre da cidade. Eu saltei e ele ficou me dando tchau pela janela.

Na época, lembro que ele já estava em luta com a balança. E resolvi postar essa foto que estampa a edição desse mês da TPM, justamente para mostrar que para qualquer objetivo é preciso perseverança. Minha endocrinologista diz que uma das coisas mais difíceis de se mudar são os hábitos. Verdade. Mas nada parece improvável quando se tem diante de si a vontade legítima e o destemor. Coragem... E a coragem com ousadia.

Vasculhando a internet, achei um pedaço da matéria feita em 2007 ou 2008. Já não lembro. Queria ter resgatado o texto todo, mas não consegui (e estava bem mais divertido que apenas esse começo). Era assim:

"Os olhos da cor do mar e o sorriso hipnótico são o acabamento perfeito da imagem de um sedutor. Mas para Bruno Gagliasso isso não é suficiente. Se ele pudesse, seria mais alto. Bruno não ligava muito para o que vestia até ficar amigo de um produtor que entende do assunto. "Não sei se a minha moda é o que está na moda", diz. Mas uma coisa é certa: o moço gosta de chapéu e usa o acessório independente do que digam. Também é adepto de xadrez, do jeans Diesel e de marcas como Ausländer, British Colony e Alexandre Herchcovitch. Também não sai de casa sem um cordão com pingente de caveira, que comprou na Natan. Atenção para o detalhe: ele odeia sapatos. Calça Dior ou All Star, tanto faz, contanto que seja tênis".

UP date: À época não pude contar, mas agora acho que posso: ele usava boxer preta e já exibia fios brancos pelo cabelo.

New Beatles



New Beatles. Não... Não tem um "s" sobrando e também não estou falando do fusquinha que se modernizou e se transformou em ícone xodó de muita gente, meu inclusive. Falo da nova/velha banda que está para se apresentar.
Os Jogos Olímpicos de Londres prometem reunir no mesmo palco Paul McCartney e Ringo Star, os dois Beatles ainda vivos, com os filhos de John Lennon e George Harrison. Achei a ideia genial, um saudosismo com sabor de novo. O melhor do antigo com o frescor do moderno. Mix interessante de gerações.

Foto: AP from Yahoo


Paul e Ringo estiveram juntos no mesmo palco pela última vez em 2010, quando o segundo comemorou 70 anos com um show. De lá para cá, algumas alfinetadas já foram trocadas, com Ringo dizendo que Paul se acha o único Beatle sobrevivente. Rusgas à parte, se a organização das Olímpíadas conseguirem o intento, será medalha de ouro para eles e para o público.

11.7.11

pensamento viaja


Eu tinha tanta coisa para escrever... 
Mas hoje eu só quis viver. 
E como foi bom.

10.7.11

Cenas de Domingo

Fonte: iG/ Reuters


L'Amour na Côte D'Azur: 
Nicolas Sarkozy (56) e Carla Bruni (43), grávidíssima e sempre linda.

Life is a Cabaret!


 "Those big black eyes wicked smile
That you flash as you walk through my door
Into my life...
...
From time to time I feel so blind
And there's still so much more left to do
Into my life...
...
I pick you up in my white car
I could fall ever so easily
Why you keep me hanging on
I'm waiting on you

Still, those big black eyes wicked smile
That you flash as you walk through my door
Into my life..."

Ouvi no rádio agorinha e me perguntei: "Is Man at Work singing for me?". E logo depois começa a tocar Complicated de Avril Livigne...

"Tell me
Why do you have to go and make things so complicated?
I see the way you're acting like you're somebody else,
It gets me frustrated.
And life's like this, you...
And you fall, and you crawl, and you break,
And you take what you get and you turn it into honesty.
You promised me I'll never going to find you fake it..."

Então eu penso que em certos segundos mágicos a vida nos mostra que pode ser um musical. Tantas histórias relacionadas, tantos momentos que nos voltam. Life is a Cabaret! 

Up Date: E bem na hora de apertar o botão publicar a mensagem, toca...

"A crueldade de que se é capaz
Deixar pra trás os corações partidos
Contra as armas do ciúme tão mortais
A submissão às vezes é um abrigo
Saber amar
Saber deixar alguém te amar
Há quem não veja a onda onde ela está
E nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio
Saber amar
Saber deixar alguém te amar
O amor te escapa entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O sol já vai se pôr no mar..."

Oh Deus!

