30.9.08

Novo Olhar


Vixe, "os dias passam e as horas se estendem, pessoas ao redor nunca me entendem!" [plágio assumido]. "Deixa estar com está!"

Estou ficando empolgada em contar aqui minhas dicas de viagem. Acho que prestar serviço e contar histórias diverte e instrui, duas coisas que me agradam bastante. Dessa forma, outras pessoas podem ficar interessadas no conteúdo desse espaço.

Mas sabe o que eu descobri?
Minha mente é ótima para guardar histórias, mas é péssima para lidar com números e localização de endereços.

Sabe o que eu fiz?
Pedi a ajuda da Onça, que descobriu cada "buraco" bom em Manhattan!!!

Assim sendo, já anunciei aqui que ela será co-autora dos posts sobre dicas imperdíveis.

Sabe qual é o problema?
Liguei para ela, pedi ajuda e a resposta que veio foi: "hoje!?".
Hello, gata! O tempo não pára! Acho melhor a gente formar um torcida organizada para gritar para ela:

Xô preguiça!
[já posso ver a turma fazendo a "ôla" com suas camisetas estilizadas trazendo a mensagem da campanha. Camisas pretas, obviamente, porque a minha amiga é monocromática como os pinguins chamavam a Zebra em Madagascar. Não era isso?]

Não é segredo para ninguém, mas escrever no calor dos acontecimentos torna o texto muito mais vibrante. Claro, existem momentos que precisam de tempo para decantar dentro de mim e virar escrita, mas... Essas são histórias de vida e não fatos pontuais do cotidiano.

As Aventuras de Bibi&Onça em NY já parece ter sido coisa de um passado antigo. Acho que é porque eu cheguei em plena atividade, velocidade máxima de acontecimentos. Incrível o poder que a gente tem que virar a página, não acha? Péssimo é quando cismamos em ficar no mesmo trecho ruim de acontecimentos... O ser humano tem dessas coisas.

Voltamos sim! Estamos em território nacional. Voltar para casa foi bem tranquilo, sem grandes eventos. Claro, teve um garotinho que parecia ter tomado adrenalina na sala de embarque. A Onça mostrava seus dentes afiados para a criança e pedia a Deus para que ele se sentasse bem longe dela. Pedido aceito, para a segurança do pequeno. Menino levado mesmo, gente! Seu bichinho de pelúcia era um rato cinza, que ao ser acionado, fazia brilhar os seus olhos vermelhos e andava entre as pessoas... Quanta doçura! hohoho

Sabe que também foi na sala de espera do embarque que vi uma cena diferente? Uma jovem indiana estava sendo escoltada por duas policiais fardadas para um vôo em direção a Madri. Veja bem, ela não estava algemada e as oficiais não viajaram com ela, mas a escoltaram até dentro da aeronave. Fiquei intrigada com isso e achei que a moça estava sendo deportada. Será que era isso? Situação estranha que me marcou.
Quando entramos no avião e encontramos as nossas cadeiras tive uma surpresa: eu não tinha um companheiro ao lado. Ocupei dois bancos, mas nem isso foi suficiente: meus pés incharam terrivelmente, tive dormência e formigamento. Além disso, ora ora, uma multidão de ursos parecia hibernar ao meu redor ou então, estaria eu sonhando com um grupo de malucos que se juntou em uma estrada deserta para acelerar caminhões? RONCO! HELP!

O vôo atrasou para sair dos EUA. Quando chegamos a São Paulo, tivemos que passar pelo raio-x e inspeção minusciosa mais uma vez! Eu dava urros de ódio, já que a única coisa que fizemos foi descer da aeronave e caminhar por um corredor isolado até a área de inspeção. Atraso sem fim, corrida para o embarque imediato no vôo para o Rio! Isso, porque eu esqueci de contar a vocês, que no nosso primeiro embarque a inspeção foi geral: nos fizeram tirar até o sapato [situação normal lá]! A Onça estava de bota e aquelas sapatilhas de meia-calça [sabe qual é? Aquelas que fazem o pé suar mais que treino de boxe?]. Quando ela tirou o calçado, vixe, vocês já imaginam! Pior: a mochila dela teve que ser inspecionada por uma policial e a maluca nem calçou o sapato. Foi até ela exalando seu *feromônio* animal! hohoho. Ela não viu a cena seguinte, mas eu vi. A policial pegou um spray de bom ar e começou a jogar pelo ambiente. Nessa hora, a Onça examinava a sua bagagaem para se certificar de que nada faltava. Eu fiquei quietinha, muda, antes que sobrasse para mim! hehehehe

Chegar bem é simplesmente uma delícia! Ainda mais quando três pessoas queridas estão a sua espera: pai, mãe e honey-honey. Que saudade desses abraços, desses beijos e desses sorrisos.

"As mais belas descobertas ocorrem quando as mesmas coisas são vistas com um novo olhar" - Malu Schneider

26.9.08

Cheguei!


Resumo da viagem: "Sou feliz, por isso estou aqui! Também quero viajar nesse balão..."


Resumo da volta: "Primeiro era vertigem, como em qualquer paixão, era só fechar os olhos e deixar o corpo ir no ritmo... Depois era um vício, uma intoxicação me corroendo as veias, me arrastando pelo chão... Mas sempre tinha a cama pronta e rango no fogão; luz acesa, me espera no portão pra você ver, que eu tô voltando pra casa me vê, que eu tô voltando pra casa outra vez".


Resumo da chegada: "mas o relógio está de mal comigo..."


Galera, ainda tenho muita coisa para contar! Fatos interessantes da viagem; dicas imperdíveis de quem quer conhecer NY segundo a perspectiva de Bibi & Onça; micos, encontros, desencontros, pensamentos, observações e fotos. O resumo da chegada é claro: estou correndo! Coisas boas e novas estão acontecendo em ritmo frenético na minha vida, graças a Deus! O melhor de tudo e ter a certeza de que vou ter boas histórias para voltar e contar! Não que a minha vida interesse a alguém, mas como sempre digo, histórias de vida motivam a vida de outras pessoas. A gente se vê no outro como um espelho de nós mesmos e muitas lições aprendidas evitam frustrações vividas... ou simplesmente aquecem o coração! Essa é a minha motivação! Rir para descontrair; contar e viver; narrar e viajar em pensamentos; ensinar e aprender; ajudar e somar objetos no baú interno da vida; sementes e plantações... Girasol!


Eu volto jajá! Esperem por mim!

20.9.08

Taking Chances

PARTE 8:

What a night! O show da Celine Dion foi sensacional! Fiquei muito feliz de ter investido a minha grana nessa performance. Foi uma bela constataçao de que mais vale apostar em um amor antigo, que em uma paixao avassalaradora. Ah, sei la, nao foi uma boa comparacao, mas foi a que me veio a cabeça e nao consigo pensar em algo a altura para fazer a devida alteraçao...

Luzes. Som equalizado na medida certa. Tecnologia sem exagero. Elemento humano usado com categoria e modernidade. Vocais de apoio em seus devidos lugares e com a chance de mostrar o seu valor. E A VOZ. Celine Dion is a great performer. She is amazing! Esatava fantastica em seu papel de diva descolada. Conversou com a plateia, fez o publico rir, foi intimista quando deveria ser e agressiva com o rock`n`roll nas veias. A turne mundial de Taking Chances reuniu o file de uma carreira consolidada. Os maiores sucessos estavam la. Ela tambem cantou uma musica em frances, evocando suas raizes. E para mostrar que eh plural, mandou ver no italiano em um dueto com Andrea Bocelli no telao. O velho truque do quem nao tem cao caça com gato ate que agradou, mas na minha opiniao foi a parte forçada da apresentaçao...

Eu acho complicado descrever o melhor da noite. Como ja disse antes, amei cada um dos figurinos. O jogo de luzes e imagens nos teloes tambem tiveram a sua contribuiçao inequivoca para o tom moderno e clean da apresentaçao. Os bailarinos eram de arrancar o folego de tao incriveis. Eles foram os responsaveis por desenhar o show em sua essencia: modernista, abusada, quente, pulsante. A seleçao musical estava divina, embora a Onça tenha reclamado da ausencia de Beauty and The Best [eu nao saberia onde encaixar essa cançao no roteiro]. Ate o fim da noite tambem nao saberia onde colocar o sucesso dos sucessos, My Heart Will Go On...

O diretor apostou no bis e deu muito certo! As pessoas sairam de la meio enlevadas e eletrizadas tambem, ja que o bis contou com River Deep Mountain High. E o show termina tao para cima, quanto começou com I Drove All Night.

Foi uma noite para ficar guardadinha na memoria afetiva. Alias, foi um dia para ficar registrado na historia da minha vida. So esqueci de falar que, logo de manha, a gente foi visitar a igreja que fica em frente ao antigo World Trade Center. No terreno desse lugar foram enterrados muitos corpos das vitimas dos acidentes de 11 de setembro de 2001. A primeira vez que la estive, em abril de 2002, vi, emocionada, um muro de homenagens, flores, fotos, faixas e cartazes... Foi um evento que chocou o mundo! Agora, la encontrei o tal sino, que a cada ano eh tocado na hora exata em que os avioes atingiram as torres. E ele fica la... como marco, como uma cicatriz que te lembra a ferida. Porque a regiao ja foi limpa e as construçoes estao sendo refeitas, para mostrar que a vida continua, o tempo nao para e tambem nao apaga o passado. So la nos percebemos que ambas vestiam preto da cabeça aos pes... La, encontramos dois casais, os mais simpaticos ‘trombados’ de toda a viagem. Eles acharam que nos fossemos irmas. Lembrei de uma frase que meu Honey-Honey me diz: “com a convivencia, a gente pega ate defeito fisico! Cuidado para nao ficar careca!”. Por via das duvidas, cheguei em casa e ao tomar banho procurei pelas pintas de onça pelo meu corpo...


Celine ou Bennett?



