25.10.09

Meu Fashion Rocks

Foto: Reprodução/www.quemacontece.globo.com

* Essa foto foi postada aqui em homenagem ao meu amigo CK, que fez a seguinte referência à diva dos agudíssimos: Mariah (Chubby Hot) sing-girl.

OOOOOOi!

Como todo mundo sacou pela foto que deixei aqui, fui chamada para a cobertura do Oi Fashion Rocks pela Caras. Segunda-feira é o dia do fechamento da matéria e eu confesso que estou um pouquinho tensa em saber como isso se dará. Não que seja um mistério ou uma pedreira. O que acontece é que é um evento de proporções gigantes e de muita, muito informação. Isso requer um pouco mais de suor dos neurônios. Tudo bem, vai dar certo! A galera da redação é gente boa demais.

Domingão na área e eu acabei de fechar o meu relatório sobre o evento. Impossível não lembrar de algumas passagens. Vou comentar aqui, porque há notas que não cabem na revista. Não por falta de espaço, mas por linha editorial. Afinal, entre os leitores de lá a minha vida não passa de um OVNI. Já aqui tenho liberdade de contar os bastidores dos bastidores para quem interessar possa...

* Síndrome de pobre - Fiquei chocada com o preço dos ingressos (de 800 a 1100 Reais)! Ficaria muito chateada se tivesse desenbolsado tamanha grana para ver um show com tantos cortes. Melhor dizendo: sim, eles selecionaram vários bons shows, mas todos miudinhos! Quando você começava a pular, já estava terminando.

* Dizem que até as celebridades tiveram que pagar pelo ingresso. Não sei. Logo no começo fui entrevistar o cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi e ele me disse que havia ganhado o seu convite. Bem, ele pode (e deve mesmo) ter amigos generosos.

* Mariah Carey só pode ter dublado a sua performance. Não tem jeito! É fato! Do contrário, depois daquele agudo agudíssimo, seu vestido teria rasgado de cima à baixo. Ela foi embalada à vácuo ali dentro! E os peitos estavam praticamente sufocando a garganta. Soube, em OFF, que ela teria se recusado a tirar foto com qualquer modelo, porque não faz foto ao lado de mulheres mais magras. Mariah está chubby. Ainda assim é muito legal poder assisti-la por aqui.

* Uma dessas "pseudo-celebridades" deixou o evento antes do fim. Disse que pagou para ver a Mariah e não a Alcione. #puramaldade!

* Dei de cara com o Ricardo Teixeira pela primeira vez na minha vida. Sabe como é, né? Essa gente cheia de poder que você só conhece pela televisão. Acho sempre interessante esse encpntrinho social. Mesmo que o som do evento atrapalhasse demais, a gente bateu um papinho. Ele estava acompanhado pela mulher. E o que achei mais bárbaro... Ele, 62 anos. Ela, 30 anos. Os dois fofos juntos. Sei lá o que eu tinha, mas brinquei muito com ele. fazia perguntas e ria dele e com ele. O homem gostou. Largou a mão da mulher para apertar a minha ao final da entrevista. Gosto quando isso acontece.

* Assim como ele (Ricardo Teixeira), também ganhei a simpatia do cabelereiro mais estranho esteticamente que já conheci (mas tem um trabalho fashion que é único): Celso Kamura. Kamura tem fama de difícil, mas comigo estava soltinho. Ainda terminou a entrevista dizendo que aquela noite só estava dando pinta! hahahaha Adorei!

* Havia um estande da Seda lá. Eles estavam badalando o novo produto chamado CoCriações. Para tal, conseguiram trazer para o evento alguns especialistas, que criaram as fórmulas para cada shampoo (e afins). Eu tive que entrevistar a responsável pelo Liso Extremo, Yuko Yamashita, a criatora da escova definitiva, sabe?
O fotógrafo fez sinal para ela ir até a parede e fez o seu registro. Coloquei o meu melhor sorriso na boca e fui até ela para gastar o meu inglês. A primeira palavra foi uma apresentação. E eu fiquei um tempão ali falando inglês com ela e Yuko me devolvia sorrisos. Só sorrisos. Claro! Como eu vim a descobrir depois de gastar o meu verbo americano, ela só fala japonês! hahaha! As duas com cara de KU até a chegada do tradutor. PUTZ! Eu não entendi uma palavra do inglês dele! hahahaha Desenvolvemos uma entrevista por gestos. A boa e velha linguagem corporal salva!

* Twittei muito durante as apresentações. Uma das minhas frases foi: "Quando Donatella Versace sorri, os meus joelhos tremem!"

* O que foi a apresentação de Grace Jones? Ela, enquanto diva, ok! Mas a louca estava vestida em um maiê, entrou com uma capa e uma máscara de gata/oncinha e uma meia-calça que tinha motivos de onça na canela. Oi?! Daí em diante foi piorando: colocou um chapéu que o Bruno Astuto comentou que o povo em volta comparava a um Doritos. Eu, na verdade, achei que fosse metade do chapéu da Freira Voadora - Aquele seriado antigo da Sally Field. No final, um chapéu escuro com uma penas. Para mim, era a versão dark fashion do Garibaldo - aquele pássaro amarelo que já animou as manhãs da garotada que hoje sofre com problema nos joelhos.