9.7.11

O cérebro se tornou mais sexy que os músculos

Estava lendo reportagem na Revista Época, um especial chamado População. Na matéria "A Evoluão Humana Acelerou?", uma frase me saltou à vista, de tão coerente e interessante que achei. Daí o destaque no BibideBicicleta:

"Hoje, numa civilização tecnológica, o que conta é o cérebro. Qual mãe não sonha ter filhos inteligentes? Vivemos o primeiro momento na história em que o cérebro se tornou mais sexy que os músculos".

E eu, que sempre fui saudosista e achava que havia nascido no tempo errado; que a minha cultura, análise e gostos estavam ligados a um tempo que ficou no passado (quase uma memorabília), agora me encontro diante de uma realidade bastante futurista em relação aos meus gostos, anseios e o que sempre me seduziu. Homens inteligentes são sexys com propriedade (e em qualquer tempo), tendo a aparência da moda ou não, fazendo ou não a linha dos anseios da maioria, tendo tanquinho ou travesserinho na barriga. 

Já cheguei a pensar que teria que dizer à minha prole, se decidisse ser mãe ou tutora, que seria melhor treinar os músculos que o cérebro. Claro, isso foi uma febre de momento, tomada pela onda de culto ao corpo que me afogava diante das circunstâncias absurdas dentro de uma sociedade que empregava suas crenças e desejos em valores fúteis e com data marcada para terminar dentro da existência de cada um (sim, beleza passa e beleza over trabalhada vira um tipo de aberração).

Alexandre Cunha by Paul James Hay


Não acredito que a frase acima já seja uma realidade por completo. Mas fico muito feliz de sempre ter pensado assim. Já fazia parte da tal sociedade tecnológica, mesmo sem nunca achar que tivesse entrado nela com louvor, com razão, com vigor. Sou adepta do indispensável dos nossos tempos, mas gostaria de saber fazer muito mais que usar o word, a internet, as funções mais simples de um smartphone ou os comandos menos complexos da minha câmera digital. Devo ser old fashion...

Desabafo

Sábado: e eu num mau humor do cão...
Na torcida para que isso se reverta logo, logo.
Viver é mesmo para quem tem coragem. 
E mesmo aqueles que não a tem, estão ai na roda viva, lutando por um raio de sol.
Arco-íris, bolhas de sabão, sorriso de criança, montanha russa, praia quase deserta com sol, beijos e abraços. Coisas que me alegram, entre tantas outras.
Se eu pensar com força, talvez lembre de boas histórias. 
Talvez sorria. 
Talvez mande para longe a vontade de voltar para cama.
Mas eu sei que isso passa. Basta ter paciência.
Todos nós somos assim. Não é prerrogativa minha.
E estou aprendendo a lidar com cada uma das fases necessárias da vida.
Somos o que podemos ser. E temos todos os sentimentos do mundo dentro de nós.
Adubos e intepéries do nosso jardim.
Vamos crescer. Vamos florescer. Vamos viver. Vamos com fé.

8.7.11

Frase

"Meus pensamentos me esmagam. Gritam no silêncio da minha mente e nada dizem. E a tudo querem comunicar ao mesmo tempo, sem forma, sem classe. Confusos em meio à sopa dos acontecimentos. Costumava dizer que gostaria que criança fosse igual a controle remoto: viesse com as teclas ON, OFF e MUTE. Esse 'pensamento' também serve para certos 'pensamentos' disformes" - Bia Amorim

Enquanto isso, nas calçadas cariocas...

CRUZES!
Já existe no Google Maps um mapa com os bueiros que explodiram no Rio...
Isso está uma maravilha, não é não?
Melhor foi a ideia de colocar molas nas tampas dos bueiros para evitar que elas voassem...
Pra que resolver, se existe a opção de remendar, não é? A lei do mais fácil prevalece.

Só um teste



Pessoa está de férias e não tem nada para fazer de bom. Fui testar se a minha máquina fotográfica capta bem o som no módulo video. Como não queria mostrar a minha imagem antes do banho (vocês não merecem nem esse cabelo e nesse essa cara de além túmulo que estou exibindo desde terça-feira), focalizei qualquer coisa (que merda de rejunte é esse, né? Foi mal!). E como tive pena dos vizinhos, fui cantar no banheiro. Escuta baixinho, porque acho que exagerei e o som foi captado em potência! Este post será apagado em alguns dias... ou horas... ou minutos. Ou ele se autodestruirá em 5,4,3,2...