PARTE 7:

Creio que nem preciso dizer que da ultima vez que parei para escrever sobre os destaques da viagem, eu vivia um dia de muita inspiração (vide o numero de posts). Talvez nao seja o caso de hoje, mas assumi o compromisso [comigo mesma] de manter esse espaço sempre atualizado, para que os que gostam de me prestigiar – e tambem os curiosos de ocasiao – possam voltar sempre em busca de novidades. Andei ate pensando em escolher um dia ou dois na semana para fazer as atualizaçoes. Porem, sei bem que essa coisa de fixar datas nao funciona comigo. Eu soul free demais...

Fico muito feliz em poder falar para voces que tivemos a sorte de pegar dias lindos por aqui. Um ou dois moments de temporal foram as unicas notas destoantes, ate entao. No mais, desfrutamos de um cenario de sol, ceu azul, aberto e convidativo, cidade praticamente brilhando. O que nao quer dizer que todos os dias foram de calor intenso. Nada disso! Ha alguns dias temos experimentado a chegada do inverno americano. Ela vem de mansinho, mas lascando o couro! Ventinho frio que parece cortar a pele, mesmo em um dia digno de passeio de Branca de Neve pela floresta com seus bichinhos... Sempre achei esse clima “ironico”, como se pregasse uma peça. Voce olha pela janela, do conforto da casa quente, e pensa que la fora esta “na pressao”. Basta abrir a porta da rua para tomar um golpe de vento gelado e voce volta correndo para pegar um casaquinho mais pesado. Se de dia ja se apresenta daquele jeito, voce pode imaginar que quando a noite chegar, pinguim estara desfilando pelas calcadas, animadao! Varias vezes tivemos que reorganizar o figurino. Hoje esta assim: maos geladas no teclado. Imagina la fora? Bruuuuuuuu

Acho que estou enrolando para falar sobre a noite do show da Celine Dion, ne? Perdi o ritmo da escrita. Onde paramos mesmo? Ah, minutos antes da hora que haviamos previsto para entrar no Madison Square Garden, a gente estava no Burger King fazendo um lanchinho... ‘O estomago tinha que estar forradinho’ [minha mae adora essa expressao] para a apresentação.

A Onça ja havia trocado as reservas pelos ingressos. Assim que chegamos a porta, foi o tempo de fazer um bom clique [nao podia ser diferente] e se juntar ao mar de gente que seguia em fluxo para a entrada principal. A nossa operação estava um pouco mais complicada, ja que carregavamos um monte de sacolas com as compras do dia. A orda de gente ia se afunilando e so percebi, ja perto, que se tratava de uma revista. Eu estava com uma mochilinha e varias sacolas. A Onça foi na frente e o coroa guardinha percebeu que se tratavam de turistas em seu grau maximo! Ela passou e ele so olhou para as minhas sacolas e sorriu. Balbuciou alguma coisa sobre fazer compras, mas eu ja nao tinha nem animo para olhar para ele e devolver uma piadinha ironica. E segue o fluxo...

Passamos pela primeira e unica roleta. Alivio, porque a leitura optica passou sem problemas sobre os nossos ingressos [sei la, sou cismada!]. Depois famos andando por um longo corredor... Bela caminhada, so para variar o dia... Ficamos ‘bestas’ com a estrutura e a organizacao do lugar. Tudo parece funcionar em uma cadencia unica.


Nosso lugar? All the way up! Para o alto e avante! Ficamos tao alto, que me senti a Rapunzel dos cabelos curtos... Varias escadas rolantes acima, encontramos o nosso andar. As cadeiras estava otimamente posicionadas na fila B. Ate aquele momento, ninguem na nossa frente. O estadio parecia vazio. Sera que lotaria? Sim, lotou! Nos eh que estavamos muito adiantadas... E sim, as cadeiras da nossa frente foram ocupadas por um casal de mulheres. A mais nova delas parecia ter a vida embalada pelas trilhas sonoras de Celine. Desde a musica mais atinga ate o recente sucesso, a companheira vibrou e levantou os bracos em sinal de pura emocao [morri de rir, porque descobri onde Rosana encontrou a base para gravar a versao de Como Uma Deusaaaaaaaaaaaaaaaaaa... E, de repente, senti que, de certa forma, a Celine Dion pode ser considerada a Rosana importada, com suas musicas que falam de amor, dor e saudade; alem do figurino sempre questionavel, que dessa vez me surpreendeu demais e agradou bastante].

Depois de contornada a questao dos bracos levantados da madame da frente – o lance foi treinar a quebra de pescoco para um lado e para o outro, como se dancassemos break – comecei a olhar para o lado... Estranho... parecia show do Tony Bennett [ia falar Sinatra, mais famoso, so que nao quero evocar os mortos em um momento simbolico como esse]. A audiencia, em sua maioria, parecia ser de gente da terceira idade [usando o termo sem querer ofender ninguem ou levantar polemica de qualquer especie]. Fiquei com uma certa gastura: sera que paguei por um bom show?

Olhando la de cima, o palco parecia bem posicinado. Era um quadrado, deixando a plateia em forma de arena... Nao parecia ser grande coisa nao... A Onça ate chegou a comentar que a performance deveria ficar em cima do vocal, banda e vestidos. Apressado como cru e eu sou a rainha dos naturalistas no quesito ansiedade. Foi isso e muito mais!

19.9.08

Perhaps love


Escutei essa musica hoje, por acaso, na voz de John Denver & Placido Domingo. Ja a conhecia, embora seja um hit far from my time, mas so hoje compreendi o significado alem de letras e acordes...

Perhaps love is like a resting place
A shelter from the storm
It exists to give you comfort
It is there to keep you warm
And in those times of trouble
When you are most alone
The memory of love will bring you home

Perhaps love is like a window
Perhaps an open door
It invites you come to closer
It wants to show you more
And even if you lose yourself
And don't know what to do
The memory of love will swee you thru

Oh love to some is like a cloud
To some as strong as steel
For some a way of living
For some a way to feel
And some say love is holding on
And some say letting go
And some say love is ev'rything
Some say they don't know

Perhaps love is like the ocean
Full of conflict of pain
Like a fire when it's cold outside
Thunder when it rains
If I should live forever
And all my dreams come true
My memories of love will be of you

18.9.08

Se joga!





PARTE 2

Saih da loja de eletronicos com uma sacola nos padroes americanos: Giga! Aqui tudo tem proporcoes imensas! Dos predios aos corpos das pessoas; das porcoes de comida e bebida a padronagem das sacolas das lojas. Voce compra um batom e sai do estabelecimento com uma embalagem que daria para embrulhar o tenis do Michael Jordan.

Com a primeira etapa do dia [a minha] vencida, me entreguei aos caprichos da Onca [Tudo bem, pode rir... Te dou mais cinco segundos de gargalhada antes de narrar a saga. Sei que voce esta pensando: tolinha! Mas a vida eh assim, a gente tem que entrar em campo, driblar o adversario, fazer o cruzamento, matar no peito e chutar para o gol. Se bem que se eu matar no peito... han... Ah, deixa pra la, segue!]. Que a Onca eh caprichosa, todo mundo ja notou. Faltava ela dar a setenca: “Vamos andando ate a Sephora! Ali na esquina tem uma!”. Como ela sabe disso? Ah, deixa para la... Se voce leu os posts anteriores, vai entender que as pintas da Onca sao feitas na Sephora!

Entramos com ar de decisao. Ela foi direto na melhor gondola de make-up. Eu, morrendo de vergonha, pedi para que ela me maquiasse. Fomos ate o espelhinho. Ela fez a minha maquiagem e foi resolver a dela. Estava tao decidida, tao certa do que estava fazendo, que a vendedora da loja se aproximou e disse: “Olha! Sua maquiagem esta linda!”. A Onca inflou! Fiquei menos intimidada apos o comentaria da "feliz vendedora de cosmeticos" e fui passar um gloss para dar um tapa final no visu. Saimos da loja saltitantes... Mas o plano da Onca ainda nao havia chegado ao fim. Nao, queridos, ela nunca eh sintetica. A Onca eh sempre maxxi.

Onca: Vamos tirar uma fotos?
Bibi: Heim!?
Onca: Vamos fazer um book?
Bibi: Heim!? Cuma!?
Onca: Eh, tem um paredao vermelho ali, otimo para servir de fundo para as fotos!
Bibi: Ta de sacanagem!?
Onca: Deixa de ser boba, vem logo! Eu comeco! Voce pega a maquina e faz as fotos da barriga para cima! Quero angulos variados. Trouxe ate uma boina para a gente usar de figurino. Os maxi oculos darao o charme final.
Bibi: Heim!? O que?! O que?! Parem o mundo que eu quero descer!


Gente! O local escolhido pela nossa amiga peluda para fazer o seu book era a regiao “financial” de Manhattan, bem na area do World Trade Center. E, adivinha? Era justamente a hora do almoco! Bem do nosso lado havia umas tres barraquinhas de cachorro quente... Sentiu o clima!? Que lugarzinho perfeito para formar uma plateia! E la fui eu clicando a Onca, com suas caras, bocas e poses. Depois foi a minha vez. Uma timidez inicial tentou tomar conta desse corpinho, mas quando os flashes comecaram a pipocar, meu amor, encarnei a modelo e fui so no carao! Nos divertimos muito em uma situacao tao simples e bizarra! Em NY, tudo eh valido, tudo eh possivel e ninguem toma conta da loucura de ninguem! Basta querer se jogar e pum! [no bom sentido, claro. Em terra de arranhaceus, nao eh bom falar impunemente em se jogar...].





PARTE 5:

Antes do destino final daquela tarde, o Central Park, ainda tivemos mais uma parada estrategica. A loja era simples, mas a vendedora parecia egressa de uma revistinha de mangah (o h eh por falta de acento) – quadrinhos japoneses. Olhinhos puxados, obviamente, corpinho de criança e uma sobreposiçao de roupas com direito a cintos sobrepostos e micro-saia pregueada. Muito simpatica, a vendedora nao economizava nos sorrisos. Quando a Onça chegou ate o caixa para pagar por seus tres ou quatro casacos masculinos, a Japinha deu uma risadinha.

