8.1.11

Vai saber?!?


Hoje eu perguntei para uma antiga colega de trabalho (ROB), bem mais nova e a quem estimo muito como representante legítima e up-to-date de uma geração posterior à minha:

- Você gosta de poesia?
- Não - ela me respondeu sem nem pensar duas vezes a respeito ou titubear (para parecer, sei lá, cult).

Segura essa informação.
CORTA PARA REDAÇÃO (horas mais cedo)...

Ontem eu fiquei sabendo que tem uma colega de trabalho (BF) de outra área que sempre lê as minhas matérias e que gosta muito do meu jeito de escrever. Nunca falou isso explicitamente para mim (não que eu tenha percebido, porque eu morro de vergonha de elogios diretos e espôntaneos, embora os adore), mas sempre comenta trechos das matérias com o colega que senta a seu lado (AD). Foi AD que fez a revelação e hoje eu fui na mesa da BF falar da alegria que tive dessa "admiração" à distância.

Levei uma poesia ainda no papel para ela avaliar. Essa mesma poesia havia sido lida e criticada minutos antes por outra pessoa que avaliou que o final poderia ter sido melhor. E foi o final que a BF mais gostou. Eu ri do desencontro. Contei isso para ela. BF ficou sem entender... Eu disse que gosto quando as avaliações tem seu lado crítico positivo e que como cada um tem o seu gosto e ponto de vista, o autor acaba tendo que trabalhar uma certeza dentro dele. As avaliações me chama a atenção para certos aspectos, mas só eu sei se devo mudar ou não, porque cada um tem o seu julgamento em relação a um texto, trecho, obra, vida...

Segura essa informação.

CORTA PARA ESSE MOMENTO

Mês de Janeiro muita gente sai de férias, certo? Mesmo assim acho muito estranha a falta de comentários aqui no BibideBicicleta. A minhoquinha que habita o meu pensamento (Vou chamar de Miranda) fica me questionando se o que eu passei a escrever deixou de ser interessante... Ando numa fase de textos menos crônica e mais poesia. Então Miranda fica me instigando que pouca gente deve gostar de poesia, por isso a aparente evasão.

Desde que comecei a trabalhar em internet e a ler blogs com mais frequecia também compreendi que os textos devem ser menores para serem saboreados. Foi assim que surgiu a fase FRASES. Foi assim que intensifiquei a criação de poesias, na tentativa de enxugar as palavras que gosto tanto de desenhar no papel. Então Miranda veio com aquela história de que o blog vai fazer 5 anos e que talvez seja hora de parar.

Contudo, a história de AD e BF me fez refletir sobre gostos e certezas... Tenho certeza de que o que eu escrevo aqui me faz muito bem. Tenho fé de que possa ser útil ou agradável à vida de quem tem a chance e o desejo profundo de perder uns minutos do seu dia com uma leiturinha... Mesmo que seja um leiturão! Então, só posso crer que embora as avaliações apenas pareçam negativas elas só me chamam atenção para um certo aspecto. A frequencia nem está menor, só o número de pedaladas... Portanto, se existe em mim a certeza de que é bom continuar e que navegar é preciso, sigo em direção ao alvo, que é escrever para viver e escrever para encantar. A internet não é papel que se perde no tempo. Talvez essa história esteja esperando para encontrar o coração de quem ainda nem me conhece virtualmente. Vai saber?!?      

Um comentário:

Ingrid disse...

Oiiiii!! Estou aqui lendo, não pare não! A correria do dia-a-dia não me deixa saborear as suas palavras como já fiz um dia, mas nas horas que preciso me distrair um pouco vc sempre está aqui pra me ajudar.

Beijos gata!