7.7.11



News

A última matéria que fiz (até agora, heim!?) no ar:


Por ai

Li hoje um fato interessante: 
"A única pessoa que não conseguiu matar Odete Roitman foi a atriz Beatriz Segal". hahahahaha Verdade... 
Vai falar dessa personagem com ela?!!

Abraça

6.7.11

Deles






"A vida não é pubis de prostituta barata, mas sempre tem um chato aporrinhando!" - O Carioca em Mulheres 7 X 7

Delas

 
"Fé não é a ausência de dúvidas, mas a presença de certezas melhores e suficientes..." - Joseli Dias


Os livros e a vida



"Tudo está em deixar amadurecer e então dar à luz. Deixar cada impressão, cada semente de um sentimento germinar por completo dentro de si, na escuridão do indizível e do inconsciente, em um ponto inalcansável para o próprio entendimento, e esperar com profunda humildade e paciência a hora do nascimento de uma nova clareza..." [Cartas a Um Jovem Poeta de Rainer Maria Rilke] 
- Li hoje no livro que carrego na bolsa. 

"Quando choramos verdadeiramente uma dor do coração, estamos tristes, mas crescendo." [Amar Pode Dar Certo de Eliana Bittencourt Dumêt e Roberto Shinyashiki] 
- Li ontem no meu livro da cabeceira antes de dormir.  

Não acredito no acaso do acaso.
Eu sei que não deu certo.
Não da forma linear, como se espera nas histórias contadas através dos tempos.
Deu certo do nosso jeito. 
Quase perfeito na beleza de um instante.
Agora sei que posso amar outra vez. 
E que posso e mereço ser amada por alguém incrível.
Achava que não conseguiria me livrar do peso da dor de um passado de abandono.
Mas ele me mostrou que eu estava errada.
O lance é que esse alguém tinha que ser muito especial.
E conseguir transcender  a noção de tempo e espaço.

5.7.11

Quero que passe


Terça-feira chuvosa no Rio. 
Terça-feira chorosa e com frio. 
Um Rio de lágrimas a fio.

4.7.11

Humor

Foto do iG
Queria saber fazer aquela inserção de balõezinhos, porque essa foto merecia vários tipos de diálos imaginários... Criatividade não me falta, mas me falta a técnica. #Humor

a poesia por trás da melodia

Minha amiga Diana postou um pedacinho dessa música no Facebook dela e confesso - até então - não ter prestado atenção na letra, tão intensa, tão poética, tão dilacerante. Achava o refrão chato, então "esnobava" a letra, deixei passar a poesia por trás da melodia. E eis um trecho do belo canto:

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração..."



2.7.11

Frase



"... E quando o amanhã chegar, já seremos eu e você"
- Bia Amorim


Soltas


E a minha Mãe estava reclamando da falta de histórias no BibideBicicleta. Agora "guenta".

***
Outro dia descobri que a cidade de Inguchétia fica no norte do Cálcazo. Quem mais me faria pesquisar isso? A personagem da notinha de cima. Impressionante que ela não sabe onde fica Ipanema (um dos mais famosos bairros cariocas), mas me sai com essa de querer saber da Inguchétia...

***
Saulo essa semana desafios meus parcos conhecimentos domésticos. "Foi-se o tempo em que eu ia ao Makro e comprava um amarrado de creolina". Oe?

***
Então falei que voltaria do feriado com histórias para contar não é? Não deu. Não que não as tenha vivido... Mas é o tipo de viver para dentro. Para o lado de dentro. Esse 2011 tem sido um ano fantástico para mim e tenho tantas coisas para agradecer a Deus, que só caberiam em uma lista. Essa viagem foi mais um item para ela. Uma espécie de viagem ao útero "paterno". Cerca de 40 pessoas em uma só sintonia, um só amor, uma só família.

Escrevi para eles:

"Bom saber que a gente quer se ver, "se estar" sempre. Creio que palavras ainda não foram inventadas para dar real significado à familia. Tão diferentes, mas tão semelhantes. Um encontro nas diferenças. Um núcleo onde o amor transborda. Um círculo de confiança no qual há espaço para os que não possuem o mesmo DNA no sistema, mas faz parte do DNA da alma, do coração. E nunca sai".