Japinha: It is all gifts?
Onça: Yes.
Japinha: Are these all to your boyfriend?
Onça: Each one to one person.
Japinha de olhinhos arregalados e risadinha marota...
Onça: I love a lot of people!
Respira fundo e abafa!

Voltamos ao bus. A essa altura, a minha bexiga ja tinha ganhado vida propria e controlava todo o meu corpo. Achar um banheiro no Central Park nao seria uma das tarefas mais faceis. Principalmente porque eu carregava mais sacolas que a Lucia, a mendiga que resolveu fazer da esquina da rua do meu predio, a sua moradia. Cada semana ela escolhe um lado da calçada para morar e como foi manicure, esta sempre com as unhas das maos e pes – incardidos - pinhtadas. Super chique!

Fomos ate o ponto final. A Onça sabia que tinha um banheiro dentro do shopping, na Columbus Circle. Eu achava que a distancia era grande para a minha angustia. Na verdade, estava ate com medo de ir la, porque sabia que mais fotos me esperavam [conto na frente]... Nao teve jeito! Fomos caminhando ate o shopping e o banheiro jazia no segundo andar. Corri para o reservado destinado aos cadeirantes. Estava cheia de sacolas e muito apertada, a minha necessidade especial era me espalhar o mais rapido possivel sem comprometer o caminho para a porcelana. Assim fiz; assim renasceu uma nova pessoa, mais calma, aliviada.

Como a Onça estava demorando horrores [nem preciso dizer que ela estava dando uma carimbada no banheiro mais luxuoso que encontramos ate ali], resolvi me desfazer de caixas desnecessarias, que so estavam adicinando peso a minha via crucis. Favela total! Coloquei papel em cima da pia, para evitar que os eletronicos molhassem. Comecei a tirar caixa em cima de caixa, plastico e papel. Fui jogando tudo em cima da pia e a Onça chegou para me salvar daquele emaranhado.

Devidamente arrumadas, fomos andando pelo shopping, que eh recheado de exposiçoes e esculturas. A Onça me pediu para fazer uma foto com uma estatua de um peladao e, pela primeira vez, notei que ela estava com vergonha de fazer o gesto que gostaria para ser registrado. Que alivio! Ficou esse ai, tambem bem divertido.


Pegamos um bus ate a 72, para visitar a Fonte de Betesda, a Fontana, como a Onça cismou de dizer. Ela devia estar em uma viagem italiana dentro de sua mente. Vou discutir?! Fotos, fotos, fotos... Ao olhar o resultado, hum!, a triste constataçao: a gente estava um bagaço! Resolvemos voltar...

No relogio: 18 horas! A gente tinha planejado chegar ao Madison Square Garden as 19 horas. A velha mania brazuca de tentar evitar o tumulto – que nao rolou nem na entrada e muito menos na saida. Veja bem: estavamos na 72. O onibus tinha como ponto final a 42. O nosso destino era a 34. E a barriga ja roncava igual perereca no brejo. Com o transito em ritmo quente, chegamos ao ponto final quase as 18:30. Paramos no ponto a espera do proximo bus. Olhei para o outro lado da rua e vi que tinha um subway.

Bibi: Onça, vamos de subway. Com esse transito, o onibus nao chega! Eu to com muita fome!
Onça: Vamos sim! Voce sabe qual pegar?
Bibi: A gente ve isso la. Atravessa a rua!

Cruzamos a avenida quase em frente aos carros, em passinhos apressados. Olhamos o mapa do metro e decidimos pegar a linha amarela [ate aqui?!]. A Onça parecia perdida e disse mesmo que se dependesse do subway daqui, ia ser complicado. Mas, combinamos que se estivessemos na direçao errada (iamos para Downtow, percebeu?!), bastava saltar na estaçao seguinte. Nao estavamos e a proxima estaçao era mesmo a 34. O unico porem eh que a 34 eh enorme. Andamos de um lado para outro sem encontrar a saida. Afobada, com fome e cheia de arrogancia, corri para uma porta de saida de emergencia.

Bibi: Vamos por aqui mesmo!

Quando empurrei a barra de ferro para destravar a porta: surpresa! Um sinal sonoro altissimo começou a tocar! Eu larguei a porta e arregalei os olhos. A Onça ria de mim! E eu fiz cara de pastel! Eu queria sair logo dali! So entao percebemos que a mesma roleta que colocava as pessoas para dentro da estaçao, tambem servia para Exit Out! E tivemos a nossa saida estrategica pela direita. Em direçao ao Burger King!
PARTE 4:

Achamos o subway! Compramos o nosso ticket e ao inves de aproveitarmos a estaçao para sair dali! Que nada! Resolvemos dar mais uma andadinha... Eu estava de tenis e a Onça com o calçado ao qual ela ser refere com “o achado da sua vida” [na real, fui eu que achei e ela sabe disso, nao nega. O que ela nao sabe eh que eu mostrei a sapatilha de print felino da Guess com strass na ponta para fazer uma hora com ela e nao para que ela caisse de amores, como aconteceu. Bem que dizem que quem brinca com fogo faz xixi na cama... Mas... Olhando bem, ja me acostumei com o pisante a la Elton John nas antigas e ja tenho a maior simpatia pelo pisante. Empino o peito com orgulho quando as pessoas dao aquela segunda olhada na rua... Ela eh mansinha, nao costuma atacar quando esta na coleira! Hohoho].

Subimos as escadas e acabei encontrando um camelo [sim, aqui tambem tem!] com as gravatas mais bonitas que havia visto ate agora. A maioria das lojas anda oferecendo um material de outro mundo! Umas estampas dignas de Bozo In Holiday at Hawaii. Cheguei perto do Negao Sestroso, embalado numa jaqueta preta descolada.

Bibi: Hi! How much is the tie?
Negao Sestroso: XX dollars.
[hum, nao estou com vontade de divulgar o valor, porque eu comprei de presente para o Neo. E o valor nao significa absolutamente nada diante da alegria de lembrar dele naquele very moment. Tah, custou 5 dolores!].
Onca: Tem uma placa enorme ali dizendo o preço!
Bibi: Oh, I am sorry! I didn`t see the price over there!
Negao Sestroso: No problem at all! I love when beautiful ladies come to talk to me!
Bibi (em pensamento): uiuiuiuiuiuiuiu! Thanks! So, I will buy the tie and you will give the box! All right?
Negao Sestroso: For you, is gonna be seven dollars with the box!
[Ele riu, brincando. Eu disse que nao com o dedo. E a Onça comecou a falar alto, indignada]
Onca: Voce vai pagar sete dolares pela caixa? Voce vai pagar sete dolares pela caixa?
[e nisso o Negao Sestroso ja tinha embrulhado o meu pedido e me passava a sacola] -- Voce vai pagar mesmo?
Bibi: Calma! Ele esta de palhaçada!
Onca: Ah, ufa!

"... Nas lendas do caminho onde andei / No passo da estrada só faço andar, tenho a minha amada a me acompanhar / Vim de longe, léguas, cantando eu vim / Vou não faço tréguas sou mesmo assim / Por onde for, quero ser seu par."

A nossa Andança continuou firme. Ate que finalmente chegamos a um ponto de onibus que nos servia perfeitamente. Um velhinho começou a puxar papo, quando o nosso bus parou bem em frente aos nosso olhos. Com medo de perder a conduçao, corremos ate ele e deixamos o barrigudinho falando sozinho. Tadinho. Puro habito brasiliano... Aqui, os onibus esperam pelo passageiros! [OOOOOOH!] Ja dentro do coletivo, nos acomodamos em um banco com uma big janela. Fomos admirando a paisagem e vendo os espaços ficarem cada vez mais reduzidos. Uma horda de cabelos brancos e/ou tingidos lotou o corredor. O motorista pedia aos passageiros para cederem os seus lugares aos mais necessitados. Vou confessar que estava tao cansada e tao carregada de sacolas, que me inclui na categoria de bem necessitada. Fiquei ali, com um olhar de quem nada entende. Esse mesmo motorista, falou mais uma coisa ao microfone:

Driver: “Por favor passageiros, vamos dar lugar para que outras pessoas tambem possam entrar no onibus. De um passo para o lado. Pode se aproximar da pessoa que esta ao seu lado, porque ela nao morde!”.

What!? Eu adorei esse comentario!

As ruas estavam cheias. O relogio avisava que eram quase 16 horas. E eu pensando: “Caramba, mais 4 horas de bobeira ate a hora do show. Tanto tempo no Central Park vai me matar! Nao estou acostumada com esse ar puro nao! Hehehe”. E continuei pensando em coisas como: “ Hum, ja esta me dando vontade de fazer xixi e a gente ainda esta em Tribecca...”. Foi quando o transito retardou a partida do onibus e eu pude ver na parede uma propaganda da Calvin Klein. Nao era um outdoor comum! O que? O que era aquilo ali! A Onça tambem percebeu imediatamente a piada e sacou depressa a camera da bolsa: “tira, tira!”. Tive que fotografar para mostrar para voces!




Duas tiradas de bom humor americano em um so dia!? Wow!
Era muito para o meu pobre coraçao!

Score!


PARTE 3

Bem, voces sabem que tem que ler de baixo para cima, certo? E se voce chegou ate aqui na ordem certa, sabera que o dia comecou com uma passada na loja de eletronicos. Em seguida, a Onca foi ate o seu habitat natural: a loja de make-up e nos conduziu ate uma parede vermelha ideal para uma sessao fotografica em plena area da Wall Street na hora do almoco. Sensacional ate aqui, nao acham? Mas esse era apenas o comeco do dia.


Faz um exercicio no pescoco, alonga as penas e afofa o bumbum na cadeira,
porque ainda tem muita historia pela frente... Foram reclamar da falta de post!?
Crew! [eh creeeeeu em ingles, hohoho].