* A repórter que estava comigo gritou: "olha quem chegou! Giane. Vai atrás!" E eu saí correndo atrás de uma loira alta. Pensei de imediato na Gianne Albertoni. Claro! Era um evento de moda... Mas era o Reynaldo Gianecchini! hahahaha Cadê que eu conseguir falar?! Never!

* Tomei sorvete Itália de graça, mas paguei R$15,00 por um Koni. #Fome

* Caramba, me amarrei naquela Stelle!? De verdade! Quanta energia! Acho que a dupla formada por ela e pela Lenny foi a melhor da noite. Sabe quando música e moda ficam redondinhos?! #Minhaopinião!

* Achei curioso observar que por ser um evento de moda, todas as lulus capricharam em seus saltos. Só que era moda e música, ou seja, um show. Várias tropeçaram nas pedrinhas portuguesas que cobriam - naturalmente - o chão do Jockey. Era um tal de virar o pé, dar tropeção, chutar pedra, que você nem imagina. Uma levou um tombo na minha frente. Morri de pena!

* Por que o Marc Jacobs não veio? Sua grife era a mais esperada da noite. Feio isso...

11 comentários:

valmir disse...

Vc diz 'Síndrome de pobre', pq ficou "chocada com o preço dos ingressos (de 800 a 1100 Reais)". Mas isso nao é 'Síndrome de pobre'. É consciência mesmo! Sindrome de riqueza é o que alguns, fora da realidade social do país, têm por aqui.

Bia Bug disse...

Concordo com o Valmir. Entrei pra dar um beijo e encontrei uma opinião validíssima! Tem gente no Brasil que sustenta 5 filhos com 1/10 disso. Pena... Beijocas!

Bibi disse...

Eu disse Síndrome de Pobre por uma razão. Quem estava lá, obviamente podia pagar por um ingresso como esse ou queria tanto que juntou a graninha. Qual o valor de um sonho? Eu estava lá, mas não tinha o cacife - e nem o desejo ardente - de pagar para estar. Sairia frustrada. Mas para uma fatia da sociedade que mil reais é 10, 100 reais, a visão da coisa toda fica diferente.
Sei que é um dinheiro alto e que muitas famílias se sustentam assim. Fato. Mas a minha comparação é "regional", falo apenas daquele grupo que pode e quis pagar.
O legal do evento, no fim das contas, é que parte da verba é destinada a causas sociais. Não é nada, não é nada? É melhor que nada...

jose luis disse...

eu que ja' tenho essa sindrome com teatro, imagina com ingressos de quatro digitos?
adorei os comentarios
e do chapeu da freira voadora

Bibi disse...

Pois é Zé, tenho esse mesmo probleminha com teatro! Apoio a cultura! Gosto da iniciativa de se levar para o palco coisas bacanas! Sei o quanto é complicado ter dinheiro não só para montar um espetáculo, mas também para pagar por sua manutenção ao longo da temporada... Ainda assim, não posso negar que é um baque no orçamento tirar do bolso o que pedem para um musical, por exemplo, que é um gênero que eu amo e que - justificadamente - a cifra é de doer! Não adianta a produção justificar todo o gasto, investimento e tal, se ainda assim, mesmo plausível, é um sufoco desembolsar a quantia - se a gente for tomar a realidade financeira carioca como premissa, por exemplo. Guerreiros os que fazem e inteligentes od que podem pagar, porque teatro é um LUXO. AMO!

claudio disse...

Síndromes a parte, concordo com o que vc falou sobre Mariah. Pra variar, ela dublou todo o show. ela tem feito muito isso, até em shows normais, mas com a tecnologia, ela pode se dar aoluxo de "cantar mesmo" as partes mais fáceis das músicas, principalmente as antigas dela, e dublar as partes mais "cascudas" cheias de agudos e tal. Hoje é possível fazer isso, infelizmente...

Bibi disse...

Caraca! É possível cantar e dublar ao mesmo tempo!? Por isso que eu achei estranho ela ter ido ao Jockey passar o som...

deco2808 disse...

Adorei a materia ,mas eu nao pagava nem 1 real, para ver isso, nem conheço!!

So soube dela vendo CQC

Bibi disse...

A matéria ainda não saiu! Não me comprometa menino! hahahah Aqui são apenas visões off the records! Ah, eu até pagaria um preço justo! Gosto das baladinhas antigas dela. Achei que a última fosse a dos velhos tempos, mas fizeram uma mixagem chaaaaata!

Saulo disse...

Vi tudo via you-tube e viajei nos seus relatos! Não sirvo para esta vida fashiom apesar de possuir um "brilho" natural: minha humildade. Não critico a Mariah! Tudo bem que ela tenha vindo embalada na marra... melhor do que fazer a linha me amo, me desejo, me quero e ficar, como em seus clips, se alisando quase numa ciririca insandecida e frenética! Abafa...

Bibi disse...

Ah, ela foi tão fofa, solícita e simpática com os fãs! Tão diferente da Madonna!