Mas quem resumiu melhor, foi meu primo MC, um cara multitalentoso:

"Contam uma verdade que num reino distante cercado por uma linda lagoa dourada residia um belo casal que a todos encantava. Reino mágico, onde o amor não é o feitiço, mas sim o encanto. Em cada canto, um recanto. Em cada olhar, um sorriso. Em cada abraço, um afeto. Neste reino de afetividade só entrava quem trouxesse consigo a sua própria felicidade. Cada um levava a sua estrela e o seu dom de ser capaz de ser feliz! Assim sendo, ninguém brigava pelo brilho alheio, porque neste reino um mais um é sempre mais que dois. E todos juntos brilhavam muito mais!"


***
Hoje morreu o Itamar Franco. Muito se falou sobre ele ao longo da história. Pouco se disse. Gostei da análise feita pelo Luciano Suassuna em seu blog.

Minha Mãe conheceu o Itamar Franco. "Conheci quando ele era novinho e estava na faculdade. Usava sempre o mesmo paletó marrom". Sei... A surpresa é que para mim, o Itamar já tinha nascido velho. Não consigo sequer imaginar a imagem dele como um "rapazola garboso".





inspirar pessoas e transformar vidas

FOTO: LÉO RAMOS 

Adoro quando leitores deixam suas pedaladas aqui no BibideBicicleta. Melhor ainda, quando elas me inspiram a fazer um post. Isso aconteceu com um recadinho que a Sintia me deixou antes do feriado. E fiquei por dias pensando nele, até que uma coisa foi levando à outra... E eu estou aqui escrevendo.



Sintia: “Oi Bibi! Pois é, as tão esperadas férias estão a caminho. Merecida aos estudantes. Está em meus projetos para esse próximo semestre começar uma graduação. Quando leio seus relatos do cotidiano na faculdade, fico bem animada. É bem diversificado esse mundo estudantil, mas com um propósito em comum...”.

Quando eu estava na fase escolar, tinha o hábito de chegar no portão da escola no último dia do ano letivo e gritar: fériaaaaaasss! Fiz isso até o segundo grau (não aprendi as novas nomenclaturas. Deixa eu ser saudosista), excetuando-se o último ano, quando eu gritei: “acabou”, sem grande entusiasmo.


Entrei no assunto, porque antes do feriado vi um grupo de meninas novinhas reproduzindo aquela minha espécie de grito primal: féeeeeerias. Férias na faculdade é diferente. Eu acho. Pelo menos à partir de um dado momento. Na primeira graduação, comecei a estagiar muito cedo, então nada de férias como nos tempos de outrora. Agora, na segunda, tudo o que eu quero é que as aulas recomecem logo. Fico falando com minhas amigas através de todas as possibilidades que a tecnologia me permite. Eu adoro a faculdade por uma série de razões e a social obviamente está entre elas.


E como me faz feliz perceber que ao relatar pequenos eventos do cotidiano acabo motivando outras pessoas a darem o mesmo passo em suas vidas. Eu recomendo. Não é fácil, eu sei. Principalmente quando já se tem mais idade e experiência no mercado de trabalho (necessidade do ganha pão). Mas sempre fui cercada de exemplos positivos sobre o assunto. A Helô, que trabalhava comigo na Editora, tinha um emprego, alguns trabalhos freelancer, uma casa para cuidar e consegui fazer sua faculdade sem alterar a vida social (boêmia). Ou prejudicar as outras partes.


Sigo nesse passo, contornando os desafios que se me apresentam. Vivendo a possibilidade dessa conquista e feliz por motivar quem tem a coragem para se lançar ao desafio. Assim como a Helô fez comigo, sem nem saber que era inspiração. Faculdade com maturidade é uma experiência deliciosa, para quem tem vontade e um esquema propício na agenda dos afazeres. Eu acredito que a oportunidade faz a ocasião. Mas tem que se mexer, cavar, sonhar, desejar.


Essa semana eu saí com o Alex e falei para ele que eu fazia questão de tomar injeção em público. “É um jeito de mostrar o orgulho diabético. Motivo as pessoas que são diabéticas do tipo “agente secreto” e assim não se cuidam ou se diminuem a acreditarem em si. É normal, é parte da minha realidade. Que seja parte da realidade dos que comigo querem conviver”. MOTIVAR. 

Na hora eu me lembrei da Sintia, que encontrou inspiração nos meus simples relatos da vida acadêmica. Pensei na Helô, que me foi de inspiração sem nem saber que aquele era o seu papel naquele momento na minha vida. Então penso que sistematicamente temos a oportunidade de inspirar as pessoas e transformar vidas. Consciente ou inconscientemente.