Satisfeita com a sua seuqencia de fotos, a Onca me diz que quer visitar o Central Park. Veja bem... Manhattan para mim se divide da seguinte forma


[eh uma otima dica, prestencao!]:

1) A regiao da Times Square Centro
2) A regiao da Times ate o Central Park Uptown
3) A regiao da Times ate o Empire StateDowntow
4) A regiao do Empite ate a Brooklin Bridge Dow-Downtown

Veja bem: essa eh a maneira pela qual EU divido a Ilha, porque foi a forma que eu elaborei para nao me perder nem na cidade e nem no subway. Tem dado certo. O Empire eh sempre referencia, porque voce consegue ve-lo em praticamente todos os pontos da cidade. O pulo do gato eh voce nao confundir o topo do Empire com o topo do Crysler Building. O golpe de vista eh fatal para a confusao. As ruas sao numeradas, entao voce calcula se vai para cima (uptown) ou para baixo (downtown) do Empire (que fica na 33 street); para cima ou para baixo da Times (que fica na area da 42 street) ou para baixo do Central Park (que comeca na 58 street e vai ate – recomendavelmente – a 90. Nao passe disso, porque a sua chance de cair em uma area mais complicada da cidade eh fatal).

Entao, se liga so na parada! A Onca e eu estavamos em uma ponta da Ilha, onde as ruas nem sequer comecaram a ser numeradas... E ela queria seguir ate o Central Park, na rua 58. Ela chegou a pensar que a gente poderia ir a pe, mas foi so um curto-circuito de um segundo! Na mesma hora ela voltou atras na decisao. Comecamos a procurar por um subway. A nossa intencao nao era fazer a viagem por baixo da terra. Primeiro, porque a gente tinha tempo pra 'xuxu' [como diz a minha mae, com X eh mais bonito] para gastar ate a hora do show da Celine Dion. Segundo, porque a gente simplesmente adora cruzar a cidade de bus e ir vendo pela janela as belezas locais. O transito eh sempre um noh, mas voce esta em um lugar que eh cenario de lots and lots of movies! Qualquer coisa na cidade eh digno de nota, entao, a gente acaba ganhando tempo sentada em um lotacao confortavel, seguro e com ar-condicionado! Luxos dos luxos! So que, se liga...

[Dica dois, prestencao]




  • Para quem quer percorrer o maior numero de lugares possiveis e tem pouco tempo de visita ou nenhum saco para ficar andando quadras e quadras; o ideal eh comprar um ticket all day long – acho que se chama One Day Unlimeted Rides. Voce compra o ingresso na maquina do subway por US$ 7,50 [o preco regular do metro eh de 2 dolares] e pode andar o quanto quiser de metro e de onibus durante todo o dia ate as 3 horas da manha. Super vale a pena!


A questao eh que a gente nao encontrava um buraco do metro sequer. A essa altura, a gente ja tinha parado em uma loja com artigos de cortar os pulsos de tao barato [uma bolsa de couro por U$ 9,90 ta bom para voce, baby girl?] e ja amealhavamos mais umas duas sacolas cada. E fomos assim carregadas, preguejando pela falta de uma estacao na cidade em que tem praticamente um buraco do metro a cada duas ou tres quadras.

Bibi: Onca, quando isso acontece, eh porque coisa boa nos espera pela frente...



Dito e feito! Encontramos uma praca encantadora, com uma cachoeira em forma de degraus e um monumento moderno que desafiava os nossos sentidos de proporcionalidade, estetica e optica. Nao consegui reparar o nome do lugar, mas fizemos fotos muito legais. E ficamos alguns monutos encantadas com uma cidade que valoriza tanto a arte em todas as suas expressoes. E enquanto uma fotografa a outra, um rapaz engravatado parou e se ofereceu para tirar uma foto. Nice guy! Mais uma vez estranhamos encontrar uma alma gentil em uma cidade cuja fama eh de ser qualhada de gente mal-humorada e sem educacao. A nossa foto ficou show! E ele ainda esperou para que olhassemos o resultado para ver se estava a contento!



Score!


PARTE 1

Antes de chegar aqui, tive a inocencia de pensar que poderia escrever para voces todos os dias [tolinha ela, nao e?]. O meu lado Poliana Menina ainda fala bem alto dentro de mim [As vezes grita com a delicadeza de um paquiderme preso em uma loja de cristais]. Pensei poder fazer um diario, com os principais registros e as maiores loucuras quase que em tempo real. Para isso eu precisaria de tempo para me dedicar ao blog; de um computador so para mim; de escrever pouco [ou seja, impossivel. Jorge briga comigo sobre os textos grandes desde o primeiro post, basicamente]. Porem, essa ilha chamada Manhattan eh basicamente a Ilha da Fantasia, so nao tem um anaozinho para nos receber com um colar de flores na entrada [essa frase so vai fazer sentido na leitura dos mais velhos. Finge que entende, da um sorriso e passa para a proxima sentenca com cara de conteudo. Rapidinho].

Tenho uma amiga, leitora de ocasiao do Bibidebicicleta, que decidiu vir para NY e vai usar algumas informacoes do blog. Achei isso sensacional! Estaria inaugurando a parte de servico daqui [que beleuza!]. Na verdade, ja tinha o desejo de elaborar um 'postao' so com dicas para quem quer fazer o que eu faria em NY... Quem sabe na volta?! Assim eu mataria a saudade de My Precious Place [com a voz do Smeagoul do Senhor dos Aneis] com doces lembrancas uteis... Fica a dica para mim mesma! Hehe. Vem com tudo Laskier e nao deixa de tentar encontrar ingressos para o show da Madonna no Madison Square Garden agora em Outubro! Eita mulher de sorte! Vixe!

E ja que eu comentei sobre essa famosa arena de shows e esporte, vamos a um flashback para o dia que fomos conhecer THE NY stadium...

“Amanheceu, peguei a viola, botei na sacola e fui viajar...” Chegou o dia de levantar cedo para encarar mais uma missao! Nao estou hospedada exatamente em Manhattan, entao, para chegar ate o olho do furacao, tem que ter disposicao [a-han], tal qual Chapeuzinho Vermelho “pela estrada afora...” Desde que pisei aqui nessa terra, a minha mae sempre me faz a mesma pergunta: “ja comprou a minha camera?”. Minha gatona esta com mais de 70 anos [nao dedurei a idade inteira para fazer charme, mas ela sente-se orgulhosa de cada ano vivido] e justamente a partir dessa idade eh que ela resolveu fazer parte do "mundo moderno". Comprou um celular, fez curso para aprender a usar o computador, entrou na internet pela primeira vez e de la nao saiu mais... Manda e-mail, conversa pelo MSN [segundo ela, a sua cachaca] e agora acabou de fazer a sua conta no Orkut [convoucou o vizinho, um santo, para ensina-la como se inscrever e usa o tempo da diarista para ensina-la a adicionar pessoas e fazer truques de outro mundo]. Quando ela soube que eu estava com a passagem marcada, me deu dinheiro para comprar uma camera digital para ela. Estou achando isso o maximo! Estou muito orgulhosa da minha mae, sinal de que ela quer aprender, nao perdeu o interesse e nem a curiosidade com a vida! E a cada nova etapa do processo vencida, vejo que ela vibra como uma crianca. No fundo, acho que a dita "terceira ideade" eh a infancia com o plus da experiencia [para quem soube e sabe viver].

Assim sendo, fiz questao de dar a primeira parada do dia na loja de informatica que estava em promocao. CyberVovoh agora tem uma camera vermelha, fashion como so ela! Quero ver a minha mae na crista da onda, meu bem! Tirando marra de gatinha! So que... So que comprar material de informatica no comeco do dia nao foi uma boa ideia... A camera veio com kit completo e esse kit comecou a pesar horrores... La fui em caminhando pela avenidas de NY com uma sacola da JR que ao longo do dia pareceu ficar cada vez mais pesada! E o dia... Bem, o dia prometia ser loooooooongo, porque eram 11 horas da manha e o show da Celine Dion no Madison Square Garden [o evento do dia] estava marcado para comecar as 20 horas... Toma-lhe, toma-lhe, toma-lhe, toma-lhe fazer hora! Mas o mimo da mommy estava garantido!
Good Girl!

Fatos


Fato 1: O Ultimo post bateu o recorde de comentarios! 'Dezao'! Estou muito felizona e quero bis de chocolate!

Fato 2: Coloquei o contador ha cerca de um mes e antes disso a gente passou do total de mil visitas! UHU! Nao sou celebridade e nao conto com outro tipo de propaganda que nao seja a boca a boca. Assim sendo, estou muito feliz de ver que as minhas palavras ganham forca nos olhos de mais e mais gente. E como eh um trabalho que faco for free e for fun, fico extremamente lisonjeada com tal gratificacao! Thanks Folks!

Fato 3: Voces acham que estou esquecendo de contar o numero de posts? Na-na-ni-na-nao! Passamos do 180, rumo ao de numero 200 e com o sonho dourado de atingir os 1000 gols, quer dizer, os 1000 posts! Seria eu o Romario das Letras? O Pele do textos interneticos? Let`s see. Se a minha conta bancaria atingisse metade da deles, ja dava para eu bancar uma festa de arromba para juntos celebrarmos o feito...

Fato 4: Estou de ferias, minha gente! Epoca em que "Toda Preguica Sera Relevada!" Fico querendo contar tudo o que acontece aqui – e nao eh pouco – mas tem dias em que chego tao tarde e tao acabada! E tem tambem outros em que so quero “passar uma tarde em Itapoa com um velho calcao de banho e um dia para vadiar”. Entao, para todos aqueles que acompanham As Aventuras de Bibi & Onca pelas Terras do Tio Sam como se fosse a sua novela na internet e chegam aqui e nao encontram uma letrinha se quer para distrair... Sorry! Nessa temporada eu me dou ao direito de ser uma Diva e me entregar ao prazer do dolce far niente!

