8.2.11

Desperte os sentidos

Zeca by Rodrigo Almeida

Sabe? Buscar a qualidade da vida é viver para apreciar os pequenos acontecimentos também. Já reparou que certas coisas aparentemente insignificantes deixam de fazer o seu sentido especial e passam a ser apenas parte da roda viva dos dias? Não estou julgando ninguém e nem dizendo que se faz errado, porque, afinal, o que se há de fazer? Mas acredito que e aceito quando alguém me diz:

- Pára. Espera um pouco... Respira o agora. Olhe em volta e descarte todo o estresse. Pense no que realmente é importante. Seja. Sorria. Esquece o futuro por alguns instantes e pensa no presente. O presente momento como um presente do tempo. Inspira e coloque para fora tudo aquilo que te aperta o coração.

Eu demorei a compreender o real valor da poesia. Achava um trabalho sonoro. Depois pensava apenas na estética. Um dia me deixei envolver por sua emoção. Até que enfim, todas essas virtudes me mostraram que a poesia pode ser o meu despertador para o agora dos tempo, para viver o momento e aproveitar a beleza do instante. Para quem a faz, muitas vezes, ela serve para eternizar a beleza do passado constante. Ou pode ser somente estética mesmo.

Quem aprecia artes plástica também pode se perder na poética das tintas jogadas ordenadamente nas telas. E essa ordem é na forma de sentimentos, que muitas vezes não se pode delimitar através de contornos pré-concebidos. Pois assim os sentimentos são: sempre novos, sempre a nos surpreender. Porque a pessoa de ontem, já não é mais a de agora. Como um rio que corre na mesma região, mas cujas águas se renovam na constante do tempo.

Hoje eu almocei com a minha Mãe. Saí para almoçar com ela antes dos afazeres tantos. Nossos encontros são geralmente marcados, parte de um cronograma do dia. Mas o presente nos deu de presente um encontro sagrado, nada planejado, entregue ao sabor da mesa. Passeamos pelos corredores do shopping. Tiramos fotos em um lambe-lambe moderno (dentro dessas lojas de material fotográfico). Antes, porém, num ímpeto, fomos para o banheiro com a única finalidade de passar maquiagem. Rimos. Caminhamos pela rua. Ela segurou no meu braço algumas vezes. Eu a protegia com a mão nas costas. Lembramos do meu Pai com muitos sorrisos e histórias engraçadas e percebemos que é muito bom lembrar de quem se ama - porque eu ainda amo meu pai e todas essas histórias maravilhosas que ele deixou para fazer do meu hoje um presente.

É hora de saborear o agora. Buscar a qualidade de vida nas pequenas recordações cotidianos que deixamos para depois. Mas o depois só vem se a gente fizer bem o nosso trabalho agora. Já é hora de sorrir e congelar esse sorriso no papel, por exemplo. Numa fotografia, numa poesia, num desenho, numa frase, numa colagem, numa pintura que te faça sentido, que te desperte os sentidos. Agora.

2 comentários:

Ingrid disse...

Sua mamãe me ligou ontem... como ela tem uma vozinha calma no telefone! Eu, correndo no trabalho e gritando (mania feia, não sei falar baixo), completamente o oposto dela. rsrs

Uma fofa, pena q não deu pra bater papo!

Bibi disse...

Minha Mãe tem esse estilo, mas embora calminha, na hora de ser firme ela o é, e bem forte! Ela adorou falar com vc :)