Crônica: a dor ocasionada pela perda

Paige Bradley

A dor ocasionada pela perda de um ente querido é um estado que nenhum de nós conhece antes de termos passado por isso. Temos a expectativa (e sabemos) que alguém próximo de nós pode morrer, mas não conseguimos enxergar além dos poucos dias ou semanas imediatamente subseqüentes a uma tal morte imaginada. Equivocamo-nos até quanto à natureza desses poucos dias ou semanas. Imaginamos que, se a morte for súbita, sentiremos um choque. Não esperamos que esse choque seja aniquilador, causando uma desestabilização, tanto para o corpo quanto para a mente... (Livro: O Ano do Pensamento Mágico de Joan Didion).



Morte. Desde o instante em que nascemos, essa é a única certeza sobre o nosso futuro: ela vem. Muitos morrem mesmo antes de nascer; quando apenas existem no útero materno. A morte talvez seja a face oposta da moeda do existir. Um assunto certo, mas sobre o qual poucos gostam de falar. Uma certeza que, de certa forma, é apenas imaginária em relação aos trâmites de sua ação e reação. Quem morreu, não volta para contar a experiência. E só quem passou pela dor da perda de alguém muito próximo sabe seu real significado. O mais é apenas hipótese sobre um fato.


Gostei de ler “O Ano do Pensamento Mágico”, porque é um livro franco que fala sobre o assunto sem mesquinhez, sordidez ou elucubrações transcendentes. A autora descreve a sua experiência sob a perspectiva de quem tem que lidar com as consequências de perder alguém bem próximo para a morte. Subitamente. Uma obra sem estereótipos, que foge de temas batidos como “a vida após a morte”, “o que acontece depois ou no exato momento em que se morre”, “a experiência de quase morte” ou “o que aconteceu com a mente numa situação de voltar de um coma profundo ou de ver o quadro de estado semi-vegetativo alterado”. E quando o protagonista não é o morto ou a morte? O que acontece com quem fica?


Essa semana peguei um táxi e, como de costume, dei "bom dia" ao motorista. Ele me respondeu educadamente. Em seguida, perguntei: “tudo bem?”. Ao que ele responde com calma e torpor: “na medida do possível, senhora, a gente vai levando”. Era de manhã e percebi que se eu desse espaço, esse homem ia começar aquele papo longo e por certo enfadonho. Peguei o telefone e me calei. Mas algo ali não parecia correto. Comecei a senti uma coisa esquisita em meu coração, como uma voz que dizia: “fale com ele”. Voltei a puxar um assunto qualquer e em um dado momento ele me perguntou: “a senhora tem filhos?”. Eu disse que não e ele emendou: “eu tinha quatro. Perdi um faz uma semana”.


O que fazer diante de uma situação como essa? Conheço muita gente que diria apenas um sinto muito e mudaria de assunto, evitando o desconforto de uma saia justa. Não os culpo ou julgo. Afinal, esse é um assunto sobre o qual parece pairar uma aura sombria, desgostosa, imponderável, intragável até. Muitos, quando não sabem lidar com uma situação, simplesmente a afastam de sua presença. Assim se perde a chance de aprender a lidar com coisas da vida. É um fato: a morte vem buscar. Quando não a você, a alguém que lhe é caro. E quando você estiver nessa situação?


Deixei o homem falar. Talvez ele só precisasse de alguém que estivesse disposto a ouvir. E ele contou toda a história de seu filho de 22 anos que morreu em um acidente de carro. Muitos esperam que em situações de desespero, o homem permaneça sendo a fortaleza dos demais à sua volta e o sujeito guarda uma dor insuportável sem ter ninguém menos dilacerado por perto para desabafar. Um estranho pode se tornar o seu maior confidente, o seu farol. E assim como ouvi no coração que devia dar uma chance desse motorista falar, também recebi as palavras a serem dita, que jorravam como consolo, sem eu me acovardar diante da fatalidade que lhe gerou tamanha fragilidade.


Falei, porque também já perdi muitos “alguéns” amados para a doença, para a fatalidade, no susto. De tudo o que eu disse, fica a certeza de que explicações não existem e nada que pareça justificar o fato de forma a aplacar a dor de imediato. Mas com o tempo, a gente acaba arrumando um lugar para essa dor dentro do peito, de forma que ela não nos impeça de seguir. Mas antes que isso finalmente aconteça: é preciso juntar os cacos da alma e continuar.

:)

HUMOR DE HOJE


Just Dance 
Da Doo Doo Doom
Spin that record baby
Da Doo Doo Doom
Just Dance 
Gonna be okey!