Fato 5: Estou tomando coragem para escrever more & more! Aproveitando que o tema esta, digamos, quentinho! Hummm como paozinho de padaria feito na hora! Entao, vamos ao post!

15.9.08


Estou totalmente em divida com a narracao dos acontecimentos da semana. I am sorry. Como eu sempre faco questao de frisar, esse blog nao eh jornalistico, mas fruto de uma busca interior e a expressao de pensamentos que teimam em querer ganhar corpo nessas paginas. No entanto, nao eh sempre que acontece uma viagem assim, que a gente pode transformar em historia/novela/serie. E por esses ‘causos’ eu tenho conseguido um bom feedback. Nao por respostas no blog, como eu sonhava, mas por orkut e msn... O que tambem tem seu valor. Timidez cyberespaciana, fazer o que?! Ou a velha pressa que nos persegue, sem fim.

Estou voltando um pouco no tempo. Flashback da historia na memoria, sujeita a intemperies, para que todo mundo possa ficar em dia com a sua agenda de viagem. O sabado chegou e nos chamou para o meio do olho... da rua! Streets Of New York. A dupla deu cria e virou um quadrado – cada um no seu. Eddy e Tom se juntaram ao grupo. Eles sao particamente Batman & Robin, mas nao me pecam para eleger quem eh quem, deixa que eles se matem para resolver essa questao! hohoho

A Onca me despertou cedo. Saco dos sacos! Eu nao estava em Recife, mas aquele parecia ser o Galo da Madrugada. Banho de uma hora para sujar tudo de novo nas ruas limpinhas de Manhattan e seus metros (subway, traducao por falta de acento) admiraveis. Todos prontos? S...Nao. O Tom ainda ia ao correio. Eu ja estava com um vestido bem alegre, bem colorido! Uhu, preparada para nao chocar os multicoloridos gringos – se bem que, no caso, gringos eramos nos... deixa para la! Tambem apostei em um tenis, porque eu nao sou boba nem nada! Mesmo que esse meu tenis tenha se mostrado 'guloso' durante a viagem: comia a minha meia e consequentemente machucava o meu pe.

Quando finalmente todos estavam listos, a Onca puxa a maquina da bolsa para a foto oficial de partida. E em seguida o Eddy tira a dele do bolso e o Tom vem la de dentro com a dele. O que eh isso?! Complo para me enlouquecer!? Flashes espocando por todos os lados? Nao, nao, nao! Meus dedos comecaram a tremer! Na ultima viagem, a Onca voltou para casa com 1500 registros! Fiquei uma semana com LER – Lesao por Esforco Repetitivo. Fui me escondendo em um cantinho... Mas a foto era do quarteto! Local escolhido? O colchao de casal em que o Tom tem dormido nesses ultimos dias, na sala. Fim da foto eu digo: Dois casais em um colchao? Quem disse que essa casa eh de gente careta? [risada geral]
Desce o pano rapido!

Todos no trem e a Onca faz seu primeiro registro fora de casa. A cara dos quatro no que parece ser o vagao. Sem ninguem para tirar, ela ja desenvolveu a tecnica de esticar o braco e juntar as pessoas e suas cabecas. A foto, no caso, tem que vir com legenda, porque fica dificil sair todo mundo, que dira registrar a paisagem no mesmo frame!?

Primeira parada: World Trade Center. Pegamos um trem ate o Brooklin, para atravessar a Brooklin Bridge a pe. Passeio sensacional. Nos perdemos, claro. Fomos ajudados por um americano que se ofereceu para mostrar a direcao. Cuma?! So nao choveu aquele dia, porque no ceu nao havia nuvens! Paramos em uma lanchonete tipica do interior. A Onca pediu o bom e velho HOT DOG e o Eddy saiu logo em direcao ao banheiro. Cerca de 15 minutos depois, ele nao havia voltado. Fui la. Eddy estava quietinho, encostado na parede em frente a porta do reservado, desconsolado.

Bibi – Que foi Eddy?
Eddy – Ah, nada... To aqui esperando...
Bibi – Esperando o que?
Eddy – Tem um policial ai dentro.
Bibi – E voce nao entrou por que? Ta com medo de ver a arma dele? [ta, essa foi pessima! Mas eh piadinha de viagem, ne?! So para descontrair]
Eddy – Eh mesmo, vai que ele quer me mostrar o trabuco dele? Cada um que cuide do seu!
Bibi – Mas ele esta ai esse tempo todo?
Eddy – Eh, ta sim! Voce acha que eu sou louco de bater e interromper o momento de concentracao do homem?
Bibi – Cagao!
HOHOHO

Atravessamos a ponte caminhando. Foi um passeio lindissimo. O dia estava bem ensolarado, quente! O local eh qualhado de turistas, tem que ter paciencia... mas cada segundo vale a pena. Uma dica para quem nao conhece: a travessia eh composta de dois espacos, a faixa dos pedestres e a faixa dos ciclitas. Respeite essa regra, porque os ciclistas vao passar sem do e nem piedade. Uma vovozinha deslumbrada com a construcao quase virou asfalto.

Na parte final da travessia, a gente viu la de cima o Pier 17. Esse eh um dos lugares mais badalados de Manhattan ultimamente. Cheio de bares e restaurantes, o lugar eh sinonimo de charme e gente bonita. Alem de ter uma vista sensacional para o Hudson River e a Brooklin Bridge. Achei muito legal a consciencia dos americanos, que fizeram no terceiro andar da construcao – que abriga restaurantes e, claro, um mini-shopping com banheiro e praca de recreacao – uma especia de deck de observacao com cadeiras do tipo espreguicadeira. Que lugar gostoso para namorar!!!! Que vontade de ter o meu honey-honey ali! Solteiras, lugar bom para paquerar tambem, sem duvida!

Dois fatos me chamaram a atencao [no big deal]: A Onca quis produzir os meninos com poas, oculos e chapeus coloridos para uma foto funny. Eles, claro, nao aceitaram... Perdi a chance de ver quem seria o Robin da dupla, droga! A Onca, tambem, achou a maquina Zoltar, igual a do filme Quero Ser Grande. Quase arrisquei colocar uma moeda, mas pensei bem... Estou muito feliz com os meus 30 anos. Sim, eu confesso: sou balzaca e estou adorando tal fato!

Saimos do pier e andamos tanto quanto beduinos no deserto. Entra daqui, roda dali, vira de ca, faz foto de la. O Eddy ameacou:

Eddy – Se a gente esta perdido, vou ter que abrir meu mapa!
Bibi – Vai abrir seu mapa aqui na rua? Assim?
Onca – Vai Eddy, abre o mapao pra gente ver!
Eddy – Vou ter que sentar para desenrolar o mapa, sabe como eh, eu guardo ele assim para poder caber!
Tom – Se o seu mapa for mundi eu quero ver para quem ele vai mostrar Cancun!
Bibi – E Cuba?
Onca – Eu quero ver o Peru! [Bem que dizem que nao se deve cutucar a Onca com vara curta!]

Depois dessa, o Eddy achou melhor pedir informacoes para alguem na rua. Sabe o que a gente descobriu? Que embora tenhamos feito aquele caminho sem fim, bastava apenas seguir a Fulton Street, que saia do pier direto para o World Trade Center, local da nossa estacao! Cosas de la vida, hermano! Sem a andanca, jamais saberiamos da existencia do mapao! Qual a sua localizacao agora? Tem certeza? Chama o Eddy! E passa regua!

Obrigada Meu Deus


Esse foi um dos dias mais incriveis da minha vida... Nao basta contar, so vale sentir... Um dia que so cabe dentro do meu peito. E veio a noite e com ela as surpresas finais. Falei com o meu Amor, as palavras mais doces, a saudade mais profunda, o beijo recitado mais tocante. Tambem teclei com meu grande amigo e irmao Ellus, ombro de uma vida, forca de uma estrada, que do outro lado do mapa me desejou 'boa noite' com uma cancao na voz e violao de Joao Alexandre...


Que os erros de outrora nos façam pensar
Que o tempo é agora e não pode esperar
Que o amor não tem hora, nem cor, nem lugar
E só tem sentido se a gente se amar

Que a nossa garganta desate esse nó
Num abraço apertado sem medo e sem dó
Que a gente divida entre acordes e tons
A honra e o prazer de juntar nossos dons

Que Deus sobre nós multiplique esse amor
Sadio e sincero no riso e na dor
Que as nossas canções falem sempre de paz
Nem muito de menos, nem pouco de mais

Que a história se faça por sermos irmãos
No peito e na raça, no aperto das mãos
Que as nossas crianças nos vejam assim
Amigos no início, no meio e no fim



Agradeco a Deus por nesse momento ter tanto a
agradecer e tao pouco a pedir...

13.9.08


Ha certas coisas que jamais mudam. E isso pode
ser uma bencao inenarravel!

Ha certas coisas que ganham novos contornos e isso
pode ser uma evolucao dos sentidos.

Ha certas coisas que se transformam e se
trasmutam... Volvem-se e revolvem-se e voltam a seus termos. E isso pode ser a constatacao de que a nossa essencia eh a mesma e que isso vale a pena.

Viver eh
respirar!

Viver eh inspirar a vida!

Bibidebicicleta



11.9.08

The day


Numa folha qualquer / Eu desenho um sol amarelo / E com cinco ou seis retas / É fácil fazer um castelo... / Corro o lápis em torno / Da mão e me dou uma luva / E se faço chover / Com dois riscos / Tenho um guarda-chuva.../ Se um pinguinho de tinta/ Cai num pedacinho/ Azul do papel / Num instante imagino/ Uma linda gaivotaA voar no céu... / Vai voando / Contornando a imensa/ Curva Norte e Sul / Vou com ela/ Viajando Havaí Pequim ou Istambul / Pinto um barco a vela / Branco navegando/ É tanto céu e mar / Num beijo azul...

