9.9.12

Berlim - fatos pitorescos




Tenho três fatos pitorescos da Alemanha para contar há tempos. Era minha intenção elaborar melhor o texto, mas se eu não colocar no papel, fatalmente esquecerei.

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Alemanha foi um lugar que amei de cara. Fomos alojados em um hotel cujo quarto era minúsculo, mas muito agradável. E melhor: no centro da cidade. Fiquei radiante, porque no dia em que cheguei ao Brasil estava passando na TV um daqueles filmes da franquia Bourne - acho que era 'Ultimato Bourne' - e uma das cenas eletrizantes do filme aconteceu justamente na Alexander Platz. Ui, onde eu estava hospedada! #Adoro essas coiincidências

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Outra grata coincidência foi logo que cheguei à cidade, dei de cara com um grupo de Ciclistas. Na Alemanha, andar de bicicleta é um hábito festejado por seus moradores e incentivado pelo governo. Existem várias Ciclovias pela cidade e o trânsito de carros tem que respeitar o Ciclista. Achei bárbaro. Nosso motorista até errou uma entrada e teve que fazer uma manobra rápida, que atrapalhou um Ciclista em sua via. Fomos gentilmente xingados na língua pátria. Mas com razão. 


Dias depois, encontrei meu primo, que mora lá, e ele reforçou a questão do hábito. "Praticamente todo mundo anda de bicicleta aqui". Eu abri um sorriso e ele continuou. "A passagem do transporte público é bem cara para os padrões locais e essa é uma forma de dar uma folga ao bolso". #Ah! 

E foi nas ruas de Berlim que vi um cidadão com as pernas mais grossas do mundo. Bem, do meu mundo. Sujeito fininho, bracinho, corpinho e aquele pernão. Esquisito, mas deve ser a bike, né?

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Pois bem, esse mesmo primo me contou um fato que me chocou. Ele é moreno. Mulato claro. Não sei como definir como seria  a "matiz" de uma pessoa cuja mistura é de mulato com branca. Só no Brasil tem essas coisas, né? Dizem que para o senso a variação é enorme...

Pois bem. Ele foi morar na Alemanha e estava todo queimado das parais do Brasil. Surfista nas horas vagas. Precisava alugar uma casa para morar para ontem, pois começaria em um novo emprego. Não era em Berlim, mas era na Alemanha. Uma amiga ajudou na tradução, porque ele só domina o inglês. Quase todos os anúncios queriam saber se ele era negro.  A amiga perguntou:

- Você é negro?
 
Ele olhou para si, sendo questionado sobre sua raça pela primeira vez na vida:

- Para o Brasil eu não sou, mas para cá talvez eu não seja!

Ela olhou bem para ele e disse:

- Não, você não é!

Se fosse, talvez ele não alugasse a casa. E fiquei imaginando: como aassim? Tão descardo assim? Daí você compreende o tamanho do preconceito que brota entre grupos extremistas. Preconceito a TODO tipo de gente, inclusive e principalmente a estrangeiros... Que coisa louca! 

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Por outro lado, meu primo também me disse que lá a questão da igualdade no serviço é levada muito a sério. Pedir aumento é praticamente impossível, porque ao seu lado tem um companheiro que exerce a mesma função. Assim, os salários são bem equiparados e subir de faixa é bem complicado. #Achei interessante.

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Amei demais Berlim. Quero muito poder voltar!
Lugar de História Viva! 
  

5 comentários:

André disse...

BERLIM!

Bibi disse...

André teve êxtase em Berlim e me contaminou depois que o torpor passou hehehe

cervejaesalsicha.com disse...

Olá, Bibi
Fiquei bege com essa coisa de perguntar se seu primo era negro! Confesso que nunca tinha visto/ouvido isso por aqui, mas a gente sempre se surpreende, né? Em que cidade se passou esse caso?
Um abraço,
Lu

Bibi disse...

Oi Lu!
Antes de mais nada, eu amei a Alemanha. Nada lá me pareceu desabonar a viagem. Aliás, meu primo ama a Alemanha e isso foi apenas um fato pitoresco. Nas aconteceu sim e algumas vezes ate ele encontrar um lugar para ficar. Em Dusserldorf (não sei se é assim que escreve).
É como eu sempre digo: o que foge do comum vira história.
Um beijão Lu e obrigada pela visita!

cervejaesalsicha.com disse...

Fiquei mais bege ainda... Achei que fosse num vilarejo, mas em Düsseldorf?! Foge mesmo do comum e já virou história ;-)
Bjs,
Lu