Nao sabia muito bem como comecar o post de hoje. Queria passar a sensacao de sonho e realidade, de imaginacao e viagem. Lembrei dessa musica do Toquinho, que marcou a minha infancia. Quem acompanha o blog ja percebeu que as minhas melhores memorias remetem a essa epoca. O mais legal eh perceber que a partir de um certo tempo, NY tambem comecou a guardar os meus Magic Moments. E dessa vez nao foi diferente.

A viagem chega a sua metade. E em meu coracao eu posso sentir que ainda tem muito mais por vir. Ontem, sem duvida alguma, foi um dia especial. Amanheci podre, como escrevi no ultimo post. A comida me fez muito mal. A Onca marcou encontro comigo no lobby do hotel Marriott, onde esta a TKTS - a place que vende os ingressos da Broadway por um valor mais em conta.

Pois bem, so consegui levantar as 11 da manha. O gosto de guarda-chuva na boca era inegavel! Escrevi um pouco para voces e parti! Coloquei um vestido bem soltinho - o barrigao estava a toda! - um sunglass, que eh parte integrante do meu look, e uma mochilinha velha de guerra. Fui! Estava tao fraca, sem comer nada direito desde o almoco do dia anterior, que dormi no metro. Pendurada igual a passarinho no puleiro, cheguei a Manhattan. Andava decidida, sempre em frente, cheia de olheiras e com cara de poucos amigos. Na primeira banca de jornal, parei para comprar um gatorade. Com certeza aquilo me ajudaria a enfrentar o dia com mais disposicao. Como nao poderia deixar de ser, o vendedor era aquele tipico arabe novaiorquino. Abri a geladeira dele com seguranca e peguei o suquinho vermelho.

Bibi - How much is this?
Arabe da banca - One dollar and a half.
Bibi - Just a second, please [peguei o din e dei]. Which flavor is this drink?
Arabe da banca - Fruit Punch.
Bibi - Oh, I see. I don`t like the cytrics, so it is better to ask, right? As I am not from here.
Arabe da banca - What? You are not from here!? Are you just visiting?
Bibi - Yes, just passing by...
Arabe da banca - WOW, I could swear you were a New Yorker!

Fiquei como!? Um dos melhores elogios que ja recebi nos ultimos tempos vindos de um estranho...

Jorge continua pedindo para eu escreveu em capitulos...
AQUI COMECA A PARTE DOIS

Fui andando pela Quinta Avenida como se pisassse em nuvens! Eu sou uma New Yorker, pensei com um sorriso no rosto. A minha fraqueza ja nem era um problema tao grande... Olhei o relogio e vi que faltavam apenas cinco minutos para o encontro marcado com a Onca. Ela, solidaria com o meu drama gastrico, entrou na fila para comprar o ingresso de um dos shows que queriamos ver. Fui seguindo aquela fila de gente esquisita - tinha ate um cachorro do meu tamanho! e muitos ling lings coloridos. Fiquei tensa, porque nao encontrava a minha amiga. Finalmente a reconheci pelos oculos, ja na boca do caixa. Ela saiu e sorriu aliviada ao me ver.

Onca - Comprei Legally Blond.

A nossa ordem de preferencia era:
1) Mamma Mia
2) Grease
3) Legally Blond

Nem fiquei desapontada. Amei o filme e a peca na Broadway com certeza nao deixaria pedra sobre pedra. As montagens teatrais sao sempre sensacionais em roteiro, efeitos, danca, cenario e musica. Com o ingresso em maos, a Onca me conta o seu plano:

Onca - Olha, sao 15 horas e agora a gente tem ate as 20 para rodar por ai ate a hora do show. [minhas pernas tremeram, eu nao teria forca para tanto. Achei sinceramente que fosse melhorar, mas nao foi o que rolou de verdade. Estava cheia de olheiras, fraca, inchada e com um tanto bom humor, quanto quem chupa limao na laje debaixo de um sol de 40 graus].

Onca - Eu ja sei o que quero fazer! Voce nao pode rir de mim, ta?
Bibi - Ta. O que eh?
Onca - Eu quero tirar uma foto com o Naked Cowboy! Da ultima vez eu nao tirei e a Beta perguntou... ficou faltando essa foto no meu portfolio!
Bibi - O que?! Ta louca? hahahahaa
Onca - Eh serio! Olha so... Ele esta na Times agora e cobra so tres dolares pela foto. Ja fui la me informar e fiz uns registros de outras pessoas. Eh muito divertido, vamos!?
Bibi - Voce vai e eu faco a foto! Nao quero pagar para tirar foto com esse maluco nao, ta?
Onca - Ta bem. Voce segura as minhas bolsas entao e faz varias fotos...

Fomos caminhando, caminhando... E la estava ele, sob o sol de Manhattan. Tudo o que eu so havia visto pela TV era verdade. Um cara de cuecas, no meio do centro do mundo, com suas botas, chapeu e violao. O que eu ainda nao havia notado - ate aquele momento - eh que a figura eh absolutamente sarada! O homem eh musculoso, definido, durinho e tem um bundao! Alem de ser muito divertido. O Onca se jogou na missao! Agarrou o cara, abracou e fez a ultima foto segurando o bumbum da figura, que retribuiu na mesma moeda. Eu rindo de chorar! Ainda bem que nao tremeu a foto!

Assim como uma gangster ou empresaria ou mae que banca as aventuras fui ate ele e disse:

Bibi - Aqui esta o dinheiro!
Naked Cowboy - Colococa aqui na minha guitarra.
[eu dobrei as tres notas e coloquei dentro da guitarra, que ja parecia cheia! Ele olhou aquele bolinho dobrado e disse:]
Naked Cowboy -Has enough for both girls.
[ele me deu um chega pra ca, mesmo carregada com as minhas bolsas e as da Onca, e colocou a minha mao no seu peitoral. So lembro de ter pensado. Wow, como esse cara esta malhado!]. E ele gritando para quem quisesse ouvir:
Naked Cowboy -Oh, she is touching my nipple!
A turma que estava em volta comecou a rir. Todo mundo sabe que eu adoro uma plateia, nao e?

AQUI COMECA A PARTE TRES

Saimos rindo da sessao de fotos com o Naked Cowboy. Mesmo sem gastar um penny, enfrentei a situacao e entrei na brincadeira com graca! Se esta em Roma, faca como os Romanos, nao e? E cumprida a primeira tarefa, a Onca disse que queria visitar a loja da Apple e a Fao Schwarz. Aquela eh uma das minha areas prediletas de Manhattan, porque une predios antigos com a novissima instalacao da Apple, tem um pedaco do Central Park, uma fonte, uma praca que eh uma graca e da ao lugar uma especie de respiradouro no meio da city, alem da loja de brinquedos sensacional, que foi cenario do filme Quero Ser Grande com Tom Hanks tocando o grande piano no chao com o dono da empresa. Cena inesquecivel do cinema.

Comecamos a longa caminhada da rua 42 ate a 58 pela Setima Avenida. Ainda no primeiro bloco, dou de cara com uma equipe da Fox. A reporter me chama gentilmente. Eu nao resisto ao apelo da coleguinha e acabo dando entrevista para a Fox, para um tal de Dave. Nem preciso dizer que achei o maximo e que esse frame tambem faz parte da minha galeria de Magic Moments!




Continuamos a caminhada ate o destino final. Comprei uma pashimina, porque aqui esta comecando a fazer frio! O fim da tarde tras com ela um ventinho gelado, que eh bem complicado de administrar. Ainda mais porque as lojas conservam seu ar-condicionado nas alturas.

Andar na FAO eh voltar a ser crianca. Enquanto a Onca queria fotografar todas as coisas da loja, eu queria tocar, testar e sentir cada item dali, principalmente as pelucias, que parecem ser feitas do material mais soft do planeta. Parecia aquela personagem Felicia do Tine Toons: "Eu vou te apertar, te agarrar, te matar de amor..."

A loja estava bem vazia. Estranhei bastante. Quando chegamos ao segundo andar, o piano havia sumido! Meu coracao deu um salto! Como assim!? Continuamos andando pela loja... Passamos pela maternidade, onde bonecos imitam bebes de forma perfeita. Hum... Quis ter os meus! No fim da loja, um sala especial! La estava ele: o piano! A Onca tirou logo o sapato e foi testar as teclas. Eu fiquei de fotografa. Era arriscado tirar o sapato aquela altura do dia, se eh que voces me entendem! hahahahahaha

Voltamos andando. Antes de ir para o teatro, paramos em uma loja chamada Sephora. Esse eh O LUGAR das maquiagens! Eh a Disney das tintas na cara! Todos os dias, praticamente, a Onca passa la para se maquiar. Eu achava que era carao dela, folga mesmo... Porem, percebi que eh normal! As pessoas entram la, testam as maquiagens. Elas se pintam mesmo! E a loja oferece esponjinhas, lencos e cotonetes especialmente para isso! E em cada prateleira, tem um espelho dos bons para que a cliente deixe rolar a sua criatividade. Sabe quem a gente ve saindo de la toda linda e maquiada? Adriane Galisteu! Ela estava com o namorado Iodice dela...

A noite terminou de forma felomenal! Vimos Legally Blond! Eu amo a Broadway. E agora a minha lista de espetaculos cresceu:

1) A Bela e A Fera

2) O Fantasma da Opera

3) Mary Poppins

4) Legally Blond

Quero mais!

10.9.08

Mexicano


Tempo, tempo, tempo, tempo... Passa rapido ou passa arrastado. Ando tao cansada. E colocar a cuca para funcionar nessas condicoes tem sido uma tarefa bem complicada. Fico super animada com os recadinhos que me deixam, isso da animo para continuar, mesmo querendo estar debaixo das cobertas e desfrutando de um travesseiro flopt em uma cama Queen size. Essa eh a unica maneira de ter espaco! Se bem que eu, com sono agitado, ja espanquei a Onca. Ela disse que vai procurar a delegacia da mulher... hehehe

Nao estou mesmo muito legal hoje! Sorry. O que aconteceu? Bem. Ontem nos seguimos a estrada de tijolos amarelos, tal qual Dorothy e Toto, e fomos parar em Port Authority, ou seja, uma especie de Rodoviaria Novo Rio, delux, claro! Pegamos o busao - super confortavel, ar, bancos reclinaveis, pessoas educadas, me senti no 217! (hohoho) - em direcao ao Woodburry Mall, um outlet. Tempo da viagem: 45 minutos. Tempo de papo e apreciacao da vista: 5 minutos. Depois disso, meu bem, cai em sono profundo ate sentir a cutucada da Onca, avisando que haviamos chegado. Essa era a minha primeira visita ao mall. Antes de mim, a Cris Grillo, minha coleguinha poderosa e gente fina ate debaixo d`agua, ja havia vivitado e lugar e me avisou: leva uma bolsa bem grande! Va de bermuda, camiseta e um sapato confortavel e facil de tirar. A Grillo fala e eu sigo quase que cegamente! Foi o caso.

Qual o seu look Bibi? Alguem podia perguntar [eh geralmente essa a pergunta que mais faco em dia de trampo. Para nao enferrujar, la vai...]:
Bermuda: Gap
Sapatilha: Ked`s
Camiseta: Ecletic
Cardigan: Renner
Mochila: Nike
Relogio: Swatch
Joias: By Camelot (hihihi, eu ganho pouco, gente! Mas capricho na pronuncia)

OK. Uniforme de sacoleira, confere! Mas ao abrir meus olhos, lembrei-me imediatamente de Jorge Benjor... "Chove chuva, chove sem parar / Chove chuva, chove sem parar / Mas eu vou fazer uma prece, pra Deus, nosso Senhor / Pra chuva parar de molhar o meu divino amor..."

Ceus! O que fazer diante daquela situacao? A Onca, prevenida que so, tinha um guarda-chuva amigo em sua bolsa de utilidades. Este, no caso, aquele mesmo protetor de escova que a gente ouviu falar em um post anterior. E la fomos nos, pisando em pocas de agua, equilibrando uma sombrinha para duas, as bolsas grandes no meio para atrapalhar a logistica da coisa. Por um golpe do destino, acabamos comecando pelo corredor mais caro do Mall: Prada, Gucci, Dolce, Burberry, BCBG... Eu, animada que so, quis logo entrar em uma loja chiquerrima, cuja vitrini me atraiu. Ao chegar ate a porta - e olhar para dentro tal qual crianca de rua que fica na varanda do restaurante namorando a sua comida - quis entrar. A Onca me segura pelo braco. Ai Bibi, nao vamos entrar ai nao! Estamos molhadas e tao... tao... chinelentas! hahahahahha Nao havia palavra melhor para designar a situacao a qual nos encontravamos! Eram duas sacoleiras, chinelentas dos infernos! Que quadro mais triste... se nao fosse comico! Acho que foi o dia que a gente mais riu! E melhor, rimos de nos mesmas!


Na hora do almoco, uma praca de alimentacao inteira nao foi o suficiente para mim. Na falta de opcoes, mandei ver num Mexicano. E nao eh que fiquei me lembrando do Cucaracho o dia inteiro? Passei muito mal da metade para frente do dia. E hoje amanheci ruim que nem peru em vespera de Natal! Eh o que mommy sempre me ensinou: minha filha, nao como porcaria na rua! hahahahah (com trocadilho, por favor!). Nos Eua, faca como os americanos e coma americanos. A doida vai querer dar moral para os companheiros de terceiro mundo... E sabe o que mais me deixou intrigada? No restaurante Mexicano, quem me atendeu foi um japones! O mundo esta mesmo globalizado!


Depois eu conto outras...

7.9.08

NY Shop


No ultimo post eu ia falar de contemplacao... Peco permissao para voltar a esse assunto mais tarde. Coisas mais urgentes aconteceram ontem e elas merecem ser narradas em sua ordem cronologica.

Achei que ontem fosse ser um daqueles dias perdidos de viagem. A previsao do tempo nao parava de alertar sobre uma tempestade. Aqui as previsoes podem mesmo ser levadas a serio. Pensei ate em avisar as autoridades que esse furacao era a passagem da Onca por NY, mas achei mais divertido deixa-la livre para os acontecimentos (hohoho). Estava em casa, vendo pela janela o tempo virar, segurando o queixo, entre uma cutucada na unha e outra... Entao tive uma ideia: por que nao vamos ao mall (assim os shoppings sao chamados aqui, porqie to shop significa comprar, so...)? Mesmo que o tempo virasse, estariamos protegidas pelas paredes do templo do consumo! O Tom, nosso anfitriao, chamou um taxi e fomos os tres para aquela aventura! Coitado do Tom... Ele achou que fosse um programa tranquilo! Mas passou a tarde inteira carregando sacolas!

Chegamos ao Jersey Garden`s Outlet bem na hora do almoco. Eles foram de pizza e eu de comida chinesa - arroz frito, uma verdura que eu ACHO que era vagem, e frango ling ling. A dupla ja estava sentada, quando eu me aproximei com a minha bandeja, bebida e bolsa. Postei a bandeja na mesa e um Xai Xang se aproxima da mesa e comeca a falar baixo e em um dialeto que nao se podia compreender. A minha bolsa estava me atrapalhando, entao, estiquei-a para a Onca colocar na cadeira vazia ao lado dela. O Xai Xang simplesmente pegou a minha bolsa! Vi ate um brilhinho no olhar dele. Eu, assustada, tomei a bolsa da mao dele: ta maluco!? Quer morrer, cumpadi!? So entao entendi que ele estava pedindo donativos para uma causa social. Achou que a minha bolsa era uma benevolencia minha! WHAT? hahahaha Tadinho, ficou ate amarelo. Ou mais! (hohoho).

Depois do almoco, comecamos o nosso periplo por aquele mundo de lojas. A Onca estava obcecada por um tal de colchao inflavel. Passamos por uma loja de utilidades domesticas e o olhinho dela brilhou. Eu so de entrar ali fiquei nervosa. Era bagulho de todo tamanho, por todos os lados. MEDA! Ate eletrodomesticos cor de rosa eu vi, gente! Cozinha americana nao eh uma coisa normal, entao, voces compreendem o meu pavor! A pessoa aqui nao tem nem o brev^e do fogao (nao tem acento, deixei assim para vcs notarem a diferenca da palavra). Enquanto tentava controlar o meu horror diante daquilo, a Onca me chama com cara de crianca levada. Olha Bibi, olha o que achei! Uma lixeira perfeita para minha casa! O QUE!? Como assim? A pessoa vem para os EUA para comprar uma lixeira!? E ela corre ate o seu mimo e aperta o botao para me mostrar como abre. Nisso, a lixeira prateada em forma de torre, que devia ter a metade do nosso tamanho, cai de cima da pilha e faz o maior barulho!!!! A bicha tentando se abaixar para pegar o objeto e eu rindo, sem saber onde ou como me esconder! Ela, em um misto de raiva e timidez, me diz:

Onca: Amizade eh na alegria e na tristeza!
Bibi: Onde esta escrito que no mico tambem? hahahaha

Isso foi um sinal para ela deixar de lado esses materiais de uso domestico, objetos de tortura pos-modernos! Tambem fiquei imaginando como ela embalaria aquele cilindro para viagem! Objetos eroticos nao sao permitidos nessa trip!

O resto do dia de compras foi bem legal! A Victoria`s Secret estava em promocao. Percebemos que em uma boa sale, minha gente, ninguem eh de ninguem, e todo mundo desce do salto como se descesse de um carrinho de montanha russa. Houve choro e ranger de dentes. Entramos em uma loja de vestidos de casamento. Cinco minutos depois saimos de la em choque. Gosto eh uma coisa que realmente nao se discute, mas achei ate interessante perceber o abismo que existe entre os trajes de gala dos dois paises. Qualquer coisa que eu comprasse ali me tornaria a Barbie em Noite de Gala ou a Noiva Cadaver!

Adquirimos varios produtinhos. De igual, trouxemos uma bolsa da Puma e os cremes da VS. As vendoras fizeram de tudo para nos empurrar um cartao de fidelidade para nos tornarmos Angel`s. Ah, fala serio!? Como ela nao percebeu as nossas asinhas, meu amor! Realiza, bicha!

Depois que o Tom pediu para sentar um pouquinho para tomar folego - a nossa aventura perdularia ja passava de cinco horas ininterruptas - Onca e eu resolvemos entrar em uma loja de acessorios para afazer a foto do dia. Ela achou esses chapeus MARA! Fomos ate o fundinho da loja para fazer o registro. Morremos de medo de sermos pegas. Nao pela bronca, ja estamos acostumadas a cara feia e pseudo-sermoes que fingimos compreender, mas pelo fato de ter que explicar o inexplicavel! hehehehe

Fim do dia. Taxi na porta. Uma chuva que parecia o anuncio do fim do mundo. As ruas estavam alagadas. Mesmo! Coisa de Rio de Janeiro em dia de caos. Engarrafamento. Sobe na calcada. Troca de itinerario. Ruas que se tornaram rios. Um calor dos infernos dentro do carro. Todo mundo respirando junto, ofegante. Me deu a TICA! Queria sair daquele aperto, da sauna involuntaria. A essa altura o ar-condicionado era apenas uma brisa. Comecei a orar! Meu Deus, nao deixa esse carro morrer! O motorista singrando os mares... agua, agua, agua! glub, glub, glub! E o Tom ao telefone, combinando de ir comer uma pizza na casa do Eddy. E a Onca, agarrada ao guarda-chuva com todas as forcas, pensando em proteger a sua escova. Cuma?!? So se o carro estivesse equipado com colete salva-vidas. Sera que os bancos eram inflaveis?

O motorista estava ao celular procurando pelo sogro. O coroa parecia ter sumido desde a manha. Na minha mente eu so pensava: garoto, larga isso e olha para frente! Esse carro nao tem periscopio! Mas ele estava tranquilo e ia passando e eu olhando a marola que ele levantava ao nosso lado. Chegamos a porta do Tom. Ele subiu sozinho, com 365 sacolas, e voltou com mais um guarda-chuva. Rumamos para a casa do Eddy. Noite de pizza e sorvete! A casa do nosso amigo eh uma graca; as filhas gemeas dele, mais ainda! Foi uma noite sensacional. Fui recebida na home sweet home com um copo de caipirinha! Tentei pegar leve, porque da ultima vez, eu terminei o programar com a cara no colchao, chorando porque a minha mae nao queria colocar o telefone que comprei em casa (detalhe: ela tinha acabado de comprar um novo! pumf!). So dei uma bola fora:

Eu estava ao lado de uma cadeira vazia. A Onca e o Eddy no sofa imediatamente em frente. Entre nos, uma mesinha de centro com uns badulaques em cima. Eles comecaram a falar da mae do Eddy e apontar para a direcao da cadeira vazia. Eu olhava para eles e olhava para a cadeira; para eles e para a cadeira e pensando: "meu Deus! Eu que bebo e eles eh que estao vendo a mae do Eddy sentada naquela cadeira! SOCORRO!"

Bibi: Sua mae Eddy? Como assim? Onde?
Eddy: Ue? Naquele porta-retratos em frente a cadeira!

O porta-retratos estava de costas para mim. Desce o pano rapido!

Voltamos para casa. Eu estava exausta! Fomos dormir. Eu tive um pesadelo sinistro e acordei com um rugido da Onca. Abri os olhos assustada, porque a cena na minha cabeca era de angustia. Eu surrava um cara que merecia apanhar muito! E no impulso, dei um soco no peito da minha amiga! Imagina a cena?! Eu estava bebada de sono! E ela P da vida. Ficou brava de verdade! Mas eu nao tive culpa, oras! Da outra vez eu dei um tapa no topo da cabeca da Carol, nossa outra companheira de trip - ela riu e lembra disso sempre que nos esbarramos. E embora a gente saiba que "a vinganca nunca eh plena, mata a alma e a envenena", como bem diz o Seu Madruga... Ela veio a cavalo! E tambem de forma espontanea! Ao dormir, tenho mania de colocar os pes para fora da cama, la no fim. Sou baixinha e a cama eh BIG. Fiquei bem la em baixo e acordei com um sonoro pum da Onca, na minha cara! Em sol maior! E com variacoes de entonacao, ritmo e harmonia!

Depois dessa... Pede a conta!

6.9.08

NY Tres

Esta meio complicado contar a historia day by day. A gente chega super tarde em casa e o sono fica tentando me dominar! Os dedinhos e o cerebro nao funcionam na mesma sintonia. Os dedinhos, alias, estao ficando mais gordinhos [saca a historia de Joao e Maria? To achando que tem uma bruxa americana me dando guloseimas psicologicas para me engordar e... Me co-m-e-r Hum... Droga, George Clooney nunca fez papel de bruxa, nao eh? hohoho]... O calor dessa terra eh muito diferente! Uma coisa de umidade que faz toda a diferenca. Temos tentado beber liquido, porque esta tao abafado que a gente nem fica suada! Mesmo andando como camelos pelo deserto, no caso, uma selva de pedra e luzes e gente dos mais diferentes tipos.

Alias, a diferenca das pessoas eh uma caracteristica que muito nos tem chamado a atencao. Definitivamente Manhattan nao representa os EUA em sua totalidade. Costumo dizer que a Times Square eh o coracao do mundo: um lugar que abriga todo o tipo de gente e seus costumes; uma mistura que da certo, que encontrou a sua receita ideal para funcionar. Ao pegar o trem - nao o subway, falo do trem mesmo - a gente sempre se surpreende. Ontem a noite, por exemplo, ao voltar para casa, a Onca e eu tivemos o mesmo pensamento. Como nao tinha lugar, ficamos em pe ao lado de um banco. Ao observar as pessoas, a gente notou que cada uma delas era de uma etnia, cada qual com a sua roupa tipica - uma latina, um musico negro, uma indiana, um careca loiro vestido de executivo. Era praticamente o banco da ONU! As nacoes coexistindo. Achei barbaro a gente ter notado essa caracteristica at the same time. Acredito que isso eh notar o mundo alem dos nossos umbigos. Em uma viagem a gente parece ficar mais atenta aos pequenos detalhes que se descortinam a nossa volta. Detalhes as vezes sem importancia em atitude, mas cheios de significado.

Isso me leva a outro fato diferente que estamos experimentando dessa vez. Contemplacao! Conto na volta! Estou de saida...

5.9.08

NY Dois


Ontem eu nem terminei o post! Tava morta!

... Sai do banheiro do aviao super aliviada por conseguir fazer o meu xixi sem nenhuma participacao especial. Fui caminhando pelo corredor, tentando calcular quantas horas ainda teria que permanecer sentada ali. E caminhei por aquele corredor minimo, quando comecei a procurar pela cabeca da Onca... Onde estava a cabeca da Onca? Caramba! Sumiu! Parem o aviao, porque a moca deve ter sido catapultada... No meio desse devaneio, escuto um psiu! Era o coroa que estava do meu lado - antes de me levantar... Ele ria. A Onca escondia o rosto. E eu fiz cara de paisagem para esconder o obvio! Eu me perdi dentro de um aviao domestico! Voltei igual a cachorro arteiro, com o rabo entre as pernas. Mas sem sair do salto... comecei a me esticar, como se aquele lapso fizesse parte do meu alongamento...
Desce o pano rapido!

Chegamos! Almocamos no proprio aeroporto e fomos para casa com o taxista Haitiano mais grosso que se tem noticias. O cara nao sabia onde era a nossa rua! E mesmo tendo um GPS dentro do taxi, disse que a gente eh que tinha que saber para onde estavamos indo. Eh mole? Mas eu sou brasileira, meu querido, nao desisto nunca! Falei para ele que se eu peguei um taxi, eh porque esperava que ele soubesse me levar, afinal, aquele era o trabalho dele. So entao o figura ligou o GPS e viu que estava a tres quadras do destino final! Resolvi saltar varias casas antes, porque nao queria nem que ele visse onde nos ficariamos. Depois que o taxi partiu eh que percebi onde fomos parar: envolta a latas de lixo!!! O caminhao do lixo havia passado ha pouco e deixou as lixeiras espalhadas em pilhas jogadas pela calcada! Graaaande recepcao! Do luxo ao lixo, com muito glamour, meu bem!

A minha primeira compra foi meio esquisita: um chocolate gordo e dois litros de coca-light. Ue? Para mim faz todo o sentido... Tem uma pessoa no Brasil que disse que o material nao pode voltar avariado, ou seja, sem quilos extras e sem espinhas! Sera que consigo!? Ai santa bicicletinha ergometrica, rogai por mim!

E chega a noite e vem o dia. Raiou o sol e partimos para a Big Apple. Depois de uma trabalheira danada para driblar as maquinas do metro que nao falavam a nossa lingua, entramos no vagao que parecia "uma festa estranha com gente esquisita". E olha que nem estavamos sob o efeito de birita. Duas criancas remelentinhas se sentaram perto da Onca e eu temi pela vida: a minha e a delas. Como voltei aqui para contar a historia, voces podem deduzir que o final foi feliz.

Rua 33. Respiramos os ares Novaiorquinos. Ate aquele momento, a Onca nao havia sacado a sua maquina da bolsa. Mera distracao... Depois que compramos uma bebidinha para aplacar o calor "queniano" que fazia naquele lugar, resolvemos sentar em um degrau de uma pracinha singela ali na frente. Bastou! Pronto, la vem o flash! Bibi e Onca na praca Golda Meir... Isso faz sentido para nos, pelo menos... (eh melhor eu falar assim, senao ela me mata! hohoho)

Almocamos em um lugar super especial! Coisa fina, raridade das raridades! Afinal, estavamos em NY! A cidade que tem mais restaurantes no mundo! Tudo tinha que funcionar em grande estilo... A cidade ja era nossa! Entao, com nosso salto Manolo Blanik pisamos no primeiro Mc Donald`s que apareceu na nossa frente! A fome era negra! E sobre o salto... bem, foi apenas um exagero. A Onca estava com uma sandalinha gulosa: comeu todo o pe dela. Resultado? Paramos em uma loja de U$ 0,99 para comprar Band-aid. O mais curioso eh que no fim do dia, ela queria voltar para comprar outras caixas para trazer para o Brasil... Hein!? E ela completa: "Quando e onde eu vou comprar 300 band-aids por um dolar?"... Segue o fluxo! E nao olha para tras!!!!!!

O fim do dia ficou com a cereja do bolo! Entramos em uma loja que chamamos de Marisao. Eh o caroco da azeitona da empada! A loja eh um mix do brega com a confusao generalizada... mas la no meio do samba do criolo doido, a gente acaba encontrando pecas incriveis por precos inacreditaveis! E assim foi. So que... Na loja nao tinha provador! Como eu ia levar uma calca e uma bermuda de 3 dolares - sim voce leu certo! - sem experimentar!? Afinal, eu venho para o Brasil, nao da para ter toda essa mobilidade de passar ali para trocar. O que fazer? Seus problemas acabaram! A Onca e eu nos escondemos na sessao de bebes... E eu experimentei a calca ali mesmo, por baixo do vestido [nao, nao tenho vocacao alguma para a pedofilia. Era apenas o lugar menos frequentado na loja de departamentos]. Claro que ficamos estrategicamente ao lado de uma vendedora, que remarcava os precos em uma arara e mal podia acreditar no que estava acontecendo! No meio de todo o processo, vejo no canto do olho que um seguranca se aproxima. Ele foi e voltou correndo! Quase me pegou de calca arriada! Sera que tinha camera?! Big Brother total nos Eua! Mas que uma coisa fique bem clara! Mamae me me ensinou a ser pratica, meu bem! Ninguem viu o meu B... Deixa pra la...